12.641 – Reto-robô criado por pesquisadores promete revolucionar exames de próstata


De acordo com a Science Alert, a invenção revolucionária poderá ajudar salvar vidas por meio da detecção precoce de câncer de próstata.
Apresentado por seus criadores durante uma conferência chamada Eurohaptics, o chamado ‘reto-robô’ permitirá que os profissionais de saúde trabalhem a técnica antes de realizá-la em um paciente. Ao aplicar uma pressão no reto feito de silicone, os médicos podem obter com maior precisão a sensação e forma dos órgãos internos. Além disso, um modelo 3D do interior também é exibido na tela de um computador, de modo que o usuário possa ver o que está tocando, por meio de uma tecnologia háptica (palavra que refere-se ao tato) – que envolve a interação com computador através do toque.
O robô também pode ser programado para ter um cenário anatômico diferente, de acordo com a necessidade. Por exemplo, os médicos podem visualizar como ocorre o aumento de uma próstata e até mesmo um tumor em desenvolvimento.
Até o momento, os modelos utilizados para o treinamento de especialistas são feitos de plástico e por isso, são incapazes de criar a sensação real da pele e tecidos vivos e muitas das vezes não fornecem uma compreensão ou técnica adequada.
Em teoria, os médicos podem sempre praticar em voluntários. No entanto, é de se esperar que não existam muitos dispostos a realizar exames de próstata apenas para fins científicos. No Reino Unido, até o momento, apenas uma pessoa foi registrada para teste, e ela é conhecida como “assistente de ensino retal”.
Para criar o design do reto robótico e o modelo 3D no computador, os pesquisadores testaram voluntários, por meio de ressonância magnética, para descobrir a forma média e geometria da anatomia.
Os especialistas que testaram o dispositivo, comentaram sobre a grande vantagem de poder alterar a anatomia do robô. “O tamanho e a forma do reto e próstata podem variam de pessoa para pessoa, e esta tecnologia permite aos médicos praticarem suas habilidades em pacientes virtuais diferentes”, disse Bello. “Eles também observaram que, porque esses exames são realizados apenas pelo tato, experimentar a sensação realista é crucial”.Agora, os pesquisadores vão trabalhar para melhorá-lo, fazendo com que os médicos possam usá-lo a partir de luvas com pequenos sensores de pressão, além de coletar dados de exames reais da próstata de um paciente. Eles também afirmaram ter a intenção de adaptá-lo à exames ginecológicos.

12.640 – Glaciação – Será que o Sol pode se apagar?


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Historicamente, pensamos que o Sol é uma estrela imensa, cheia de energia, dando vida ao sistema solar.
No entanto, algo está acontecendo: sua atividade começou a diminuir, segundo o meteorologista Paul Dorian. Essa conclusão foi tirada a partir das imagens obtidas pela NASA, que não apresentam mais as manchas clássicas na superfície solar. Será que o Sol pode se apagar?
Em 1906, houve um recorde na diminuição da atividade solar, mas, embora as manchas tenham aparecido novamente naquela época, agora elas voltaram a desaparecer por quatro dias seguidos, o que gera a estimativa que, nos próximos anos, esse fenômeno poderá se repetir com maior frequência.
De acordo com os cientistas, se esses períodos de baixa atividade se estenderem por muito tempo, como meses ou anos, no próximo período de baixa atividade, que acontecerá entre 2019 e 2020, é possível que haja uma pequena era do gelo, com frios intensos que assolarão grandes regiões do planeta.

12.639 – Mais sobre a Neurotransferência


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Mind Upload e Sublimation (sublimação) são termos utilizados para se referir a uma teoria pela qual a mente humana pode ser transferida para um computador e por este ser lida.
Acredita-se que uma pessoa possa transformar a sua personalidade, memória e essência (ou alma) em dados de computador. Sendo assim, essa pessoa poderia viver eternamente caso algo acontecesse ao seu corpo orgânico dentro de um sistema de computação. Uma pessoa pode carregar sua consciência para um computador ou a mente de um bebê recém-nascido. O bebê, então, iria crescer com a individualidade da pessoa anterior e não poderia desenvolver sua própria personalidade.
Futuristas como Moravec e Kurzweil propuseram que, graças ao crescimento exponencial do poder da computação, um dia será possível fazer o upload da consciência humana para um sistema informático e viver indefinidamente em um ambiente virtual. Isso poderia ser conseguido através de avanços da cibernética, quando o hardware seria inicialmente instalado no cérebro para ajudar a memória a digitalizar ou acelerar os processos de pensamento. Componentes seriam adicionados gradualmente até que as funções do cérebro da pessoa fossem inteiramente dispositivos artificiais, evitando transições radicais que poderiam levar a problemas de identidade.
Após esse ponto, o corpo humano poderia ser tratado como um “acessório opcional” e a mente poderia ser transferida para qualquer computador suficientemente potente. Pessoas nesse estado seriam, então, essencialmente imortais, a menos que a máquina (ou o segundo corpo) que as mantém seja destruida. A pessoa poderia criar varias cópias de arquivo e guardá-las em vários locais (ou jogá-las na Internet), garantindo assim vida eterna absoluta.
Essa tecnologia poderia ser usada como uma forma de armazenar dados das mentes de soldados. Esses dados ficariam em um local seguro e, caso esses soldados fossem mortos em guerra, com sua essência eles poderiam ser revividos, assim evitando o sofrimento da morte para a familia.
Outro uso é que a inteligência artificial poderia ser usada para o combate direto. Com a captação de dados, seria possivel replicar o sistema criando seres artificiais baseados na personalidade da pessoa que foi sublimada. Ex.: pilotos de caça criados artificialmente (homúnculos ou inteligências de computador) poderiam entrar em combate, a mente desenvolvida poderia tomar decisões sozinha e assim poderia ser criado o livre-arbitrio artificial, criando uma espécie de guerra robótica em que seres humanos não precisariam mais arriscar suas vidas para o combate e, sim, homúnculos ou inteligências artificiais, capazes de tomar as suas próprias decisões e, quem sabe, possuir sentimentos e essências baseados no ser humano.
É evidente que essa questão gera muita polêmica. Como ainda não existe uma legislação especifica para esse caso, uma pessoa sublimada não teria nenhum impedimento para praticar muitos crimes, como assassinato por exemplo (já que homicidio é qualificado como um humano matando outro e, de certo ponto de vista, o individuo deixa de ser humano).
Outro ponto a ser comentado é a questão de o homem se tornar uma especie de deus, já que, com uma análise detalhada de dados, podemos até criar um homúnculo (ou uma consciência artificial) baseando-se em tais dados; o que poderia levar a máquina (ou o homúnculo) dotada de livre-arbítrio a cometer crimes e ficar impune. Apesar de existirem as três leis da robótica, o ser citado acima, por possuir livre-arbitrio, poderia se negar a seguir tais leis, o que cientificamente seria absurdo de se aceitar. Isso sem contar a questão da imortalidade já citada acima.
Com isso surgiriam questões do tipo: é etico ser imortal? Seria injusto não aplicar as mesmas leis humanas a robôs? Seria injusto exclui-los do mesmo código de ética, mesmo sabendo que eles devem ser uma espécie de escravos do ser humano e não poderiam seguir o seu livre-arbitrio tão livremente assim?

12.638 – Rússia quer transferir nossa consciência para robôs e conquistar imortalidade


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Um grupo conhecido como Rússia 2045 tem um plano para enganar a morte: transferir nossas consciências para robôs, como em Avatar, e permitir que as pessoas continuem de certa forma “vivas”, mesmo que seu corpo morra.
Ok, parece uma história de ficção científica, mas o projeto existe mesmo e já desenvolveu androides (ou avatares, se você preferir), que logo poderão nos substituir fisicamente e receber nossos pensamentos.
Segundo os cientistas participantes, robôs parecidos com humanos serão tão populares como carros. Em 2020, eles poderão ser controlados remotamente através de vibrações cerebrais e, cinco anos depois, serão capazes de receber a consciência de seus donos após sua morte. Em 2035, eles irão ter personalidade. E, em 2045, essas cópias poderão ser enviadas para o espaço e a raça humana terá se tornado imortal.
Por enquanto, a organização apresentou uma cópia robótica de Dmitry Itskov, fundador do projeto Rússia 2045. Até agora, ele pode reconhecer rostos e mover os braços. Seus criadores acreditam que, no ano que vem, o robô estará caminhando.

Mind upload, a imortalidade transumana
O conceito científico de imortalidade não é exatamente novo e tanto pode envolver a busca pela “imortalidade” biológica (o organismo não morre de causas naturais, mas pode morrer por lesão física) quanto o mind upload, ou seja a transferência ou integração da consciência para um computador, dentro da ideia de transumanismo.
O pioneiro dessa teoria foi o biogerontologista norte-americano George M. Martin, que a formulou em 1971. Na atualidade, um dos maiores entusiastas do mind upload é o também norte-americano Raymond Kurzweil, inventor e futurista. No entanto, esse conceito foi inspirado em teorias futuristas ainda mais antigas, tais como a inteligência artificial, tema popularizado pelo escritor de ficção científica bielorrusso-americano, Isaac Asimov.
De acordo, com esses pensadores, até o final do século XXI a humanidade deve conseguir a singularidade tecnológica, um ritmo de avanço tão rápido que permitirá entre outras conquistas, a “imortalidade” , a conquista do espaço e a inteligência artificial.

12.637 – Neurologia – Estimular centro de prazer do cérebro aumenta imunidade


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Estimular artificialmente o centro de prazer do cérebro aumenta a imunidade em ratos, o que pode ajudar a explicar o poder dos placebos, de acordo com um estudo publicado na revista britânica “Nature Medicine”.
“Nossas descobertas indicam que a ativação de áreas do cérebro associadas a expectativas positivas pode afetar a forma como o corpo lida com as doenças”, disse a autora sênior Asya Rolls, professora assistente na faculdade de Medicina do Instituto Technion-Israel de Tecnologia.
As conclusões, publicadas na revista britânica, “podem um dia levar ao desenvolvimento de novas drogas que utilizem o potencial de cura do cérebro”.
Os cientistas já sabiam que o sistema de recompensa do cérebro humano, que controla o prazer, pode ser ativado com um placebo se a pessoa que o tomar acreditar que se trata de um medicamento verdadeiro. “Mas não estava claro se isto poderia interferir no bem-estar físico”, disse Rolls.
Rolls e colegas incubaram células do sistema imunológico de ratos expostos à bactéria mortal E. coli depois de terem seus centros de recompensa estimulados. Essas células do sistema imunológico eram pelo menos duas vezes mais eficazes para matar as bactérias do que as células normais, de acordo com os cientistas.
Em um segundo teste, os cientistas vacinaram diferentes camundongos com essas mesmas células do sistema imunológico. Trinta dias depois, o novo grupo de ratos também tinha duas vezes mais capacidade de combater a infecção.
A parte do cérebro estimulada foi a chamada área tegmental ventral, onde está o sistema de recompensa. Essa área é ativada, por exemplo, quando um rato, ou um ser humano, sabe que uma refeição saborosa ou um encontro sexual estão próximos.
A partir daí, a mensagem é encaminhada através do sistema nervoso simpático, que é responsável por dar respostas em situações de crise, até desencadear uma resposta imune de combate às bactérias, revela o estudo.
Os pesquisadores observaram, ainda, uma relação entre tal associação e a evolução. “A alimentação e o sexo expõem um indivíduo a bactérias”, disse Rolls. “Isso lhe daria uma vantagem evolutiva se, quando o sistema de recompensa é ativado, a imunidade também aumentar”.
O próximo passo será realizar experimentos com ratos para encontrar moléculas –potenciais drogas– que possam reproduzir essa relação de causa e efeito.