12.941 – Ciclo do sono faz parte de experiências da nova missão na ISS


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Três astronautas –um russo, um francês e uma americana–, decolam do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional. Durante seis meses, eles farão cerca de 200 experiências, entre elas uma sobre o impacto da luz no ciclo do sono. O retorno à Terra será em maio de 2017.
No total, 200 experiências serão realizadas na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). O astronauta francês, Thomas Pesquet, 38, vai ajudar diretamente nesses estudos. Equipado com um casaco “inteligente”, ele transmitirá, através de captores, todos os dados sobre sua saúde e ajudar os cientistas a evoluírem nas pesquisas.
Entre as experiências que serão realizadas, estudos sobre o sono, diminuição da massa óssea e o envelhecimento das artérias. “Seis meses no espaço equivale a um envelhecimento de dez anos das artérias na Terra”, disse ao jornal 20 Minutes Pierre Boutouyrie, pesquisador do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm). De fato, Pesquet deve voltar com as artérias de um homem de 48 anos.
O objetivo da pesquisa é conhecer as possibilidades de inverter o fenômeno e propor medidas para desacelerá-lo. De acordo com os cientistas, isso pode ajudar na prevenção de todas as doenças cardiovasculares, as que mais causam mortes no mundo.
Outro interesse desta missão é inventar ferramentas adaptadas ao espaço e que também poderiam ser utilizadas na Terra, como por exemplo um mini scanner.
O trio decola nesta quinta na cápsula Soyuz MS-03 para se posicionar a 200 quilômetros acima da Terra, em uma viagem que terá a duração de 48 horas. Eles devem chegar na Estação Espacial Internacional na noite de sábado (19de nov de 2016).

12.940 – Psiquiatria – Silenciosa, sorrateira, mas muito agressiva


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É uma doença que ataca tão subrepticiamente, que a maioria dos que sofrem dela nem percebem que estão doentes. De cada dez pessoas que procuram o médico, pelo menos uma preenche os requisitos para o diagnóstico de depressão.
Do início insidioso, a depressão evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração. Nos casos mais simples, a pessoa pode curar-se por conta própria em duas a quatro semanas. Passado esse período sem haver melhora, os especialistas recomendam atenção e tratamento, porque a depressão prolongada pode levar a suicídio e mortes por causas naturais.
Para ajudá-lo a identificar os sintomas da depressão acompanhe o algoritmo abaixo, retirado da quarta edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV):

1) Durante o último mês, você esteve frequentemente chateado por se sentir deprimido e desesperançado?
2) Durante o último mês você esteve frequentemente chateado por sentir falta de interesse nas atividades?

Se a resposta foi não a ambas as perguntas, é pouco provável que você tenha depressão. Mas, se uma das respostas foi sim, esteja atento a outros sintomas da doença.
O diagnóstico de depressão requer a presença de cinco ou mais dos seguintes sintomas que incluam obrigatoriamente espírito deprimido ou anedônia, durante pelo menos duas semanas, provocando distúrbios e prejuízos na área social, familiar, ocupacional e outros campos da atividade diária.

1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;
7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;
8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;
9) Idéias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.

De acordo com o número de itens respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos:
1) Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;
2) Distimia: 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;
3) Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.

ABSTINÊNCIA DE ANTIDEPRESSIVOS
Nos últimos anos, os chamados inibidores da recaptação da serotonina têm sido o grupo de drogas mais empregadas no tratamento de distúrbios psiquiátricos como depressão, ansiedade, bulimia, estresse pós-traumático, obsessão-compulsão, disforias pré-menstruais e outros.
Pertencem a esse grupo medicamentos como fluoxetina (Prozac, Daforin, Eufor), paroxetina (Aropax), sertralina (Zoloft) e outros. O sucesso dessas drogas na clínica se deveu especialmente à tolerabilidade e segurança de uso em comparação com os antidepressivos empregados anteriormente.

Síndrome de abstinência
No entanto, um dos problemas mais frequentes associados ao uso desses inibidores é o aparecimento de síndrome de abstinência, quando sua administração é interrompida abruptamente.
Fenômeno semelhante pode ocorrer com outros antidepressivos não pertencentes a esse grupo, como a venlafaxina (Efexor), mirtazapina (Remeron), etc.
Síndrome de abstinência, aqui, é definida como “um conjunto de sinais e sintomas de instalação e duração previsíveis, que envolve sintomas psicológicos e orgânicos previamente ausentes à suspensão da droga e que desaparecem depois que ela foi reiniciada”.

Sintomas da síndrome
A abstinência à descontinuação abrupta dos inibidores da recaptação de serotonina, surge 24 a 72 horas depois da interrupção do tratamento e provoca os seguintes sintomas:

1) Psiquiátricos: ansiedade, insônia, irritabilidade, explosões de choro, distúrbios de humor e sonhos vívidos;
2) Neurológicos e motores: tonturas, vertigens, sensação de cabeça vazia, cefaléia, falta de coordenação motora, alterações de sensibilidade da pele e tremores;
3) Gastrintestinais: náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal;
4) Somáticos: calafrios, fadiga, letargia, dores musculares e congestão nasal.

Na ausência de tratamento esses sintomas desagradáveis costumam durar de uma a três semanas. Embora sejam discretos ou de moderada intensidade na maioria dos casos, às vezes podem se tornar mais intensos e serem confundidos com outras enfermidades.
A probabilidade de desenvolver a sintomatologia descrita é tanto maior quanto mais longa tiver sido a duração do tratamento. As reações geralmente estão associadas com durações de pelo menos quatro a seis semanas, mas podem acontecer depois de períodos de uso mais curtos.
Quanto mais rapidamente for excretado o antidepressivo, maior a probabilidade de surgir a síndrome. No caso de drogas como a fluoxetina que têm meia-vida (tempo necessário para eliminar metade da droga administrada) de 2 a 3 dias, os sintomas de abstinência podem instalar-se mais tardiamente (até uma semana depois da interrupção).
Duas a três semanas depois de instalados os sintomas da abstinência, costuma ocorrer um fenômeno conhecido como “rebote”: o reaparecimento dos sintomas psiquiátricos que levaram à indicação do medicamento.

Tratamento
O tratamento da síndrome de abstinência é óbvio: basta reiniciar a droga cuja retirada intempestiva foi responsável por ela. Com o reinício do tratamento os sintomas começam a melhorar já nas primeiras 24 horas. Para evitar a repetição do quadro, as doses diárias devem ser diminuídas gradativamente no decorrer de quatro a seis semanas, até que a interrupção completa possa ser realizada com segurança.
O grande número de pessoas que faz uso de antidepressivos atualmente, deve estar informado de que os efeitos benéficos do tratamento pode levar até seis semanas para se tornar aparente, e que precisa ser continuado por períodos de seis meses a um ano, para evitar recaídas precoces. Em caso de quadros depressivos que se instalam antes dos vinte anos de idade, em pacientes com recaídas múltiplas ou distúrbio bipolar, o tratamento pode exigir mais tempo ainda, ou mesmo estar indicado para ser mantido pelo resto da vida.
Durante esse período é fundamental que as doses diárias sejam tomadas com regularidade, porque os sintomas de abstinência podem surgir depois de apenas dois ou três dias de interrupção.

12.939 – Depressão, uma doença silenciosa e agressiva


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Nós não vemos isso nas mídias sociais, não vemos na TV. Esse assunto não é gostoso, não é divertido, não é leve. E como não lidamos com o tema, não percebemos a severidade da depressão.
E é sério: a cada 30 segundos, em algum lugar do mundo, alguém tira a própria vida por motivos ligados à doença. E pode ser alguém a dois quarteirões de distância, a dois países ou continentes de distância, mas está acontecendo.
As pessoas precisam saber que depressão não é simplesmente estar triste quando algo não anda bem na vida. Quando você termina se relacionamento, quando você perde uma pessoa amada, ou quando não consegue aquele emprego que tanto queria, isso é tristeza –uma emoção natural.
A depressão real é estar triste mesmo quando tudo na sua vida vai bem.
Não sei qual é a solução, mas o primeiro passo é reconhecer que temos um problema –não vai ser possível encontrar a resposta enquanto temos medo da pergunta.
Se você está enfrentando a depressão, saiba que está tudo bem. Saiba que você só está doente, você não é fraco. A depressão é um problema, não uma identidade.
Sentir-se abatido de tempos em tempos é algo normal que faz parte da vida. Mas quando o vazio e o desespero tomam conta do seu dia-a-dia, tornando-se permanente, afetando-lhe a motivação e o sentido da vida, pode ser depressão. Mais do que apenas o humor diminuído, os pontos baixos da depressão podem afetar-lhe a sua funcionalidade e deixar de ter prazer na vida, como anteriormente tinha.
A questão da depressão é uma área complexa, mas é uma área que tem vindo a crescer no esclarecimento do seu tratamento. Quase todos os dias novas informações são transmitidas, ajudando na orientação do nosso conhecimento e o que fazer. Independentemente das várias formas de intervenção e das diferentes respostas ao tratamento por parte das pessoas que sofrem com o problema da depressão, ainda assim a grande maioria pode e consegue aprender como reduzir de forma significativa os seus níveis de depressão ou até mesmo um alívio total da angústia provocada por este terrível problema. As pessoas que podem obter grande alívio da depressão inclui todas aquelas que pensam que nunca irão conseguir ultrapassar os seus problemas pessoais e que consequentemente a sua depressão irá durar para sempre.
Muitas pessoas usam a palavra “depressão” para explicar estes tipos de sentimentos, mas a depressão é muito mais do que tristeza. Algumas pessoas descrevem a depressão como “viver num buraco negro” ou ter um sentimento de desgraça constante. No entanto, algumas pessoas deprimidas não se sentem tristes por tudo, em vez disso, sentem-se sem significado na vida, como se a vida fosse vazia e apática.
Seja qual for o sintoma, a depressão é diferente da tristeza normal ou da simples desmotivação, na medida em que anula o seu dia-a-dia, interferindo com a sua capacidade de trabalhar, estudar, comer, dormir e divertir-se. Os sentimentos de desamparo, desesperança, inutilidade são intensos e implacáveis, com pouco ou nenhuma alívio.
Enquanto todos nós, ocasionalmente, podemos ficar tristes ou “em baixo”, normalmente estes sentimentos tendem a passar muito rapidamente. Por outro lado, alguém com depressão tem experiências de extrema tristeza ou desespero, que dura pelo menos duas ou mais semanas. Os indivíduos deprimidos tendem a sentir-se impotentes e sem esperança culpando-se por terem esses sentimentos. O sentimento de culpa é muito vincado. A depressão interfere com as atividades da vida diária, tais como trabalhar ou concentrar-se em tarefas, ou mesmo comer e dormir. Outros possíveis sintomas da depressão incluem dores crónicas, dores de cabeça ou dores de estômago. Algumas pessoas podem sentir-se irritadas ou agitadas por longos períodos.
As pessoas que estão deprimidas podem sentir-se oprimidas e exaustas deixando completamente de participar em certas actividades quotidianas. Elas podem deixar de interessar-se por assuntos relacionados com a família e amigos. Deixam de importar-se com as suas vidas. Perdem o sentido de futuro, deixam de ter prazer nas coisas que anteriormente lhe eram significativas. A pessoa deixa de acreditar que consegue dar a volta à situação e por consequência deixa de fazer planos para o futuro. Algumas pessoas deprimidas podem chegar a ter pensamentos de morte ou suicídio como já referi anteriormente.

Sinais de Alerta
Você não consegue dormir ou dorme em excesso.
Você tem dificuldades de concentração, ou sente que algumas das tarefas que fazia facilmente são agora um tormento.
Você sente-se desesperançado e desamparado.
Você não consegue controlar os seus pensamentos negativos por mais que se esforce.
Você perdeu o apetite ou não consegue parar de comer.
Você está muito mais irritadiço e com humor diminuído do que é habitual.
Você tem pensamentos de que não vale a pena viver (se for o caso procure ajuda imediata).

DEPRESSÃO MAIOR (DEPRESSÃO UNIPOLAR)
A depressão maior é caracterizada pela incapacidade de aproveitar os prazeres da vida e experiência. Os sintomas são constantes, variando de moderada a grave. Sem tratamento adequado, a depressão maior geralmente dura cerca de seis meses. Algumas pessoas experimentam apenas um episódio depressivo único durante toda a sua vida, mas geralmente, a depressão maior é um transtorno recorrente. No entanto, existem muitas coisas que você pode fazer para melhorar o seu humor e reduzir o risco de recorrência. Não sofra desnecessariamente, procure ajuda.

DEPRESSÃO ATÍPICA

Depressão atípica é um subtipo comum de depressão maior. Ele apresenta um padrão de sintomas específicos, incluindo um elevador humor temporário em resposta a acontecimentos positivos. Você pode sentir-se temporariamente melhor depois de receber uma boa notícia, ou quando saí para uma festa com os amigos. No entanto, este impulso de humor é passageiro. Outros sintomas da depressão atípica incluem ganho de peso, aumento do apetite, sono excessivo, sensação de peso nos braços e pernas, e sensibilidade à rejeição. Tal como outras formas de depressão, você pode obter alívio e tratamento através de Terapia Cognitivo-comportamental

DEPRESSÃO DISTÍMICA (DEPRESSÃO LEVE RECORRENTE)
A distímia é um tipo de depressão crónica leve. São mais os dias em que se sente moderadamente deprimido, que os que não se sente, embora você possa ter breves períodos de humor normal. Os sintomas da distímia não são tão fortes como os sintomas de depressão maior, mas duram muito tempo (pelo menos dois ou mais anos). Estes sintomas crónicos tornam a vida muito difícil de viver viver. Algumas pessoas também têm episódios depressivos maior conjuntamente com a distímia, uma condição conhecida como “depressão dupla”. Se você sofre de distímia, você pode sentir que quase sempre se sentiu deprimido. Ou você pode pensar que o seu humor diminuído faz parte de você (é do jeito que você é).A distímia pode ser tratada com êxito, mesmo que os sintomas tenham sido ignorados ou tenha estado sem tratamento durante anos.

TRANSTORNO AFECTIVO SAZONAL
Quando o inverno se faz sentir com os seus dias frios, sombrios, curtos, enfadonhos, nublados, por vezes o humor é afetado. Algumas pessoas ficam deprimidas no outono ou inverno, principalmente pela limitação de sol. Este tipo de depressão é chamada de transtorno afetivo sazonal. Transtorno afetivo sazonal é mais comum em climas do norte e em pessoas mais jovens. Tal como outros tipos de depressão, este também é tratável. A terapia através da luz, um tratamento que envolve a exposição à luz artificial intensa, muitas vezes ajuda a aliviar os sintomas.

DEPRESSÃO BIPOLAR: QUANDO A DEPRESSÃO É APENAS UM DOS LADOS DA MOEDA
Depressão bipolar, também conhecida como psicose maníaco-depressiva, é caracterizada por alterações de humor cíclico. Os episódios de depressão alternam-se com episódios maníacos, podendo incluir comportamentos impulsivos, hiperatividade, fala rápida, e pouco ou nenhum sono. Normalmente, a mudança de um modo extremo para o outro é gradual, com cada episódio maníaco ou depressivo tendo a duração de pelo menos várias semanas. Quando deprimido, uma pessoa com transtorno bipolar apresenta os sintomas usuais de depressão maior. No entanto, os tratamentos para a depressão bipolar são muito diferentes dos outros tipos de depressão.

Fatores de Risco
Solidão
Falta de apoio social
Recentes experiências de vida estressantes
História familiar de depressão
Problemas de relacionamento ou conjugal
Tensão financeira
Trauma ou abuso de infância
Uso de álcool ou drogas
Situação de desemprego ou o subemprego
Problemas de saúde ou de dor crónica