12.945 – Medicina – A Cura do Vitiligo


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Pesquisadores de Yale descobriram que um medicamento desenvolvido para tratar casos de artrite reumatoide conseguiu restaurar a pigmentação da pele de uma paciente que sofria de vitiligo – uma doença autoimune em que as células do sistema de defesa do organismo atacam os melanócitos, produtores de melanina (pigmento que dá cor à pele).
Os dados foram publicados na revista “JAMA Dermatology”. A investigação foi conduzida pela equipe do cientista Brett King, da Escola de Medicina da Universidade Yale.
Um ano atrás, esse grupo de cientistas já havia constatado que o mesmo composto fármaco estimulava o crescimento de cabelo e pelos em pessoas que sofrem de alopécia universal, quando há perda de todos os pelos do corpo
Em um comunicado divulgado pela instituição, os pesquisadores explicaram que já tinham registrado bons resultados em camundongos ao tratar um paciente com a droga Tofacitinib – desenvolvida pela Pfizer – um caso de psoríase em placas, condição caracterizada por áreas vermelhas escamosas na pele.
O mesmo medicamento foi usado ainda para estimular o crescimento de cabelo e pelos em um homem com alopécia universal. O caso foi descrito na revista “Nature” no ano passado.
A partir dessas comprovações, o autor do estudo, Brett King, e sua equipe decidiram testar o medicamento em uma mulher de 53 anos com vitiligo. Ela tinha grandes manchas brancas no rosto, mãos e outras partes do corpo.
Dois meses após iniciar o tratamento, as manchas começaram a reduzir e a cor normal da pele foi reaparecendo. Cinco meses após o uso do Tofacitinib, os médicos constataram que as manchas brancas do rosto e das mãos retrocederam significativamente. O estudo afirma que o medicamento não provocou efeitos colaterais.
Novos testes com o remédio e outro similar vão ser realizados em mais pacientes. De acordo com King, a possível aplicação desta droga pode revolucionar o tratamento em pacientes com esta condição.
Resultado ainda precisa ser estudado
Entre os tratamentos atualmente adotados contra o vitiligo estão a fototerapia (estímulo pela luz) e o envolve a aplicação de pomadas associadas a corticoides.
De acordo com a médica dermatologista Samantha Enande, os medicamentos da área de reumatologia têm capacidade de modular nossa imunidade e, por isso, têm apresentado resultados em locais inesperados.

“Por um lado isso é muito bom, porque tem descoberto tratamento para doenças autoimunes. Mas não temos controle sobre eles [resultados]”, explicou.
Samantha afirma que há poucos estudos sobre esse tipo de conduta e que há uma grande preocupação com o efeito colateral do medicamento, como a possibilidade de um efeito rebote – quando a doença melhora por um tempo, mas depois volta mais agressiva.
“O remédio é promissor, mas para ser usado como proposta para tratar alopécia, psoríase e vitiligo ainda não é seguro”, explicou a dermatologista.

Consultora do Bem Estar lembra que vitiligo não é contagioso
A dermatologista Márcia Purceli lembra que o vitiligo não é uma doença contagiosa, mas genética e que tem relação com o lado emocional. Além disso, precisa ser diagnosticado e tratado precocemente.

12.944 – Psicologia Empresarial – O que é Coaching?


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Segundo a coach e consultora de imagem Waleska Farias, o coaching é um processo de investigação que promove o autodesenvolvimento do profissional e lhe dá condições para validar seus reais objetivos e identificar os fatores que o distanciam de alcançá-los.
“O coach auxilia o profissional a descobrir o que ele realmente quer para poder construir, de modo estratégico, sua trajetória profissional”, diz.,
Entre os benefícios que o coaching pode proporcionar aos profissionais estão a percepção de suas limitações e resistências; iniciativa de mudanças; clareza em relação a metas; planejamento da carreira; equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; ampliação da auto-estima e da auto-confiança; aumento da motivação.
Para Waleska, uma das formas mais eficazes de alcançar os objetivos é saber o que quer e quem você realmente é. “Todos querem encontrar o equilíbrio. Nesse processo, quanto mais claros os objetivos, mas rápido manifestam-se as conquistas.”

Cinco perguntas a que o coaching ajuda a responder

De acordo com a coach e colunista do UOL Empregos e Carreiras Daniela do Lago, o momento ideal para procurar a ajuda de um coach de carreira é quando começam a surgir questionamentos sobre alguns aspectos da vida profissional, o que ela costuma chamar de “momento será que?”

Ela revela cinco questões a que o processo de coaching pode ajudar o profissional a responder:

– Será que devo mudar de emprego?
– Será que está na hora de abrir meu próprio negócio?
– Será que é hora de mudar de área na na empresa?
– Será que estou trabalhando no lugar certo?
– Será que estou realmente utilizando todos meus talentos no trabalho?

Daniela explica que apesar do coaching ser vital para alguns profissionais, não se trata de um processo fácil e não há garantias de que dê certo, pois é um processo de parceria onde o desenvolvimento comportamental necessário para alcançar os objetivos depende muito do profissional.

Nem todos precisam de um coach
Entretanto, a especialista alerta que nem todos as pessoas necessitam de um coach de carreira e, por isso, é importante saber escolher um bom profissional para não perder tempo nem dinheiro.
Segundo Daniela, antes de tudo, o coach qualificado irá fazer com que o profissional responda a uma séria de perguntas e após analisar as respostas, saberá dizer se realmente é hora de fazer coaching ou indicar o melhor caminho se o cliente não estiver pronto para este processo.
“Todo coach tem que ter certificado de formação para exercer a atividade. No Brasil, o período mínimo para se formar é de um ano de curso.”
A confiança no coach, segundo Daniela, também é fundamental para que o processo dê resultados e o profissional consiga seguir no caminho certo para atingir seus objetivos na carreira.

12.943 – Gen(ética) – Nova técnica de edição de genes é testada em humanos pela 1ª vez


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Vimos em outro artigo do ☻Mega a respeito dessa técnica, que agora vai ser testada em seres humanos.

Um grupo de cientistas chineses tornou-se o primeiro a injetar, em um ser humano, células que contêm genes editados com a técnica CRISPR (pronuncia-se “crísper”), segundo a revista científica inglesa “Nature”.
O paciente tem câncer de pulmão, e a esperança é que as células de defesa modificadas combatam o tumor.
Esse sistema de edição de DNA é mais simples e preciso que os métodos tradicionais de manipulação do genoma e, por isso, se transformou na grande vedete das principais publicações científicas recentes.
No dia 28 de outubro, uma equipe da Universidade Sichuan, em Chengdu, fez a aplicação das células modificadas em um paciente com câncer de pulmão agressivo como parte do teste clínico no Hospital West China.
Os pesquisadores primeiro removeram as células de defesa do sangue do paciente e então desligaram um gene nelas usando o CRISPR. A técnica usa uma enzima que funciona como tesoura molecular, cortando o DNA. Um pequeno trecho de RNA (molécula “prima” do DNA) serve como guia, identificando onde o corte preciso tem que ser feito.
Os genes desligados fabricam a proteína PD-1, que normalmente freia a resposta imune da célula ao tumor, que por sua vez se aproveita dessa função para crescer.
A equipe chinesa então expandiu o número dessas células modificadas e as injetou novamente no paciente, que tem metástase de câncer de pulmão. Espera-se que, sem a proteína PD-1, as células editadas vão atacar e vencer o câncer.
O oncologista Lu You, que liderou o trabalho, afirmou à revista “Nature” que o tratamento ocorreu bem e que o paciente deve receber uma segunda injeção. A equipe planeja tratar dez pacientes, que receberão entre duas e quatro infusões das células. Eles serão monitorados por pelo menos seis meses para avaliação de efeitos colaterais.
Outros estudos que usaram células editadas com uma técnica diferente já haviam animado os pesquisadores. O uso do CRISPR provavelmente vai acelerar a corrida para usar células editadas em ensaios clínicos pelo mundo, segundo Carl June, especialista em imunoterapia da Universidade da Pensilvânia.
June também é consultor de um estudo americano que vai usar o CRISPR para selecionar três genes nas células dos voluntários, com o objetivo de tratar vários tipos de câncer. Ele espera que a pesquisa comece em 2017. No mesmo ano, outro grupo chinês espera começar três ensaios clínicos usando a técnica contra tumores de bexiga, próstata e rim.
Naiyer Rizvi, da Universidade Columbia, em Nova York, diz que a tecnologia é promissora, mas questiona o sucesso do estudo chinês, considerando que a técnica não é muito escalável, por ser personalizada. Ele duvida que o tratamento será superior ao dos novos imunoterápicos, que já usam como alvo a proteína PD-1 e têm obtido excelentes resultados.

12.942 – Astrofísica – O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo


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Folha Ciência para o ☻Mega

Os planetas e as estrelas não são. As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam “esmagados” nos pólos.
Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC 11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. Trata-se do objeto mais esférico encontrado no espaço até agora.
A sua esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio às turbulências do espaço.
“Kepler 11145123 é o objeto natural mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol”, disse o astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna das estrelas e determina a esfericidade do objeto.

PASSO DE TARTARUGA
Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos.
O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos pólos. No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros.
Já a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros, incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de 1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.
Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites: “A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo”, disse Gizon à BBC.
“Mas, ao girar mais devagar, deforma menos”, acrescentou.
Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas.

CAMPO MAGNÉTICO
O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela.
Também existe o campo magnético.
“Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação”, diz o especialista.
“É por isso que também atribuímos sua forma à presença do campo magnético”.
“Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade”, relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances.
Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos.