12.957 – O que é o C V V, Centro de Valorização da Vida?


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Fundado em São Paulo em 1962, o Centro de Valorização da Vida é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973, mantenedora e responsável pelo Programa CVV de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio, desenvolvido pelos Postos do CVV em todo o Brasil.
Através dos Postos espalhados por todo o país, presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional, oferecido a todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre suas dores e descobertas, dificuldades e alegrias.
Em 1977 começou a expandir-se para outras cidades do país, estando hoje em quase todas as capitais e diversas cidades do interior do Brasil. São aproximadamente 70 Postos e cerca de 2.000 Voluntários[1] que se revezam para o atendimento 24 horas por dia, inclusive aos domingos e feriados. Esse atendimento é prestado por telefone ( 141 para todo Brasil ou nos respectivos telefones de cada posto ), e-mail, pessoalmente nos postos e via chat, sendo a primeira entidade do gênero no mundo a prestar atendimento via chat.
O trabalho consiste no diálogo compreensivo e na doação incondicional do calor humano. O Voluntário trabalha no sentido de compreender a pessoa que procura o CVV, dessa forma, valorizando sua vida.
O atendimento é feito por telefone, pessoalmente, por correspondência, chat ou e-mail. A pessoa que procura o CVV tem o sigilo assegurado, a total privacidade e anonimato. O atendimento ocorre em clima de profundo respeito e confiança. Basta que a pessoa ligue para o telefone 141, ou acesse o site http://www.CVV.org.br para falar com o Posto CVV de sua região.
Pessoas com aptidões para o serviço voluntário que passam por um curso teórico e prático oferecido pelo Posto. Esse curso é gratuito e ministrado periodicamente com prévia divulgação na comunidade. São pessoas maiores de 18 anos, de boa vontade, que acreditam no valor da vida e dispostas a conversar com outras pessoas em seus momentos de vulnerabilidade emocional.

Quem mantém?
A instituição é mantida com as contribuições dos próprios Voluntários e também por doações feitas por pessoas e segmentos da sociedade que reconhecem a importância do trabalho.
Tem personalidade jurídica e não está vinculada a qualquer religião, governo ou partido político.
O CVV é hoje um dos serviços mais procurados do país, com uma média superior a um milhão de ligações por ano[1] .

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, cerca de 3 mil pessoas por dia cometem suicídio em todo o mundo.
Segundo dados de 2015, 38 brasileiros tiram a própria vida por dia e outros cerca de 200 tentam o suicídio no mesmo período.
Organismos internacionais como a OMS e a AIPS-Associação Internacional para Prevenção do Suicídio reconhecem a importância de programas como o do CVV e, no Brasil, outras iniciativas foram criadas, inclusive pelo Ministério da Saúde.

No Brasil, o CVV é reconhecido como serviço de utilidade pública pelo Ministério da Saúde, pertencendo às organizações do terceiro setor.
Nos primórdios, o Programa CVV recebeu influência dos Samaritanos Internacionais, grupo fundado pelo Reverendo Chad Varah, em 1953 na Inglaterra.
Os atendentes do Programa CVV, todos voluntários, possuem as mais diversas formações. Enquanto em atividade no CVV, deixam ao lado seu ‘eu profissional’ (psicólogo, dona de casa, estudante, médico, professor, etc.) e focam apenas o seu ‘eu voluntário’.

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