14.455 Mega Byte – Como não ser Hackeado


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É importante aplicar as atualizações disponibilizadas pelas empresas dos softwares instalados em sua máquina, principalmente quando falamos de updates para o sistema operacional ou navegador web. Esses patches trazem muitas correções para falhas de segurança e até mesmo de desempenho, que podem ser exploradas por pessoas mal-intencionadas.
Porém, antes de procurar a versão mais recente de um software, lembre-se de que muitos projetos preferem disponibilizar duas versões de atualização: uma oficial, para quem prefere estabilidade, e outra ainda em desenvolvimento (Beta), para quem prefere ter acesso às últimas novidades. Caso o seu propósito seja aumentar a segurança do PC, opte sempre pela versão estável, deixando os pacotes Betas para máquinas de testes.
Boa parte das ameaças virtuais é instalada em seu computador por meio de cliques em anúncios de sites e produtos obscuros. Os chamados spywares não apenas se instalam em sua máquina como também acompanham sua atividade na internet, enviando dados para quem os desenvolveu.
Sendo assim, para combater essa praga e, de quebra, ainda ganhar mais privacidade, tenha sempre instalada alguma extensão que bloqueie esse tipo de anúncios, como a Adblock e a Adblock Plus. Se você deseja saber mais sobre as atividades que o navegador web pode estar executando silenciosamente, instale o Ghostery para Google Chrome.

Um browser para cada ocasião
Conhece aquelas pessoas que usam um carro para o trabalho e deixam outro, mais bonito, na garagem, para uso exclusivo nos fins de semana? Pois a ideia desta dica é a mesma: usar um browser para navegar à toa na internet e deixar um de uso exclusivo para o acesso a internet bankings, compras e outros tipos de operações que exigem mais segurança.
Porém, há algumas regras que devem ser seguidas. Evite, por exemplo, acessar sites de bancos por meio de links ao usar o seu navegador de “final de semana”. É importante acessar o site diretamente, pois, assim, você se livra da possibilidade de cair em um link malicioso, que redirecionará a conexão para um site falso e de aparência semelhante, preparado para capturar seus dados. Se preferir, faça seus próprios favoritos.

Cuidado redobrado com downloads
Boa parte dos programas maliciosos é instalada pela própria vítima. A razão disso é o fato de esses softwares estarem, normalmente, disfarçados de antivírus, jogos ou fotos da festa, uma armadilha que pega muitos desavisados ou desatentos. Por isso, antes de instalar algo, analise bem a origem do pacote: se achar que o site é estranho, não confie.
Outro problema é confiar demais. Desconfie sempre dos anexos enviados por amigos por email, afinal, eles podem não ter tomado os mesmos cuidados que você. Portanto, só faça o download daquilo em que você confia. E, mais importante ainda, só instale softwares que vieram de locais muito confiáveis!

Não acesse a conta do banco em PCs públicos
Evite ao máximo acessar serviços importantes, como a conta bancária, nos computadores de lan houses, escolas, bibliotecas ou hotéis. Lembre-se de que você não tem certeza de que essas máquinas estão livres de programas que podem estar capturando os dados de login e senha que você possa digitar. Se não tiver escolha, tente emprestar o computador de uma pessoa de confiança.

Fique esperto com Wi-Fi público
alvez você tenha pensado que pode acessar, sem medo, sua conta do banco a partir de um telefone ou notebook próprio. Em tese, isso é verdade, mas há mais uma etapa a seguir: por mais que use seus próprios equipamentos, lembre-se de que as suas informações também trafegam pela rede que liga ao site, com ou sem saldo.
Portanto, se estiver conectado pela rede de uma cafeteria ou de outro estabelecimento desconhecido, evite a todo custo o acesso a esse tipo de serviço. Pode ser que softwares estejam monitorando e capturando todos os dados que transitam por essa rede aberta.

hacker larapio

O logout é seu amigo
Depois de usar um computador compartilhado, não se esqueça de se desconectar dos serviços em que você está logado. Não há nada pior do que deixar um computador com inúmeras sessões abertas, como Facebook e internet banking. Se isso acontecer, uma pessoa mal-intencionada não pensará duas vezes antes de roubar seu perfil ou senha.
Como alternativa, você pode limpar todos os dados de configuração do navegador antes de deixar a máquina. Isso é feito de maneira simples por meio do próprio browser, que normalmente conta com funções específicas de privacidade. Outra funcionalidade que pode ajudar é o de aba anônima de navegação, que não grava dados de quem estiver navegando.

Senhas e backups
Se alguém sabe o seu email e conhece bem a sua personalidade e preferências, essa pessoa pode tentar adivinhar a senha dos serviços em que você está cadastrado. Por isso, tente sempre misturar letras (maiúsculas e minúsculas) e números, de um jeito que seja fácil de lembrar.
Outra prática que não pode faltar é o famoso backup, uma cópia de segurança dos arquivos mais importantes, sempre guardada em uma máquina diferente e, se possível, na nuvem. Assim, mesmo que aconteça algo de ruim com seus dados, você poderá recuperá-los facilmente.

14.454 – Onde há Tumor há Temor – Por que nem sempre a quimioterapia faz efeito?


tumor
Tumor do temor

Não se engane: apesar de realmente acarretar efeitos colaterais bastante incômodos em certos casos, essa estratégia salva muitas vidas. Um levantamento de 2012 do Instituto Nacional de Câncer, por exemplo, indica que mais de 70% do orçamento brasileiro para tratar essa doença foi destinado a custear esses fármacos.
Para contextualizar à população qual o real impacto dos quimioterápicos — que inclusive evoluíram bastante ao longo das décadas —, médicos da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) listaram mitos bastante disseminados sobre o assunto. “A generalização de sintomas que nem sempre acontecem tem consequências negativas. Muitos pacientes sofrem antecipadamente com perdas que talvez nem ocorram”, comenta o oncologista Claudio Ferrari, secretário de comunicação da Sboc.
A quimioterapia, uma das mais importantes armas de que dispomos no tratamento contra o câncer, surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, nos Estados Unidos, quando as pessoas que trabalhavam em pesquisas com o gás mostarda (substância utilizada na guerra química) começaram a apresentar alterações nos glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas e anemia. Isso chamou a atenção dos pesquisadores que passaram a estudar o assunto, porque há doenças em cancerologia, como muitas leucemias e alguns linfomas, que evoluem com aumento dos glóbulos brancos (leucócitos) e queda dos vermelhos (hemácias).
Realmente, o gás mostarda foi o primeiro quimioterápico utilizado, a primeira droga química que se mostrou capaz de destruir as células tumorais. Depois, vieram outras que transformaram a quimioterapia num ramo da medicina que tem salvado muitas vidas e aliviado o sofrimento dos doentes.
Nos últimos 20 anos, foram descobertas algumas substâncias que conseguem fazer as células do sangue se dividirem de maneira mais rápida e intensa. Descobriu-se, ainda, que se forem administradas aos pacientes em paralelo à quimioterapia, seus efeitos adversos sobre o sangue serão diminuídos. Esses achados possibilitaram a prescrição de drogas quimioterápicas em doses mais altas e mais frequentes, uma vez que, não havendo diminuição maior das células do sangue e, consequentemente, perda das defesas do organismo, é menor a ocorrência de quadros infecciosos.
Em alguns casos o tratamento não reponde. Na realidade a quimio e a radio podem de fato não curar a doença, permitindo apenas um aumento da sobrevida. É verdade que muitas vezes o tumor desaparece e exames não detectam células cancerosas após um tratamento, mas isto será por um período de tempo, porque a químio não mata as células-tronco e em algum momento elas formarão novas células cancerosas.

O lado assustador:
Faz parte do protocolo de tratamento do câncer aguardar um período de cinco anos para dizer que a pessoa está de fato curada da doença. Mas o fato é que este é um período em que o retorno da doença é menor. O risco de retorno da doença começa a crescer a partir do segundo ano e atinge seu período de maior risco entre os cinco e os dez anos após o tratamento, muitas vezes voltando na forma de outros cânceres mais agressivos e metástases.