13.213 – Mossoró: a cidade que disse NÃO ao Lampião


LAMPIO~1
Ele distribuía algumas moedas para crianças pobres, mas não tinha nada a ver com Robin Hood.
O jogo era o seguinte: Lampião chantageava políticos, em especial prefeitos de pequenas e médias cidades do Norte e Nordeste do Brasil.
Os políticos deveriam pagar altas quantias ao cangaço. Se isso não acontecesse, uma invasão violenta da trupe de Lampião praticamente liquidaria o que visse pela frente.
Saques, estupros, humilhações, decapitações…Essas eram algumas das atitudes tomadas pelos cangaceiros ao invadirem uma cidade.
O natural era que os políticos cedessem. Isso mudou quando Rodolfo Fernandes, prefeito da cidade de Mossoró, resolveu encarar.
A cidade se juntou para uma defesa nunca antes vista. Mordidos pela inédita negativa, os cangaceiros atacariam Mossoró com tudo.

O resultado dessa briga?

13.212 – Energia – Brasil constrói ponte para a eficiência com novas usinas solares


paineis solares
Em 2017, o Brasil deve ter a capacidade de produzir seu primeiro gigawatt de energia solar fotovoltaica, estima a ABSolar (associação do setor).
O montante seria suficiente para atender a cerca de 800 mil residências, de acordo com Rafael Kelman, diretor da consultoria PSR.
Se confirmado, o marco vai representar um salto gigantesco sobre os 84 MW (megawatts) registrados em 2016 pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do Ministério de Minas e Energia. O número, contudo, continua tímido se comparado aos 9,65 GW de capacidade das usinas hidrelétricas em 2015, último dado disponível.
Reforço para o segmento, a EGPB (Enel Green Power Brasil), subsidiária da italiana Enel, deve colocar em funcionamento neste ano quatro parques solares, adicionando 807 MW à capacidade instalada no país.
Três das estações ficam na Bahia e uma no Piauí. As plantas de Nova Olinda (PI), com 292 MW, e Ituverava (BA), de 254 MW, serão, segundo a empresa, as maiores da América Latina. A EGPB estima que, juntas, as quatro plantas serão capazes de gerar o suficiente para atender ao consumo anual de 845 mil famílias.
A empresa venceu leilões em 2014 e 2015 e investiu cerca de US$ 980 milhões nos projetos. “A vantagem do Brasil em relação à Europa é que o maior potencial solar está em áreas semiáridas do Nordeste não aproveitáveis para agricultura”, diz Carlo Zorzoli, presidente da Enel no Brasil.
O Brasil assumiu objetivos ambiciosos dentro do Acordo de Paris, ratificado no ano passado. A contribuição do setor energético inclui expandir a participação de energias renováveis na geração elétrica, além da hídrica, para pelo menos 23% até 2030. Em 2015, a oferta hídrica representava 64% da matriz brasileira; a solar não passava de 0,01%.