13.110 – História – O que é a América Anglo Saxônica?


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A América Anglo-saxônica é uma região do continente americano formada pelos Estados Unidos e Canadá. Apesar do termo “anglo-saxônico” fazer referência aos países que possuem como língua oficial o inglês, apenas os Estados Unidos e o Canadá são considerados como parte dessa regionalização, pois o elemento unificador não é o idioma, mas sim as características econômicas e socioculturais. Como os Estados Unidos e o Canadá são os únicos países desenvolvidos da América e estabelecem muitas relações entre eles, convencionou-se agrupá-los em uma única região. Os demais países do continente integram a América Latina, onde predomina o subdesenvolvimento e a dependência econômica.
Diferentemente da América Latina, onde predominou a colonização espanhola e portuguesa do tipo de exploração, os Estados Unidos e Canadá foram colonizados pela França (parte do Canadá) e, principalmente, pela Inglaterra, que desenvolveu um modelo de colonização diferente das que ocorreram nos demais países da América. Na chamada colonização de povoamento, que ocorreu nessas duas nações, as metrópoles incentivavam a fixação permanente e o desenvolvimento da colônia, pois acreditavam que, quanto mais desenvolvida fosse a colônia, maior seria o seu lucro. Assim, grandes contingentes populacionais migraram da Europa movidos, principalmente, pelos problemas sociais, econômicos e religiosos de seu país de origem e pela grande expectativa de prosperidade nessa nova terra.
Como esses migrantes tinham a intenção de construir um “novo mundo”, uma “nova Europa”, foi necessário criar uma série de infraestruturas que permitissem aos europeus viverem com uma qualidade de vida semelhante àquela que possuíam na Europa. Com isso, o período colonial nos Estados Unidos e Canadá foi marcado por um grande desenvolvimento econômico mercantil e manufatureiro. Embora parte do lucro das atividades econômicas ficasse para os colonizadores, outra parte desse dinheiro era investida no desenvolvimento da própria colônia, com a criação de estradas, cidades e o desenvolvimento de manufaturas e técnicas de produção que garantissem o aumento gradativo da produtividade.
O desenvolvimento dessas infraestruturas foi fundamental para garantir a autonomia política e econômica desses países após a sua independência, já que, como possuíam um adiantado desenvolvimento econômico e de manufaturas, esses dois países não tiveram dificuldades para ingressar na lógica imperialista mundial e para se industrializar sem depender de capital ou tecnologia estrangeiros. Com isso, essas duas nações se desenvolveram rapidamente, tornando-se grandes potências econômicas e militares.
Atualmente, com um PIB de cerca de 17 trilhões de dólares, os Estados Unidos são a maior potência econômica e militar do mundo, exercendo uma grande influência na maioria dos países do globo, principalmente na América Latina. Já o Canadá ocupa hoje o 10º lugar no ranking das maiores potências econômicas mundiais, com um PIB de quase 2 trilhões de dólares. A economia dos dois países que integram a América Anglo-Saxônica baseia-se principalmente no desenvolvimento das atividades industriais, com o emprego de muita tecnologia, altamente competitiva e diversificada, e no setor de serviços, principalmente o comércio, bancos e o turismo.
Em algumas áreas dos Estados Unidos e do Canadá (nas grandes planícies e no estado americano da Califórnia), o setor primário também é forte. Os Estados Unidos destacam-se pelos produtos agropecuários, como a produção altamente industrializada de trigo, milho e algodão, bem como a criação de suínos e bovinos. Já o Canadá, em virtude do clima muito frio de grande parte do seu território, encontra dificuldades para produzir produtos agrícolas. Sua produção no setor primário deriva principalmente da extração mineral.
Em virtude do alto grau de desenvolvimento econômico desses países, o padrão de vida da população na América Anglo-Saxônica é alto. Juntas, as duas potências possuem cerca de 353 milhões de habitantes. A expectativa de vida é alta, cerca de 78¹ anos, nos Estados Unidos, e 81 anos, no Canadá. Os níveis de escolaridade são bons, pois cerca de 99% da população canadense e norte-americana é alfabetizada, e a média de anos de estudo é de 12,4 anos nos Estados Unidos e 11,5 anos no Canadá. Os investimentos na saúde ultrapassam 17% do PIB desses países. Além disso, a mão de obra americana e canadense, em razão da forte pressão da sociedade, na maioria das vezes, é bem remunerada.

13.109 – Arma de Guerra – Míssil Scud


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Vamos conhecer o Scud, aqui no ☻Mega

O soviético R-17, vulgarmente conhecido como Scud, começou a ganhar destaque no mundo ocidental durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, quando foi usado contra as forças norte-americanas pelo Exército iraquiano de Saddam Hussein. No entanto, essa arma confiável e acessível é amplamente empregada em diversas partes do mundo desde os anos 1960, e foi até convertida em um veículo de lançamento espacial do Oriente Médio.
Nenhum outro míssil balístico foi tão visto em ação em conflitos do século 20 e 21 quanto o soviético R-17. Mundialmente conhecido como Scud, essa arma acabou sendo copiada e modernizada tantas vezes que, em alguns momentos, tornou-se até irreconhecível. Calcula-se que cerca de 3.000 desses mísseis de curto alcance tenham sido disparados em conflitos mundiais ao longo dos últimos 50 anos.

Devido à sua simplicidade, confiabilidade e baixo custo, o R-17 já figurou nos arsenais de mais de 30 países e foi amplamente fabricado sob licença ou simplesmente copiado. Os primeiros testes do R-17 aconteceram em 1957, após dois anos de desenvolvimento, com o objetivo de substituir os mísseis nucleares táticos soviéticos de primeira geração R-11. Estes, por sua vez, eram derivados do modelo nazista V2, o primeiro míssil balístico do mundo, do quais mais de 1.300 foram disparados contra Londres na Segunda Guerra Mundial.

No entanto, por causa da melhor eficiência de combustível, o R-17, ao contrário do R-11, manteve-se em alta por mais de 20 anos, mesmo não necessitando de grandes manutenções. Esta e outras inovações ajudaram a atingir o alcance máximo de 300 km em sua primeira modificação, embora fosse menor e mais leve do que R-11. Era capaz de carregar ogivas explosivas ou nucleares, e podia acertar um alvo em um diâmetro de 600 metros. A variante com armas nucleares foi a principal arma das forças de foguetes da URSS, enquanto as unidades convencionalmente armadas eram geralmente exportadas.

Entre a década de 1960 e 1980, os mísseis Scud foram enviados em grande número para os parceiros internacionais da União Soviética: cerca de 1.000 mísseis foram vendidos para países como Egito, Iraque, Coreia do Norte, Cuba, Vietnã, Líbia e Síria. Muitos começaram a produção unilateral por meio da obtenção de licença ou simplesmente copiando a arma. Em 1984, a Coreia do Norte começou a produzir o seu equivalente, o Hwasong-5, dos quais centenas foram exportados para terceiros, incluindo Emirados Árabes, Líbia, Egito e Paquistão, que, por sua vez, produziam as suas próprias versões do míssil.
Em 1987, o Iraque aperfeiçoou a produção do R-17 com a fabricação do míssil Al-Hussein, que tinha maior alcance por conta da carga reduzida. Bagdá também exportou essa tecnologia, em especial para o Brasil, que, em 1988, começou a produzir um míssil semelhante sob o nome S-300.
Um desdobramento do programa Scud iraquiano foi a modificação do míssil para o lançamento de satélites de 150 kg para o espaço. Engenheiros iraquianos utilizaram uma versão alongada e de duas fases do Scud, em torno do qual foram instalados quatro aceleradores compostos por motores de foguetes baseados no R-17. Em 5 de dezembro de 1989, o primeiro veículo transportador espacial do Iraque decolou da base de lançamento de Al Anbar, a 225 km a sudoeste de Bagdá. O veículo subiu 25 km antes de explodir aos 45 segundos de voo. O programa foi então interrompido pela eclosão da primeira Guerra do Golfo.
Durante a guerra no Afeganistão, entre 1979 e 1989, os soviéticos também usaram mísseis R-17 contra as forças Mujahideen entrincheiradas em posições protegidas nos desfiladeiros. Por causa da precisão variável da arma, ela foi disparada em conjuntos e, geralmente, a não mais de 30 quilômetros de distância –um tiro de “alcance curto” para uma arma tão pesada. A destruição eficaz presenciada foi mais resultado do combustível inflamado do que da explosão e da fragmentação da ogiva de quase uma tonelada.
As posições inimigas foram incendiadas e, invariavelmente, destruídas com 160 galões de querosene e mais de 2 toneladas de ácido nítrico concentrado. Cerca de 1.000 mísseis foram disparados durante o conflito. Durante a chamada “guerra das cidades”, em meio ao conflito Irã-Iraque entre 1980 e 1988, ambos os lados usaram Scuds contra os centros populacionais do outro, disparando um total de cerca de 600 mísseis. Até o final das hostilidades, a infraestrutura e as cidades da província iraniana de Khuzestan foram quase completamente destruídas. O Iraque também ficou severamente destruído por causa dos mísseis, inclusive a capital Bagdá.
O Scud é um míssil balístico móvel, de origem soviética, com curto alcance. O míssil é derivado do foguete alemão V–2 da época da Segunda Guerra Mundial, sendo utilizado em plena Guerra Fria por membros do Pacto de Varsóvia ou seus aliados. É também conhecido pelas seguintes designações: R-11 (primeira versão), R-17, 9k72 Elbrus, 9K14, SS-1.

13.108 – Arquivo Mega – Pelé


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Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completou 76 anos no fim de 2016. Os cabelos sem um fio branco (sim, ele pinta, “pra manter a forma”) ajudam a disfarçar a idade, mas as quatro operações por que passou nos últimos dois anos limitaram sua mobilidade e hoje ele precisa do auxílio de uma bengala para caminhar.
Em entrevista a uma revista de circulação nacional, contou como encarava a velhice, falou da ausência de legado da Copa e diz que gostaria de ser lembrado pelo que fez pelas crianças – as mesmas que homenageou quando marcou seu milésimo gol, há quase cinquenta anos. O raciocínio, no entanto, segue intacto.

Museu Pelé
Instalado no Largo Marquês de Monte Alegre, colado ao Porto de Santos, o Museu Pelé traz a história do craque em 470 objetos e relíquias. O espaço, de mais de 4 000 metros quadrados, foi inaugurado em 2014 justamente na cidade onde o rei do futebol surgiu e se consagrou.
Instalado nos Casarões do Valongo, imóvel do século XIX que sofreu dois incêndios e foi totalmente reconstruído, o Museu Pelé apresenta camisas, chuteiras, bolas, condecorações, troféus, bola de meia e a caixa de engraxate, entre muitos outros itens do acervo pessoal do ‘Atleta do século XX’ – ao todo, são 2.354 peças, a serem expostas em sistema de rodízio, de acordo com o tema da mostra (a primeira é ‘4 Copas e 1 Rei’). Nos 4.134m² do museu, o público também aprecia áudios, filmes, fotos e textos sobre a história do ‘Rei’.
Largo Marquês de Monte Alegre nº 1 – Valongo
Info.: (13) 3233-9670

Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h – a bilheteria fecha 1h antes.
Ingresso: R$10. Gratuito para crianças de até 10 anos e estudantes dos ensinos Fundamental e Médio da rede pública (municipal, estadual e federal); 50% de desconto para estudantes, pessoas com deficiência e acompanhante, professores da rede pública de ensino e pessoas com mais de 60 anos. Aos domingos, a entrada custa R$5 para todos os visitantes.

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13.107 – Mega Byte – O que é, para que serve e como funciona o cadeado verde no seu navegador


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Você já deve ter entrado em algum site e reparado que ao lado da URL na barra de endereços do seu navegador havia um cadeadinho verde. É cada vez mais comum, mas você já parou para pensar no que isso significa?
O cadeado é um símbolo universal da segurança, o que significa que os sites com o ícone receberam uma proteção especial. Ela permite que as informações que o usuário insere na página trafegarão de uma forma mais segura do seu computador para o servidor.
Os sites normalmente usam um protocolo conhecido como HTTP para realizar essa comunicação entre o usuário e o servidor. No entanto, as páginas que apresentam o cadeado usam o HTTPS, que usa criptografia para embaralhar as informações de um modo que elas só possam ser compreendidas pelo receptor.
Para tal, usa-se um protocolo chamado TLS, que sucede o SSL (mas muitas pessoas ainda se referem à tecnologia como SSL). Ela é responsável por cifrar o tráfego entre o que você digita no seu navegador e o que chega até o servidor. Se alguém com más intenções interceptar o conteúdo no meio do caminho, ele só deve encontrar dados desconexos, já que não tem a chave para decifrar o material.
O recurso é importantíssimo na web atual. Quando tentamos fazer login em algum site como o Facebook ou Gmail, é necessário ter garantias de que ninguém vai interceptar o seu nome de usuário e sua senha. Mais importante ainda é permitir que o usuário que queira comprar alguma coisa pela internet não tenha o seu número de cartão de crédito roubado e a pessoa que tente acessar sua conta no banco não tenha todo seu dinheiro transferido sem autorização.
Existem inúmeros ataques que podem se aproveitar de um site que não usa o HTTPS. Um dos mais comuns é o “man in the middle” (“homem no meio” em português), que geralmente aproveita redes públicas de Wi-Fi. A tática normalmente aproveita a falta de segurança das redes para monitorar as informações desprotegidas que circulam por ali no intuito de ganhar acesso a algo interessante. O protocolo também dificulta a espionagem dos dados que circulam pelos cabos de internet espalhados pelo mundo.
No entanto, é importante notar que a tecnologia, apesar de importante, está longe de ser perfeita. Segundo documentos revelados por Edward Snowden, a Agência de Segurança Nacional do governo dos Estados Unidos (a famosa NSA) inclui o HTTPS entre os protocolos de criptografia que podem ser quebrados por seus especialistas. Fica a dúvida: será que mais gente também consegue driblar a proteção?

13.106 – Mundo Cão – Brasil tem 30 milhões de animais abandonados


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Fonte: Folha

O abandono de animais é um problema global. A estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que cerca de 30 milhões de cães e gatos vivam em situação de abandono no Brasil. Em São Paulo, apesar de não haver números oficiais, mais de 500 animais são recolhidos todos os meses por ONGs e instituições de proteção.
Para alertar a população sobre os riscos do abandono de animais de estimação para a saúde pública e dos próprios bichinhos, o CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo) lança a campanha ‘Quando a gente gosta é claro que a gente cuida’. O nome da ação é trecho da música “Sozinho”, do compositor Peninha, que cedeu os direitos autorais.
Abandono e maus-tratos são crimes previstos em lei, mas poucos casos são denunciados e se tornam processo
Os animais abandonados estão mais suscetíveis a maus-tratos, a acidentes e, principalmente, a doenças, que podem ser, inclusive, uma ameaça para outras espécies, como animais silvestres, e para a saúde humana. Segundo a OMS, mais de 70% das doenças emergentes e reemergentes são provenientes de animais, ou seja, são zoonoses.