13.121 – Cavalo de Troia bacteriano contra o Câncer


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Bactérias podem ser tanto “do bem” como “do mal”. Há espécies vivendo dentro do ser humano fundamentais para o metabolismo do organismo, enquanto outras causam doenças.
Curiosamente, em alguns casos injetar bactérias específicas em tumores pode ajudar a erradicá-los, ao estimular a inflamação e desencadear uma resposta imune antitumoral. “Exemplo clássico disso é a injeção de câncer da bexiga com bacilo Calmette-Guérin, mas abordagens mais recentes têm usado bactérias de espécies dos gêneros Clostridium e Salmonella”.
Mas os autores do novo estudo dizem que até agora as diferentes estratégias para levar agentes terapêuticos até as células cancerosas têm vários obstáculos.
Apesar de diferentes “cargas úteis” –como anticorpos ou proteínas tóxicas- terem sido usadas para aumentar a toxicidade anticâncer das bactérias, com algum efeito terapêutico, “elas ainda têm limitações, por exemplo: injeções múltiplas de bactérias são necessárias, e os tumores tendem a reaparecer”, dizem os autores na revista médica.
“Vasos sanguíneos anormais e regiões hipóxicas [com pouco oxigênio] e necróticas [tecido lesado, morto] são características universais de tumores sólidos. Estes ambientes hipóxicos e anóxicos [sem oxigênio] podem ser alvo de bactérias anaeróbicas obrigatórias ou facultativas, tais como Bifidobacterium, Salmonella, Escherichia, Clostridium e Listeria”, afirmam os cientistas.
A equipe de 14 pesquisadores usou uma cepa enfraquecida da espécie Salmonella typhimurium modificada por engenharia genética para produzir em grande quantidade a proteína flagelina B (FlaB) tirada de outra bactéria, a Vibrio vulnificus.
O resultado foi excelente: as bactérias manipuladas geneticamente induziram uma resposta imunitária antitumoral eficaz, tratando com sucesso tumores em vários modelos diferentes de camundongos, e sem evidência de toxicidade.
A Vibrio vulnificus tem seis genes estruturais de flagelinas, das quais a FlaB parece ter o papel principal na formação da haste do flagelo. Mas, para o novo tipo de tratamento conhecido pela sigla em inglês BCT (Bacterial Cancer Therapy, Terapia do Câncer Bacteriana), o que mais interessa é o papel “adjuvante” da flagelina B –um adjuvante é um componente ou composto químico que potencializa a resposta imunitária.
No caso, isso significa induzir a infiltração de células de defesa (os “glóbulos brancos” do sangue), como neutrófilos e macrófagos. Essas estruturas atacam e destroem as células do tumor.
A bactéria Salmonella era o “cavalo”, a flagelina FlaB os “gregos” e os macrófagos eram o resto do exército grego, que atacou assim que viu o caminho aberto.
“Nosso objetivo é completar a cepa perfeita para a terapia do câncer, ou seja, ter como alvo especificamente o câncer, sentir o microambiente do tumor e desencadear a produção de drogas, destruindo cânceres completamente e eventualmente fazê-los desaparecer do corpo”, afirma o pesquisador coreano Jung-Joon Min.

13.120 – Curiosidades – A pouco conhecida ‘origem árabe’ da Estátua da Liberdade


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O monumento, que a França deu de presente aos Estados Unidos como parte das comemorações pelo primeiro centenário da independência americana, rapidamente se transformou em um símbolo de esperança para os imigrantes, que já naquela época chegavam aos montes ao país.
A obra, mais especificamente o poema gravado em sua base, que fala em solidariedade e acolhimento, voltou ao imaginário americano depois da publicação dos controversos planos do presidente Donald Trump para a imigração, em especial sua tentativa de vetar a entrada de indivíduos de sete países majoritariamente muçulmanos – que atribui a questões de segurança.
Essa medida, bloqueada pela Justiça, também trouxe à tona um detalhe pouco conhecido – e irônico – do passado da estátua: a obra do escultor francês Frédéric Bartholdi, afirma o professor de história da Universidade de Nova York Edward Berenson, tinha como objetivo representar uma mulher árabe.
Bartholdi trabalhou durante anos no projeto de uma gigantesca estátua, no moldes do Colosso de Rodes (uma das antigas Sete Maravilhas do Mundo), para celebrar a abertura do Canal de Suez, no Egito.
‘Reciclagem’
Por falta de fundos, o projeto egípcio nunca saiu da papel. Mas o acadêmico americano, autor de um livro sobre a história da Estátua da Liberdade, afirma que o escultor francês encontrou uma forma de “reciclar” o projeto.
“Bartholdi e seus amigos já tinham decidido dar um presente aos EUA como forma de celebrar o centenário da independência, e ele teve a ideia de reutilizar a imagem, mas com algumas mudanças”, explica o historiador.
Berenson explica que o francês basicamente adaptou os trajes árabes do desenho original para transformar a mulher em uma divindade greco-romana.
O livro A Estátua da Liberdade, do historiador e bibliotecário Barry Moreno, traz várias imagens dos modelos do escultor francês que sugerem uma clara conexão entre o projeto original, chamado O Egito Levando a Luz à Ásia, e o projeto da estátua que hoje é um dos símbolos em Nova York.
Apesar disso, Robert Belot e Daniel Bermond, biógrafos de Bartholdi, dizem que o escultor sempre insistiu que a mais conhecida de suas estátuas era uma obra original.
Objeto de controvérsia
Berenson especula que Bartholdi já sabia que a ideia de uma estátua de uma mulher árabe em plena Nova York era um problema, mesmo que ainda fosse o século 19.
Contradições
As correntes, porém, não foram totalmente abandonadas – estão aos pés da estátua, em cujo pedestal há ainda a gravação do poema The New Collossus, de Emma Lazarus, famoso pelos versos “Dê-me seus cansados, seus pobres/Suas massas ansiosas por respirar em liberdade”.
Berenson não crê que a conexão árabe – e possivelmente muçulmana – seja necessária para se fazer notar as contradições entre as políticas de Trump e os ideais que a estátua sempre simbolizou.

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13.119 – Cientistas estão criando abelhas drones para combater crise de polinização


Pequenos drones revestidos de um pegajoso gel poderiam, um dia, reduzir a pressão das populações de abelhas para o transporte de pólen planta a planta, segundo informações da Live Science. Atualmente, cerca de três quartos das plantas florestais do mundo e 35% das culturas alimentares dependem dos insetos para a polinização, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA.
As abelhas são consideradas alguns dos polinizadores mais prolíficos, embora a existência delas esteja declinando em todo o mundo. No mês passado, o Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos EUA (U.S. Fish and Wildlife Service), pela primeira vez, listou a espécie nativa em ameaça de extinção.
Com isso em mente, pesquisadores no Japão deram o primeiro passo para a criação de mini robôs que poderiam ajudar a reduzir o trabalho dessas polinizadoras. Junto a isso, os cientistas criaram uma forma de gel pegajoso que permite aos robôs colher o pólen das plantas e depositar em outra para ajudá-las a se reproduzir.
Segundo o pesquisador e químico do projeto, Eijiro Miyako, do Instituto de Ciência Industrial Avançada, em Tsukuba, todo o projeto ainda está em prova de conceito. “Espera-se que alguns robôs sejam usados para experimentos de polinização”, disse.
A inovação do estudo, publicado este mês na revista Chem, é o gel iônico. De acordo com Miyako, ele foi resultado de uma tentativa fracassada de criar líquidos eletricamente condutores e acabou sendo esquecido em uma gaveta por quase uma década. Mas, oito anos depois, ele ainda não tinha secado – algo que ocorreria com a maioria dos géis. Então, após assistir a um documentário sobre polinização, teve a ideia.
“Na verdade, deixei cair o gel no chão e notei que absorvia muita poeira”, contou ele à Live Science. “Então tudo começou a se ligar na minha mente”.
Os cientistas então testaram como o produto poderia ser útil na polinização. Para isso, colocaram gotas do material na parte de trás de formigas, deixando-as durante uma noite dentro de uma caixa cheia de tulipas. No dia seguinte, descobriram que os insetos tinham transportado mais grãos de pólen do que fazem naturalmente.
Em outro experimento, os pesquisadores descobriram ainda que era possível integrar no gel compostos fotocromáticos, que mudam de cor quando expostos à luz UV ou branca. Então, colocaram o novo material em moscas vivas, dando a elas a capacidade de mudar de cor. Com isso, eles poderiam finalmente ver algum tipo de camuflagem adaptável para proteger os polinizadores de predadores.
Enquanto a descoberta pode melhor a capacidade de outros insetos carregarem pólen, também é uma solução potencial para a queda da população de abelhas. “É muito difícil usar organismos vivos para realizações práticas reais, então eu decidi mudar minha abordagem e usar robôs”, disse.
Segundo ele, ainda existem certas limitações, como por exemplo, a bateria, reduzir os custos de produção e uma melhor forma de pilotar o drone. Para isso, ele acredita que o GPS e inteligência artificial poderiam um dia ser usados para guiar automaticamente esses polinizadores robóticos.

13.118 – Paradoxos – Empatia não é crucial para formar uma boa pessoa


Pelo menos é o que afirma uma matéria de The Guardian.

A empatia é, entre outras coisas, algo que acreditamos melhorar nossos relacionamentos pessoais, motivar a caridade e incentivar comportamentos sociais.
No entanto, em seu livro, Bloom argumenta que ela é na verdade um guia moral muito pobre, e compila uma série de evidências que comprovam que a empatia pode ser parcial, paroquial, inconsistente, pode nos leva à inação, na melhor das hipóteses, bem como ao racismo e à violência, na pior das hipóteses.

Faça esse experimento em casa
Você pode entender melhor o consenso de Bloom a partir de um experimento de escolha de posições. Trata-se de um exemplo adaptado de um estudo clássico feito em 1995 por Batson e colegas. Primeiramente, leia a história e tente imaginar como a criança se sente e como o que acontece afeta sua vida. Tente sentir o impacto total do que a criança e sua família passaram.
Sheri Summers é uma menina brilhante de 10 anos de idade que está sofrendo de uma condição potencialmente fatal que já a paralisou. A menos que ela receba tratamento, é bem provável que ela morra. Se ela receber o tratamento a condição poderá ser revertida. Mas, o tratamento que poderia ajudá-la só está disponível através de cuidados de saúde privados e sua família não pode pagar. Eles então se uniram a uma organização de caridade infantil que ajuda as famílias a pagarem tratamentos caros para doenças que ameaçam a vida de crianças, mas ela está quase no final da lista de espera. Dito isso, você tem a opção de passá-la para o topo da lista de espera, mas isso significa que as outras crianças na frente da lista, com maiores necessidade ou menores expectativa de vida, terão de esperar mais tempo.
Agora, você a passaria para o topo da fila? E se você tivesse lido uma entrevista com ela, em que fica claro seu sofrimento e suas esperanças sobre o tratamento? Mudaria sua resposta? Agora leia o cenário novamente, mas desta vez tente tomar uma decisão baseada em uma perspectiva o mais objetiva possível. Tente não se envolver com a criança, ou como ela se sente. Apenas permaneça objetivo. Há uma maior ou menor probabilidade de você colocar Sheri para o topo da lista?
De acordo com Bloom, este é o problema com a empatia. Trata-se de um holofote que brilha em indivíduos específicos. Ela pode até funcionar com relacionamentos próximos, mas é extremamente fraca quando lidamos com questões maiores que podem afetar centenas de milhares de pessoa, em casos que não temos uma vítima conhecida, ou outras que, por algum motivo, não despertam nossa empatia.

Tendenciosa e inconsistente
O autor ainda argumenta que o sentimento é inconsistente e tendencioso. Como você deve ter aprendido com o exemplo, apenas uma mudança sútil de contexto pode nos fazer rever nossas prioridades. Em voluntários entrevistas em estudos, imagens cerebrais mostraram significativamente uma menor empatia se a pessoa a ser observada apresenta raça, classe social, time de futebol ou partido político diferentes do indivíduo entrevistado.

Empatia e crueldade
Bloom também sugere que a empatia pode vir acompanha de excessiva crueldade. Em um experimento, participantes foram informados que um aluno pobre estava competindo para ganhar um prêmio em dinheiro. Posteriormente, participantes administraram uma dose maior de molho de pimenta do lanche do concorrente, embora ele não tivesse feito nada de errado. Logo, a relação entre empatia e agressão foi manipulada em inúmeras ocasiões, como os políticos que pedem empatia com histórias de vitimização, a fim de obter apoio público.

Seria a empatia o fundamento da moralidade?
De acordo com o autor, dois novos estudos sugerem que há uma confusão em torno do significado da palavra e sua suposta utilidade para criar uma sociedade melhor. Basicamente, ele considera que a empatia não e um motivador confiável para o comportamento moral, embora reconheça que ela pode ser uma coisa boa, uma vez que promove um maior prazer na arte, ficção, esportes e pode ser um aspecto valioso para as relações íntimas além de motivar comportamentos generosos.
O que ele refuta é a noção difundida de quem uma maior empatia é tudo o que necessário para que sejamos pessoas boas e morais. Para isso, ele argumenta que uma compaixão racional, com cálculos utilitários de custo-benefício e aderência de princípios morais são guias mais justos e confiáveis para o comportamento moral.

13.117 – Nutrição e Perda de Memória


memoria
Certos alimentos podem aumentar a nossa capacidade mental e melhoram a nossa memória, pois fornecem os nutrientes corretos como, proteínas, gorduras, minerais e vitaminas, que o cérebro necessita para um bom desempenho. Saiba quais os alimentos que combatem a perda de memória.

Aumente a sua memória com alimentos para a memória
Certos alimentos oferecem nutrientes ao cérebro que o ajudam a pensar com mais clareza. O que você come ajuda a alimentar o seu corpo e o seu cérebro, ao comer os alimentos certos pode melhorar o desempenho do seu cérebro, melhorar o humor, estabilizar as emoções e melhorar a memória e capacidade de raciocínio.

Todos temos experiências de esquecimento ao longo do tempo isso é normalmente atribuído a pessoas idosas, mas na verdade qualquer faixa etária pode experimentá-lo. É um efeito colateral do stress, distrações, muitas tarefas e o envelhecimento. Graves lapsos de memória podem ser um sinal de demência, mas o esquecimento geralmente não é algo a se preocupar de uma forma drástica.

O que você pode fazer é ingerir mais de alimentos ricos em nutrientes protectores, como os antioxidantes, as vitaminas B, anti-inflamatórios óleos e especiarias.

Alimentos que beneficiam o cérebro e a memória
Frutas, legumes, nozes
As células cerebrais chamadas neurónios são particularmente vulneráveis à oxidação por radicais livres. os antioxidantes , encontrados em abundância na maioria das frutas e produtos hortícolas como as frutas e feijão, neutralizam os radicais livres. Quando você come o suficiente destes alimentos, o cérebro recebe antioxidantes, e isso oferece a protecção para várias partes do cérebro, incluindo o hipocampo, uma região que é fundamental para formar e reter memórias .

Mirtilos
Quando é verão não há nada como Mirtilos frescos. Mas aqui está uma razão para comê-los durante todo o ano: uma memória melhor. Eles agem como antioxidantes fortes, e podem, de acordo com estudos , melhorar a memória.

Ovos
Necessários para as células funcionarem correctamente, os ovos são particularmente importantes na dieta de mulheres grávidas, enquanto bebês seus cérebros estão se desenvolvendo. Gemas de ovos também contêm grande quantidade de vitamina B12, que é conhecido por ajudar a reduzir a homocisteína, que é tóxico para o cérebro e associada ao desempenho pobre cérebro.
Maçãs
Poderia a maçã ajudar a aguçar as suas habilidades de memória? É possível, especialmente se você comer a pele, onde a maioria da quercetina na maçã é armazenada. Em pelo menos um estudo, este antioxidante mostrou ser mais eficaz que a vitamina C a proteger células do cérebro dos danos oxidativos.

Farinha de aveia, rica em fibras, cereais integrais
Os cientistas suspeitam que possa ser a fibra de proteína de farinha de aveia e cereais integrais que ajuda a retardar a digestão, liberando glicose (açúcar no sangue) de forma mais gradual na corrente sanguínea. O cérebro usa a glicose como fonte de energia e um fluxo constante parece ajudar o cérebro a reter as informações para as tarefas que requerem habilidades de memória.

Chocolate Preto
Pequenas quantidades de chocolate preto pode reduzir a pressão arterial e o colesterol por causa de suas poderosas propriedades antioxidantes dos flavonóides. Mas um dos melhores usos de chocolate vem do seu estimulante natural: a cafeína. Porquê? Porque ajuda a focar a sua energia e concentração.Porém, demasiada cafeína pode ser prejudicial e pode funcionar contra você. Por isso coma chocolate em pequenas quantidades e de forma isolada.

Omega 3
Nem toda a gordura é má, porque o corpo requer ácidos graxos essenciais, pois o cérebro é composto por mais de 60% de gordura. As células nervosas no cérebro são cobertas por uma bainha de mielina, gordura que é fundamental na transmissão das mensagens de forma rápida. Os ácidos graxos ômega 3 são ácidos gordos essenciais para optimizar o desempenho do cérebro. A falta de omega-3 numa dieta pode levar à falta de memoria, depressão, concentração, e reduz a capacidade de aprendizagem e pode até mesmo causar outros transtornos mentais.
Alimentos ricos em gorduras omega-3: Óleo de peixe, como salmão, sardinhas, truta, atum, arenque, cavala, anchovas e alimentos de origem vegetal, como sementes de linhaça e abóbora.

Alimentos para evitar perda de memoria
É importante reconhecer os alimentos que diminuem a capacidade cerebral. O Álcool e outras drogas matam células cerebrais directamente, mas existem muitos alimentos menos óbvios que atacam o cérebro. Comer em excesso e alimentos que entopem as artérias pode levar à diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro, e alimentos com alto índice glicêmico, como pão branco, arroz branco, macarrão branco e alimentos ricos em açúcar podem provocar oscilações de glicose no sangue que fazem o corpo e a mente irritável e com menos capacidade.
Alimentos a evitar para prevenir a perda de memoria:

Álcool
Alimentos com corantes artificiais
Adoçantes artificiais
Colas
Xarope de milho
Bebidas com elevado nivel de acucar
Gorduras hidrogenadas
Nicotina
Pão branco
O cérebro humano é como um motor. O combustível certo, manutenção regular e uma corrida diária vai ajuda-lo a aumentar o seu desempenho global e evitar as perdas de memoria.

13.116 – Internet – Acionistas do Facebook pedem afastamento de Mark Zuckerberg


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Um grupo de investidores do Facebook abriu campanha para tirar o cofundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, da cadeira de presidente do conselho diretor.
A ideia, que já foi apresentada formalmente (.pdf), partiu dos investidores que são membros da SumOfUs, uma organização que advoga pela responsabilização de grandes companhias em temas como mudanças climáticas, direitos humanos e dos trabalhadores, discriminação, corrupção e controle de poder corporativo.
O momento também pede essa divisão, segundo a SumOfUs, porque o Facebook “enfrenta crescente desconfiança em relação a seu papel na promoção de notícias enganosas, censura, discurso de ódio e supostas inconsistências na aplicação dos padrões de comunidade e políticas de conteúdo do Facebook”.
Em entrevista ao VentureBeat, Lisa Lindsey, conselheira de mercado da SumOfUs, afirmou que 333 mil pessoas assinaram uma petição solicitando que o Facebook melhore sua organização corporativa. Dessas, apenas 1.500 eram acionistas, mas a quantidade de ações sob mando da SumOfUs permite que ela apresente propostas de reestruturação.
O problema é que não será fácil convencer os demais acionistas de que a separação é uma boa ideia. Ter um CEO com função dupla não é exclusividade do Facebook, isso também acontece em empresas como Tesla, Netflix, IBM, Amazon e Salesforce. No caso da rede social, a situação tem se provado financeiramente prolífera, tendo em vista que o lucro do Facebook cresceu 177% no ano passado.