13.423 – Educação – Novo Ensino Médio tem a meta de alinhar o Brasil com sistemas estrangeiros


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Um dos argumentos dos que defendem a reforma do ensino médio é que ela alinha o currículo brasileiro a experiências internacionais. Isso porque prevê que o aluno possa escolher, segundo seu interesse, uma área de formação entre as cinco previstas.
Especialistas concordam que a tendência é não ter mais um caminho único para o aprendizado. Fazem, porém, duas ressalvas à reforma brasileira: a primeira diz respeito ao fato de que ainda não há um detalhamento de como ela será implantada; a segunda, a de que existem pontos mais sérios a serem tratados na reforma do que o alinhamento internacional.
Simon Schwartzman, sociólogo e pesquisador do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), considera que a reforma é um avanço. “Não existe no mundo sistema parecido com o brasileiro antes da reforma”, destaca. “O sistema europeu permite diferentes trilhas no ensino médio e, nesse sentido, a reforma nos aproxima desse sistema. A diferença é que, na Europa, isso é feito em redes de ensino diferentes, enquanto aqui a proposta não é essa. O sistema americano não tem redes separadas, mas é mais flexível.”

Já Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação e professor de filosofia da USP, avalia que, com 13 disciplinas, uma reforma era necessária, mas considera que existem outros pontos mais importantes que o alinhamento aos currículos internacionais. Um deles é que não há nenhuma garantia de que será oferecida ao aluno mais de uma opção.

ARGENTINA
(escuela secundaria)
Início a partir dos 13 anos
Duração 5 anos
13 disciplinas espanhol, matemática, biologia, química, física, história, geografia, educação cidadã, língua estrangeira, geografia, artes, educação tecnológica.

É divida por um ciclo básico e outro orientado, conforme a área escolhida. O país também discute uma reforma no ensino

CANADÁ
(high school)
Início a partir dos 15 anos
Duração 4 anos (5 anos em Québec)
9 disciplinas (inglês, matemática, física, química, história, geografia, biologia, educação física e língua estrangeira)

Nos dois primeiros anos, o aluno faz as matérias obrigatórias. Depois, escolhe as eletivas, inclusive o nível de dificuldade

CHILE
(escuela secundaria)
Início A partir dos 14 anos
Duração 4 anos
11 disciplinas espanhol, matemática, biologia, química, física, história, geografia, inglês, educação física, filosofia e artes.

Tem um currículo bastante parecido ao atual ensino médio brasileiro. Há ainda a modalidade de ensino técnico

ESTADOS UNIDOS
(high school)
Início a partir dos 14 anos
Duração 4 anos
7 disciplinas inglês, matemática, história, geografia e economia, educação física e língua estrangeira

Além das matérias obrigatórias, possui disciplinas eletivas que somam créditos para concluir o ensino médio e entrar na universidade

REINO UNIDO
(high school)
Início A partir dos 15 anos
Duração 4 anos
12 disciplinas inglês, matemática, ciências, história, geografia, língua estrangeira, tecnologia, artes, música, cidadania, educação física e computação. Nos dois primeiros anos, todas são obrigatórias -depois, só inglês, matemática e ciências, e as outras passam a ser eletivas

O que é a reforma?
É um conjunto de novas diretrizes para o ensino médio implementadas via Medida Provisória apresentadas pelo governo federal em 22 de setembro de 2016. Por se tratar de uma medida provisória, o texto teve força de lei desde a publicação no “Diário Oficial”. Para não perder a validade, precisava ser aprovado em até 120 dias (4 meses) pelo Congresso Nacional.

Quem elaborou a MP?
A MP foi elaborada pelo Ministério da Educação e defendida pelo ministro Mendonça Filho, que assumiu a pasta, após a posse de Michel Temer, em 1º de setembro de 2016.
Antes da MP, estava em tramitação na Câmara o Projeto de Lei nº 6840/2013, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Entidades como o Movimento Nacional pelo Ensino Médio defendiam a continuidade da tramitação e das discussões sobre o PL. Governo e congressistas dizem que o conteúdo da MP considera discussões da Comissão Especial que resultou no PL.

O que ficou definido na reforma?
A reforma flexibiliza o conteúdo que será ensinado aos alunos, muda a distribuição do conteúdo das 13 disciplinas tradicionais ao longo dos três anos do ciclo, dá novo peso ao ensino técnico e incentiva a ampliação de escolas de tempo integral.

Áreas de concentração
O currículo do ensino médio será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em elaboração. Mas a nova lei já determina como a carga horária do ensino médio será dividida. Tudo o que será lecionado vai estar dentro de uma das seguintes áreas, que são chamadas de “itinerários formativos”:

 

linguagens e suas tecnologias
matemática e suas tecnologias
ciências da natureza e suas tecnologias
ciências humanas e sociais aplicadas
formação técnica e profissional
As escolas, pela reforma, não são obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco áreas, mas deverão oferecer ao menos um dos itinerários formativos.
Carga horária
O texto determina que 60% da carga horária seja ocupada obrigatoriamente por conteúdos comuns da BNCC, enquanto os demais 40% serão optativos, conforme a oferta da escola e interesse do aluno, mas também seguindo o que for determinado pela Base Nacional. No conteúdo optativo, o aluno poderá, caso haja a oferta, se concentrar em uma das cinco áreas mencionadas acima.
Inglês
A língua inglesa passará a ser a disciplina obrigatória no ensino de língua estrangeira, a partir do sexto ano do ensino fundamental. Isso quer dizer que Congresso manteve a proposta do governo federal. Antes da reforma, as escolas podiam escolher se a língua estrangeira ensinada aos alunos seria o inglês ou o espanhol. Agora, se a escola só oferece uma língua estrangeira, essa língua deve ser obrigatoriamente o inglês. Se ela oferece mais de uma língua estrangeira, a segunda língua, preferencialmente, deve ser o espanhol, mas isso não é obrigatório.
Mais escolas em tempo integral
Outro objetivo da reforma é incentivar o aumento da carga horária para cumprir a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que, até 2024, 50% das escolas e 25% das matrículas na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio) estejam no ensino de tempo integral.
No ensino médio, a carga deve agora ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800 horas por ano, de acordo com o MEC. No texto final, os senadores incluíram uma meta intermediária: no prazo máximo de 5 anos, todas as escolas de ensino médio do Brasil devem ter carga horária anual de pelo menos mil horas. Não há previsão de sanções para gestores que não cumprirem a meta.

Disciplinas obrigatórias
A principal polêmica diz respeito às disciplinas obrigatórias do ensino médio. Antes da MP, no Brasil, não existia uma lei que especificava todas as disciplinas que deveriam obrigatoriamente ser ensinadas na escola – esse documento será a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que ainda não saiu do papel. Até então, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) só citava explicitamente, em trechos diversos, as disciplinas de português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia como obrigatórias nos três anos do ensino médio.
Na versão original enviada pelo governo, a MP mudou isso, e retirou do texto as disciplinas de artes, educação física, filosofia e sociologia. Ela determinava que somente matemática e português seriam disciplinas obrigatórios ao longo dos três anos, e tornava obrigatório o ensino de inglês como língua estrangeira. Mas, além disso, os demais conteúdos para a etapa obrigatória seriam definidos pela Base Nacional, ainda em debate.

MP altera artigos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei nº 11.494, de junho de 2007, que é a Lei do Fundeb. Além disso, institui a Política de Fomento à Implementação de Escola de Ensino Médio em Tempo Integral.

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13.422 – Capitalismo Selvagem no Cinema – O Mercador de Veneza


O mercador

Enredo:
Na cidade de Veneza, no século XVI, Bassanio (Joseph Fiennes) pede a Antonio (Jeremy Irons) o empréstimo de três mil ducados para que possa cortejar Portia (Lynn Collins), herdeira do rico Belmont. Antonio é rico, mas todo seu dinheiro está comprometido em empreendimentos no exterior. Assim ele recorre ao judeu Shylock (Al Pacino), que vinha esperando uma oportunidade para se vingar de Antonio. O agiota impõe uma condição absurda: se o empréstimo não for pago em três meses, Antonio dará um pedaço de sua própria carne a Shylock. A notícia de que seus navios naufragaram deixa Antonio em uma situação complicada, com o caso sendo levado à corte para que se defina se a condição será mesmo executada.

Direção: Michael Radford
Elenco: Al Pacino, Jeremy Irons, Joseph Fiennes mais
Gêneros Drama, Romance
Nacionalidades EUA, Itália, Luxemburgo, Reino Unido
– Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2004.
– O orçamento de
O Mercador de Veneza
foi de US$ 30 milhões.

al pacino

Al Pacino Atividades > Ator, Diretor, Produtor
Nome de nascimento > Alfredo James Pacino
Nacionalidade > Americano
Nascimento > 25 de abril de 1940 (Cidade de Nova York, Nova York, EUA)
Idade > 77 anos

13.421 – Sociologia – De onde vem a Expressão Capitalismo Selvagem?


CAPeTALISMO
É um termo criado originalmente para se referir à fase do capitalismo na época da Primeira Revolução Industrial (cerca de fins do século XVIII). Naquela época, especialmente na Grã-Bretanha, camponeses empobrecidos vindo de um meio rural superpovoado e estagnado, não tinham outra alternativa senão trabalhar nas nascentes indústrias da época, criadas a partir das inovações tecnológicas que pipocavam a todo momento, em especial o tear mecânico ou ainda o motor a vapor.
Em tal cenário, cheio de inovações, não havia nenhum regulamento ou disposição prevendo como se dariam as relações entre os donos de fábricas e seus empregados. Assim, as condições de trabalho desses primeiros empregados eram as mais desumanas possíveis, com um dia de trabalho de dezesseis horas ou mais, emprego de menores de idade, até mesmo crianças em ambientes insalubres, fechados e de risco de mutilações e doenças. Isto se dava não por falta ou pelo excesso de humanidade de qualquer um dos patrões, o que acontecia é que esta realidade de trabalho dava o máximo de retorno financeiro ao dono do empreendimento. Muitas vezes, os trabalhos nas fábricas não paravam, havendo turnos diurnos e noturnos, numa rotina de trabalho de 24 horas, que supria não só a Europa como boa parte do mundo com os novos produtos industrializados. Claro, este sistema não trazia vantagem nenhuma ao trabalhador, mesmo que fosse mais vantajoso de que aguardar por trabalho no campo. Esse sistema todo descrito deu origem ao termo capitalismo selvagem, onde a exploração ferrenha do rico empresário oprimia os pequenos trabalhadores, assim como na selva, os animais grandes impõem sua vontade aos pequenos.
Hoje, a locução “capitalismo selvagem” é utilizada para indicar um sistema capitalista de dimensões globais, onde ocorre concorrência ferrenha entre as multinacionais dominadoras de vários mercados ou até mesmo países, com o apoio de seus governos lenientes e corruptos, fruto da ausência de sustentabilidade do modelo capitalista dos dias de hoje. Exemplo perfeito deste conceito é o domínio que a Firestone, empresa do ramo da borracha industrial exerceu desde 1926 até bem recentemente dentro do território da Libéria, país africano, onde a mesma praticamente controlava o país.
Este segundo significado também é ligado a vários outros conceitos onde o ganho financeiro suplanta o desenvolvimento humano e do planeta como um todo. Assim, o conceito de capitalismo selvagem estará ligado a vários outros temas, como por exemplo a política dos países ricos, que exploram as riquezas da terra sem consideração a qualquer noção preservacionista ou auto-sustentável, ou a banalização da morte a favor do capital, ou da guerra pelo petróleo, pela venda de armas, pela manutenção de um estilo de vida luxuriante nos países desenvolvidos, a venda de alimentos industrializados com produtos cancerígenos, a utilização dos pesticidas, o superaquecimento do planeta, desmatamento, a morte pela fome e AIDS, a impunidade dos criminosos detentores de poder econômico ou político, e até mesmo a infância desvalida que acaba atraída para o tráfico de drogas e a criminalidade.

Selvagem é Apelido
Um sistema que surgiu no século 15 e que continua existindo até hoje. Como vimos em outros artigo do Mega, capital é a riqueza acumulada pelo trabalho humano e nesse sistema se busca aumentar cada vez mais a quantidade de riqueza acumulada. É um sistema injusto com grandes distorções na distribuição da riqueza e que gera disparidades.
No capitalismo, o não proprietário depende da venda da sua força de trabalho em troca de uma remuneração, assim sendo, o próprio trabalho se tornou uma mercadoria.

Na lei da oferta e da procura quem tem mais sempre leva vantagem
Eles têm o poder de decidir sobre os produtos ofertados, seus preços e os salários pagos aos trabalhadores, de acordo com a oferta e a procura de produtos e serviços no mercado.

Dica: Assista o filme O Mercador de Veneza

Capitalismo sistema