12.666 – Cinema – Raul Julia


Atividade Ator
Nome de nascimento Raul Rafael Carlos Julia y Arcelay
Nacionalidade Americano
Nascimento 9 de março de 1940 (San Juan, Porto Rico)
Falecimento 24 de outubro de 1994 com a idade de 54 anos
Faleceu poucos dias antes de seu último filme, “Street Fighter – A Batalha Final”, ser finalizado.

raul julia street fighter

Raul Julia era o mais novo de quatro irmãos. Seu irmão, Carlos Rafael, morreu em um acidente de carro. Sua mãe era uma mezzo-soprano que abandonou sua próspera carreira de cantora para se dedicar ao marido. Seu pai tinha um restaurante chamado “La Cueva del Chicken Inn”, o primeiro a servir a pizza em Porto Rico.
A descoberta de seu talento foi pelo ator Orson Bean enquanto Raúl se apresentava em uma boate em San Juan. Com o incentivo, Raúl mudou-se para Manhattan em 1964 e imediatamente conseguiu trabalhos como pequenas atuações. Em 1966, passou a atuar em peças de Shakespeare, como Rei Lear em 1973 e Otelo em 1979. Raúl também participou de musicais como Dois Cavalheiros de Verona em 1971, Príncipe dos Mendigos em 1976 (gerando mais tarde um filme) e do premiado Nine em 1982.
Seu sucesso no teatro fez com que ele trabalhasse no cinema, onde ficou mais conhecido como O Beijo da Mulher Aranha (1985) e o filme de maior reconhecimento de seu trabalho que foi a Família Addams (1992) e Família Addams 2 (1993).
Sua saúde fragilizou-se em 1993 em decorrência de um câncer no estômago, mas ele continuou atuando, fazendo o ativista brasileiro Chico Mendes em Amazônia em Chamas (1994).
No dia 16 de outubro de 1994, Raúl Julia sofreu um sério derrame cerebral, caindo em um profundo coma e vindo a falecer no dia 24 de outubro daquele ano, aos 54 anos. Seu corpo foi transportado a Porto Rico, onde foi enterrado. Foi casado com Magda Vasallo em 1965, divorciando-se em 1969, e no dia 28 de Junho de 1976 casou-se com Merel Poloway, com quem teve dois filhos, Raúl Sigmund Julia (1983) e Benjamin Rafael Julia (1987).
Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator – Drama, por “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985).
Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator (coadjuvante/secundário), por “Tempestade” (1982) e “Luar Sobre Parador” (1988).
Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator – Minisérie/Filme para TV, por “Amazônia em Chamas” (1994).
Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Beijo, por “A Família Addams” (1991).

12.665 – Droga que dissolve coágulos de AVC tem eficácia comprovada


Cientistas da Austrália, China, Nova Zelândia e Brasil se uniram numa pesquisa e confirmaram a eficácia do trombolítico de rtPA (ou Alteplase), no tratamento do AVC – Acidente Vascular Cerebral.O trabalho foi para avaliar a segurança do tratamento com drogas trombolíticas  – medicamentos para dissolver coágulos – que era colocado em cheque pelo risco de sangramento no cérebro. No Brasil, o estudo foi coordenado pelos professores Octávio Pontes-Neto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e Sheila Cristina Ouriques Martins, coordenadora do Programa de AVC do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento.

Além de confirmar a eficácia do medicamento no tratamento do AVC, as pesquisas mostraram que uma dose mais baixa do medicamento – 0,6 mg/kg de peso, ante 0,9 mg/kg de peso que é a dose padrão – leva à redução de aproximadamente um terço dos casos de complicações hemorrágicas.

E, após 90 dias de tratamento com dosagem menor da medicação, os cientistas observaram ainda redução da morte de pacientes.

“Esse benefício adicional em segurança com a dose reduzida só foi ofuscado por um pequeno aumento dos casos que permanecem com sequelas residuais do AVC em 3 meses”.

Os pesquisadores relatam que para cada mil pacientes tratados com a dose reduzida, 41 apresentaram mais sequelas residuais do AVC (ajuda para se vestir ou andar) em comparação com a dose padrão.

Porém, 19 pessoas a menos morreram com esta dose reduzida. “Por este motivo, a dose convencional, 0,9 mg/kg, deve continuar sendo a mais utilizada na rotina”, avaliam.

Segurança

Mesmo com os problemas enfrentados com a dose reduzida, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma forma ainda mais segura de tratar os pacientes com AVC.

“Um dos achados secundários do estudo foi que o risco de sangramento parece ser maior em pacientes que já estavam usando remédios antiplaquetários como a aspirina. Nestes casos, o uso da dose reduzida seria uma opção mais segura e com eficácia semelhante em relação a dose convencional”, relata Pontes-Neto.

Para os pesquisadores, estes resultados podem ampliar a segurança e favorecer a administração do tratamento trombolítico para AVC no País.

“Atualmente menos de 2% dos pacientes com AVC isquêmico são tratados com trombolíticos no Brasil, e o acesso a este tratamento precisa ser ampliado. Com os resultados do estudo multicêntrico, a dose convencional ainda deve continuar sendo a padrão, porém agora temos a opção de oferecer este tratamento com ainda mais segurança em pacientes que apresentam alto risco de sangramento”, afirma Pontes-Neto.

Custo

O professor lembra que, com a utilização de menor dose do medicamento para parte dos pacientes, o custo do tratamento diminui, “facilitando a utilização em maior escala no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como em países onde o tratamento ainda é muito caro.”

Os coordenadores brasileiros também são pesquisadores da Rede Nacional de Pesquisa em AVC.

O estudo teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde e foi conduzido totalmente independente da indústria farmacêutica.

A coordenação mundial do estudo foi do professor Craig Anderson, do George Institute da Austrália.  Os resultados acabam de ser publicados no principal jornal científico na área médica no mundo, o New England Journal of Medicine.

12.664 – Evolução – Macacos brasileiros entraram na Idade da Pedra há 700 anos


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A humanidade não é mais a única espécie na Terra a entrar na Idade da Pedra.
Novos indícios indicam que, por volta de 700 anos atrás, macacos-prego no Brasil já usavam ferramentas para quebrar castanhas de caju e extrair a parte comestível.
“É o primeiro relato de ferramentas de macacos-prego no registro arqueológico”, disse o biólogo Tiago Falótico, pesquisador de pós-doutorado do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) à agência FAPESP.
Falótico realizou a pesquisa com Eduardo Ottoni. Ambos estudam o comportamento de macacos-prego e, especificamente, o uso de ferramentas por primatas da espécie Sapajus libidinosus. Nos últimos três anos, eles aprofundaram os estudos em uma em parceria com o arqueólogo Michael Haslam, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
O grupo fez escavações em uma área no Parque Nacional da Serra da Capivara e descobriu que os mesmos tipos de ferramentas observadas hoje aparecem em camadas correspondentes a um período que remonta ao século XIII, de acordo com artigo publicado no dia em 11 de julho na revista Current Biology.
Até agora, 69 ferramentas foram escavadas. As mais antigas datam de 600 a 700 anos de idade, o que significa que 100 gerações de macacas-prego, pelo menos, já usam ferramentas de pedra. Os pesquisadores acreditam que é uma questão de tempo até que ferramentas mais antigas sejam encontradas.
“É possível”, observa Haslam, “que os primeiros humanos a chegar aqui tenham aprendido sobre este alimento desconhecido após terem visto como era o processo dos macacos com o caju.” Então, neste caso, teriam sido os humanos que imitaram os primatas, e não o contrário.

12.663 – Sem Saída – Cientistas descobrem por que adoçantes engordam


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Como é possível que adoçantes artificiais engordem, se eles não possuem caloria nenhuma? Parece improvável, mas, nos últimos anos, surgiu uma porção de estudos surpreendentes mostrando que essas substâncias inventadas para nos ajudar a emagrecer acabam causando o efeito oposto, pelo menos em animais (as pesquisas com humanos ainda são inconclusivas).
Uma equipe de neurocientistas australianos contou que usou moscas de fruta para entender por que algo tão inusitado acontece. Ao final de um bem bolado experimento, eles chegaram à conclusão de que adoçantes fazem o cérebro acreditar que está morrendo de fome. Aí, fica difícil emagrecer.
O que os cientistas fizeram, para começar, foi dar adoçante para algumas moscas e açúcar para outras, de maneira a poder comparar. O resultado: as do adoçante consumiram 30% mais calorias que as do açúcar. A conclusão clara foi que consumir adoçante faz aumentar o consumo calórico. Para confirmar, os cientistas cortaram os adoçantes da dieta do primeiro grupo de moscas – e rapidamente o consumo de calorias voltou a cair.
Mas a pesquisa não parou aí. O passo seguinte foi tentar descobrir por quê. Os pesquisadores monitoraram a atividade das sensillas, que são pelinhos que as moscas têm na boca e que contém os receptores de paladar do animal. As sensillas ficam mais ouriçadas quanto maior for o apetite do inseto, e elas se agitam especialmente quando entram em contato com açúcar, prato preferido das simpáticas mosquinhas. Pois então: a pesquisa revelou que bichinhos que comem adoçantes artificiais ficam com as sensillas muito mais excitadas quando comem açúcar. Ou seja, o apetite delas por açúcar aumenta quando elas comem muito adoçante.
Em seguida, a equipe deu açúcar para todas as moscas e monitorou a atividade elétrica nas sensillas. Descobriu então que, nas moscas que comem adoçante, a atividade elétrica é maior, mesmo com pequenas quantidades de açúcar. Isso quer dizer que o adoçante deixa as moscas mais sensíveis ao açúcar.
Não terminou ainda: foi a partir daí que o experimento ficou realmente sofisticado. Os pesquisadores então vasculharam as enzimas e os neurotransmissores das mosquinhas para tentar decifrar o mecanismo molecular que estava em ação. Foi aí que eles perceberam que comer adoçante ativa uma rede neural que é exatamente a mesma que é ligada quando os animais passam fome. A lógica é a seguinte: quando passamos fome, nossos neurônios que transmitem o sabor doce ficam mais ativos e mais sensíveis. É por isso que fome é o melhor tempero – nossas redes neurais interpretam qualquer micro-estímulo como uma explosão de sabor para nos incentivar a comer mais. Acontece que adoçantes ativam esses neurônios, mas não nos dão nenhuma caloria. Por isso, deixam o corpo todo mais desejoso de comida, como se estivéssemos passando fome. Adoçante não engorda, mas ativa um sistema fisiológico que nos faz comer mais. E comer mais engorda, é óbvio.
Por mais que o raciocínio faça sentido, isso não quer dizer que o mesmo que acontece em moscas de fruta vá acontecer em humanos. Pessoas, ao contrário de moscas, são capazes de reprimir impulsos usando a razão. Talvez os usuários de adoçante sejam tão disciplinados que consigam resistir à fome que o adoçante causa. Mas, no mínimo, a pesquisa serve para mostrar que dieta é muito mais complexo do que imagina nossa indústria de alimentos.

12.662 – Microsoft vai acabar com armazenamento gratuito de 15 GB no Onedrive


onedrive
A Microsoft anunciou que vai acabar com o armazenamento gratuito de 15 GB no Onedrive. A empresa já havia revelado seus planos de redução de espaço e a partir de agora os usuários poderão contar com 5 GB disponíveis gratuitamente. A companhia anunciou ainda que os usuários que fizeram uma solicitação para uso dos 15 GB poderão manter o espaço.
Além de reduzir o espaço de armazenamento, a Microsoft retirou o bônus de armazenamento também de 15 GB do rolo da câmera. A empresa vai começar a cortar o espaço disponibilizado para os usuários entre 13 e 27 de julho.
Um e-mail informando a redução foi enviado aos usuários, confira abaixo. A solução agora para usuários que precisem de mais espaço para armazenamento será pagar pelo serviço da Microsoft ou migrar para um serviço de outra fornecedora.

12.661- Turbinagem de célula de defesa cura doença autoimune em roedores


turbinagem celula
Uma nova técnica de turbinagem de células fora do organismo pode ser a cura de doenças autoimunes, condição em que o organismo é atacado pelo próprio sistema imunológico.
A novidade está em um estudo realizado na Universidade da Pensilvânia (EUA) e publicado recentemente pela revista científica “Science”.
Nas doenças autoimunes, as células de defesa passam a reconhecer componentes do próprio organismo como patógenos e atacá-los. Os tratamentos atuais requerem supressão de toda a imunidade, deixando o organismo suscetível a infecções.
O estudo foi baseado em uma doença chamada pênfigo vulgar, que causa bolhas na pele e nas mucosas (como boca e garganta), e que pode levar à morte. No Brasil, existe um tipo de pênfigo, conhecido como “fogo selvagem”.
Os pênfigos são doenças causadas pela alteração de um subgrupo de linfócitos B que, durante a condição, produzem anticorpos contra uma proteína que funciona como “cola”, a desmogleína. A consequência é o descolamento de porções da pele, fazendo com que apareçam as bolhas.
Com a nova técnica proposta, os pesquisadores reprogramam um grupo de linfócitos T para que eles reconheçam e eliminem especificamente as células B anormais. Dessa forma, o sistema imunológico passa a corrigir suas próprias falhas.
O tratamento para pacientes com doenças autoimunes ainda deve demorar para ser aplicado na prática. No estudo, a técnica foi testada apenas em camundongos.
“Nossa próxima meta é usar essa tecnologia para curar o pênfigo em cachorros”, diz uma das autoras da pesquisa, Aimee Payne. Poucos animais, além dos humanos, desenvolvem a doença.
“Se nós pudermos tratar e potencialmente curar esses cães, será um importante avanço na medicina veterinária, e também irá encorajar médicos e pacientes a fazerem testes clínicos dessa promissora técnica”, afirma.
Payne diz que, caso a tecnologia se mostre eficaz, poderá ser utilizada como tratamento para qualquer doença autoimune mediada por anticorpos. Ela cita como exemplos a miastenia grave (fadiga acelerada nos músculos) e a neuromielite óptica (inflamação do nervo óptico).
O mecanismo de “turbinagem” se assemelha à uma novas propostas de tratamento de câncer.

12.660 – Toxicologia – Anti-inflamatórios barram efeitos do veneno de escorpião


escorpião
Escorpião é puro veneno

Os efeitos mais sérios do veneno do escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), o mais perigoso do Brasil, talvez possam ser barrados com o uso de anti-inflamatórios comuns, sugere uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto.
Em experimentos com camundongos, esses remédios conseguiram evitar problemas severos nos pulmões e a morte dos animais, mesmo quando recebiam doses teoricamente letais da peçonha.
A equipe da USP (Universidade de São Paulo) está se preparando para testar a abordagem com amostras de sangue humano. Se os resultados forem promissores, pessoas picadas pelo animal poderão receber os anti-inflamatórios logo de cara, antes do soro que funciona como antídoto do veneno.
O estudo, que saiu na revista científica “Nature Communications”, ajudou a elucidar detalhes do mecanismo de ação do veneno que ainda eram misteriosos. O que os cientistas verificaram é que a peçonha do escorpião atua sobre o chamado inflamassoma, um conjunto de moléculas do interior das células que desencadeia reações inflamatórias –em geral quando o organismo é invadido por micróbios, por exemplo.
“Venenos como o do escorpião exploram o sistema imune do organismo. O veneno induz uma superativação do sistema imune e pode até matar. Isso ficou claro recentemente com pesquisas sobre o veneno de abelhas”, explica outro coautor do estudo, o biólogo Dario Zamboni.
O processo desencadeado pela picada do T. serrulatus é complexo, mas duas moléculas-chave na reação inflamatória são a PGE2 (prostaglandina E2, um tipo de lipídio ou gordura) e a IL-1beta (interleucina-1 beta). Ao que tudo indica, a primeira molécula a ser produzida nas células da defesa do organismo por conta da presença do veneno é a PGE2. Ela, por sua vez, ativa o inflamassoma, levando à produção de IL-1beta, um importante sinalizador do sistema imune –cuja presença desencadeia ainda uma nova e mais potente rodada de produção de PGE2.
Dependendo de fatores que podem estar ligados às características genéticas do indivíduo, esse processo pode sair do controle. O normal é que a picada provoque dor e inflamação apenas no local penetrado pelo ferrão, mas nos piores casos a inflamação desencadeia um edema nos pulmões, o que pode levar à morte. E nem sempre o soro pode reverter esse quadro.
A ideia é analisar o sangue de pessoas que acabaram de ser picadas por escorpiões e verificar se as mesmas moléculas mediadoras do processo inflamatório achadas em camundongos também estarão presentes. O teste definitivo envolveria fornecer aos pacientes os anti-inflamatórios logo após os ataques de escorpiões.