12.865 – O que esperar dos carros de 2020


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A indústria automobilística está em constante evolução e, enquanto alguns sentem saudade dos designs do início do século XX e outros aguardam por carros com piloto automático, atualmente, o foco é fazer veículos inteligentes e seguros.
Em todo o mundo, estima-se que a cada ano 1 milhão de pessoas morrem em acidentes de tráfego e outras 50 milhões ficam feridas. O objetivo dos fabricantes é fazer com que esses números diminuam com o advento de novas tecnologias de segurança.
A próxima geração de automóveis contará com sistemas de assistência, radares, câmeras estéreo e até mesmo software de freio automático diante da presença de pedestres. O programa europeu de avaliação de novos carros (Euro NCAP) já introduziu temas como o trilho e o freio de emergência.
Para a Euro NCAP, a partir de 2018, os carros deverão detectar pedestres e frear quando não houver uma rota visível. Para 2020, haverá um freio automático para detectar carros que venham de direções perpendiculares e outros sistemas automáticos de freio responsáveis por parar o veículo no caso do motorista estar distraído.

12.864 -Dicas para controlar a ansiedade


Parar de se comparar com os outros
Metade das pessoas que usam as redes sociais com muita frequência sente que o hábito interfere negativamenteno próprio comportamento, segundo um estudo inglês. Um dos motivos é que elas acreditam que a timeline do vizinho é sempre mais azul. Como os usuários tendem a postar fotos de viagens, jantares, festas e outras cenas felizes, a impressão de ter ficado para trás no sofá de casa é grande. Mas a verdade é que, de perto, todo mundo é normal.

Reassumir o controle
A mesma pesquisa inglesa indicou que seis em cada dez participantes se dizem incapazes de ignorar o smartphone, o computador ou o tablet. Eles só conseguem dar um tempo se tomarem uma atitude drástica: desligar os aparelhos. Mas aí, a vontade de saber se estão perdendo algo aumenta – e a tendência é de voltarem ao mundo online. A sensação de impotência é natural, dizem os pesquisadores. Quem é predisposto a ter ansiedade vê a tecnologia como um fator de pressão. O sentimento é de estar mais sobrecarregado e inseguro com tanta informação na cabeça. Para sair dessa, a orientação é assumir o controle da situação e estabelecer limites, mesmo que pequenos. Por exemplo, deixando de acessar e-mails da empresa depois de sair do trabalho.

Cuidar das relações
Outro gatilho de ansiedade apontado pelo estudo é que participar ativamente das redes sociais pode fazer com que você desenvolva uma personalidade combativa, prejudicando relações pessoais e de trabalho. E esses contratempos geram mais ansiedade. Veja se você não entrou no piloto automático do ataque a opiniões diferentes ou tente não comprar cada briga online.

Ouvir música
Cientistas da universidade McGill, no Canadá, relataram que ouvir música aumenta em 9% a produção de dopamina, relacionada ao prazer. O crescimento é comparado a outras experiências que ativam o centro de recompensa do cérebro, como a comida e o dinheiro.

Meditar por 1 minuto
A meditação Mindfulness, que quer dizer “atenção plena”, é uma prática budista que o mundo ocidental transformou em tratamento de saúde. Adotada por psicólogos e psiquiatras, ela não só relaxa como treina o foco para o presente, efeito bem-vindo para ansiosos.
O forte dela é a simplicidade. Um dos exercícios é ficar sentado por um ou dois minutos numa posição confortável – não precisa contorcer as pernas como um praticante avançado de ioga – e prestar atenção apenas na sua respiração. Dá para fazer na cadeira do escritório. Com o tempo, a ideia é que o cérebro aprenda a lidar com o stress e a viver no hoje em vez do amanhã.
Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, encontraram indícios de que práticas meditativas por 30 minutos ao dia, principalmente a Mindfulness, têm efeito semelhante ao de remédios usados para tratar ansiedade e depressão leve e moderada. Eles chegaram a essa conclusão depois de revisar 47 estudos clínicos envolvendo 3.515 pessoas.

Fonte: Tarja Preta, livro

12.863 – Facebook cumpre decisão judicial e garante que não será bloqueado no Brasil


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Em nota divulgada à imprensa, o Facebook confirmou que não será bloqueado no Brasil por 24 horas, como havia decretado um juiz eleitoral de Santa Catarina. A Justiça pediu que a rede social tirasse uma página do ar e, segundo a assessoria da empresa, a ordem foi cumprida “integralmente”.
“O Facebook tem profundo respeito pelas decisões da justiça brasileira e cumpriu a ordem judicial dentro do prazo estabelecido”, disse o Facebook em nota.
De acordo com Renato Roberge, juiz eleitoral de Joinville (SC), o Facebook teria se recusado a tirar do ar um perfil falso que tirava sarro de um candidato à prefeitura, Udo Döhler (PMDB). A Justiça também exigiu que a rede social revelasse o IP do administrador do perfil “Hudo Caduco” e que oferecesse direito de resposta ao político ofendido.
“Não há dúvida alguma de que o perfil tratado nestes autos está à margem da legislação eleitoral vigente, pois claramente criado para o fim de infirmar o candidato representante”, disse o juiz na sentença. O Facebook diz que entrou com recurso e que, após tê-lo negado, cumpriu a ordem integralmente, como mandava a Justiça.

12.862 – Cão mais antigo achado no Brasil indica domesticação pré-europeus


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Dois dentes (ambos molares) e fragmentos do maxilar encontrados pelos arqueólogos foram os indícios usados para determinar que se tratava de um cão doméstico, provavelmente de porte médio.
Os pedaços da anatomia do animal foram comparados com os de parentes selvagens dos cachorros que, ao contrário deles, são nativos da América do Sul, como o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e o graxaim (Lycalopex gymnocercus) -esses dois, na verdade, estão mais para raposas do que para lobos ou cães. Detalhes das cúspides (as partes “pontudas” dos dentes) e do esmalte dentário, por exemplo, são suficientemente diferentes entre uma espécie e outra para que a identificação seja feita de forma confiável.
Datações feitas com o método do carbono-14, a partir de amostras de colágeno do fragmento de maxilar, indicam que o cão morreu entre 1.700 e 1.500 anos atrás.
O local de origem dos fragmentos, conhecido como Pontal da Barra, abriga um complexo de 18 pequenos morros artificiais de um tipo relativamente comum no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina. São os chamados cerritos, formados por séculos da presença de grupos de caçadores-coletores, muitos dos quais exploravam recursos marinhos (no caso dos cerritos do litoral propriamente dito) ou aquáticos (no caso da lagoa dos Patos).
Também há quem fale na construção de cerritos como monumentos funerários. Coincidência ou não, no morrinho de 36 m de largura apelidado de PSG-07, onde foram encontrados os restos do cachorro, também havia três fragmentos de um crânio humano e um dente de uma pessoa, cerca de meio metro abaixo dos ossos de cão.
Se havia mesmo uma associação entre funerais humanos e o enterro de um cão, a situação em Pelotas talvez não fosse muito diferente da registrada em alguns dos poucos sítios América do Sul afora onde também foram encontrados cachorros da época pré-colombiana. Em escavações na Argentina e no Uruguai, também foi revelada a presença de cães em contextos mortuários.
De fato, a história da domesticação dos cães parece ter sido mais complicada no continente americano do que no Velho Mundo. A espécie certamente foi o primeiro animal a se transformar em parceiro do ser humano em tempo integral, talvez há cerca de 20 mil anos, quando a nossa espécie estava prestes a colonizar as Américas.
Nas Américas do Norte e Central há registros da presença do cachorro doméstico com cerca de 10 mil anos de idade, enquanto na América do Sul só há sinais da espécie a partir de 7.500 anos atrás, com presença mais clara nas regiões montanhosas dos Andes. Por outro lado, entre as sociedades indígenas das chamadas terras baixas sul-americanas -termo que inclui todo o atual Brasil-, quase não se vê sinal dos cachorros domésticos antes da conquista europeia.
Essa história complexa pode indicar que a domesticação do animal ocorreu mais de uma vez de forma independente, e por motivos diferentes. No México pré-colombiano, por exemplo, cães de pequeno porte e pouco pelo, talvez aparentados aos chihuahuas modernos, eram criados como fonte de alimento.
Apesar dos restos esparsos do animal gaúcho, foi possível realizar uma análise química preliminar que indica a possibilidade de que ele tinha uma dieta baseada em recursos aquáticos, como peixes. Mais estudos são necessários para comprovar a hipótese -se esse era mesmo o caso, é plausível que os bichos fossem alimentados com a sobra das pescarias conduzidas pelos moradores da lagoa dos Patos.