12.920 – Religião – O Dogmatismo


McFarlane em seu artigo intitulado “A vida equilibrada: conciliando fé pessoal e vida prática” definiu o Dogmatismo como “a crença de que o conteúdo da fé é feito de afirmações que não podem ser alteradas”.
E justamente devido a Bíblia constituir um grande exemplo de dogmatismo, discorrendo sobre verdades absolutas que se tornaram conhecidas do senso comum, que foram traduzidas em quase todos os idiomas do globo (salvo raríssimos dialetos e culturas muitíssimo restritas do ponto de vista linguístico), afirmando por exemplo a certeza de que Jesus Cristo é o Messias, que veio à terra para expiar os pecados da humanidade; que encontramos atualmente farto material que analisa este conceito do ponto de vista cristão.
O nome vem do termo grego dogma, que significa opinião. Esta opinião não deve ser entendida em seu sentido comum, como uma afirmação impensada; podemos definir as opiniões de um filósofo como sua doutrina, ou seja, afirmações que se referem a princípios através dos quais é possível alcançar verdade e conhecimento absolutos. Já na filosofia, é o pensamento contrário ao ceticismo, que questiona a possibilidade de conhecimento total da verdade. É uma espécie de fundamentalismo intelectual, onde se expressam verdades que não são sujeitas a revisão ou crítica. Foi a posição assumida por vários filósofos ao longo da história da filosofia”.
O texto ainda apresenta Aristóteles como uma referencia de filósofo dogmático, cujas idéias eram aceitas pelos que tinham acesso a elas, e cita também o reflexivo Platão como dogmático; e exemplifica os pensadores Descartes e Kant como opostos a postura dogmática.
O dogmatismo é estabelecido na religião a partir do momento em que fiéis nas escrituras sagradas a reconheceram como revelação de Deus, através de diversos dogmas, e igrejas foram organizadas, num ambiente onde não há dúvida sobre a veracidade da existência de Deus, sobre a santíssima trindade, sobre a ressurreição de Jesus, entre outros dogmas.
Para os cristãos, uma passagem bíblica marcante do ponto de vista da certeza, está reproduzida a seguir:
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:31-36)

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