12.655- Cansaço excessivo pode ser um sinal de doenças


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Desequilíbrios hormonais
O declínio hormonal pode ocorrer em ambos os sexos, sendo um fator mais comum para as mulheres no período próximo ao climatério, e entre os 50 e 60 anos para o homem. O declínio hormonal é fisiológico, e não uma doença, mas quando a queda é acentuada pode gerar sintomas desagradáveis, dentre eles a sensação de fadiga e o cansaço.
Uma das hipóteses estudadas associa a sensação de cansaço permanente a uma queda de atividade dos neurotransmissores, como serotonina, dopamina e noradrenalina, indicando que o declínio hormonal pode ter ligação direta com a falta de energia e a sensação de fadiga. Nesse caso, é indicada a reposição hormonal, para reequilibrar o correto funcionamento do sistema nervoso central.
A baixa produção ou a falta de hormônios tireoidianos, por exemplo, pode agravar a sensação da falta de energia e causar sintomas de depressão, sendo portanto fundamental que o médico analise também os hormônios tireoidianos para buscar as causas da fadiga.
Alguns estudos, ainda não aceitos por toda a classe médica, propõem a reposição desses hormônios em pacientes com hipotireoidismo sub-clínico (quando os níveis hormonais estão apenas um pouco abaixo do limite ou no limite) e que apresentem quadro de cansaço excessivo, queda de cabelo e outros sintomas que tirem a qualidade de vida do paciente, melhorando assim a volta às atividades habituais do dia a dia com energia e disposição revigoradas.
Alimentos que ajudam na produção de hormônios tireoidianos (Iodo e Selênio) são indicados como coadjuvantes. Boas fontes de selênio são as oleaginosas (castanhas do Pará, castanha de caju e etc) e boas fontes de iodo são o sal marinho (evite excesso), peixes e algas marinhas.
Anemia
Muitas doenças hoje são ocasionadas por desequilíbrios alimentares, e esse é o caso do desenvolvimento da anemia ferropriva, situação muito associada à queda de energia e disposição física. Isso acontece pois o ferro é um nutriente essencial ao organismo, responsável pela produção de glóbulos vermelhos e transporte de oxigênio. A deficiência de ferro surge principalmente por carência nutricional, infecções intestinais, menstruação com fluxo sanguíneo muito intenso e durante a gravidez – mas qualquer pessoa pode desenvolver anemia, se não receber o aporte correto na dieta ou tiver problemas de absorção.
O tratamento contra a anemia é determinar sua causa e corrigi-la, uma vez constatada por exames laboratoriais, e nesses casos a recomendação é uma dieta rica no nutriente, que é encontrado principalmente na carne vermelha, em verduras verde escuras, leguminosas e alimentos enriquecidos, que ajudarão a suprir as necessidades diárias de ferro.

Déficit vitamina D
Estudos atuais revelam que a baixa dosagem de vitamina D no sangue é uma das prováveis causas do cansaço excessivo e sensação de desânimo. A dosagem de vitamina D no sangue é feita em laboratório e deve ficar acima de 30 mg/dl. Expor-se mais ao sol, mas sem exagero, e aumentar a ingestão de alimentos ricos em vitamina D, como a sardinha, é uma das estratégias de combate ao cansaço.

Dietas restritivas
Eliminar de maneira radical grande quantidade de alimentos ou fazer dietas da moda que cortam de maneira exagerada certos grupos alimentares podem gerar déficits nutricionais, pela dificuldade de conseguir obter por meio da alimentação nutrientes importantes para o organismo. O carboidrato, por exemplo, nos dá glicose, que é um combustível importante para o corpo e sem ele a sensação de esgotamento é mais frequente, tornando as queixas de cansaço e falta de energia mais comuns após as duas primeiras semanas de restrição.
O tratamento consiste em uma dieta equilibrada, que privilegie os bons carboidratos, boas proteínas e boas gorduras, além de combinar bons nutrientes, como os alimentos ricos em vitaminas do complexo B, que aumentam a resistência à fadiga.

Estresse e ansiedade
A ansiedade e o estresse são sem sombra de dúvidas males da vida moderna e a queixa mais frequente é a de acordar cansado. Isso ocorre porque o estresse libera quantidades altas de cortisol e adrenalina, hormônios que em altas doses prejudicam o funcionamento dos neurotransmissores, deixando os indivíduos ansiosos, com dificuldade de concentração e no sono. O tratamento nesse caso é praticar uma atividade física prazerosa, que alivie as tensões, e em casos extremos a recomendação é a de uso de medicamentos.
Definir as causas da fadiga e do cansaço é de extrema importância, e isso deve ser feito por meio de avaliação médica criteriosa, na qual um especialista fará um check-up clínico, nutricional e hormonal, descartando assim patologias que podem originar todos os sintomas.

12.654 – Estudo descobre “genes zumbis” que são ativados após a morte


Um estudo inovador revelou a existência de “genes zumbis” que se mantêm com vida dentro do corpo humano até quatro dias após a morte.
A pesquisa foi realizada por cientistas norte-americanos, com o objetivo de descobrir o que acontece com o organismo quando morremos.
“O que é impressionante é que os genes do desenvolvimento se ativam depois do falecimento”, afirmou o microbiologista Peter Noble, da Universidade de Washington, nos EUA. Segundo sua pesquisa, a atividade dos genes e proteínas de peixes-zebra se acelera após a morte – e até nas células dos seus músculos, há genes que se ativam horas depois do óbito para reanimar o organismo.
Noble conseguiu perceber que os genes do desenvolvimento que formam um embrião e depois morrem são os que se reativam assim que o corpo deixa de funcionar. Essa descoberta pode ser um grande avanço para compreender como funciona a vida.
Já sua equipe descobriu que alguns dos genes que se ativam após a morte estão relacionados com o desenvolvimento do câncer, o que poderá explicar por que, às vezes, o transplante de órgãos cadavéricos pode produzir tumores malignos. E, graças a essa descoberta, será possível determinar com precisão se um órgão é bom ou não para ser transplantado.

12.653 – Por que é tão difícil produzir ciência no Brasil?


mostra de ciências
O Brasil possui cientistas de ponta em diversas áreas e também faz parte de pesquisas importantes no cenário mundial.
Porém, tanto o Estado quanto a iniciativa privada ainda investem menos do que o necessário para que possamos comemorar em alto e bom tom o Dia Nacional da Ciência, neste dia 8 de julho. A data foi criada para incentivar a atividade científica no nosso país.
Recentemente, a pesquisadora Suzana Herculano Houzel anunciou que estava deixando o Brasil, o ministro de Ciência e Tecnologia foi vaiado por cientistas na Bahia e o supercomputador Santos Dumont teve seu funcionamento ameaçado pela alta conta de luz no Rio de Janeiro. Estes três fatos poderiam resumir um triste quadro da pesquisa científica no Brasil?
As expectativas não são boas no que depender de alguns dados do orçamento e do Produto Interno Bruto (PIB) destinados à produção cientifica nacional. Na 68ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na última semana, em Porto Seguro (BA), o corte no orçamento e a fusão do ministério da Ciência e Tecnologia com o das Comunicações serviram de motivo para as vaias ao ministro da pasta Gilberto Kassab, presente no encontro. De acordo com a SBPC, para este ano, foram orçados R$ 3,2 bilhões para ciência, tecnologia e inovação (CT&I), que podem chegar a R$ 4,5 bilhões. A entidade, no entanto, quer lutar para que sejam empregados os mesmos valores de 2013, que eram R$ 9,4 bilhões.
“Nossa luta continua pela reposição do orçamento pelo menos aos níveis do ano de 2013, já que não podemos pensar num estado soberano sem CT&I”, disse Helena Nader, presidente da SBPC, em comunicado no site da entidade.
Outro corte orçamentário que poderá influenciar nas pesquisas ocorreu no Ministério da Educação. Em 2016, a crise chegou à pós-graduação. Caso o ritmo de enxugamento continue no ano que vem, isso poderá afetar até o mercado com a falta de profissionais qualificados. A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ligada ao Ministério da Educação, vinha em ritmo de expansão até 2015, quando tinha um orçamento de R$ 6,1 bilhões, em 2014, para R$ 7,4 bilhões, em 2015. Em 2016, a verba caiu para R$ 5,3 bilhões. Diante do corte, a entidade está fazendo um esforço para manter as bolsas já concedidas, porém está segurando a concessão de novas.

Investimentos
Mesmo quando a economia brasileira não passava por crise, os recursos destinados à pesquisa no Brasil eram insuficientes. O governo federal afirma que, em 2013, foi destinado 1,24% do PIB para pesquisa e desenvolvimento. Este é o último número atualizado. Em países desenvolvidos, este percentual chega a 3,5%.
Em relação às empresas, o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) equivale a 0,55% do PIB brasileiro, percentual bem inferior ao de países como China e Coreia do Sul. Do total investido em P&D no Brasil, as empresas são responsáveis por 45,7%. Na Alemanha e EUA essa proporção fica em torno de 75%. Há ainda algumas questões extras no que diz respeito aos entraves para os cientistas no Brasil como a dificuldade para a importação de materiais para pesquisa, a questão das patentes, o excesso de burocracia, a falta de compreensão do Legislativo sobre o tema, entre outros.
Diante da necessidade de soluções para resolver questões problemáticas da nossa sociedade, é imprescindível que haja um crescente incentivo da produção do conhecimento científico, de forma que seja acessível para todos. Investir em ciência, tecnologia e inovação tem se mostrado o caminho de investimento de muitos países.
Uma ideia espetacular que mereceu apoio partiu do mexicano Gerardo Nungaray. Com esforço e criatividade, ele transformou resíduos plásticos em combustível, com particular ênfase ao trabalho dos catadores em seu processo de reciclagem nas grandes cidades. Nungaray concebeu um aparelho capaz de gerar gasolina ou diesel a partir de resíduos de plástico, através de um simples processo de refinamento: os resíduos fornecidos são convertidos em combustível com a ajuda de um catalisador. Sua ideia busca atender a demanda de combustível em zonas desfavorecidas, de desastre, ou de difícil acesso, enquanto ajuda a reduzir as enormes quantidades diárias de lixo que são produzidas nos grandes centros urbanos.

12.652 – O segredo da produtividade, segundo a Nasa


nasa
A busca pela receita que te faz produzir mais chegou ao espaço. No início de 2015, a Nasa recrutou pesquisadores que pudessem colaborar com a saúde e o trabalho dos astronautas na Estação Espacial Internacional. Os primeiros resultados começaram a aparecer – e também dão pistas de como se tornar mais eficiente no planeta Terra.
O segredo da produtividade, segundo o pesquisador Jeffery LePine, não é trabalhar mais rápido – e sim fazer as tarefas na ordem certa. Sua equipe mediu a concentração, as emoções e o estresse dos astronautas no seu dia a dia. Eles perceberam que a grande armadilha para ser produtivo está nas transições entre as tarefas.
Quando terminamos uma obrigação e passamos para a próxima, existe um “engajamento residual”: na prática, um “resto” daquele compromisso anterior que continua grudado na mente. Ele pode aparecer na forma de animação (por ter conseguido terminar algo difícil), frustração (por ter falhado), distração ou teimosia – e esse estado de espírito permanece depois da transição de tarefas.
Para ultrapassar esse problema, a estratégia seria diminuir ao máximo o número de transições necessárias. A ideia é juntar as tarefas parecidas: juntar um bloco dos trabalhos que te fazem quebrar a cabeça, para aproveitar os resíduos de concentração, e fazer as mais rápidas e simples todas de uma vez. Assim, o seu mindset não precisa mudar tantas vezes e uma tarefa não “contamina” a outra.
Quando terminamos uma obrigação e passamos para a próxima, existe um “engajamento residual”: na prática, um “resto” daquele compromisso anterior que continua grudado na mente. Ele pode aparecer na forma de animação (por ter conseguido terminar algo difícil), frustração (por ter falhado), distração ou teimosia – e esse estado de espírito permanece depois da transição de tarefas.
Se a tarefa anterior era complexa e importante ou ficou incompleta, fica quase impossível “trocar de marcha” rapidamente, explica LePine ao site Quartz.
Para ultrapassar esse problema, a estratégia seria diminuir ao máximo o número de transições necessárias. A ideia é juntar as tarefas parecidas: juntar um bloco dos trabalhos que te fazem quebrar a cabeça, para aproveitar os resíduos de concentração, e fazer as mais rápidas e simples todas de uma vez. Assim, o seu mindset não precisa mudar tantas vezes e uma tarefa não “contamina” a outra.
Outro alerta dos cientistas é prestar a atenção nas emoções no momento de transição. Se existe uma tarefa diária que te deixa irritado – responder emails, retornar ligações, fazer reuniões – a proposta é se programar para resolver os compromissos mais complexos antes de passar por esse estresse.
E o que a Nasa tem a ver com isso? Na Estação Espacial, os astronautas fazem pesquisas incríveis e supercomplexas. Mas, como você e eu, ainda tem que brincar de casinha: não só varrer o chão, como fazer a manutenção dos sistemas de suporte de vida. A diferença é que, ao contrário de largar a louça suja na Terra, deixar de fazer tarefas domésticas no espaço pode ser fatal.
Além de variar sua mentalidade entre a de cientista e a de faxineiro, o astronauta ainda passa horas trabalhando sozinho para depois realizar tarefas totalmente dependentes do resto da equipe – e, no momento em que essas transições acontecem, LePine identificou um risco maior de distração, que pode eventualmente acabar em disastre.
Entender a melhor forma de organizar as tarefas e diminuir o estresse dessas transições é essencial para chegar em casa e ter a sensação de dever cumprido – seja depois de um longo dia de trabalho ou de seis meses flutuando ao redor da Terra.