12.735 – Criança de 2 anos é curada de paralisia cerebral após tratamento com células-tronco


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O caso, segundo os médicos, é o primeiro do mundo.
De acordo com informações divulgadas em nota pelo hospital, o menino havia sofrido uma parada cardíaca ainda em 2008. Em consequência disso, ele acabou desenvolvendo danos cerebrais graves que o deixaram em estado vegetativo em com mínimas chances de sobrevivência.
A princípio, os médicos acreditavam que não haviam opções para o garoto, já que não existia nenhum tratamento conhecido para sua condição. Assim, eles começaram a pesquisar terapias alternativas.
Então, com a ajuda dos pais, que pesquisaram na literatura médica novos tratamentos, eles se abriram para a possibilidade da utilização do sangue do cordão umbilical da criança, que tivera sido congelado após o nascimento.
Logo, nove semanas após o acidente cerebral, em janeiro de 2009, os médicos iniciaram o tratamento com células-tronco, retiradas do cordão umbilical congelado, e injetadas via intravenosa. Todo o tratamento e progresso foram registrados pelos médicos. Apenas dois meses do início do tratamento, o menino já era capaz de falar frases simples e se mover. Eventualmente, cerca de 40 meses depois, ele já conseguia comer sozinho, andar e a formar frases curtas.
“Nossos resultados, juntamente com os de um estudo coreano, dissipam as dúvidas de longa data sobre a eficácia do novo tratamento”, disse o médico do caso, Dr. Arne Jensen, da área ginecológica do hospital.
Atualmente, o tratamento ainda está em andamento na clínica. A expectativa, segundo os relatores do caso reportado pela revista Transplantation, é que novos progressos sejam observados no garoto.
Os estudos com células-tronco (ou estaminais) já são velhos conhecidos da ciência. Esse tipo de célula é capaz de regenerar, no caso de L.B, o tecido cerebral danificado. Em estudos anteriores realizados com animais, pesquisadores revelaram que as células estaminais, dentro de apenas 24 horas após a administração, foram capazes de migrar para a área danificada do cérebro em grandes quantidades.

12.734 – Explosão Demográfica – Quem são os Baby Boomers?


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Baby Boom é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional – Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom, ou explosão populacional estamos nos referindo. Acontecimento que ocorreu depois da 2°guerra mundial mudando a história. Em geral, a atual definição de Baby boomer refere-se aos filhos da Segunda Guerra Mundial, já que logo após a essa houve uma explosão populacional. Nascidos entre 1943 e 1960, hoje são indivíduos que foram jovens durante as décadas de 60 e 70 e acompanharam de perto as mudanças culturais e sociais dessas duas décadas, como exemplo a Música Disco.
O termo popularizou-se no pós Segunda Guerra Mundial, quando houve aumento importante da natalidade nos Estados Unidos. Muitos soldados estavam voltando para suas casas, e a natalidade reagiu positivamente a isso. Trata-se da manifestação no ser humano de um reflexo biológico muito comum em espécies que se encontram ameaçadas. Eventos hostis de curta ou longa duração provocam aumento na atividade reprodutiva e na prole.
O impacto sócio econômico de um evento de “baby boom” é causa de controvérsia entre os estudiosos da demografia sócioeconômica, pois gera alteração importante e complexa na composição da pirâmide etária populacional, com repercussões na organização das cidades, no mercado de trabalho e na população economicamente ativa, incluso que, economicamente, cada bebê que nasce é uma fonte de consumo (por parte de seus progenitores), cuja criança passa a consumir, mesmo que não tenha, inicialmente, noção de consumo; durante seu crescimento, continua a consumir e, quando chega à idade adulta, além de consumir, será mão de obra para o mercado, entrando para o mercado consumidor, que por sua vez, dá origem ao mercado de trabalho. Com isso, o consumo aquece a economia, permitindo a circulação de riquezas produzidas e consequente uma maior demanda de bens fez com que mais deles fossem produzidos.

12.733 – Acredite se Quiser – Estudo aponta que jovens de hoje preferem internet a sexo


Será mesmo? Essa é uma das conclusões de um estudo sobre o comportamento sexual dos jovens que nasceram entre 1980 e 2000.
Os Millenials ou “geração Y”, grupo de pessoas que nasceu entre 1980 e 2000, tem revelado um comportamento em relação ao sexo bem diferente das gerações anteriores. Segundo pesquisa publicada na revista Archives of Sexual Behavior, na média, os jovens preferem “gastar” seu tempo navegando na internet ou trabalhando a fazer sexo.
Mesmo na era das redes sociais, os Millenials têm o dobro de probabilidade de se abster de fazer sexo na casa dos 20 anos se comparados com a Geração X.
Menos parceiros e mais tarde
A pesquisa aponta ainda que os jovens de hoje têm menos parceiros sexuais que os Baby Boomers (nascidos entre 1940 e 1960) e a Geração X (nascidos entre 1960 e 1980). Além disso, a vida sexual tem iniciado mais tarde.
Stephanie Coontz, diretora de pesquisas do Council of Contemporary Families, acredita que o fato de as mulheres estarem começando a dizer “não” também pode ter influenciado no resultado desses estudos. O sexo consensual parece estar ganhando mais terreno, felizmente.
Alerta
Especialistas no assunto acreditam que o retardamento do início da vida sexual pode ser reflexo das dificuldades que os jovens de hoje em dia estão tendo em formar ligações românticas – e isso pode ser um problema. Além disso, a pressão social para obter sucesso, a vida social mais focada em smartphones e a espera do “príncipe encantado” podem ser motivos que explicam essa tendência.

12.732 – Elefante Branco – Locais que foram abandonados após os jogos olímpicos


Um legado deixado por grandes montantes de investimentos
Uma das maiores preocupações com os jogos olímpicos do Rio de Janeiro é o legado que deixarão. Estima-se que pelo menos US$ 4,6 bilhões tenham sido gastos na realização do evento e não há garantia que muitas das estruturas construídas sejam utilizadas novamente.
Um levantamento realizado pelo Bored Panda mostra imagens de alguns lugares que foram abandonados após a realização das Olimpíadas.

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12.731 – Americanos vão voltar à Lua ano que vem. Mas não é a Nasa


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Como vimos numa matéria anterior, (12.725); o governo americano acaba de autorizar a primeira missão privada a sair da órbita terrestre. A companhia Moon Express ganhou autorização para mandar um robô para a Lua ano que vem.
A empresa teve que passar por uma batalha burocrática que envolveu várias agências governamentais, como o Departamento de Estado, a Agência Nacional de Segurança (a famosa NSA dos grampos), a Administração Federal de Avião e, claro, a Nasa.
A iniciativa começou em 2010, por três empresários do Vale do Silício: Naveen Jain, Barney Pell e Robert D. Richards. Em 2014, eles testaram com a Nasa, no Centro Espacial Kennedy, seu MTV-1X, o módulo lunar. A geringonça tem o tamanho de uma mesa de centro e lembra um disco voador (ou um pneu, para quem não é ligado em sci-fi).
O foguete que irá levar a sonda é o Electron, da Rocket Labs. Com 16 metros de comprimento e dois estágios, a um módico custo de 4,9 milhões de dólares, é um teco-teco perto do colossal Saturno V, que conduziu as missões Apollo – o maior foguete da história, com 111 metros. Mas a Rocket Labs garante que chega lá.
Se chegar, eles levam o Google Lunar X PRIZE, uma boladinha de 20 milhões que mal deve cobrir as despesas, se tanto. Mas o plano é dar largada à exploração comercial do espaço além da órbita terrestre. “Agora estamos livres para velejar como exploradores para o oitavo continente da Terra, a Lua”, afirma o CEO Bob Richards. “Procurando novo conhecimento e recursos para expandir a esfera econômica da Terra para benefício de toda a humanidade.” Aliás, antes mesmo de conseguirem a autorização para os voos, eles já tinham autorização para conduzir atividades de mineração no espaço, o que foi aprovado no congresso americano.
O futuro do espaço já está nas mãos das empresas, com a Nasa privatizando seus lançamentos desde 2008. Por mais excitante que tenha sido, a primeira era da exploração espacial foi uma manobra de publicidade entre duas superpotências. Assim que os States ganharam a Corrida Espacial com a Apollo 11, o público dormiu: o lançamento da última Apollo, a 17, em 1972, perdeu em audiência para reprises de I Love Lucy.
O caminho do espaço agora é o caminho do dinheiro, mais para Han Solo que Capitão Kirk. Ou, para manter os pés na Terra, mais para Cristóvão Colombo que Neil Armstrong.

12.730 – História – Sexo, sangue, bebedeira e doping: a vida louca das Olimpíadas da Antiguidade


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O esporte não era a única atração das Olimpíadas da Antiguidade. Ele fazia parte de um festival religioso que, além de rituais, incluía muita arte, com exibições de pintores, escritores e escultures. Mas não só. Prostitutas, engolidores de fogo, videntes e outras atrações mantinham o público entretido.
A vida louca dos Jogos era uma mistura de sexo, violência, sacrifícios animais e zero higiene. Um “Woodstock da Antiguidade”, na definição de Tony Perrottet, autor de The Naked Olympics: The True Story of the Ancient Games.
As Olimpíadas da Antiguidade duraram de 776 a.C. a 394, uma impressionante longevidade para um evento realizado a cada quatro anos (os Jogos modernos têm só 120 anos e a humanidade já furou o calendário três vezes, durante as guerras mundiais). O que era um megafestival pagão acabou justamente por isso mesmo, proibido em um mundo que se cristianizava. Nesses mais de mil anos de história, Olímpia se revestia de tradição e santidade – mas de um jeito diferente do que imaginamos.
Para começar, a imagem de nobres esportistas, cavalheiros asseados e competidores honrados lutando para superar os próprios limites foi difundida só no século 19 e não é lá muito verdadeira. Até mesmo a trégua olímpica, a fim de repelir e evitar conflitos bélicos, é relativa. Os gregos não queriam a paz universal, apenas uma paz pontual e temporária, que não atrapalhasse a logística dos Jogos nem a migração de atletas e espectadores. Ou seja, quer pilhar uma vilazinha, saquear uma cidade ou massacrar uma tribo? Tudo bem, mas desde que seja longe de Olímpia – o que não era tão difícil, porque a cidade ficava no meio do nada para os padrões da época. E chegar lá era um perrengue só.
Pausa para uma suposição anacrônica. Se você tivesse garantido um ingresso para assistir à cerimônia de abertura e desembarcasse em Atenas, teria que ir andando os 340 km que separam as cidades. Ao chegar lá, teria que se virar e dormir em qualquer buraco. Claro, isso se você não fosse rico, caso contrário poderia armar uma tenda para os seus servos trabalharem razoavelmente protegidos do calor de rachar. No auge do verão, os dois rios de Olímpia secavam, ninguém conseguia tomar banho direito, quase não havia água potável e, por isso mesmo, muita gente acaba colapsando de calor (ainda mais porque no estádio não havia assentos).
Mesmo assim, um público de estimadas 40 mil pessoas comparecia ao evento e ficava em êxtase em um local sagrado, para ver de perto atletas que se tornariam famosos por gerações. Lá está Platão vendo uma luta! Olhe, Sófocles torcendo em um jogo de bola! Os grandes pensadores e autores eram celebridades garantidas nessas arquibancadas sem camarote. Tudo sem precisar pagar para entrar, já que os organizadores eram aristocratas que participavam pelo orgulho de fazer parte do maior acontecimento da Grécia antiga, e não, necessariamente, para fazer dinheiro. Não que eles precisassem lidar com uma organização monumental. Basicamente, bastava pastorear ovelhas e vacas e tirá-las das pistas e dos templos. A estrutura estava toda montada, não era preciso construir novas vilas olímpicas, estádios e outras espécies de elefantes brancos.
Um balde de água fria na corrupção? Nem tanto assim. No século 4 a.C., o lutador Eupolus foi flagrado subornando adversários. Episódios do tipo eram mais ou menos frequentes. Isso sem contar a incrível façanha de Nero. Quando Roma conquistou a Grécia, o imperador decidiu competir na corrida de bigas e venceu – mesmo caindo do veículo!
A cada cerimônia de abertura, os jogos ganhavam o banho de honra divina que servia de repelente à corrupção e revigorante de tradição, relegando os casos sujos a segundo plano. Tudo graças à imagem impactante dos atletas preenchendo o templo para, em frente à monumental estátua que Fídias concebeu em honra a Zeus (e que se tornaria uma das Sete Maravilhas da Antiguidade), fazer juras sobre pedaços sangrentos de carne de javali em prol do espírito esportivo e das regras do jogo. Isso era necessário. Os juízes se preocupavam com atletas que usavam substâncias que aprimoravam a performance, como cogumelos secos, misturas de ervas exóticas, testículos e coração de animais e coquetéis à base de ópio. Mais popular que o doping, só as pragas que se jogavam sobre oponentes. A magia negra tinha muito espaço no espírito olímpico.
Mais popular que ambos, só a insanidade do lado de fora dos estádios. Os gregos já tinham o conceito de bar de esportes e, apesar de não serem lá muito beberrões, eles tiravam o atraso nessa época. Além disso, tinha o sexo. Prostitutas de vários cantos do Mediterrâneo chegavam à cidade para levantar em cinco dias mais dinheiro do que no resto do ano. As Olimpíadas eram uma farra concentrada de bebedeira pesada, pouco sono e orgias alcoolizadas promovidas por estudantes. Sob esse ponto de vista, elas chegaram ao Brasil bem antes dos Jogos do Rio. Afinal, já estavam presentes nas competições universitárias nacionais, cuja tradição é muito mais forte em destruir neurônios do que em construir atletas de ponta.
Da mesma forma que em muitos momentos do século passado, as Olimpíadas daqueles tempos também viraram um caldeirão político – tão descontrolado quanto os torcedores bêbados caindo pelas tabelas. Em 364 a.C., o “COI” tradicional, de raiz, a turma que sempre realizava os Jogos, partiu para a agressividade com o novo “COI”, que organizara a edição de então. No meio de uma competição de luta, eles invadiram o santuário, com direito a arqueiros no alto dos templos. Para o público, foi espetáculo em dobro. Todo mundo parou de ver os lutadores para acompanhar a briga campal dos aristocratas, torcendo e vaiando como se fosse um esporte para valer. Em um tempo em que o pancrácio – luta em que ossos quebrados era comum e que só bania em caso de apertar os olhos – era um esporte olímpico, assistir a uma batalha na arquibancada podia ser bem interessante.
As Olimpíadas voltaram a ser uma realidade quadrienal em 1896. Em 1932, em Los Angeles, ganharam a cara de drama moderno que lhe dariam um absurdo espaço na TV e na internet nas décadas seguintes. Segundo o autor especializado em história do esporte David Goldblatt no seu recente livro, The Games: A Global History of The Olympics, o espírito de Hollywood deu aos Jogos boa parte da cara que eles têm hoje: o pódio de três lugares, a pira olímpica e os hinos nacionais.
Quatro anos depois, nas Olimpíadas que seriam de Hitler, mas foram de Jesse Owens, os nazistas criaram outra tradição, a viagem da tocha olímpica. Mesmo que aos trancos e barrancos, com condutores que escorregam, caem ou são atropelados ao longo do percurso, ela parte de onde tudo começou, Olímpia, e termina na cidade-sede.

12.729 – Cientistas criam bateria que se desintegra sozinha na água


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Vários pesquisadores já vêm estudando métodos e tecnologias de baterias e equipamentos eletrônicos que consigam se desintegrar sozinhos, e foi isso que cientistas da Universidade do Estado de Iowa conseguiram fazer. A equipe desenvolveu uma bateria de lítio-íon que se autodestrói e dissolve em cerca de 30 minutos de contato com a água.
A bateria criada tem cerca de um milímetro de espessura e cinco milímetros de comprimento. Porém diferentemente de baterias comuns, ela é envolvida em um composto de polímero degradável em água, que se incha de líquido e se rompe.
Mesmo que o feito dos pesquisadores seja inovador, acredita-se que ainda se levará um tempo para que a equipe consiga desenvolver uma bateria capaz de alimentar dispositivos eletrônicos mais sofisticados. Ainda assim, trata-se de um passo importante na criação de baterias menos danosas ao meio-ambiente.