12.724 – Rio 2016 – Conheça as inovações tecnológicas que veremos nesta Olimpíada


Talento, técnica e esforço são fundamentais para um atleta olímpico, mas a tecnologia pode fazer a diferença de milésimos de segundo na subida ao pódio.
Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, será possível conferir também o que há de mais inovador em equipamentos esportivos, desde que se adequados às regras da competição.
Confira aqui exemplos de acessórios que poderão fazer a diferença na busca pelo ouro.

Touca para esfriar a cabeça
O americano e campeão olímpico Ashton Eaton vai chamar a atenção no Rio 2016 com sua touca criada para “esfriar a cabeça”. A peça tem várias camadas interiores com água fria e cobre a cabeça e a testa, resfriando também a garganta.
Eaton vai participar do Decatlo, uma competição composta por 10 provas – 100 metros rasos; salto em distância, arremesso de peso, salto em altura,400 metros rasos (1º dia); 110 metros com barreiras, lançamento de disco, salto com vara, lançamento de dardo, 1500 metros (2º dia).

touca

Tênis com pregos
Os tênis de atletas como Allyson Felix e Shelly-Ann Fraser terão “pregos” estrategicamente posicionados ao longo da sola do pé para impulsionar o corpo do atleta. Os “pregos” desenhados pela Nike são coloridos e poderão ser vistos pelo público.

Maiô de carbono
Criados em 2012, os maiôs PowerSkin Carbon-Pro, com fibra de carbono, foram atualizados para os Jogos Olímpicos do Rio. Agora, veremos os maiôs PowerSkin Carbon-Ultra. O tecido ajuda a conectar certos grupos musculares dos atletas e isola outras partes do corpo.

Faixas estimulam músculos
Aquelas faixas usadas frequentemente para tratamentos musculares foram adaptadas com pequenas protuberâncias pontiagudas e serão fixadas em determinadas partes do corpo dos atletas para ajudar na eficiência do músculo. A forma da faixa muda de acordo com a modalidade esportiva.

Da neve direto para as praias do Rio
A mesma tecnologia dos óculos de esqui e neve será usada pelos jogadores de voleibol ou ciclistas no Rio. A Oakley projetou uma lente que evita o brilho excessivo, ajusta as cores e filtra os raios para o melhor conforto dos olhos. Dessa forma, o maior contraste faz com que alguns objetos pareçam mais nítidos.

Toucas personalizadas
A Speedo criou toucas personalizadas para os atletas a partir de moldes de impressoras 3D. Dessa forma, os nadadores terão uma touca de silicone que se encaixar perfeitamente na cabeça. Quanto mais perfeito o encaixe da touca, menor a probabilidade de entrar água.

12.723 – Medicina – Existe algo pior do quer morrer?


Veja o resultado dessa assustadora enquete.

Foram 180 entrevistados, que deram entrada entre julho de 2015 e março de 2016 com problemas como câncer, doenças cardíacas e problemas de obstrução pulmonar.
A (1) incontinência foi a campeã da lista: 68,9% dos entrevistados afirmaram que seria preferível morrer a perde o controle sobre a bexiga ou o intestino. Em segundo lugar, com 67,2%, veio a necessidade de usar uma máquina de (2) respiração artificial. 55,6% dos entrevistados afirmaram que morrer é um destino melhor que (3) ser alimentado por meio de um tubo, assim como 53,9% dos que foram questionados em relação uma afirmação mais genérica: (4) precisar do cuidado de outras pessoas constantemente.
De acordo com os próprios pesquisadores, porém, a pesquisa foi feita com uma amostra estatística bastante limitada. Além disso, há outro fator interessante em jogo: nenhum dos entrevistados já havia passado por essas necessidades antes, e é comprovado que temos uma tendência a superestimar situações desconhecidas.

12.722 – Nazismo – Vila olímpica construída por Hitler existe até hoje em Berlim


estadio_olimpico
A vila olímpica nazista, que hospedou 4 mil atletas, foi uma das mais luxuosas. Durante a Segunda Guerra, ela serviu de quartel para os soldados alemães, foi invadida pelos soviéticos e, 75 anos depois da olimpíada, parece cenário de filme de terror.
Quem daria uma Olimpíada nas mãos de Hitler? Provavelmente, ninguém – se não fosse por um erro: em 1931, pouco antes de o nazismo ganhar força na Alemanha, o Comitê Olímpico Internacional decidiu que Berlim seria a anfitriã dos jogos de 1936. Quando o nazismo começou a se revelar um pouco mais, em 1933, já era tarde para voltar atrás na decisão: mesmo com ameaças de boicote e com protestos de vários países – como o Reino Unido, a França e a Suécia -, o evento aconteceu. No estádio, durante os jogos, a bandeira com o símbolo olímpico era colocada junto da suástica.
Adolf Hitler viu a olimpíada de 1936 como uma oportunidade de mostrar ao mundo os ideais nazistas. Tudo precisava ser grandioso: os estádios, os atletas e, claro, a vila olímpica. Construída em Wustermark, na região metropolitana de Berlim, o alojamento foi projetado com luxo para os jogos, mas acabou sendo usado como uma vila militar durante a Segunda Guerra Mundial, invadido pela União Soviética e, hoje, continua de pé – só que abandonado.

12.721 – Quem lê mais vive mais. E basta meia hora por dia


leitura
O estudo, chamado Um capítulo por dia, foi realizado nos EUA, ao longo de 12 anos – e analisou a relação entre a longevidade e os hábitos de leitura de 3.635 pessoas com mais de 50 anos. Essa mesma turma também estava participando de uma outra pesquisa maior, a Health and Retirement Study, que tem investigado, desde 1990, a saúde de americanos que passam dos 50 anos.
Em Um capítulo por dia, os pesquisadores dividiram as 3.635 pessoas em três grupos: os “não leitores” (quem não tinha o hábito de ler), os “leitores” (que liam por até três horas e meia na semana) e os “super leitores” (quem lia mais de três horas e meia por semana). Para definir os grupos, os participantes responderam a algumas perguntas simples sobre quanto tempo passavam lendo livros, revistas e jornais por semana.
Aí, 12 anos depois, os cientistas compararam esses hábitos aos dados de saúde do Health and Retirement Study, e descobriram o seguinte: os não leitores haviam morrido mais cedo do que os leitores, e bem mais cedo do que os super leitores.
Quem lia até 3h30 por semana, segundo o estudo, tinha 17% menos chances de morrer antes dos 62 anos do que quem não lia nada – e quem fazia parte do grupo dos super leitores tinha 23% menos chances de bater as botas antes dos 62. Além disso, esse resultado foi geral – não tinha a ver com gênero, classe social, problemas psicológicos nem nível de educação.
Fazendo as contas, dá para ver que não precisa de muito trabalho para ser um super leitor: um pouco mais de meia hora de leitura por dia já é o suficiente para fazer parrte desse grupo. Mas tem um truque aí: não adianta ler qualquer coisa, porque a mágica só funciona com livros – quando os cientistas compararam o tempo de vida das pessoas que liam apenas jornais e revistas, mesmo que fosse muita leitura, a longevidade não era tão grande quanto a dos super leitores de livros.

12.720 – Uma hora diária de exercício anula danos de ficar oito horas sentado


exercicio
Cientistas fizeram algumas contas e chegaram à conclusão que ficar sentado demais faz mal –a chance de alguém que não se mexe muito morrer é até 27% maior se ele ficar sentado oito horas por dia ou mais.
A boa notícia é que, com uma hora diária de atividade física moderada, é possível reverter esse prognóstico ruim. Quem se mexe bastante mas fica sentado durante as mesmas oito horas tem um risco 4% maior de morrer – considerando a “margem de erro” da estatística, é como se não houvesse prejuízo.
Esses resultados não querem dizer que ficar sentado faz mal per se, mas que a inatividade física associada a ela traz, sim, prejuízos importantes, especialmente para a saúde do sistema cardiovascular, cujas complicações são a principal causa de morte em países desenvolvidos.
Algo semelhante, porém ainda mais assustador, é o que acontece quando se vê muita televisão. O risco de morte chega a aumentar 44% em quem assiste a TV mais de 5 horas por dia.
Mesmo em pessoas que praticam uma hora por dia de atividade física moderada, o prejuízo da TV ainda continua presente, embora com menos impacto –15% de aumento da mortalidade.
O estudo que formalizou esses escores foi feito com base em 16 pesquisas anteriores, que, no total, possuem mais de 1 milhão de participantes. A pesquisa foi publicada pela revista científica “The Lancet” em uma série de artigos relacionados à atividade física.
Segundo Hallal, coordenador desse projeto da revista britânica, a publicação próxima à Olimpíada consegue atrair atenção para a pandemia de inatividade física pela qual passa o mundo.

PIOR QUE TABACO
Em um dos artigos da série de 2012, calculou-se que mais de 5 milhões de pessoas morrem, anualmente, por falta de exercício físico. “Isso é comparável às mortes devido ao tabaco anualmente e é muito mais do que as mortes por Aids [1,2 milhão em 2014], por exemplo”, diz o professor.
Outro achado aferiu a fração de adultos e adolescentes que são inativos fisicamente: 23% e 80%, respectivamente.
O alarmante índice de inatividade entre os adolescentes é devido a diferença do critério para os dois grupos. Enquanto os adultos ativos praticam 150 minutos de atividades moderadas por semana (o que equivale a 30 min por dia, de segunda a sexta), o sarrafo para adolescentes é mais acima –300 minutos por semana, ou 1h por dia útil. “Hoje em dia há muita tela e pouco movimento, comenta Hallal.
As consequências na saúde também são mensuráveis. Um em cada dez casos de câncer de colo e de mama poderia ser evitado se todos praticassem exercícios. O mesmo raciocínio vale para doenças coronarianas, diabetes e até demência.
A pergunta de um milhão de dólares é: como convencer as pessoas a desligar a TV, sair de casa e praticar exercícios?
Ninguém ainda achou a resposta, mas Hallal diz que a oferta de atividades e a comunicação devem ser melhoradas. “Não dá para vender a atividade física como remédio, tem que ser algo prazeroso e acessível. As pessoas não têm que pensar que precisam fazer uma hora de musculação ou algo que considerem chato. Se elas forem de bicicleta para o trabalho, já é o suficiente.”
Em um dos artigos da série de 2016, foi quantificado o prejuízo financeiro trazido pela falta de exercícios: US$ 53,8 bilhões (R$ 172 milhões). Desse total, 58% foi arcado pelo setor público.
O investimento do Brasil para realizar uma Olimpíada está calculado em US$ 11,6 bilhões. Infelizmente, no que diz respeito à prática de atividade física, não há evidências científicas claras de que haja um legado olímpico positivo ou negativo.