13.105 – Matemática – Métodos Aritmético e Algébrico


metodos-matematicos
Não existe regras fíxas para resolução de problemas. O trato aritmético de um problema exige raciocínios que a resolução algébrica do mesmo transfere para a mecanização de equações.
Para as crianças das primeiras séries naturalmente o mais aconselhável é o método aritmético,pois a vantagem de de apurar a inteligencia é esta a solução que será levada as crianças deste primeiro estágio de matemática.Convenhamos , outrossim, que a solução aritmética é mais pura, por ser despida de qualquer artificialismo , atingindo com precisão o intelecto em formação.

Primeiro problema : A soma das idades de um pai e de seu filho é igual a 45 anos. A idade do pai é 4 vezes a idade do filho. Calcular a idade de cada um.
RESOLUÇÃO ALGÉBRICA – 1º modo – Usando duas incógnitas e duas equações.
x representa a idade do pai
y representa a idade do filho. Sistema de duas equações do 1º grau a 2 incógnitas x+ y = 45
Primeiro problema : A soma das idades de um pai e de seu filho é igual a 45 anos. A idade do pai é 4 vezes a idade do filho. Calcular a idade de cada um.
x=4y
Resolvendo o sistema (melhor método para esse ex. é o de substituição), temos : 4y +y = 45 5y = 45 y=9

2º modo: Usando uma incógnita e uma equação 4y=36
x, representa a idade do pai logo 45 – x = a idade do filho
Resolvendo vem x= 4 ( 45 – x) x= 180 – 4x x + 4x = 180 5x = 180 x = 180 : 5 x = 36 ( idade do,pai ) 45 – 36 = 9 ( idade do filho)
RESOLUÇÃO ARITMÉTICA – Se a idade do pai é 4 vezes a idade do filho a soma das duas idades representa nesse instante 5 vezes a idade do filho. Como essa soma vale 45 anos, segue-se que a idade do filho será dada pela divisão 45 : 5 = 9 ( anos ) e a do pai pelo produto de 4 X 9 = 36 ( anos )
Esse raciocínio pode ser auxiliado por gráficos que facilitam a compreensão dos alunos. Assim temos ;
( _ ) representa a idade do filho
( _ ) + ( _ ) + ( _ ) + ( _ ) = a idade do pai
( _ ) + ( _ ) + ( _ ) + ( _) + ( _ ) = 45 ( soma das duas idades )
ou 45 : 5 = 9 ( idade do filho )
e 4 X 9 = 36 ( idade do pai )
CRITICA –
RESOLUÇÃO ALGÉBRICA – 1º modo : pouco raciocínio e bastante trabalho mecanico ( resolução de um sistema de equações )
2º modo: mais raciocínio e menos trabalho mecanico ( resolução de uma equação )
RESOLUÇÃO ARITMÈTICA – só raciocínio

13.104 – No futuro, as pessoas não morrerão por envelhecimento (?)


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Conforme já vimos em outros artigos do ☻Mega

Aubrey de Grey, 53, quer curar o envelhecimento. Sim, para esse pesquisador inglês, formado em ciências da computação na Universidade de Cambridge, envelhecer é uma doença tal como a malária –ou ainda pior, por vitimar muito mais pessoas– que pode ser perfeitamente evitável.
A seu ver, para pensar em uma solução é preciso entender o envelhecimento e a morte como resultado de um processo de acúmulo de danos e imperfeições no organismo.
A chave, então, seria reparar esses danos celulares antes de efeitos graves que fariam o corpo pifar –com soluções hipotéticas, ainda pouco testadas mesmo em animais. A razão disso, afirma ele, é a falta de financiamento suficiente para sua Fundação Sens, ONG californiana dedicada a minimizar a senescência com engenharia.
Acabar com o envelhecimento, portanto, seria dar fim também aos problemas associados a ele –câncer, demências, problemas cardiovasculares, degeneração macular.

Vejamos um trecho de uma entrevista a um famoso jornal do Brasil
Como começou sua batalha contra o envelhecimento?
Eu me formei em ciências da computação em Cambridge e comecei a trabalhar com inteligência artificial. Nesse período conheci uma geneticista, com quem me casei. Por meio dela aprendi muito de biologia e vi que ela não estava muito interessada em pesquisar o envelhecimento nem achava que era algo importante.
Outros biólogos tinham a mesma opinião. Fiquei chocado, porque sempre foi óbvio para mim que o envelhecimento era o problema mais importante do mundo. Sempre presumi que os biólogos estavam tentando evitá-lo. O próximo passo foi mudar de área.

Normalmente as pessoas não pensam no envelhecimento como inimigo, mas sim nas doenças associadas, como câncer e mal de Alzheimer.
Tento mostrar para as pessoas que elas estão se enganando. Acho que sempre soubemos que esse era o pior problema do mundo, mas também sabíamos que era algo completamente inevitável.
Fazia sentido deixar ele de lado e aproveitar ao máximo nossas vidas miseravelmente curtas. Uma forma de fugir disso é a ideia de doenças relacionadas ao envelhecimento, como alzheimer, e câncer. Essas coisas não são doenças.

E o que elas são então?
Doenças são coisas como tuberculose, coisas que vêm de fora. Você não pode curar as doenças do envelhecimento porque elas são efeitos colaterais do fato de estarmos vivos. Elas surgem como consequência do funcionamento normal do corpo, e não há nada que possamos fazer para impedi-las. O que podemos fazer é ser criativos e limpar os estágios iniciais que dão origem a essas doenças, e é nisso que a Fundação Sens trabalha.

E como o senhor acredita que podemos fazer essa limpeza para reverter os processos que levam às doenças?
São várias as estratégias. Uma delas é a limpeza de fato. Uma das coisas que acontecem no corpo é a criação de detritos que podem afetar a maneira como as células funcionam. Nossa estratégia é introduzir enzimas no corpo para destruir esse “lixo”.
Mas há outros tipos de conserto que não têm a ver com limpeza, quando as células morrem e não são automaticamente repostas. A solução aqui é repor essas células por terapias com células-tronco.

Em que estágio estão essas pesquisas? Em 2004 você disse que os testes em roedores seriam finalizados em dez anos e então os testes em humanos poderiam começar.
Desde que comecei a falar coisas desse tipo, houve muito progresso, mas não como eu esperava. A boa notícia, porém, é que a única razão foi uma quantidade menor de dinheiro para financiar as pesquisas do que eu esperava.

E qual seria o novo prazo para os testes em humanos?
Dez anos atrás eu dizia que havia 50% de chance de implementarmos tudo isso em 25 anos. Idealmente, eu diria que há 50% de chance de implementarmos isso em 15 anos, mas tem as razões que citei… Acho que podemos atualizar esse prazo para 20 anos.

O senhor se tornou famoso por dizer que um dia poderemos chegar aos mil anos. De onde tirou esse número?
O número nasceu da presunção de que ninguém morrerá mais de envelhecimento. As causas de morte serão as mesmas durante toda a sua vida, como acidentes. Então qual é o risco de morte de um jovem adulto ocidental hoje? Muito baixa. Se você mantiver essa probabilidade para sempre, então vai viver mais de mil anos, em média.
É uma estimativa conservadora porque parte do pressuposto de que as outras causas de morte continuarão as mesmas, mas os carros serão mais seguros e tudo melhorará. Há chances de as pessoas viverem mais do que mil anos, mas mil anos já é suficiente para assustar as pessoas, então achei melhor parar por aí (risos).
A ideia de que vamos eliminar a morte por envelhecimento, porém, precisa de outra justificativa. As terapias que estamos desenvolvendo para atacar os danos que levam ao envelhecimento não serão desenvolvidas nos próximos 20 anos e, sozinhas, não eliminarão o problema. O que elas provavelmente farão é nos dar uns 30 anos a mais, porque não serão perfeitas. Assim vamos ganhar tempo até uma nova versão das terapias, e por aí vai.