12.678 – Nanorobótica e Nanomedicina


nanorobotica
A nanotecnologia baseia-se na construção de máquinas minúsculas a extremo do invisível, os nano-robôs. Segundo Dexler “tudo tem a ver com a forma como estão ordenados os átomos.”
Podemos então acreditar que um aparelho feito de alguns átomos ligados entre si, não parte ou funciona mal à temperatura ambiente. Os programas computacionais para a criação de moléculas foram muito melhorados, e permitem simular as interacções entre os átomos, ou seja, a estabilidade da estrutura. Com o avanço da nano-robótica será possível eliminar a contaminação do ambiente com micro-máquinas, criar alimentos e carros que podem mudar de forma, processos automáticos de limpeza corporal, drogas artificiais e livros. Os nano-robôs serão capazes de reparar tubulações e, naturalmente, gerar uma nova fronteira de aplicações médicas, incluindo a regeneração de tecidos do corpo humano.
Uma equipa de investigadores da Universidade de Nova Iorque deu um passo importante na construção de uma máquina de controlo robusto de DNA. Esta máquina foi construída com moléculas sintéticas de DNA, a qual se destaca em relação a outros dispositivos previamente desenvolvidos em nano-escala pois esta permite um melhor controlo do movimento dentro de moléculas de maiores dimensões de DNA. Os investigadores dizem que esta nova máquina pode ajudar a construir a fundação de desenvolvimento de máquinas sofisticadas numa escala molecular, e ao desenvolvimento de nano-átomos que podem um dia construir novas moléculas, circuitos de computador ou lutar contra doenças infecciosas.
Acredita-se que em breve a nano-robótica será possível, devido aos avanços da nanotecnologia e dos nano-sistemas.
A nanomedicina e os nano-robôs são uma alternativa de tratamento e diagnóstico que se tornará realidade dentro de 10 a 15 anos. Um exemplo desta alternativa de tratamento é a introdução de dispositivos minúsculos, que na realidade serão nano-sensores, para o controlo da saúde pela tele-transmissão. Estes dispositivos poderão estar localizados em óculos, colares, pulseiras ou brincos. Eles captarão os sinais de interesse fisio-patológicos da pessoa e transmitirão telematicamente para o centro médico. Com a observação do comportamento destes dados o computador do centro médico analisará continuamente o estado de saúde da pessoa, emitindo um diagnóstico permanente não invasivo e em tempo real. Outro exemplo são os nano-robôs hipotéticos que examinarão e farão uma limpeza na superfície dos dentes. Mas estes exemplos são de máquinas (robôs) que embora pequenas, comparadas com os robôs que temos hoje em dia, são ainda grandes para o que se pretende atingir.
Um nano-robô terá proporções microscópicas, com o tamanho seis vezes menor que um glóbulo vermelho, isto é, robôs de dimensões comparáveis às de uma bactéria.

Existirão nano-robôs capazes de:

Penetrar no corpo humano para combater infecções;
Destruir vírus e bactérias;
Desobstruir artérias;
Destruir células cancerígenas;
Libertar medicamentos onde eles são necessários, ou seja, disponibilizarem drogas e fármacos ao nível das células;
Alterar o código genético para impedir doenças genéticas;
Intervir nos neurónios.
A intervenção de nano-robôs nos neurónios têm como objectivo ampliar ou melhorar a nossa capacidade de produção intelectual.
Com o uso de nano-robôs espalhados por todo o nosso corpo, com diferentes especialidades, como por exemplo, funcionar como sistema imunológico, seremos praticamente imortais. Esses nano-robôs serão capazes de combater doenças, reparar tecidos danificados de dentro para fora com uma velocidade superior as actuais capacidades de regeneração.
Com o avanço da nanotecnologia, biocomputação e da engenharia genética seremos capazes de salvar todas as informações que compunham um dado estado cerebral, de maneira que sejamos capazes de reconstruir a mente integralmente, de forma precisa e equivalente aquele estado anteriormente salvo. Assim poderemos fazer clones e com a ajuda de nano-robôs, a partir dessas informações de um dado estado cerebral anteriormente salvo, reconstruir totalmente uma pessoa – não só o corpo mas também a sua personalidade e lembranças. Chegaríamos à imortalidade já que a cada mudança de corpo corresponderia também um upgrade do cérebro do seu estado mais actual – não haveria perda de informação cerebral que seria sempre cumulativa.
A associação da nanotecnologia com o mapeamento do genoma humano (código genético) deverá resultar em enormes progressos na área. Os nano-robôs terão múltiplas aplicações em cirurgias minimamente invasivas.
Exemplo: Na Universidade de Telavive, em Israel, desenvolvem nano-robôs para a resolução de problemas cardiovasculares. Os nano-robôs actuam dentro dos vasos sanguíneos que circundam o coração fazendo o desentupimento de artérias, substituindo processos cirúrgicos. Estes são injectados na corrente sanguínea através de uma agulha. Estes nano-robôs “cirurgiões” poderão operar de forma autónoma ou seja são pré-programados para a tarefa ou então tele-operados por um médico cirurgião.
Outro exemplo é: O instituto de Produção Molecular, da Califórnia, trabalha na construção de nano-robôs aplicados ao combate da diabetes. Estes serão guiados até à medula óssea, capturarão células tronco e as levarão até ao pâncreas, órgão responsável pela produção de insulina no corpo humano.

12.677 – Terrorismo – Filho de bin Laden promete vingança contra os EUA


Bin Laden
O filho do saudita Osama bin Laden não irá descansar até vingar a morte do fundador da organização terrorista Al Qaeda.
Hamza bin Laden prometeu continuar a luta do grupo numa escalada global contra os EUA e seus aliados. Suas ameaças estão em um discurso em áudio de 21 minutos chamado “We Are All Osama” (Somos Todos Osama), de acordo com o SITE Intelligence Group.
“Vamos continuar golpeando vocês, no seu país e fora dele, em resposta à sua opressão ao povo da Palestina, Afeganistão, Síria, Iraque, Iêmen, Somália e terras muçulmanas que não sobrevivem à sua opressão,” ameaçou.
Osama bin Laden foi morto em uma ação militar conduzida pelo exército norte-americano em 2011. O terrorista foi executado em seu esconderijo no Paquistão. O saudita foi o fundador da Al Qaeda, organização terrorista a qual é atribuída a realização dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
Hamza, que agora tem vinte e poucos anos, estava ao lado de seu pai no Afeganistão antes dos ataques de 11/9 e também passou um tempo com ele no Paquistão, de acordo com o Instituto Brookings.
Apresentado à organização pelo novo chefe Ayman al-Zawahiri, em uma mensagem de áudio no ano passado, Hamza oferece uma voz mais jovem para um grupo cujos líderes estão envelhecendo e encontrando dificuldades em inspirar novos militantes em comparação ao Estado Islâmico.
“Hamza fornece uma nova cara para a Al Qaeda, que se conecta diretamente ao fundador do grupo. Ele é um inimigo articulado e perigoso”, observa Bruce Riedel, do Instituto Brookings.

12.676 – Obesidade – Não existe dieta que seja boa para todo mundo


obesidade
Pelo menos não em ratos.
Antes era a tal pirâmide alimentar, que mandava você encher a pança de pães e massas e fugir como o diabo da cruz de qualquer gota de gordura saturada. Depois vieram dizer que não, que era o contrário: carboidrato é que é veneno e engorda, proteína é a receita paleolítica da saúde sarada. Soja, ovo, pão, vinho, carne, manteiga, café – a cada dia mudam os heróis e os vilões da alimentação saudável, enquanto cientistas, governos e a mídia inteira seguem na busca centenária da dieta perfeita.
Pois, no que depender do geneticista William Barrington, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, podem parar de procurar: essa coisa não existe. Barrington e sua equipe conduziram um experimento com ratinhos variados comendo dietas variadas – e sua conclusão foi que nenhuma dieta é boa para todo mundo. Diferentes perfis genéticos saem-se melhor ou pior com diferentes alimentos. A dieta perfeita de um pode embarangar o outro. E isso não deve valer só para ratinhos. “Dada a semelhança metabólica e genética entre humanos e camundongos, é altamente provável que o nível de diversidade de resposta a dietas que observamos no nosso estudo se repita em humanos”, disse Barrington, numa conferência de genética que aconteceu esta semana em Orlando, na Flórida.
O que os cientistas fizeram foi separar os bichinhos em quatro grupos e dar a cada um deles alimentos inspirados em alguma dieta humana, por seis meses. Um grupo de camundongos comeu como japoneses, com extrato de chá verde e tudo, enquanto outro ganhou extrato de vinho tinho como parte de sua “dieta mediterrânea”. O terceiro grupo de ratinhos recebeu uma dieta cheia de carne e proteínas, mas quase sem carboidrato algum, segundo os conselhos do nutricionista Robert Atkins, enquanto o último esbaldou-se em junk food, para representar a chamada “dieta ocidental”.
Os resultados detalhados ainda não foram publicados, mas, durante a conferência, Barrington contou que ratos diferentes responderam de maneira diferente a cada dieta. Ratinhos de uma certa linhagem genética ficaram obesos com a dieta ocidental mas permaneceram esbeltos seguindo os conselhos de Atkins. Outros, no entanto, reagiram ao contrário: engordaram com proteínas e mantiveram o peso com a dieta ocidental. Algumas variedade mais sortudas quase não pareciam sentir os efeitos da dieta: não engordaram com nenhuma das quatro. Mas houve também quem ficasse gordo até mesmo com a dieta mediterrânea, tida como ideal.
“Não existe dieta universalmente saudável”, disse Barrington, na conferência. “Há uma generalização excessiva dos benefícios e riscos à saúde ligados a cada dieta.”
Quer dizer então que eu posso comer o que eu quiser já que os cientistas não sabem mesmo o que engorda e o que emagrece?
Quer dizer quase o contrário disso: que é preciso que cada um de nós passe a vida prestando muita atenção no que come, para compreender o que lhe engorda ou emagrece, o que aumenta e o que baixa o colesterol, o que lhe faz bem e mal. Claro que ajuda ter acompanhamento profissional, de um médico ou nutricionista que o conheça bem. Mas provavelmente o mais fundamental é o trabalho individual de aprender a conhecer o que o seu corpo gosta. Nenhum médico, cientista, apresentador de TV – ou revista – pode fazer isso por você.

12.675 – Mega Byte – Como o Facebook tenta levar internet ao mundo inteiro


face falta
Face “falta de assunto”

Não é segredo que Mark Zuckerberg quer mudar o mundo. E, na visão dele, uma das formas de fazer isso é revolucionando o acesso à internet. Para isso, o Facebook possui uma área específica chamada Connectivity Lab, setor de pesquisa que está desenvolvendo tecnologias para levar internet rápida e barata para regiões com pouco ou qualquer acesso à rede.
Para fazer isso, a empresa planeja usar lasers para reforçar as conexões wireless. Essa tecnologia já é usada com frequência em cabos de fibra óptica. Redes sem fio, contudo, usam frequências de rádio para acessarem a internet, processo que resulta em uma conexão mais lenta e instável.
“Uma grande quantidade de pessoas não se conecta à internet porque os locais onde vivem não possui infraestrutura para suportar conexões wireless, principalmente em regiões rurais”, afirma Tobias Tiecke, um dos responsáveis pelas pesquisas do Connectivity Lab.
Os resultados dos experimentos já começaram a aparecer. Usando a nova tecnologia, os cientistas foram capazes de transmitir dados a uma velocidade de 2 Gbps.