12.938 – Conheça a Yakuza, uma máfia legal (?)


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No Japão, o honrado cavalheiro que auxilia vítimas do tsunami também escraviza sem-tetos para descontaminar Fukushima. Trata-se de um membro da Yakuza, como é conhecida no Ocidente a principal organização criminosa japonesa. O código de honra da máfia prega proteger os fracos e combater os poderosos. Mas, na prática, a teoria é outra. “Os yakuzas têm uma visão heroica de si e a vendem para a opinião pública”, afirma o historiador Andrew Rankin, da Universidade de Cambridge. “A ajuda humanitária não passa de marketing para conquistar simpatia popular.”

Caminho sem volta
Falando em marketing, os yakuzas nem gostam de ser chamados assim. O nome vem do oicho-kabu, jogo de cartas parecido com o blackjack. Cada jogador recebe três cartas e ganha quem chegar mais perto de 19 pontos. Se as cartas recebidas somam 8 (ya) + 9 (ku) + 3 (za), o jogador faz 20 e perde. Por analogia, yakuza passou a significar algo “inútil” e “sem valor”. Por isso, os mafiosos preferem a alcunha de gokudo (“caminho sem volta”). “O gokudo vai à frente, não volta atrás e termina o que começou”, define o jornalista americano Jake Adelstein, que trabalhou por 12 anos no Yomiuri Shimbun, maior jornal do Japão, e escreveu Tóquio Proibida – Uma Viagem Perigosa pelo Submundo Japonês. Já as autoridades policiais chamam os yakuzas de boryokudan (“grupos violentos”).
Pelos cálculos da Agência Nacional de Polícia (NPA), há cerca de 53 mil yakuzas – fontes não oficiais sugerem 83 mil. Das 22 facções, as três maiores – e mais violentas – são: Yamaguchi-gumi, Sumiyoshi-kai e Inagawa-kai. A primeira tem sede em Kobe e as outras em Tóquio. No Japão, o crime é mais que organizado. É corporativo. As quadrilhas têm sede, escritório, site, fanzine e cartão de visitas. “Fazer parte desses grupos não configura crime no país. Eles são protegidos pelo direito constitucional da livre associação”, explica o advogado brasileiro Eduardo Mesquita, da Universidade de Tóquio.
Cerca de 60% do dinheiro dos yakuzas vem de negócios escusos, como extorsão, agiotagem, prostituição, jogos de azar, pornografia infantil e tráfico de drogas. Os outros 40% do faturamento têm origem em atividades legais, como construção civil, mercado financeiro e setor imobiliário. Em 2006, a polícia de Tóquio mapeou mais de mil empresas de fachada para lavar dinheiro da máfia, incluindo agências de emprego, companhias de seguro e até estúdios de cinema – não é raro ver filmes exaltando virtudes heroicas dos yakuzas.
Outra tentativa midiática de melhorar a autoestima do grupo e recrutar membros passa pela imprensa. Kenichi Shinoda, líder da Yamaguchi-gumi, lançou um tabloide com dicas de viagens, poemas haicai e relatos de pescaria. No editorial, ensina aos jovens valores tradicionais, como valentia, disciplina e lealdade.

40% do faturamento da Yakuza tem origem em atividades legais, como construção civil, mercado financeiro e setor imobiliário

Dogmas do submundo
A máfia japonesa segue uma estrutura familiar. De um lado, os padrinhos (oyabun), que dão grana, conselhos e proteção. Do outro, os afilhados (kobun), que juram fidelidade incondicional. “Se o oyabun diz que o corvo é branco, o kobun tem que concordar”, ilustra David Kaplan, coautor de Yakuza– Um Levantamento Explosivo do Submundo Japonês do Crime. Atualmente, a Yakuza enfrenta dificuldades para renovar os membros – qualquer um com até 25 anos pode ingressar.
Quase um terço dos kobuns vem de grupos de delinquentes juvenis (bosozoku). Quem adere recebe aulas de artes marciais, incluindo o manejo de faca e outras armas brancas (no Japão, armas de fogo são proibidas), e passa por um período de teste para provar lealdade ao oyabun. Reza a lenda que a facção Kodo-kai teria um centro de treinamento na cidade de Nagoya.
Embora o grupo não seja religioso, algumas regras parecem mandamentos. “Nunca revelar os segredos da organização”, “Não ter envolvimento com narcóticos”, “Não tirar dinheiro da quadrilha”, “Não desobedecer superiores” e “Não recorrer à polícia ou à Justiça” são exemplos. Talvez por isso, “entrar para a máfia tornou-se antiquado. Ser yakuza já não é mais tão cool”, afirma Andrew Rankin.
Tradições em declínio
Nos últimos dez anos, a máfia perdeu mais de 33 mil membros – nos anos 1960, tinha 184 mil e mais de 5 mil clãs. Além do cerco policial apertando, também tem muito mafioso pedindo para sair. Mas deixar o crime não é fácil. Por causa da crise que castiga o Japão, muitos desertores não se alocam no mercado de trabalho convencional.
Como muita gente reluta em contratar funcionários com dedos amputados, um dos gestos mais tradicionais dos mafiosos, de cortar a falange do dedo (yubitsume) e oferecê-lo ao chefe da facção como pedido de desculpas, está sendo abandonado. Os mais jovens preferem pagar em dinheiro ou no cartão pelo perdão. Para os amputados – quatro em cada dez yakuzas, segundo a NPA – o jeito é recorrer a fabricantes de próteses para arranjar um emprego. Os mais requisitados cobram até US$ 3 mil por cada peça de silicone, sob medida.
Outro costume com os dias contados é cobrir o corpo de tatuagens (irezumi). Em seus áureos tempos, os yakuzas se submetiam a longas e dolorosas sessões com agulhas de bambu, osso ou madeira para provar coragem. Hoje, para não chamar a atenção da polícia, os novos membros fazem desenhos mais discretos. Sinal dos tempos: homens tatuados já não são mais bem-vindos nas tradicionais casas de banho japonesas.

Legislação anti-yakuza
Um policial de Osaka comparou seu trabalho investigando a Yakuza com o de um jardineiro de bonsai: “Nós apenas aparamos os galhos. Raramente tocamos as raízes”. Isso começou a mudar nos anos 1990, com a criação das primeiras leis contra os yakuzas. Escutas telefônicas, delações premiadas e proteção à testemunha começaram a ser usadas no combate à máfia.
Após dez anos, a legislação endureceu. Ao pedir um empréstimo, alugar imóvel ou abrir conta no banco, a pessoa precisa declarar não ter vínculo com o crime organizado. Desde 2011, é ilegal fazer negócio com membros da máfia. Até quem sofre tentativa de extorsão e não denuncia vira cúmplice. Aconteceu com o apresentador de TV Shinsuke Shimada. O “Jay Leno do Japão” se viu obrigado a se aposentar após ter divulgada uma troca de e-mails com um ex-chefão da Yamaguchi-gumi. “Não acho que estivesse fazendo algo errado, mas esse tipo de amizade tornou-se inaceitável no Japão”, lamentou Shimada.
Outra lei pesada responsabiliza os chefões por deslizes de subalternos. Para não correr riscos, facções criaram um “exame de admissão” para quem deseja seguir carreira no submundo japonês. Entre as 12 questões do teste estão “Como agir em caso de roubo de carro?”, “Quando devo usar escutas ilegais?” e “Em que situações posso recorrer ao chefe da facção?”.

33 mil yakuzas desertaram, morreram ou foram presos nos últimos dez anos
Um mal a ser erradicado
Para agravar a agonia da Yakuza, a Yamaguichi-gumi sofreu um racha em setembro de 2015, expulsando cerca de 3.300 membros, que formaram o grupo rival Yamaken-gumi. A polícia entrou em estado de alerta, temendo derramamentos de sangue como os dos anos 1980. Até pouco tempo, uma das regras dos yakuzas era a de não ferir quem não fosse do crime organizado, o que, de certa forma, os protegia da intolerância da população e do cerco da polícia. Isso também mudou. No fogo cruzado entre as gangues, ninguém está a salvo. Por medida de segurança, os yakuzas suspenderam até a festa do Halloween, em outubro. “Antigamente, a Yakuzaera vista como um mal necessário à sociedade japonesa. Agora é apenas um mal a ser erradicado”, afirma Adelstein.
A Yakuza está perto do fim? Alguns especialistas avaliam que sim. “Ela está obsoleta. Mais uma ou duas leis e eles serão carta fora do baralho”, garante Jake Adelstein. Outros defendem que, se quisesse, a polícia já teria se livrado dos mafiosos. “De certa forma, interessa ao governo manter os yakuzas ao alcance de seus olhos”, acredita David Kaplan. “Mais do que o crime organizado, o que apavora o cidadão japonês é o crime desorganizado”.

12.937 – Sustentabilidade – Microsoft vai abastecer um data center inteiro apenas com energia eólica


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Para uma empresa do tamanho da Microsoft, manter um data center funcionando exige muita energia elétrica. Isso não significa, porém, que a fonte dessa energia não pode ser renovável. A empresa acaba de assinar acordos para abastecer sua central de dados em Wyoming, nos EUA, totalmente a partir do poder dos ventos.
A Microsoft contratou as turbinas eólicas da fazenda Bloom Wind, no Kansas, como fornecedora de 178 megawatts, enquanto as fazendas Silver Age e Happy Jack, em Wyoming, proverão, juntas, mais 59 megawatts. Segundo a companhia, isso é suficiente para manter seu data center local abastecido por um ano até que o contrato seja renovado.
Contando com o novo acordo, a Microsoft totaliza mais de 500 megawatts fornecidos por energia eólica em todo o território norte-americano. A empresa já possui contratos de fornecimento semelhante em Illinois e Texas. A ideia é que, até 2018, 50% de toda a energia consumida por seus servidores venham de fontes renováveis como o vento.

12.936 – Brasileiro cria braço mecânico com sucata após ser amputado com choque


A vida de José Arivelton Ribeiro nunca mais foi a mesma depois de 5 de setembro de 2012. Naquele dia, a energia da lojinha de eletrônicos da família, em Fortaleza, foi cortada por falta de pagamento.
Como ninguém sabia quando a luz iria voltar, Arivelton decidiu retirar a antena de TV da loja para usá-la em casa. Pendurou-se na janela, no segundo andar, e cometeu um erro quase fatal.
Por descuido, a antena tocou um fio de alta tensão. A descarga de 18 mil volts arremessou Arivelton para dentro da sala, e chegou a derrubar a iluminação dos postes da região.
O choque feriu o pescoço e a língua de Arivelton, e também comprometeu o braço direito, que precisou ser amputado na altura do antebraço. Seria mais um obstáculo na vida desse cearense de 48 anos, que nasceu surdo e não aprendeu a falar. Mas rendeu uma bela história de dedicação.
Ari, como é conhecido, passa boa parte do dia enfurnado numa oficina de quintal. Em meio a peças recolhidas em depósitos e na cozinha da mãe, colocou na cabeça: irá construir a prótese mais barata existente, para devolver movimentos a si e a qualquer amputado como ele.
Em pouco tempo, ele produziu duas próteses do braço direito, uma mecânica e outra elétrica, e já trabalha na terceira, que deseja ser computadorizada. “Meu sonho é ajudar as pessoas”, diz Ari à BBC Brasil, sempre com ajuda da mãe na tradução.
O inventor autodidata, que se comunica por meio de sinais com a mão remanescente, construiu as próteses com peças descartáveis e partes de utensílios domésticos.
Sua primeira criação tem o antebraço em cano de PVC e tampa de panela; o punho é um bico de secador de cabelo; os dedos são canos de alumínio, acionados por elásticos de prender dinheiro; e a palma da mão exibe uma borracha, para garantir aderência ao segurar objetos.
Bastou um mês de trabalho, ainda no ano do acidente. Ao todo, Ari investiu R$ 400, até 20 vezes menos do que uma prótese similar no mercado. A inspiração veio em vídeos na internet. O braço, porém, não é fixo, como a maioria das próteses mecânicas. O punho é flexível e ele aciona os dedos com movimentos no ombro esquerdo. Era a independência que o inventor buscava.
Na escala evolutiva das próteses de braços, o degrau seguinte de uma mecânica é a elétrica. Nela, o movimento dos dedos é acionado por uma bateria, com comandos feitos com a outra mão ou por meio de eletrodos que captam os impulsos dos nervos na região da amputação.
O inventor leu sobre isso em tutoriais na internet e decidiu fazer sua prótese elétrica. Em oito meses, o dispositivo estava pronto. Bem mais moderno que o primeiro.
O irmão o ensinou a usar serra e solda para moldar peças. Isso possibilitou uma flexibilidade ainda maior no punho e nos dedos da prótese. O inventor, contudo, não gostou do resultado final: os materiais não eram ideais e o braço ficou com 4 kg, o dobro de um modelo com funções similares.
Agora, Ari está trabalhando em uma prótese semelhante à segunda, porém mais leve. Tanto a segunda quanto a terceira deverão custar menos de R$ 2.000, até 15 vezes mais baratas do que uma convencional nesse patamar.
O pai de Ari, José Auri Ribeiro, comandou durante mais de três décadas a Eletrônica O Louro, a cem metros de casa. O mais velho dos cinco filhos começou a trabalhar aos sete anos, e logo herdou a habilidade no conserto de televisores. Até que o pupilo superou o mestre. “Ele ficou muito melhor do que eu”, afirma Auri, eletrônico de 72 anos.
Aquele final da tarde de setembro de 2012, data que a família não esquece, sumiu da memória de Ari. “Eu apaguei. Não me lembro de nada.” Sorte que ele estava acompanhado da mãe, técnica de enfermagem. “Fiz massagem cardíaca e respiração, então o coração voltou a bater”, relembra Socorro.
Ari foi socorrido de carro a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde esperou por cinco horas. A alternativa, conta a mãe, foi atendê-lo numa ambulância, e depois transferi-lo a um hospital no centro da cidade, a 10 km de distância.
Ari mora com a mãe e a filha Sara, numa casa simples no bairro boêmio da Varjota. Conheceu a mulher, Zenaide, também surda, na escola para pessoas com deficiência auditiva. Mas ela partiu cedo, aos 34 anos, em 1998, vítima de câncer de mama.
O cearense nasceu com perda total da audição, limitação constatada quando ainda era bebê. Ao longo da infância e da juventude, aulas de Libras (Língua Brasileira de Sinais), no Instituto Cearense de Educação de Surdos, minimizaram dificuldades de comunicação com os pais e os irmãos.
Porém, a condição financeira prejudicou o desenvolvimento da fala, o que talvez fosse possível através de fonoaudiologia. “Como nunca ouviu, ele não consegue fazer nenhum som”, explica a filha, Sara Ribeiro, universitária de 24 anos.
Os pais de Ari se separaram pouco antes do acidente –hoje Auri mora em Fortim (a 135 km de Fortaleza). Socorro se divide com a neta, e também com o filho Rusivelton, no suporte ao filho mais velho. Essa atenção é importante, sobretudo para “controlar” o ímpeto criativo de Ari.

12.935 – Marketing – O Outdoor


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É a designação popular de um painel de mídia exterior, de grandes dimensões, sobretudo em placas modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas cidades.
A palavra outdoor é de origem inglesa e, em inglês, tem sentido totalmente diverso do seu significado em português. Billboard ou hoarding (hoarding é billboard em ingles britânico) são as palavras inglesas para qualquer propaganda (painel, letreiro luminoso, letreiro em parede, muro etc.) exposta ao ar livre ou à margem das vias públicas. Contudo é importante ressaltar que existem padrões, e nem toda mídia exterior é comercialmente chamada de outdoor. Painéis rodoviários, empenas, bandeiras, lonas, frontlights, backlights e totens, são outros exemplos de mídia exterior, popular e erroneamente chamadas de outdoor.
Pode-se dizer que antigamente, pela falta de tecnologia, o outdoor foi um dos primeiros modos de divulgação de produtos, idéias e serviços. Por exemplo, na Mesopotâmia os comerciantes de vinho anunciavam em axones pedras talhadas em relevo. Já os gregos gravavam suas mensagens em rolos de madeira.
Na Roma Antiga, a propaganda já era mais próxima do nosso atual cartaz mural: retângulos divididos por tiras de metal eram instalados sobre muros e pintados de cores claras, onde qualquer interessado poderia escrever – com carvão – mensagens de venda, compra ou troca de mercadorias.
O padrão do outdoor de hoje: tipo de mídia exterior constituído por uma placa de madeira ou metal, cuja medida mais comum são de 9 X 3 metros, que fica colocado na horizontal em áreas de grande circulação de carros e/ou transeuntes.
A impressão é feita por impressoras especiais, que dividem a imagem do outdoor em trinta e duas, dezesseis, oito partes ou seis, conhecido como L32, L16, L8 e L6 respectivamente, na qual cada uma constitui uma folha diferente a ser impressa e colada. A colagem se dá por meio de uma mistura de cola, fixador e água, em que profissionais treinados colam com cuidado as folhas de forma que não haja erro e o conteúdo fique bem definido, não aparentando emendas. Existe ainda a possibilidade de aplicação de lona, com o mesmo padrão de tamanho. Diferentemente do papel sua fixação é feita através de abraçadeiras plasticas em ilhoses aplicados na lona, e não cola.
O outdoor limitava-se no interior da área de 9 x 3 m mas a partir de 1980 com a DPZ e o produto Chancy da Nestlé, surgiu o primeiro outdoor brasileiro usando aplique (colagem de elemento fora do retangulo de 3×9) feito em madeira, ou PVC. (fonte: Grandes Nomes da Brasileira)
O período de veiculação de um outdoor também é padronizado são 14 dias chamados de “Bi-Semanas”, com data inicial e final já estabelecidas seguindo um calendário anual. Este calendário pode ser encontrado em diversos sites de veiculadoras, e a entidade que rege e organiza esse calendário é a “Central de Outdoor” (www.outdoor.org.br).
Embora seja muito utilizado, o outdoor gera críticas de muitos analistas por contribuir com uma parcela da chamada poluição visual, que aflige principalmente cidades grandes.
Os outdoors também podem contar com apêndices, chamados apliques, cujo valor se dá em metros quadrados. Esses apliques constituem imagens, objetos e outros elementos gráficos que exteriorizem a imagem do outdoor, que faça o trabalho sair de suas limitações espaciais e ganhar inclusive volume.
Há diversos prêmios no mundo que levam em consideração a mídia outdoor.
Hoje já são comuns nas grandes cidades os outdoors revestidos em lona, que são chamados “lonados ou envelopados” e podem ou não ter iluminação.
Fora do formato 9 x 3, o outdoor se chama frontlight, se tiver iluminação dianteira, e quando a luz vem de sua parte traseira, usando principalmente da transparência do material utilizado, se chama backlight. O formato do frontlight e do backlight é variado, mas o mais comum é o de 12 x 4. Também existe o top sight, cujo visual é mais sintético e limpo, com o formato de 3,5 x 5.
Em Janeiro de 2007 a prefeitura da cidade de São Paulo criou uma lei proibindo qualquer tipo de outdoor. A lei começou a valer em Março de 2007, mas judicialmente várias empresas publicitárias foram autorizadas a prorrogar o prazo de retirada até Abril de 2007.

12.934 – Mega Sampa – O dirigível da Goodyear não vai mais voar sobre São Paulo


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Depois de 4 anos sobrevoando São Paulo, o dirigível da Goodyear vai para novo destino, provavelmente nos EUA.
A assessoria da empresa nega que a mudança de endereço esteja relacionada à nova legislação sobre publicidade exterior, que entra em vigor em janeiro, mas segundo a Prefeitura: “tudo que voa terá que se enquadrar ao novo texto” – o que obrigaria o dirigível a perder a marca.
Mais sobre o dirigível
Trata-se de uma aeronave com fins publicitários, atuando também como substituta dos helicópteros nas transmissões de grandes eventos pela TV.
Esse dirigível inflado com hélio é uma das maiores aeronaves de sua categoria atualmente em operação no mundo. Possui pintura prateada, estampando um gigantesco logotipo da Goodyear nas cores azul e amarelo. Mede 55 metros de comprimento e 18 metros de altura. Sendo impulsionado por dois motores de 180 hp, o Ventura pode transportar até seis pessoas voando a uma altitude de 3 mil metros, atingindo velocidade máxima de 80 km/h. Por possuir hélices reversíveis pode pousar em áreas relativamente pequenas.
Possui os mesmos instrumentos e recursos de navegação que os mais modernos aviões comerciais. Possui também uma câmera filmadora com giroscópio e antenas para realizar transmissões de eventos ao vivo em todo o Brasil.
Sua característica mais marcante é a presença de um enorme painel luminoso em seu lado esquerdo, que pode ser utilizado para transmitir propagandas ou notícias. Formado por 82626 LEDs de alta intensidade, esse painel pode reproduzir até 32 mil cores.