12.951 – Estranho fenômeno dos céus pode explicar mistério do Triângulo das Bermudas


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Um grupo de cientistas teria descoberto o mistério por trás dos inexplicáveis desaparecimentos de navios e aviões no Triângulo das Bermudas.
Steve Miller, responsável pela pesquisa de um grupo de cientistas da Universidade do Colorado, explica que sua equipe conseguiu detectar nessa zona formações de nuvens hexagonais, capazes de produzir “bombas de ar” poderosas. Esse fenômeno pode causar ventos fortes de até 140 km/h e ondas de até 14 metros de altura, capazes de gerar desastres aéreos ou marítimos.
Nuvens com características similares também foram encontradas nos mares do norte. Os pesquisadores acreditam que as duas descobertas poderão estar relacionadas.
Dentre as centenas de casos de embarcações perdidas no Triângulo das Bermudas, destacam-se os desaparecimentos do navio de carga USS Cyclops, da marinha norte-americana, em 1918, do avião comercial British York, em 1952 (com 33 passageiros a bordo) e de um esquadrão de cinco bombardeiros e um barco enviado posteriormente para encontrá-lo em 1945.

12.950 – Neurologia – É melhor tirar um cochilo antes de uma prova do que se matar de estudar


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Como gastar aquela hora livre antes de uma prova importante? Segundo uma pesquisa realizada por cientistas daDuke-NUS Medical School em Cingapura, talvez seja melhor tirar uma boa soneca em vez de se matar de estudar.
O estudo foi apresentado no Encontro Anual da Sociedade de Neurociência, que ocorreu em San Diego, nos Estados Unidos. Os pesquisadores contaram que realizaram dois experimentos nos quais 72 voluntários tiveram que assistir palestras de uma hora e vinte minutos de duração sobre 12 tipos diferentes de formigas e caranguejos.
Depois de acompanhar as explicações, os voluntários tiveram uma hora livre, durante a qual poderiam cochilar, assistir a um filme ou estudar o assunto das palestras, para então resolver uma prova de 360 perguntas. O grupo que preferiu cochilar foi o que teve as notas mais altas em ambos os experimentos.
Os cientistas afirmam que vão analisar o assunto mais a fundo para entender melhor os resultados, mas o pesquisador James Cousins adiantou na apresentação: “Os resultados podem indicar que estudar em cima da hora pode ser uma boa a curto prazo, mas os benefícios podem não ser grande coisa a longo prazo”.
Diversos estudos comprovam que uma boa noite de sono é uma excelente forma de memorizar novas informações. Isso acontece porque uma parte do cérebro chamada hipocampo “grava” essas novidades durante o sono. É bem possível que o cochilo, apesar de ter uma duração menor, tenha efeitos parecidos para quem está estudando.
Em entrevista à New Scientist, Cousins afirmou que a equipe vai se aprofundar no assunto, mas que já encoraja seus colegas a tirarem um cochilo no meio do expediente. “Não se estresse tentando memorizar várias informações. Tirar um cochilo pode te ajudar mais”.

12.949 – Desculpa de Bêbado 2 – Tomar cerveja todos os dias ajuda a prevenir doenças do coração


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Um novo estudo da Universidade do Estado da Pensilvânia chegou à recomendação médica dos sonhos: beber cerveja todos os dias. Os cientistas comprovaram que o consumo moderado da bebida pode reduzir as chances de ter um infarto ou outras doenças do coração.
A pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana do Coração, examinou 80 mil chineses adultos e saudáveis durante um período de seis anos e percebeu que o álcool reduziu o declínio natural dos níveis de HDL – conhecido como colesterol bom, que age como um “detergente natural” ao limpar as moléculas de gordura do sangue.
Ao longo da pesquisa, os participantes responderam questionários sobre seus hábitos alcoólicos e fizeram exames de sangue periodicamente para medir os níveis de colesterol. Aqueles que bebiam doses moderadas de álcool – duas por dia entre os homens e uma entre as mulheres – não viram seus percentuais de HDL despencar tão rapidamente (0.17mmol/por ano). Entre os voluntários mais boêmios ou abstêmios, essa manutenção das taxas de colesterol não foi percebida. As doses de cerveja foram medidas em “pints” (copo de 473 ml) – o volume de cerveja ingerido por um voluntário que bebe moderadamente não chega nem ao conteúdo de duas latas de cerveja.
Apesar dos cientistas terem feito a pesquisa com outras bebidas, os efeitos do consumo de cerveja foram mais perceptíveis. Os resultados do estudo são importantes, porque quanto maiores as concentrações de HDL, menores são as chances de desenvolver placas de colesterol “ruim” nas paredes das artérias e, consequentemente, obstruir o fluxo sanguíneo. Uma boa descoberta, visto que os problemas cardíacos estão entre as doenças que mais matam no Brasil e no mundo.
Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que para determinar a relação colesterol bom–cerveja, são necessários outros testes em populações com hábitos diferentes da chinesa. Eles também alertam para os perigos que o excesso de álcool provoca no organismo, como aumento de peso, disfunções no fígado e o desenvolvimento de problemas no sistema nervoso. Ou seja, não é pedindo mais uma saideira que você vai evitar um possível infarto – mas talvez molhar o bico ajude.

12.948 – Nasa comprova: motor “impossível” funciona


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É uma máquina simples: emite-se um feixe de microondas dentro de uma câmara de ressonância – um cone truncado de metal, fechado em todos os lados. Isso produz movimento na direção oposta da base do cone. Sem que nada saia dele, nem o feixe de microondas.
Não é preciso ser físico para ver como essa máquina parece absurda. Para que uma coisa se mova, é preciso que interaja com outra coisa. O jato move o avião forçando ar contra a atmosfera atrás dele. O foguete expele gases, exercendo força contra esses próprios gases – o que explica como funciona no vácuo.
É Terceira Lei do velho e bom Isaac Newton, uma parte de sua física que está longe de ser aposentada. A famosa ação e reação: o movimento é a reação que acontece ao se empurrar outra coisa – a ação.
Mas, como diria Galileu: “no entanto, se move”. A Nasa acaba de provar que o EmDrive produz uma força de 1,2 millinewtons por kilowatt no vácuo. Não é lá grandes coisas: o Hall Thruster, um foguete avançado de plasma, produz 60.
Mas o Hall Thruster precisa, como todo o foguete, de um propelente – isto é, gases a serem expelidos. E esses gases precisam ser carregados até o espaço, tornando o foguete mais pesado e exigindo mais gases ainda para sair da Terra. Esse é o maior custo e o maior empecilho para viagens espaciais, principalmente de longa distância. O EmDrive está em seus primeiríssimos passos: acabam de provar que ele existe. Talvez ele tenha um potencial bem maior, que ainda não conhecemos.
Então chegamos à pergunta de um milhão de dólares: como funciona? E a verdade é que ninguém faz a menor ideia. A Nasa tentou um palpite arriscadíssimo: a máquina está empurrando o vácuo, o que seria possível por meio de uma interação quântica.
O problema é que, para isso ser válido, seria preciso se adotar toda uma explicação heterodoxa para a física quântica, a teoria da onda piloto. Basicamente abandonada nos anos 1930, ela afirma que a incerteza quântica não existe. Isso vai de encontro a tudo o que se entende por física quântica, atirando pela janela o gato de Schrödinger e 80 anos de conhecimento.
O EmDrive não é só uma possível revolução em viagens espaciais, mas algo que está, já agora, só por existir, bagunçando o coreto aqui na bolinha azul.

12.947 – Nova bateria carrega em segundos e pode durar uma semana


bateria eficiente
Pesquisadores da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo processo de criação de baterias que promete revolucionar o componente nos smartphones. Segundo eles, as novas baterias flexíveis demoram segundos para carregar e podem durar semanas.
“Em pequenos dispositivos eletrônicos, nosso material está superando os convencionais em todo o mundo, em termos de densidade de energia, de potência e de estabilidade cíclica”, explica Nitin Choudhary, um dos responsáveis pelo projeto.
De acordo com a equipe, os capacitores flexíveis conseguem armazenar mais energia e podem ser recarregadas mais de 30 mil vezes sem nenhum tipo de dano, bem mais do que as 1.500 vezes que uma bateria de lítio costuma suportar.
A bateria carrega rapidamente porque é composta por milhões de fios nanométricos, revestidos com uma espécie de escudo de materiais dimensionais. No núcleo, o material facilita a transferência rápida de elétrons para a carga, enquanto há espaço para armazenamento de grandes quantidades ne energia em minúsculos espaços.
“Houve problemas na forma como as pessoas incorporam estes materiais bidimensionais nos sistemas existentes. Desenvolvemos uma abordagem de síntese química simples para que possamos muito bem integrar os materiais existentes com os materiais bidimensionais”, explica Yeonwoong “Eric” Jung, professor assistente da universidade.
O material ainda não está pronto para a comercialização, mas, segundo os pesquisadores, poderá ser utilizado para substituir as baterias de uma série de dispositivo, incluindo a de carros elétricos.

12.946 – Medicina – O Câncer de Pâncreas


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O pâncreas é uma glândula que compõe o aparelho digestivo, localizada na região superior do abdômen, logo atrás do estômago. Tem como função a produção de enzimas que possuem importante papel no processo de digestão dos alimentos, e também, a síntese de insulina, hormônio que atua na redução do nível de glicose sanguínea.
Tumores malignos pancreáticos são infrequentes em pacientes com menos de 30 anos de idade. As chances de surgimento desse tipo de neoplasia aumentam consideravelmente após os 50 anos de idade, especialmente entre a faixa etária de 65 a 80 anos, acometendo preferencialmente o sexo masculino. De acordo com a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da moléstia em questão aumentam ao passo que a idade avança, sendo que de 10:100.000 casos entre 40 a 50 anos, passa para 116:100.000 casos entre 80 a 85 anos de idade.
No Brasil, este tipo de câncer representa 2% da totalidade dos cânceres e é responsável por aproximadamente 4% das mortes resultantes de tumores malignos.
Este tipo de câncer é altamente letal, uma vez que apresenta início insidioso, sendo comumente diagnosticado em estágio avançado.
Os tumores pancreáticos podem ser de diferentes tipos: pseudotumor pancreático, tumores endócrinos, neoplasias císticas, neoplasias sólidas, neoplasias mesenquimais ou hematopoiéticas. O tipo mais frequente de câncer pancreático é o adenocarcinoma (ou carcinoma), representando 90% dos casos. Este, por sua vez, é dividido de acordo com sua histologia em: ductais, papilares mucosos intraductais, carcinoma de células acinares, cistoadenocarinomas ou pancreoblastomas.
Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento desta neoplasia, o principal é o tabagismo. Os outros abrangem fatores nutricionais, como a ingestão de produtos de origem animal, obesidade e alta ingestão calórica. A relação entre o consumo de álcool e o surgimento de câncer pancreático ainda não foi bem esclarecido, assim como o consumo de cafeína, pesticidas, formaldeído e organofosforados. Já os exercícios físicos são apontados como um fator que auxilia na redução do risco de desenvolvimento desse tipo de câncer.
O adenocarcinoma leva à rápida metástase para os glânglios linfáticos (linfonodos), sendo que quando é obtido o diagnóstico, normalmente o câncer já alcançou o fígado. A evolução natural desse tipo de câncer é atingir os linfonodos, além de causar um comprometimento hepático, pulmonar, das pleuras, do peritônio e das adrenais.
O diagnóstico pode ser obtido através do quadro clínico apresentado pelo paciente, que é marcado pela perda de peso, icterícia (quando o tumor encontra-se em estágio avançado), presença do sinal de Trousseau de malignidade (sinal associada à hipercoagulabilidade). O sinal de Courvoisier, que define a presença da icterícia e de uma vesícula biliar distendida sem a apresentação de dor, é um indício de câncer de pâncreas, podendo ser utilizado na diferenciação entre o câncer pancreático e a colelitíase.
Exames laboratoriais, como os marcadores tumorais, auxiliam no diagnóstico. No entanto, o diagnóstico final é alcançado por meio de exames de imagem, como a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada, a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada, a colangiorressonância magnética e o PET (tomografia por emissão de pósitrons).
A cura do câncer pancreático é alcançada somente quando este for detectado precocemente. Existe a possibilidade de ressecção cirúrgica do tumor, em certos casos, realizando-se o denominado procedimento de Whipple, no qual se remove o tumor por completo e os órgãos vizinhos (estômago, duodeno e vesícula biliar). Este procedimento é muito agressivo, sendo realizado apenas em pacientes capazes de suportar uma cirurgia de grande porte e que não apresentam metástase.
Nos casos dos pacientes que apresentam metástase, o tratamento paliativo recomendado é a colocação de endo-prótese, visando à melhoria da qualidade de vida do paciente.
Os tratamentos radioterápico e quimioterápico podem ser úteis quando realizados em conjunto com o procedimento cirúrgico ou apenas como tratamento paliativo.