13.339 – Teletransporte: Engatinhando, mas é assim que começa – Cientistas teletransportam partícula da Terra para o espaço


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Equipe chinesa que lançou o satélite Micius anunciou que conseguiu usar a rede quântica do dispositivo para teletransportar uma partícula da superfície terrestre para a atmosfera pela primeira vez.
A técnica utilizada consiste em um estranho fenômeno conhecido como “entrelaçamento”, que pode acontecer quando partículas quânticas, como os fótons, se formam ao mesmo tempo e no mesmo ponto do espaço, dividindo a existência. Em termos técnicos, eles são descritos com a mesma função de onda — o interessante é que a experiência continua mesmo quando os objetos estão distantes no Universo. Logo, quando um é afetado o outro também é.
Apesar de a informação já ser conhecida há anos, uma experiência como a chinesa nunca havia sido realizada. Isso porque a técnica é muito frágil, pois as partículas interagem com a matéria na atmosfera ou dentro de fibras óticas, o que faz com que a relação entre elas seja perdida. No caso do experimento, os fótons continuaram se relacionando, mesmo estando a 500 km de distância.
“Experimentos anteriores de teletransporte entre locais distantes foram limitados a cem quilômetros, devido à perda de fótons em fibras ópticas ou canais terrestres livres”, afirmou a equipe em entrevista ao MIT Technology Review. Por isso o feito dos chineses foi tão surpreendente.
O time de cientistas mandou milhões de fótons para o espaço durante 32 dias, mas só obtiveram 911 respostas positivas. “Relatamos o primeiro teletransporte quântico de qubits independentes de um único fóton a partir de um observatório terrestre até um satélite na órbita terrestre — através de um canal de ligação ascendente — com uma distância de até 1,4 mil km”, afirmaram.
O feito coloca os chineses em posição de liderança da área, que era até então dominada pela Europa e pelos Estados Unidos. “Esse trabalho estabelece a primeira ligação ascendente terra-satélite para o teletransporte quântico ultra-longo, um passo essencial para a internet quântica de escala global”.

13.338 – Catolicismo – Quem foi São Bento, o patrono dos exorcistas?


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Benedetto de Norcia nasceu em Úmbria, na Itália, no ano de 480. Desde criança, ele demonstrou interesse pela religião e nunca deixava de rezar. Por conta disso, acabou se mudando para Roma para estudar filosofia. Lá ele conheceu um eremita que lhe ensinou tudo sobre a vida solitária, e Bento passou a ser um ermitão.
Durante 3 anos, Bento ficou recluso em uma gruta, apenas rezando e estudando. Ele recebia alimentos de seu mentor, chamado Romano. Aos poucos, outros pastores da região começaram a ouvir sua história e também passaram a deixar comida na entrada da sua moradia.
Ordem do Beneditinos
A fama de que Bento era um santo em vida logo se espalhou, e muita gente passou a procurá-lo em busca de conselhos e orações. Isso fez com que ele fosse convidado a ser o abade do convento de Vicovaro, já que conhecia bastante dos ensinamentos de Cristo. Lá, ele acabou criando atrito com os monges, seus subordinados, que inclusive teriam tentado matá-lo com um cálice envenenado. Bento, ao benzer o vinho, teria neutralizado o veneno e sobrevivido!
Apesar dos atritos, Bento foi o primeiro a organizar os monges – antes eles viviam isolados e dispersos. Os mosteiros fundados por ele faziam parte da Ordem dos Beneditinos, a primeira ordem monástica da História, que atraiu a atenção de muitas pessoas da alta sociedade, que enviavam os filhos para estudar nesses locais. Ela funciona até os dias atuais.
Bento morreu aos 67 anos, supostamente depois de prever a própria morte. Ele cavou sua cova, reuniu seus seguidores, fez uma reza e sucumbiu! Sua fama de milagreiro só aumentou ao longo dos séculos: em 1220, ele foi finalmente canonizado. Dos mosteiros beneditinos, ergueram-se 23 papas, 5 mil bispos e 3 mil santos!
A medalha e a oração
A origem da cruz-medalha de São Bento é incerta, mas ela traz uma série de curiosas inscrições. Por exemplo: VRS (“Vade Retro Satana”, ou “para trás, Satanás”, em latim) e NSMV (“Nunquam Suade Mihi Vana”, ou “Nunca me dê conselhos vãos”). Por conta disso, ela ficou famosa no uso em exorcismos, a ponto de o papa Bento XIV, em 1742, aprovar a medalha para essa prática.
Hoje em dia, muitos invocam orações a São Bento como forma de quebrar magias de inimigos – e não precisa ser apenas do Tinhoso! Para isso, basta entoar os versos de sua oração: “A cruz sagrada seja minha luz. Rogue por nós, bem-aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo”.

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13.357 – Aquecimento global poderá trazer o caos aos aeroportos nos próximos anos


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Segundo Jenna Gallegos, do The Washington Post, um estudo recente apontou mais um problema relacionado com o aumento das temperaturas.
De acordo com Jenna, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA, concluíram que o aquecimento global poderá trazer o caos a aeroportos de várias partes do mundo — incluindo alguns da Europa e das Américas que estão entre os mais movimentados do planeta. Conforme explicaram, com o aumento das temperaturas, a ocorrência de ondas de calor se torna mais frequente — e, com elas, as manobras de decolagem se tornam bem mais complicadas.

Questão de aerodinâmica
Segundo Jenna, o que acontece é que, basicamente, quando a temperatura do ar aumenta, sua densidade diminuiu e, com isso, o avião não consegue gerar “empuxo” suficiente para decolar. Com isso, os comandantes precisam levar uma série de aspectos em consideração antes de decolar para garantir que a manobra ocorra sem riscos, como a extensão da pista, o tipo da aeronave que estão pilotando e o peso que estão transportando.
No caso do peso especificamente, para contornar o problema, a solução seria se livrar do excesso dele — o que significa que os pilotos teriam que voar com menos combustível e remover bagagens e até passageiros para tornar as aeronaves mais leves.
Pois o estudo realizado pelos pesquisadores de Columbia apontou que, se as temperaturas continuarem subindo, entre 10 e 30% dos aviões (totalmente carregados) serão incapazes de decolar durante os períodos mais quentes do dia. Isso acabaria forçando as companhias aéreas a tomar as medidas que mencionamos acima — e que não agradariam nadinha aos passageiros. Outra opção seria esperar até as temperaturas voltarem a cair à noite ou de madrugada, mas isso poderia gerar atrasos, desconfortos e mais infelicidade entre os viajantes.
Calor e caos
No estudo, os pesquisadores explicaram que, desde 1980, a média das temperaturas no planeta aumentou em quase um grau Célsius, mas até o ano de 2100, se nenhuma medida for tomada para frear o aquecimento global, a previsão é que elas subam em mais três graus.
Acontece que, como comentamos no início da matéria, o aumento das temperaturas tornam as ondas de calor mais frequentes e, com elas, as temperaturas nos aeroportos em todo o mundo poderiam subir entre quatro e oito graus durante esses eventos. Com isso, os pesquisadores estimaram que, até 2080, o número de dias nos quais as restrições de peso para viajar passariam a ser aplicáveis ficaria entre 10 e 50 dias por ano.
Os aeroportos com as pistas mais curtas, situados em cidades mais altas e em regiões do mundo mais cálidas seriam os mais prejudicados, e entre eles estariam os de Bangkok, Dubai, Miami, Los Angeles, Phoenix, Denver, Washington, e La Guardia, em Nova York. Aeroportos situados em cidades menos quentes e cujas pistas são mais longas — como é o caso de Heathrow, em Londres, e Charles de Gaulle, em Paris —, teriam menos problemas, mas, mesmo assim, os pesquisadores previram que as restrições poderiam aumentar em até 50% em todos os aeroportos.
Na verdade, esse problema já foi observado anteriormente, como foi um caso que aconteceu em junho deste ano, no aeroporto de Phoenix, no Arizona, quando mais de 40 voos tiveram que ser cancelados — o que, por sua vez, gerou uma série de problemas e atrasos — depois que as temperaturas chegaram a escaldantes 49 °C. O problema é que, segundo o estudo apresentado agora, esses eventos passarão a ser muito mais frequentes nas próximas décadas.