12.690 – Medicina – Transplante de mãos


transplante-de-maos-do-Reino-Unido
Há três anos, Chris King, de 57 anos, perdeu ambas as mãos – exceto os polegares – em um acidente de trabalho. Mas agora, ele se tornou o primeiro paciente do Reino Unido a ter ambos os membros transplantados com sucesso. Apenas cerca de 80 procedimentos semelhantes foram realizados no mundo, mas nunca antes nesta região da Europa.
King foi tratado no Leeds General Infirmary (LGI) pelo cirurgião e professor Simon Kay, que também realizou o primeiro transplante de uma única mão no Reino Unido, em 2012. O procedimento realizado em uma média de 6 a 12 horas permitiu que a mão se curasse sozinha, mesmo após partes delas terem sido danificadas pelo ferimento.
Agora, King está ansioso para ser capaz de segurar uma garrafa de cerveja, fazer serviços de jardinagem e poder vestir camisas com botões novamente, já que até então teve de se adaptar aos modelos de velcro. O acidente que lhe decepou ambas as mãos ocorreu há três anos, enquanto pressionava metal em uma máquina. “Eu não poderia desejar algo melhor. É melhor do que ganhar na loteria, porque você se sente inteiro novamente”, disse ele.
Os detalhes do procedimento não foram revelados para reduzir o risco de o doador ser identificado. No momento, ele conseguiu recuperar alguns movimentos, mas está ansioso para remover as bandagens e ver o resultado.
Já o médico recordou que, a princípio, alguns de seus colegas tentaram convencê-lo ao contrário. Porém, ele tomou a decisão de realizar o procedimento pioneiro na região após seu amigo, Mark Cahill – a primeira pessoa a ter a mão transplantada no Reino Unido, em uma cirurgia realizada por ele [Dr. Kay] – tê-lo convencido.
Segundo ele, trata-se de uma operação longa e extremamente complexa. São necessárias equipes de cirurgiões para remover a mão do doador, enquanto outra trabalha no paciente destinatário. Assim, os ossos são unidos com placas e parafusos de titânio e, bem como a cura de um osso quebrado, eles eventualmente se unem, deixando as placas no local para garantir a estabilidade. Os cirurgiões em seguida conectam os tendões e músculos principais, antes de fazer o mesmo com os vasos sanguíneos. Uma vez que o sangue está circulando, a sensação da mão pode voltar.
Esse tipo de transplante no Reino Unido, custa cerca de 50.000 euros, com um adicional de 2.000 a 3.000 por ano em custos com reabilitação e medicamentos. Os pacientes elegíveis normalmente perderam uma ou ambas as mãos, principalmente abaixo do cotovelo. Na avaliação dos médicos, o foco principal é adequação do grupo sanguíneo, tom de pele e tamanho da mão. Devido à natureza complexa do procedimento, os pacientes também são avaliados cuidadosamente em relação a adequação psicológica.

12.689 – Adivinhações ou Alucinações? Conheça o Nekromanteion, o oráculo dos mortos da Grécia Antiga


templo-grecia-artush-shutterstockjpg
Na Grécia Antiga havia um lugar dedicado à comunicação com o mundo espiritual para obter informações do passado, do futuro ou do pós-vida pela evocação dos mortos.
O Nekromanteion era um templo de adoração dos deuses do submundo de Hades e Perséfone. Segundo as descrições feitas por Homero e Heródoto, o local possuía várias câmaras subterrâneas, onde eram praticadas estranhas cerimônias de necromancia.
Peregrinos de todo o mundo grego se dirigiam ao templo para contatar os espíritos à procura de conselhos e boa fortuna. Sacerdotes sombrios guiavam os viajantes corajosos através de rituais complexos de purificação, que, muitas vezes, incluíam a ingestão de cogumelos alucinógenos.
Depois de passar semanas em total isolamento e sacrificar uma ovelha, os peregrinos podiam, então, acessar o salão principal, onde se comunicavam com os mortos.
Em 1958, o arqueólogo Sotirios Dakaris descobriu, nas montanhas de Épiro, no noroeste da Grécia, várias construções que pareciam coincidir com as descrições antigas do oráculo dos mortos. O lugar se situa às margens do rio Aqueronte, que, segundo a lenda, flui pelo submundo.

12.688 – Saúde – A morte não tem hora


sinais_vitais_0
Parece bobagem, mas a morte é uma coisa realmente complicada. Pergunte a filósofos, cientistas e médicos, e cada um pode dar uma resposta diferente – inclusive médicos de diferentes especialidades. Dicionários de medicina costumam definir morte como “a cessação irreversível de todas as funções vitais”. A coisa pega é no “irreversível”.
Por quase toda a história humana, se o coração ou a respiração parasse, alguém era considerado morto. Com a criação dos eletroencefalogramas, no início do século 20, se descobriu que a falta de atividade cerebral também podia determinar a morte, pois parte do cérebro controla a respiração. Não tinha contradição: se o cérebro, pulmões ou coração param, os outros também param logo em seguida. A única solução eram sete palmos de terra.
A coisa começou a complicar com a criação da reanimação cardiorrespiratória e dos respiradores artificiais, nos anos 1950. Não só alguém podia se recuperar de parada cardíaca, como ficar indefinidamente ligado num respirador, mesmo se o cérebro parasse de funcionar – até ter filhos assim (o que complica ainda mais as coisas). Seja como for, a morte cardiorrespiratória, histórica, não era mais morte o suficiente.
Criou-se então o conceito de morte cerebral, em 1968, que virou lei a partir dos anos 1980. Essa é a ausência completa de atividade neurológica, quando o paciente já não pode mais respirar por conta própria. Isso indica que é hora de jogar o pano sobre o rosto e desligar as máquinas. Ainda que o corpo viva, a pessoa, sem aparelhos, não é nem um vegetal, mas um cadáver. Nunca mais vai voltar.
Ou vai? Será que chegamos a uma resposta definitiva? Há uma experiência em curso para tentar recuperar pacientes com morte cerebral usando células-tronco e outros processos. Se der certo, provavelmente se proponha chamar o processo de “ressurreição cerebral”, como há quem chame a reanimação cardiorrespiratória de”ressurreição cardiorrespiratória”. O que é tolice, porque morte reversível não é morte.
Mesmo se essa experiência não funcionar, o dilema não vai desaparecer. Vejamos outro caso: pense em um corpo numa instituição de criogenia, aquelas que congelam os corpos ao invés de enterrar. Pela lei, para alguém ser congelado, precisa antes estar legalmente morto. Mas essas pessoas optaram pelo procedimento na esperança de, um dia, a tecnologia ser capaz de trazê-las de volta. Não há o menor sinal que será. Ainda assim, se alguém pegar um martelo e quebrar um desses corpos, isso pode ser considerado assassinato? Existe um morto potencialmente vivo?
Existe o processo de decomposição, que aniquila um corpo quando suas funções vitais param, as células se partem em pedacinhos e as bactérias e vermes começam o banquete – mas ele não começa ao mesmo tempo em todos os lugares, então também não tem uma hora certa. O momento da morte acaba sendo simplesmente aquele em que a gente joga os braços para cima por não saber (ainda) mais o que fazer. A velha morte cardiorrespiratória ainda serve de critério, quando a reanimação não funciona – não precisa de encefalograma se o coração não volta mais, tudo vai para o vinagre daí para frente. Assim como não precisa medir o pulso de alguém que foi decapitado.

12.687 – Câmera montada em óculos permite tirar fotos apenas piscando os olhos


O Google Glass, espécie de óculos inteligente com acesso à internet do Google, pode não ter dado tão certo quanto a empresa gostaria. Mas isso não significa que o conceito de usar os olhos em funções eletrônicas tenha sido esquecido pela indústria da tecnologia.
Uma startup japonesa concluiu nesta semana a campanha de financiamento coletivo da Blincam. Trata-se de uma câmera que, acoplada ao aro dos óculos e conectada a um smartphone por Bluetooth, permite que o usuário tire fotos apenas piscando os olhos.
A Blincam vem com um pequeno sensor de movimentos, para captar o piscar de olhos, e 32GB de memória interna para armazenar as fotos. A qualidade de resolução das imagens, porém, não foi revelada. O usuário pode conferir o resultado de cada fotografia em um app sincronizado no celular, ou ligando a Blincam a um PC por um cabo USB.
A campanha de financiamento que tornou o projeto possível pedia o equivalente a R$ 30 mil, mas acabou ultrapassando a meta e chegando a impressionantes R$ 296 mil. A empresa que desenvolveu o dispositivo começará a vendê-lo a partir de dezembro.

12.686 – Mega Sampa – São Paulo recebe desfile da tocha olímpica neste domingo


tocha sp
A tocha olímpica desfila neste domingo (24) pelas ruas da cidade de São Paulo. Serão 56km de trajeto percorridos por 260 condutores, entre às 7h45 e 19h. O desfile começa no Museu do Ipiranga e termina no Sambódromo do Anhembi.
No sábado (23), Guarulhos e o ABC Paulista receberam a tocha. Foram 39,7 km de trajeto com a tocha passando por 193 condutores. O desfile começou em Guarulhos e terminou em São Bernardo do Campo. Na quinta-feira (21), a tocha passou por Osasco, na Grande São Paulo.
– Museu do Ipiranga, às 7h45
– Rua Bom Pastor
– Av. Dom Pedro I
– Av. Arno
– Av. Presidente Costa Pereira
– Rua Sarapuí
– Rua Canuto Saraiva
– Rua Visconde de Inhomerim
– Av. Paes de Barros
– Rua da Mooca
– Rua João Antônio de Oliveira
– Rua Almirante Brasil
– Avenida Alcântara Machado
– Avenida Venceslau Brás
– Praça da Sé, às 9h10
– Rua Boa vista
– Largo São Bento
– Rua Líbero Badaró
– Viaduto do Chá
– Praça Ramos de Azevedo
– Rua Conselheiro Crispiniano
– Av. São João
– Av. Ipiranga
– Rua da Consolação, às 9h46
– Av. Paulista, às 10h06
– Av. Bernardino de Campos
– Rua Vergueiro
– Rua Dona Júlia
– Av. Prof. Noé Azevedo
– Av. Domingos de Moraes
– Rua Sena Madureira
– Rua Paulo Francis
– Av. Ibirapuera
– Av. República do Libano
– Rua Manoel da Nobrega
– Av. Pedro Alvares Cabral, às 12h11
– Parque do Ibirapuera
– Viaduto General Marcondes Salgado
– Rua Colombi
– Av. Brasil
– Av. Rebouças
– Praça Charles Muller, às 14h47
– Rua da Cantareira
– Av. Senador Queiroz
– Av. Ipiranga
– Av. Rio Branco
– Praça Princesa Isabel
– Praça Julio Prestes
– Rua Mauá
– Praça da Luz, às 15h42
– Rua Ribeiro de Lima
– Av. Almirante Pereira Guimarães
– Rua Pasto de Almeida
– Rua Olavo Freire
– Praça Charles Miler, às 16h26
– Praça Ana Maria Popovic
– Praça Ricardo Ramos
– Av. Pacaembu
– Ponte da Casa Verde
– Praça Heróis da FEB, às 18h22
– Sambódromo do Anhembi, às 19h

12.685 -Queda de meteorito assusta cidade do sul da Argentina


meteorito
Explosões inesperadas provocaram medo entre os habitantes da cidade de General Roca, no sul da Argentina. A origem do fenômeno era um meteorito que se desintegrou antes de atingir o solo.
Devido à potência dos estrondos, que fizeram vários edifícios tremerem e quase quebraram os vidros, alguns moradores pensaram que se tratava de um terremoto.
“Tremeu tudo”, afirma o prefeito da cidade, Martín Soria.
Nada foi encontrado na zona por bombeiros, policiais e funcionários da Defesa Civil que buscavam rastros que explicassem o fenômeno. General Roca está 1.100 km a sudoeste de Buenos Aires.
Finalmente o mistério foi revelado: o causador dos estrondos havia sido um meteorito que entrou na atmosfera a uma velocidade de 2.400 quilômetros por hora, entre 8.000 e 10.000 metros de altura.
Estima-se que o objeto tinha 12 metros de diâmetro e dilatou até se romper em três fragmentos.