12.904 – Banditismo – Estudo faz relação entre clima e criminalidade


Muitas pessoas preferem o calor para aproveitar o ar livre e os benefícios de uma vida sem tantos casacos, porém o clima desse paraíso tropical poderia ser a razão do seu mal.
O que ninguém (ou, pelo menos, a maioria) imaginava é que o calor fosse o culpado pelo aumento dos índices de criminalidade, conforme comprovaram os cientistas da Universidade de Amsterdã.
Segundo eles, o calor motivaria os seres humanos a viver uma condição extrema, como se fosse o último dia de suas vidas. Consequentemente, isso causaria um desinteresse pelo futuro em médio e longo prazos, o que favoreceria um estado de descontrole e, em muitos casos, levaria à violência e ao aumento da agressividade.
Embora as taxas de criminalidade variem de um país a outro, há um padrão geral: a violência aumenta com relação à proximidade à linha do Equador. De acordo com os pesquisadores, isso teria a ver com o clima quente, o qual poderia influir de forma negativa nas pessoas.

12.903 – Mais Sobre – O Terror da Ku Klux Khan


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Organização de extrema direita, a Ku Klux Klan chegou a produzir um programa infantil para difundir seu valores de supremacia racial, possuía um acampamento de verão e teve até um líder judeu, que ocultou suas raízes durante muito tempo.
Fundada no final do século XIX, nos EUA, os membros da KKK cobriam os seus rostos e promoviam a xenofobia, o racismo, a homofobia e o anticomunismo. Desde sua origem, suas ações estão centradas em perseguir e violentar os cidadãos negros do país. Abaixo, cinco fatos desconhecidos sobre esse grupo macabro:
Um dos líderes da KKK era judeu: Daniel Burros entrou para a Ku Klux Klan após ser expulso do exército americano. Na seita, ele conseguiu ascender ao posto de “Grande Dragão”. Ao ser descoberto o segredo de suas origens judaicas, ele foi expulso do grupo e se suicidou.
Houve um programa infantil financiado pela Ku Klux Klan: em 2009, uma série de vídeos nos quais crianças entre 9 e 10 anos davam opiniões controversas sobre temas relacionados à raça e à religião se tornaram públicos. Finalmente, soube-se que “The Andrew Show” tinha sido produzido pela KKK.
Eles tinham um acampamento de verão: a Ku Klux Klan oferecia a seus membros a possibilidade de participar de um acampamento de verão. Nele, era reforçada a ideia de comunidade e eram compartilhados materiais para doutrinar os participantes.
Um policial negro se infiltrou no grupo: em 1970, o policial afro-americano Ron Stallworth conseguiu estabelecer contato com membros da KKK. O oficial se infiltrou telefonicamente na organização, mas teve que enviar um companheiro branco às reuniões presenciais para não causar suspeitas.
Não é um grupo unificado: a Ku Klux Klan é, na verdade, o conjunto de diversos grupos de extrema direita, e não um só grupo. Embora tenha tido milhões de membros, atualmente ela conta com apenas alguns adeptos.

12.902 – Pesquisa sugere que a maconha pode melhorar a visão noturna


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Um laboratório com girinos em clima de Woodstock. Um grupo de filhotes de sapo usou acannabis em nome da ciência, e deu fortes indícios a favor de uma teoria que estava no ar há mais de 25 anos: a de que a erva pode turbinar a sensibilidade dos nossos olhos no escuro.
A pesquisa foi publicada pela equipe do canadense Lois Miraucourt, do Instituto Neurológico de Montreal, no periódico científico eLife. Na primeira fase da experiência, os pesquisadores injetaram nos olhos dos girinos um canabinóide sintético, ou seja, uma versão do princípio ativo da droga feita em laboratório. Depois, usaram microeletrodos para medir a atividade do nervo ótico dos animais — é ele que faz a ponte entre os olhos e o cérebro.
O resultado é que a plantinha mais polêmica do mundo melhorou a reação dos olhos do girino à luz de diferentes intensidades. Em outras palavras, diminuiu a chance do bebê sapo se assustar ao confundir um cabide de roupas em seu quarto com um fantasma durante a noite. O efeito não é uma surpresa: já se sabia há duas décadas que pescadores jamaicanos usavam a droga para aumentar a sensibilidade de seus olhos no mar noturno e evitar recifes de corais.
A explicação para esse boost na sensibilidade está no interior das células. Lá dentro, em escala microscópica, o canabinoide se une a um receptor chamado CB1R. Receptores são proteínas essenciais para nossas células. Em uma situação normal, são eles, por exemplo, que recebem e passam adiante um comando deixado por um hormônio na corrente sanguínea. Tudo em ritmo de telegrama.
O que o BD1 faz quando é cutucado pela maconha é inibir uma proteína que controla o potencial elétrico das células da retina. Com mais íons (átomos com carga elétrica) para fora do que para dentro, elas se tornam mais “excitáveis”, e o pequeno sapo passa a enxergar um pouco melhor.
Para testar o efeito na prática, eles aproximaram os girinos de pontos pretos que eles associariam institivamente a predadores. Não deu outra: no escuro, os que estavam sob efeito da cannabis fugiam com muito mais frequência. Ainda não dá para afirmar que o efeito é o mesmo em humanos — tampouco se sabe se isso causaria qualquer dano prolongado à visão. Mas a pesquisa pode dar alguma esperança ao tratamento de doenças como o glaucoma.

12.901 – Comportamento Humano – Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo


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De acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso a optar por mentiras em momentos importantes.
Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada às sensações de medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse freio vai ficando mais fraco.
Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários, e escanearam o cérebro deles enquanto jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma mentidinha, superestimando a quantidade de moedas do pote – porque isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando ao ato de mentir.
“A amígdala limita a extensão do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras maiores”, acredita.
Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica apenas às mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor à riscos ou ter comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, co-autor do estudo.