13.285 – Arnold Schwarzenegger – Exterminador Governador a Caminho dos 70


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Velho, mas não obsoleto (ainda)

Ele é mesmo uma figura única. Desde de seu surgimento no mundo das estrelas, como fisiculturista, até seus filmes, um mais absurdamente violento e fictício do que o outro, o ex-governador da Califórnia e austríaco de nascença se tornou um dos rostos mais queridos de Hollywood. E está perto de completar 70 anos.
Arnold nasceu na vila Thal, na Áustria, em 1947, filho do chefe da polícia local, Gustav Schwarzenegger, e da dona de casa Aurelia Jadrny. Foi criado com bastante rigor, especialmente por seu pai, que desajava ver o filho seguindo seus passos. Segundo o próprio Arnold, Gustav não era dos pais mais queridos, e utilizava métodos disciplinares que, nos dias de hoje, seriam considerados abuso infantil. Além disso, tinha uma preferência por seu irmão mais velho, Meinhard, que veio a falecer em 1971, em um acidente de carro. Em uma pesquisa encomendada por Arnold quando mais velho, o ator descobriu que sei pai fora filiado ao Partido Nazista.
Por influência (leia-se: exigência) do pai, Arnold praticou esportes desde pequeno. Pegou em uma barra de musculação ainda garoto, quando jogava futebol. Gostou tanto que decidiu largar a bola e se dedicar mais a musculação. Segundo biografia em seu site oficial, começou a se exercitar aos 14 anos. Apaixonado pelo corpo e influenciado por ídolos como Steve Reeves e Reg Park, começou a carreira de fisiculturista três anos depois, aos 17
A trajetória como fisiculturista ia de vento em poupa. Schwarzenegger conquistou o título de Mr. Europa, como homem com o corpo mais belo de todo o continente, em 1965, quando servia ao exército austríaco. O próprio já admitiu algumas vezes que o título serviu como uma “passagem para a América”.

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Assim, o grandalhão migrou para os Estados Unidos aos 21 anos, três anos depois. Lá, começou a correr atrás do grande objetivo de sua vida até então: tornar-se o mais novo Mr. Olympia, título de maior fisiculturista do mundo. Sua primeira tentativa foi logo em 1969, mas não obteve sucesso. Voltou com força total no ano seguinte, 1970, vencendo a competição e tornando-se o Mr. Olympia mais novo (23 anos) de todos os tempos, recorde esse que resiste até os dias de hoje.
Daí por diante, venceu o torneio mais seis vezes seguidas, coroado como o maior campeão de todos os tempos. Em 1975, no auge há anos, decidiu abandonar a carreira e dedicar-se totalmente ao ofício de ator, o qual já exercia em paralelo desde 70, quando estrelou o filme Hercules in New York .

O primeiro Globo de Ouro
A dedicação total aos cinemas mostrou-se uma decisão acertada de Schwarzenegger logo cedo. Em 1976, estrelando Stay Hungry , o ator foi premiado com o Globo de Ouro de Nova Estrela Masculina do Ano.
Após algumas produções de sucesso e outros fracassos, como a tentativa de interpretar o Incrível Hulk em seu novo filme, Arnold se manteve em evidência o bastante para ser convidado por James Cameron para estrelar sua maior bilheteria até hoje: O Exterminador do Futuro , de 1984. O filme surge na década mais forte dos thrillers de ação, quando estrelas como Sylvester Stallone e Bruce Willis começam a despontar nos cinemas de Hollywood.
O sucesso de Exterminador do Futuro fez com que um segundo filme fosse produzido, em 1991, confirmando Arnold como um dos grandes nomes do cinema de sua época. Antes, estreou uma parceria de sucesso com Danny DeVito e sua contribuição ao universo da comédia com o longa Twins, de 1988. Também com Danny, fez o que é hoje um dos Blockbusters mais chicletes de todos os tempos: Junior, de 1994.
Daí para frente, sua carreira começa a sofrer um rigoroso declínio, marcado pela crítica fraca do longa Batman & Robin, de 1997, onde Schwarzenegger interpreta o vilão Mr. Freeze. O ator só voltaria a fazer algo relevante nas telonas com o terceiro e último filme da trilogia de O Exterminador do Futuro , o capítulo A Rebelião das Máquinas, de 2003.

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Carreira política: governador e republicano
Percebendo que seu mercado nos cinemas não vinha muito bem, Arnold resolve apostar em outro canal forte de sua criação: a carreira política. Em 2003, filia-se ao Partido Republicano, de George Bush, para concorrer ao cargo de Governador da Califórnia.
A visão política de Schwarzenegger, conhecida desde os anos 1980, contrastava com a de muitos dos atores de Hollywood, conhecidos por possuírem uma ideia de governo mais liberal, direcionada ao lado democrata da política americana. Assim, Arnold foi fortemente criticado quando posou ao lado de Bush em comícios do então presidente, que buscava sua reeleição.
Schwarzenegger foi eleito, com 46% dos votos e no primeiro turno, como governador californiano, pela primeira vez, em 2003, sucedendo Gray Davis. O governo de Arnold foi bastante controverso, especialmente por sua postura inicial pouco amistosa, quando chegou a chamar os opositores democratas de girlie men (maricas, em tradução livre).
No entanto, sua postura foi ficando cada vez menos republicana ao longo dos anos, tornando-o um político considerado mais próximo da centro-esquerda do que da direita. Assim, após o fim de seu último mandato, em 2011, largou o Partido Republicano, com quem já vinha tendo uma série de conflitos de ideias durante os anos anteriores.

I’ll be back: o retorno aos cinemas com Os Mercenários
No mesmo ano em que deixa de lado a carreira política, Schwarzenegger volta aos cinemas em aparição rápida no primeiro Os Mercenários , de Stallone, que contava, ainda, com Bruce Willis, Jet Lit, Jason Statham e Terry Crews, em uma verdadeira reunião de “brutamontes” hollywoodianos.
Arnold parece ter recuperado o gosto pela atuação, voltando para integrar o elenco de Os Mercenários 2 , de 2012, ainda mais pesado com Jean-Claude Van Damme, Chuck Norris, Willis e Stallone. O ator também está escalado para o terceiro filme da franquia, que chega aos cinemas em agosto deste ano.
Brutamontes nas telonas, Arnold Schwarzenegger é hoje um nome fundamental quando se fala de thrillers de ação, ficando marcado não só pelas grandes proporções físicas, mas também pelo talento e versatilidade, tanto como ator, quanto como político e pessoa.

13.284 – Educação – Erradicação do Analfabetismo no Brasil


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O 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos indica que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior número de analfabetos adultos.
De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012 e divulgada em setembro de 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no país foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos – número reconhecido pela Unesco.
Segundo o estudo da organização, há em todo o mundo 774 milhões de adultos analfabetos, sendo que 72% deles estão em dez países – como Brasil, Índia, China e Paquistão.
O presidente do Inep – que representou o Ministério da Educação (MEC) no lançamento do relatório da Unesco, em Brasília – informou que o número elevado de idosos que não sabem ler nem escrever é um dos fatores que dificultam a erradicação do analfabetismo no país. Segundo o instituto, com base em dados do IBGE de 2012, 24% da população brasileira com mais de 60 anos é analfabeta.
Quatro metas a serem cumpridas
Dos seis objetivos definidos em 2000 para a educação, a serem cumpridos até 2015, Costa afirmou que quatro devem ser atendidos pelo Brasil: educação primária universal, igualdade de gêneros, garantia do aprendizado de jovens e adultos e melhoria na qualidade do ensino. A alfabetização de adultos e a educação na primeira infância, com acesso a creches, correm o risco de ficar fora da lista de metas executadas pelo país.
“Acredito, baseado em projeções, que nós vamos alcançar quatro dessas metas. E essas outras duas metas [analfabetismo de adultos e creches] nós temos dificuldades. [Em] Analfabetismo, por exemplo, nós avançamos muito, […] vamos perseguir até o fim. […] Pode ser que no global não cheguemos aos números, mas vamos chegar com a população mais jovem. […] A questão das creches e da pré-escola também é outra [dificuldade em atingir a meta]”, declarou o presidente do Inep.
Costa disse também que é preciso relativizar os dados que colocam o Brasil entre os dez países com maior número de analfabetos.
“Isso tem que ser relativizado, claro, porque o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo. Mas, se observamos a redução [nacional] de analfabetismo, já chegamos a 91,8% hoje de taxa de alfabetizados. E, se pegarmos a população de 15 a 16 anos, temos 98% de alfabetização”, destacou o presidente do Inep.
Pontos positivos
Apesar dos dois objetivos que não serão alcançados pelo Brasil, a análise que o relatório faz da educação no país aponta avanços. Um dos pontos positivos é o acompanhamento de melhoria do ensino que é feito a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
“O Brasil é citado com vários exemplos de boas recomendações, bons modelos para outros países. Mas também aponta várias áreas que o pais precisa melhorar”, diz a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes.
De acordo com a coordenadora, ainda falta no Brasil uma política de valorização do salário e da carreira do professor. “A primeira [coisa a ser feita] é a ampliação da educação infantil – precisamos alcançar no mínimo 80% das crianças da educação infantil nas escolas. A segunda seria expandir a alfabetização de adultos e jovens. E a terceira é a questão da qualidade. E quando falamos de qualidade, o ponto principal é dos professores e da valorização dos professores”, ressaltou.
O relatório destaca como avanço no país a redução das diferenças educacionais por região. Conforme o estudo, entre 1997 e 2002, a média de matrículas no ensino básico no Nordeste aumentou 61%, enquanto no Norte subiu 32%. No entanto, avaliações mostram que, em matemática, estudantes da Região Norte ainda ficam atrás de outras regiões. Segundo o relatório, essa diferença indica que “as reformas precisam continuar e ainda mais fortes”.

13.283 – Mega Byte – Malware já infectou mais de 24 milhões de PCs brasileiros


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Um malware foi encontrado em mais de 250 milhões de computadores, sendo que 24 milhões deles são PCs brasileiros.
O malware em questão foi batizado de Fireball, e ele é capaz de se instalar em navegadores para transformá-los em “zumbis”. Para quem não sabe, quando se cita “zumbis” no contexto de segurança digital, estamos falando em máquinas infectadas que ficam sob comando de um cibercriminoso. Basta enviar uma ordem e o computador dominado a realizará, independentemente da vontade do usuário.
No caso do Fireball, a autoria foi atribuída a uma empresa de marketing chinesa chamada Rafotech, de acordo com a Check Point. A função primária do ataque é manipular os PCs infectados para entrar em sites e gerar receitas de publicidade. Isso é feito alterando a página inicial e o motor de busca padrões do browser para uma ferramenta falsa. Ao fazer uma pesquisa, o usuário é redirecionado para um site convencional como o Google ou o Yahoo e realmente recebe os resultados que procurava. A empresa aproveita e também procura obter informações privadas das vítimas, possibilitando o roubo de senhas e outros dados sigilosos.
A segunda parte do Fireball é talvez ainda mais preocupante. Ele também deixa uma porta aberta para que os controladores remotos dos computadores infectados possam instalar o que eles quiserem na máquina. Ou seja: se os autores do malware assim desejarem, eles podem despejar outros tipos de softwares maliciosos com outras funções potencialmente ainda mais nefastas.
Como o escopo do ataque é gigantesco, muitos dos sites de busca falsos para o qual o Fireball redireciona a vítima acabam ficando entre os mais populares da internet. Os dados da ferramenta de medição de tráfego online Alexa colocam vários dos sites entre os 10 mil mais acessados da web; em alguns casos, eles chegam a aparecer entre os 1.000 mais acessados.
O método de distribuição do malware é famoso entre os brasileiros. É o mesmo que fez o gigante chinês Baidu sofrer tanta rejeição no nosso país: a inclusão de softwares indesejados nos instaladores de programas gratuitos que a vítima baixa pela internet, às vezes até mesmo de fontes confiáveis. A Check Point, no entanto, aponta que podem haver outras formas de distribuição ainda não detectadas.
O Brasil é uma das principais vítimas do Fireball, de acordo com o relatório, correspondendo a 24,1 milhões de instalações, ou 9,6% das infecções mundiais, atrás apenas da Índia, com 25,3 milhões (10,1%). Completando o ranking dos maiores afetados estão México, com 16,1 milhões (6,4%), e Indonésia, com 13,1 milhões (5,2%).
Para se proteger, a Check Point dá algumas orientações. A primeira é procurar o Fireball, que pode estar com outro nome, na sua lista de aplicativos instalados no Windows ou Mac e removê-lo. Em seguida, executar algum programa para limpeza de adwares e malwares e, finalmente, resetar as configurações do navegador. Vale a pena sempre remover também os atalhos do browser que você tem na sua área de trabalho e criar novos.

13.282 – Mega Polêmica – Empresa vende sangue de jovens por R$ 26 mil para ‘reverter envelhecimento’


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Aquele mito de que o sangue de virgens pode garantir vida eterna pode estar ganhando uma versão do século XXI. Uma empresa do Vale do Silício chamada Ambrosia está oferecendo transfusões de sangue de jovens para pessoas mais velhas para supostamente reverter os sintomas do envelhecimento. E cada transfusão custa US$ 8.000 (cerca de R$ 26 mil, na cotação atual).
Segundo a CNBC, mais de 100 pessoas já receberam transfusões por meio da Ambrosia. Embora qualquer pessoa com mais de 35 anos de idade possa se tornar cliente da empresa, seu fundador, Jesse Karmazin, diz que a maioria de seus primeiros clientes tem idade de aposentadoria. Karmazin afirma que os primeiros a testar o procedimento reportaram alguns sintomas positivos, e nenhum negativo.
O sangue, por sua vez, é sempre de pessoas com menos de 25 anos de idade, e tipicamente de adolescentes. Ele é comprado pela Ambrosia dos mesmos bancos de sangue que também vendem para empresas farmacêuticas, o que significa que adolescentes bem intencionados, que vão doar sangue para pessoas doentes, podem acabar tendo seu material usado em idosos ricos e saudáveis.

Isso é Ciência?
Karmazin baseia a ideia de sua empresa em um procedimento chamado de “parabiose”, que consiste justamente no tratamento de problemas por meio da transfusão de sangue de indivíduos sãos para o paciente. Alguns estudos sobre esse assunto já foram conduzidos com ratos e mostraram que a injeção de plasma sanguíneo de ratos jovens nos mais velhos revertia alguns sintomas do envelhecimento.
No entanto, os resultados desses estudos já foram bastante contestados por médicos. Dentre as críticas levantadas estão a falta de evidências da eficácia desse tratamento em humanos, o fato de que os benefícios para o receptor são possivelmente menores que os prejuízos para o doador e a questão de que o sangue poderia ser usado para motivos mais urgentes. Além disso, levantou-se também a questão ética de que os pacientes estariam pagando um preço exacerbado por um tratamento sem eficiência comprovada.
Mas Karmazin, de acordo com o Mashable, não promete que o serviço oferecido pela sua empresa possa “curar” o envelhecimento. Ele diz que o que ele quer é estudar os efeitos desse procedimento para reverter os sintomas associados ao envelhecimento – embora o site aponte que os idosos dispostos a pagar US$ 8.000 por transfusão provavelmente imaginam que estão ganhando mais do que participar em um experimento.
O Mashable também perguntou a Karmazin se ele próprio estava recebendo transfusões de sangue de jovens, mas não obteve resposta.

13.281 – Acredite se Quiser – Pesquisadores vão usar células-tronco para tentar ressuscitar pessoas


celulas tronco ressuscita
Células-tronco são o milagre da medicina moderna e há pesquisadores explorando seu potencial para tudo quanto é problema, incluindo diabetes e esclerose lateral amiotrófica (ALS), a doença que inspirou o desafio do balde de gelo em 2013. Uma empresa, porém, quer extrapolar os limites do que vem sendo estudado para descobrir se essas células são capazes de reviver pessoas que já se foram.
A ideia partiu da Bioquark, que fica na Filadélfia. Segundo reporta o STAT, a empresa planeja lançar um estudo até o final deste ano sobre a possibilidade.
A ideia deles é injetar células-tronco na medula espinhal de gente que tenha tido a morte cerebral declarada. Isso, em conjunto com a injeção de uma mistura de proteínas, estimulações elétricas do sistema nervoso e terapia a laser no cérebro, supostamente faria com que o morto deixasse de ser morto.
Os pesquisadores esperam que o tratamento force o crescimento de novos neurônios e a sua conexão uns com os outros, fazendo o cérebro voltar a funcionar.
A Bioquark ainda sequer chegou a testar o método em animais. A empresa vinha conduzindo estudos em Rudrapur, na Índia, desde abril de 2016, mas, em novembro daquele ano, foi interrompida pelo governo, que disse não ter concedido qualquer autorização à empresa. Agora, o CEO Ira Pastor diz que eles estão de mudança para um país na América Latina.

Os vários poréns
O STAT conversou com uma série de especialistas, inclusive aqueles responsáveis por experimentos nos quais a Bioquark se apoia para o seu estudo, e nenhum deles acredita que a empresa terá sucesso. No ano passado, quando se soube das intenções, dois médicos publicaram um artigo criticando fortemente a equipe de Pastor, que acusaram de dar uma “esperança cruel e falsa de recuperação” a familiares.
Além da desconfiança, há também problemas éticos e conceituais a se levar em conta. Um deles diz respeito à declaração de morte: um estudo sobre 38 trabalhos publicados ao longo de 13 anos descobriu que, se as diretrizes da Academia Americana de Neurologia sobre morte cerebral fossem seguidas à risca, nenhum paciente jamais teria sido tratado para recuperar as funções do cérebro no país.
Há que se considerar ainda que existem drogas e venenos que imitam morte cerebral; se a Bioquark fizesse testes em pessoas assim, poderia matá-las de verdade. Além disso, como uma pessoa tecnicamente morta poderia concordar com sua participação num experimento como esse?

13.280 – Missão da NASA que “tocará o Sol” faz homenagem a astrofísico lendário


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Em anúncio realizado, diretores da NASA decidiram batizar a primeira missão que explorará mais detalhes do Sol com o nome do astrofísico Eugene Parker, responsável pelos primeiros estudos sobre como os campos magnéticos e partículas solares influenciam os planetas do Sistema Solar. O evento organizado pela agência espacial norte-americana aconteceu no auditório da Universidade de Chicago, onde Parker é professor emérito do Departamento de Astronomia e Física.
Thomas Zurbuchen, um dos diretores da NASA, afirmou que essa é a primeira vez que a agência batiza uma missão com o nome de alguém que ainda está vivo – Parker, que iniciou seu estudo sobre o Sol na década de 1950, completará 90 anos de idade no próximo dia 10 de junho.
Em 1958, o astrofísico publicou um artigo com as primeiras investigações a respeito de um fenônemo que ficaria conhecido como vento solar: em sua pesquisa, Parker estudou o comportamento da emissão de partículas e de eletromagnetismo que “escapa” da coroa solar, região conhecida como a “atmosfera externa” do Sol, onde as temperaturas são superiores à própria superfície solar. Ao longo de seu trabalho, o cientista analisou a interação da expansão da coroa solar e de sua relação com os planetas.
Na missão planejada pela NASA, a nave que será desenvolvida precisará lidar com temperaturas altíssimas e radiação em um nível que nenhuma outra precisou lidar. A ideia é que ela traga informações que nos ajudem a prever tempestades solares e a revelar os segredos da nossa estrela mais próxima.
A pequena nave treinará na órbita de Vênus por sete anos antes de ficar a seis milhões de quilômetros da superfície do Sol. Parece meio longe, mas é o suficiente para rastrear os campos magnéticos e analisar algumas partículas solares sem derreter por completo. A missão será lançada em 2018.

13.279 – Biologia – Variante genética torna moradores de montanhas gregas mais saudáveis


Cientistas identificaram a razão pela qual as pessoas que vivem em aldeias isoladas na Grécia costumam ter uma vida longa e saudável.
Eles encontraram uma nova variante genética, comum entre os moradores, que protege o coração, reduzindo os níveis de gordura “ruim” e colesterol.
Apesar de manter uma dieta rica em gordura animal, a população de Mylopotamos, no norte da ilha de Creta, têm baixas taxas de doenças cardiovasculares. Mesmo apreciando imensamente seus queijos.
Mas o que há de especial nesses vilarejos gregos?
As aldeias isoladas de Zoniana e Anogia estão no alto das montanhas na ilha de Creta.
Poucas pessoas se mudam para dentro ou fora dessas regiões, e seus habitantes são conhecidos por terem uma velhice saudável.
Problemas cardíacos e acidentes vasculares cerebrais são raros, apesar de essas pessoas ingerirem uma quantidade abundante de carne de cordeiro e do queijo local, o cretan.
Além disso, essas vilas realizam um festival do queijo todos os anos.
Trata-se de um tipo de dieta que poderia causar muitas complicações de saúde. Isso porque comer alimentos que contêm gorduras saturadas aumenta o nível de colesterol no sangue. E altos níveis elevados de colesterol de lipoproteína de baixa densidade na corrente sanguínea aumentam as chances de uma doença cardíaca e derrame.
Mas a verdade é que os aldeões têm o nível de diabetes do tipo 2 na mesma taxa que a população grega em geral, e não parecem sofrer das consequências comuns, como a diabetes renal.
Isso é exatamente o que os pesquisadores do Wellcome Trust Sanger Institute, organização britânica que investiga o genoma humano, gostariam de saber.
A pesquisa deles, publicada na publicação científica “Nature Communications”, identificou uma nova variedade genética que tem características que protegem o coração desses indivíduos.
Ela está associada a níveis mais baixos de gorduras naturais “ruins” e colesterol “ruim” –o que é importante para diminuir o risco de doenças cardiovasculares.
A variante parece ser virtualmente única na população das duas aldeias das montanhas gregas. De milhares de europeus que foram submetidos ao sequenciamento do genoma, apenas uma outra pessoa na Itália possui algo similar, disseram os pesquisadores.
Os cientistas sequenciaram o genoma inteiro de 250 moradores desses vilarejos. Isso significa que eles retiraram amostras de sangue, extraíram o DNA –as instruções de funcionamento de cada um de nós, que determinam nossas características– e analisaram uma sequência de três bilhões de letras que compõem o genoma humano.
Em seguida, os pesquisadores usaram os resultados para obter uma visão mais detalhada de mais de 3 mil moradores das aldeias que já haviam sido genotipados (um atalho para a aquisição de informações genéticas).

A IMPORTÂNCIA DA DESCOBERTA
A pesquisa britânica não é um estímulo para que todos saiam consumindo gordura de origem animal livremente, simplesmente porque não temos a mesma variante genética que beneficia essa população grega.
Os cientistas ainda não conseguiram explicar por que essa característica está presente nessas pessoas –se tem relação com a forma como elas vivem, com o ambiente ou seria algo transmitido de geração para geração, por exemplo.
Mas os pesquisadores afirmam que podem usar essa descoberta para identificar quais variantes genéticas desempenham um papel importante na causa de doenças complexas.
Isso pode dar pistas sobre os motivos pelos quais algumas pessoas desenvolvem doenças cardíacas e outras não.
Há estudos similares sendo realizados com outras populações isoladas, como os amish (EUA), os inuit (norte da Gronelândia) e os orkney (Escócia).