12.536 – Mais Sobre Aplicação de Nanorrobos na Medicina


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Utilizados da maneira apropriada, os nanorrobos serão capazes de tratar doenças e males do hospedeiro. Como seu tamanho significa que podem carregar somente pequenas cargas de medicamentos ou equipamentos, muitos médicos e engenheiros acreditam que a aplicação precisa dessas ferramentas será mais eficaz do que os métodos tradicionais. Por exemplo, um médico pode injetar um antibiótico em um paciente por meio de uma seringa para ajudar seu sistema imunológico. O antibiótico dilui enquanto viaja pela corrente sanguínea do paciente, fazendo com que somente uma parte chegue ao ponto de infecção. No entanto, um nanorrobô – ou vários nanorrobôs – poderia viajar diretamente até o ponto de infecção e depositar uma pequena dose de medicação. O paciente possivelmente sofreria menos efeitos colaterais com a medicação.
Muitos engenheiros, cientistas e médicos acreditam que as aplicações para os nanorrobôs são infinitas. Veja abaixo alguns dos usos mais prováveis.
Tratar a arteriosclerose: doença em que placas se formam nas paredes das artérias. Os nanorrobôs poderiam tratar este problema removendo as placas que seriam então lançadas na corrente sanguínea.
Romper coágulos de sangue: os coágulos podem causar complicações que vão desde a necrose muscular a um derrame cerebral. Os nanorrobôs poderiam viajar até o coágulo e rompê-lo. Essa é uma das aplicações mais perigosas para os nanorrobôs – o robô deve ser capaz de remover o bloqueio sem perder pedaços de sua estrutura na corrente sanguínea, que poderiam ir parar em outro lugar do corpo e causar mais problemas. O robô também deve ser pequeno o bastante para não bloquear, ele próprio, o fluxo de sangue.
Combater o câncer: os médicos esperam usar os nanorrobôs para tratar pacientes com câncer. Os robôs poderiam atacar diretamente os tumores usando lasers, microondas ou sinais ultra-sônicos, ou poderiam fazer parte de um tratamento de quimioterapia, depositando a medicação diretamente no local canceroso. Os médicos acreditam que ao dar ao paciente doses pequenas, porém precisas de medicação, os efeitos colaterais serão minimizados sem que o medicamento perca a eficácia.
Auxiliar na coagulação do sangue: um tipo particular de nanorrobô é o coagulador mecânico ou plaqueta artificial. O coagulador mecânico carrega uma pequena rede que se dissolve e vira uma membrana adesiva ao entrar em contato com o plasma sanguíneo. Segundo Robert A. Freitas Jr., que criou o coagulador mecânico, a coagulação seria até mil vezes mais rápida do que o mecanismo natural de coagulação do organismo [fonte: Freitas (em inglês)]. Os médicos poderiam usar coaguladores mecânicos para tratar hemofílicos ou pacientes com ferimentos sérios.
Remover parasitas: os nanorrobôs poderiam travar uma micro-guerra contra bactérias e pequenos parasitas dentro de um paciente. Pode ser necessário ter vários nanorrobôs trabalhando juntos para destruir todos os parasitas.
Tratar a gota: a gota (em inglês) é uma doença em que os rins perdem a capacidade de remover da corrente sanguínea as impurezas resultantes da quebra de gorduras. Essas impurezas, às vezes, cristalizam em pontos próximos de articulações como as dos joelhos e as dos calcanhares. As pessoas que sofrem de gota têm dores intensas nessas articulações. Um nanorrobô poderia quebrar as estruturas cristalinas nas articulações, aliviando os sintomas, apesar de não ser capaz de reverter a doença permanentemente.
Quebrar pedras nos rins: pedras nos rins causam dores intensas e, quanto maior a pedra, mais dificuldade ela tem de sair. Os médicos quebram pedras grandes usando freqüências ultra-sônicas, o que nem sempre é eficaz. Um nanorrobô poderia quebrar pedras nos rins usando um pequeno laser.
Limpar ferimentos: nanorrobôs poderiam auxiliar na remoção de sujeira de ferimentos, diminuindo a probabilidade de infecção. Seriam úteis principalmente em casos de perfuração, que tornam mais difícil o tratamento pelos métodos convencionais.

A navegação do nanorrobo
A maioria das opções pode ser divididas em duas categorias: sistemas externos e sistemas integrados.
Sistemas de navegação externa podem usar vários métodos diferentes para dirigir o nanorrobô até o ponto correto. Um desses métodos é usar sinais ultra-sônicos para detectar a localização do nanorrobô e direcioná-lo ao local correto. Os médicos emitiriam sinais ultra-sônicos para dentro do corpo do paciente. Os sinais atravessariam o corpo, refletiriam de volta à fonte dos sinais, ou ambos. O nanorrobô emitiria pulsos de sinais ultra-sônicos, que os médicos detectariam usando um equipamento especial com sensores ultra-sônicos. Os médicos poderiam rastrear a localização do nanorrobô e manobrá-lo até a parte desejada do corpo do paciente.
Ao usar um dispositivo de imagem por ressonância magnética, os médicos poderiam localizar e rastrear um nanorrobô através da detecção de seu campo magnético. Médicos e engenheiros da Escola Politécnica de Montreal já demonstraram como poderiam detectar, rastrear, controlar e, até mesmo, propulsionar um nanorrobô usando ressonância magnética. Testaram suas descobertas manobrando uma pequena partícula magnética através das artérias de um porco usando software especializado em um aparelho de ressonância magnética. Como muitos hospitais têm aparelhos de ressonância magnética, pode ser que este se torne o setor padrão, então os hospitais não teriam de investir em tecnologias caras, que ainda não foram provadas.
Médicos podem também rastrear os nanorrobôs injetando uma tinta radioativa na corrente sanguínea do paciente. Usariam então um fluoroscópio ou um aparelho semelhante para detectar a tinta radioativa conforme ela se movesse pelo sistema circulatório. Imagens tridimensionais complexas indicariam a localização do nanorrobô. Uma outra alternativa seria o nanorrobô emitir a tinta radioativa, criando uma marca por onde passasse, à medida que se movesse pelo corpo.
Outros métodos de detecção do nanorrobô incluem o uso de raios-X, de ondas de rádio, de microondas ou de calor. Por enquanto, a tecnologia de utilização desses métodos em objetos de tamanho nano é limitada, então é muito mais provável que sistemas futuros se baseiem em outros métodos.
Sistemas integrados, ou sensores internos, também podem ter um papel importante na navegação. Um nanorrobô com sensores químicos poderia detectar e seguir o rastro de substâncias químicas específicas para chegar ao local certo. Um sensor espectroscópico permitiria que o nanorrobô retirasse amostras de tecidos à sua volta, fizesse uma análise e seguisse o caminho da combinação correta de substâncias químicas.
É difícil de imaginar, mas os nanorrobôs podem ter uma câmera de televisão em miniatura. Um operador em uma mesa de controle poderia manobrar o dispositivo enquanto assistiria ao vídeo em tempo real, conduzindo-o pelo corpo. Sistemas de câmeras são muito complexos, então pode levar alguns anos até que os especialistas em nanotecnologia consigam criar um sistema que caiba dentro de um robô minúsculo.

12.535 – Nanotecnologia – Como funcionarão os nanorrobôs


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Imagine ir ao médico para tratar de uma febre persistente. Ao invés de ministrar um comprimido ou aplicar uma injeção, o médico encaminha você para uma equipe de médicos especiais que implanta um minúsculo robô na sua corrente sanguínea. O robô detecta a causa da febre, viaja até o sistema apropriado e libera uma dose de medicamento diretamente na área infectada.
Surpreendentemente, não estamos longe de realmente ver dispositivos como este sendo usados em procedimentos médicos. Eles são chamados de nanorrobôs e equipes de engenheiros no mundo inteiro estão trabalhando para criar robôs que serão usados para tratar vários tipos de doenças, desde hemofilia a câncer.
Nem sempre o maior é o melhor
Em 1959, Richard Feynman, engenheiro da CalTech, lançou um desafio para engenheiros do mundo todo: ele queria que alguém criasse um motor que coubesse em um cubo que medisse 1/64 de polegada de cada lado. Ele tinha esperança de que criando e construindo esse motor, engenheiros desenvolveriam novos métodos de produção que poderiam ser usados no campo emergente da nanotecnologia. Em 1960, Bill McLellan reivindicou o prêmio, após construir um motor que funcionava de acordo com as especificações. Feynman concedeu o prêmio apesar de McLellan ter construído o motor a mão, sem criar nenhuma nova metodologia de produção.
Como você pode imaginar, os desafios que os engenheiros enfrentam são desencorajadores. Um nanorrobô viável deve ser pequeno e ágil o bastante para navegar pelo sistema circulatório humano, que é uma rede de veias e artérias incrivelmente complexa. O robô também deve ter capacidade para carregar medicação em ferramentas minúsculas. Partindo-se do princípio de que o nanorrobô não é feito para ficar indefinidamente dentro do paciente, ele também deve conseguir sair do hospedeiro.
Neste artigo, aprenderemos as potenciais aplicações para os nanorrobos, as várias maneiras como os nanorrobos vão navegar e se mover pelos nossos corpos e as ferramentas que usarão para curar os pacientes. Também saberemos que progressos as equipes ao redor do mundo tiveram até agora e o que os teóricos preveem para o futuro.

12.534 – Biologia – A Regeneração


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É a capacidade dos tecidos, órgãos ou mesmo organismos se renovarem ou ainda de se recomporem após danos físicos consideráveis. Deve-se à capacidade das células não afetadas de se multiplicarem e, em acordo com a necessidade, de se diferenciarem, a fim de recompor a parte lesionada.
A capacidade de regeneração tecidual depende do tipo de célula, tecido ou órgão afetados pela injúria. Depende da capacidade de multiplicação da célula, e se as células envolvidas são capazes de se regenerar, mas em diferentes níveis de capacidade. O tecido nervoso periférico tem baixo poder de regeneração, mas pode se recompor diante de algumas agressões, já no tecido nervoso central os neurônios não podem ser regenerados.
Alguns animais são muito conhecidos pela capacidade de regeneração de seus tecidos, órgãos ou mesmo sistemas. As planárias, os axolotes e a estrela-do-mar são exemplos. A regeneração das caudas das lagartixas constitui também exemplo muitolábeis, estáveis ou perenes.
O epitélio (pele) se regenera rápida e facilmente quando destruído. Células hepáticas (fígado) e tecido ósseo têm alto poder de regeneração. As células do músculo liso são capazes de regenerar em resposta a fatores quimiotáticos (que atraem outras células) e mitogênicos (que promovem mitose). Já o músculo é frequentemente classificado como permanente, incapaz de regeneração. Todas as variedades de tecido conjuntivo são.
A reparação de tecidos humanos danificados, sejam por processos patológicos ou traumáticos, é considerada um dos maiores desafios da medicina, devido a isso existem estudos sobre regeneração em certos animais, como as planárias. Devido a sua característica regenerativa, as planárias são muito estudadas, e sua regeneração é bem conhecida pela ciência. Esse animal apresenta mecanismos de diferenciação celular em todo o seu ciclo de vida. As pesquisas contribuem para estudos na área de biomédica na nas áreas de célula-tronco, regeneração tecidual e desordens degenerativas. Sua capacidade de regeneração é devido aos neoblastos, células indiferenciadas, presentes em todo o corpo do animal.
Falha no mecanismo que limita e controla a capacidade e a velocidade de regeneração em tecidos específicos levam geralmente à formação de tumores.
As estratégias regenerativas incluem o rearranjo de tecido pré-existente, o uso de células-tronco somáticas adultas e a desdiferenciação e/ou transdiferenciação de células, e mais de uma maneira que se pode operar em diferentes tecidos do mesmo animal. Todas essas estratégias resultam no reestabelecimento da polaridade, estrutura e forma apropriada do tecido. Durante o processo de desenvolvimento genes são ativados e servem para modificar as propriedades da célula à medida que elas se diferem de células em um Blastema.

12.533 -Eu Robô? Humanos devem ser todos ciborgues no futuro próximo


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Até pouco tempo, esses humanos com membros biônicos eram exclusividade do mundo da ficção. Mas no futuro, provavelmente todos serão um pouco ciborgues.
Hoje em dia nós já usamos a tecnologia para repor partes defeituosas dos nossos corpos. A tendência é que essa prática se torne cada vez mais comum e avançada. Nos Estados Unidos, a Agência de Projetos Avançados de Pesquisas de Defesa (DARPA, na sigla em inglês), planeja desenvolver um implante cerebral que conecta cérebros humanos a computadores. O programa chanado Sistema de Design de Engenharia Neural pretende atuar como tradutor entre o cérebro e o mundo digital, oferecendo aos humanos visão e audição aprimoradas.
Além desse, o órgão atualmente trabalha com oito projetos que visam aprimorar as capacidades físicas e cognitivas por meios tecnológicos. Entre eles estão o uso da nanotecnologia para estimular que os órgãos se curem sozinhos, um implante de memória e sensores capazes de fazer pessoas amputadas desenvolverem a sensibilidade através de suas próteses.
Graças a interfaces entre cérebros e computadores, pessoas com problemas físicos já podem controlar órgãos biônicos com a mente. O desenvolvimento de exoesqueletos também ajudará pessoas com dificuldades de locomoção voltarem a andar. As possibilidades de aprimoramento de nossas capacidades por meio de tecnologia são infinitas. Só o tempo dirá como nossa integração com as máquinas afetará o destino humano.

12.532- Neurociência e Nanotecnologia – Implantes nanorrobóticos poderão conectar o cérebro à internet, aprimorando a inteligência humana


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O cérebro humano poderia ser reforçado por implantes robóticos minúsculos que teriam a capacidade de nos conectar a uma rede de computadores baseada em armazenamento em nuvem, aprimorando as habilidades humanas, de acordo com um importante cientista da computação.
Ray Kurzweil, autor e inventor do mecanismo que trabalha no projeto de aprendizagem da máquina do Google, disse que tal tecnologia poderia ser o próximo passo na evolução humana. Ele previu que até o ano de 2030, seres humanos estarão utilizando nanorrobôs implantados ao neocórtex, conectando-nos diretamente com o mundo que nos rodeia. Isso permitirá um fluxo de dados direto entre os cérebros, além do backup de nossos pensamentos e memórias.

Falando em um evento organizado pela Universidade Singularity, em Moffett Field, na Califórnia, Kurzweil também disse que o implante poderia expandir nossa capacidade de sentir emoções e ter criatividade. Ele disse que essa capacidade de expandir nossas funções cerebrais com as informações contidas na nuvem poderia ser combinada com o poder da inteligência artificial para tornar seres humanos mais “semelhantes a Deus”.
“Há beleza, amor, criatividade e inteligência no mundo, e tudo isso vem do neocórtex. Nós poderíamos ser capazes de expandir o neocórtex e, por isso, nos tornaríamos mais semelhantes a Deus. Estamos adicionando níveis de abstração e criando meios mais profundos de expressão, de modo que vamos ser mais musicais, engraçados, sensuais e melhores em expressar sentimentos mais amorosos”, relatou.
Ele acrescentou que, no futuro, poderíamos usar o poder adicional do cérebro fornecido pela nuvem para multiplicar a inteligência humana. A ideia de nanomáquinas sendo inseridas no corpo humano é parte da ficção científica, como por exemplo, na série de TV “Jornada nas Estrelas”, em que robôs moleculares minúsculos eram usados para ajudar a reparar células danificadas no corpo. Kurzweil disse que robôs semelhantes poderiam ser construídos a partir do DNA e injetados no cérebro.
Outros cientistas de renome e especialistas em tecnologia têm expressado temores sobre o crescente uso de Inteligência Artificial, alertando que controles mais rígidos precisam ser criados para que o desenvolvimento seja adequado. Porém, Kurzweil disse que os implantes também poderiam ajudar as pessoas a criar avatares realistas com a ajuda da inteligência artificial. “Em 2030, seremos capazes até de enviar nanorrobôs ao cérebro das pessoas vivas e extrair memórias de pessoas que faleceram”, finalizou.

12.531 – Acredite se Quiser – Cientistas criam primeira interface para conectar cérebros humanos


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Pesquisadores da Universidade de Washington realizaram o que afirmam ser a primeira interface cérebro-cérebro entre dois seres humanos. Eles foram capazes de captar a atividade cerebral de um voluntário, transmitir o sinal via internet e usá-lo para controlar os movimentos da mão de outro homem. “A internet sempre foi uma maneira de conectar computadores e, agora, poderá ser uma maneira de conectar cérebros”, afirma Andrea Stocco, professor de psicologia da Universidade de Washington, que teve sua mão controlada durante o experimento.
Instituição: Universidade de Washington, EUA

Dados de amostragem: Dois voluntários humanos. Um deles teve a atividade elétrica de seu cérebro registrada por um aparelho de eletroencefalograma. O outro tinha um aparelho de estimulação magnética transcraniana em sua cabeça, capaz de estimular o seu cérebro e induzir movimentos.

Resultado: Por meio de uma conexão de internet, os sinais cerebrais captados no primeiro voluntário induziram movimentos na mão do segundo.

As interfaces cérebro-cérebro têm sido teorizadas já há algum tempo pelos pesquisadores, mas só começaram a sair do papel neste ano. Em fevereiro, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis anunciou a primeira interface do tipo, ao transmitir sinais elétricos entre os neurônios de dois ratos: um localizado nos Estados Unidos e outro no Brasil. Dois meses depois, pesquisadores da Universidade Harvard demonstraram que era possível transmitir os sinais cerebrais de um homem para o cérebro de um rato, comandando os movimentos de sua cauda.
Os pesquisadores da Universidade de Washington afirmam, no entanto, que essa é a primeira vez que tal comunicação é realizada entre dois seres humanos. “Nós conseguimos plugar um cérebro ao computador mais complexo já estudado por qualquer cientista: outro cérebro humano”, diz Chantel Prat, pesquisadora da Universidade de Washington que também participou do estudo.
Controle mental – Rajesh Rao afirma que foi emocionante – e assustador – assistir a uma ação imaginária de seu cérebro ser traduzida em uma ação efetiva por outro corpo. Mesmo assim, esse ainda seria o primeiro passo no desenvolvimento das interfaces cérebro-cérebro entre humanos. “Este foi basicamente um fluxo unidirecional de informações do meu cérebro para o dele. O próximo passo é estabelecer uma conversa de duas mãos entre os dois cérebros”.

12.530 -Barbárie – Anonymous promove caça a envolvidos em estupro coletivo no Rio


anonimos contra o crime
Em nota divulgada por meio do Facebook, o coletivo de hackers Anonymous declarou estar buscando identificar os estupradores que coletivamente violaram uma menina de 16 anos no último fim de semana. O crime ocorreu no morro São José Operário, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A vítima foi estuprada por 33 homens.
No post, o coletivo afirma estar “totalmente dedicados na [sic] identificação e localização dos envolvidos” no caso. Não apenas os estupradores, mas “Qualquer um que apoie, divulgue, seja conivente, assista, compartilhe ou simplesmente que não aceite o fato de que o único culpado pelo estupro é o próprio estuprador será visto por Anonymous também como inimigo”.
O coletiva afirma que pretende identificar e expor os envolvidos no caso. Segundo o grupo “Anonymous é um coletivo que luta por liberdade”, e “Qualquer pessoa que se coloque contra nosso ideal é considerada nosso inimigo”.
Após o estupro, os estupradores filmaram um vídeo ao lado do corpo da vítima e divulgaram-no em redes sociais. Por meio das imagens, a Polícia Civil já conseguiu identificar quatro dos envolvidos, dos dois quais também seriam os responsáveis pela divulgação do vídeo nas redes.
Manifestações em apoio à vítima e contra a cultura do estupro devem acontecer em diversas capitais do país nos próximos dias. No dia 1 de junho, as mulheres devem ir às ruas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte aàs 16h.

12.529 – De ☻lho na Rede – Facebook pode mostrar quando amigo está digitando em postagem


face privacidade
O Facebook está testando um recurso que mostra ao usuário quanto um amigo está escrevendo um comentário em um post. A novidade foi descoberta por um usuário e compartilhada no Twitter.
A ferramenta parece funcionar de um jeito parecido com o iMessage da Apple, mostrando quando alguém está digitando e exibindo um ícone de três pontos.
Questionado, o Facebook confirmou que está testando a novidade há algum tempo. “Nós ouvimos de pessoas que elas querem que a experiência no Facebook refleta as conversas em tempo real que elas têm. Então, estamos testando a adição de uma linha acima da caixa de comentário de um post que indica quando um amigo está digitando”, conta um porta-voz da empresa.
Ainda não se sabe se o recurso sairá do papel nem quando será lançado.

12.528 -Astronomia em Sampa – Os 3 Planetários de SP


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Está mais fácil ver as estrelas em São Paulo. Com a reabertura do planetário do Carmo, reformado depois de nove anos fechado por problemas estruturais, os paulistanos contam agora com duas opções na cidade para conhecer melhor os astros. Além dele, há também o planetário do Ibirapuera, no parque de mesmo nome, reinaugurado em janeiro.
Está mais fácil ver as estrelas em São Paulo, mas nem tanto. Com quatro sessões por dia, sempre aos sábados e domingos —e, no Carmo, também nos feriados—, os planetários têm atraído centenas de visitantes, e alguns acabam ficando de fora.
Os dois programas são gratuitos, com ingressos distribuídos sempre uma hora antes de cada sessão. No Ibirapuera, para as exibições mais procuradas, às 15h e às 17h, a orientação é que os visitantes cheguem com ao menos uma hora e meia de antecedência. No Carmo, o intervalo é ainda maior, de duas horas.
Para se ter uma ideia da procura, já passaram pelo planetário da zona sul, da abertura ao último dia 15, 55.236 pessoas —o suficiente para encher o estádio do Itaquerão, que tem capacidade para receber 48 mil.
As escolas que querem levar seus alunos para entender mais sobre o universo também não enfrentam tarefa simples. A fila para agendar uma excursão chega a quatro meses no Planetário do Carmo; no Ibirapuera, espera-se dois.
A promessa das atrações de aumentar a frequência de sessões em meses de férias escolares (janeiro, fevereiro, julho e dezembro) deve ajudar a reduzir a espera para quem se animou a conhecer os novos planetários.
Quem tem disposição para ir um pouco mais longe (e também para pagar ingresso) pode aproveitar ainda um terceiro espaço, o Parque Científico Sabina, em Santo André. O esforço vale a pena: com duas sessões diárias aos finais de semana, o planetário do ABC é considerado o mais moderno da América Latina. É o único que conta com capacidade de transformar-se, também, em teatro digital 180 graus.

FAIXA ETÁRIA
É preciso ficar atento às restrições de idade das atrações. Os planetários do Carmo e do Ibirapuera só aceitam visitantes com cinco anos ou mais —em Santo André, o limite é apenas uma recomendação, afirma a administração. Por isso, os pais devem levar RG ou certidão de nascimento da criança (que deve ser apresentada junto com os documentos dos pais) para que garantam a entrada.
Em visita da sãopaulo ao Ibirapuera, no final de semana dos dias 14 e 15, monitores avisavam aos adultos sobre o limite de idade. Miguel, 4, que tentou ir ao planetário com a avó, Christiane Teixeira, acabou ficando para fora da atração.

“Na fila, o monitor já me explicou [sobre a limitação]”, diz a avó. “Ele foi para o museu Afro Brasil, fez oficinas e se divertiu.”
A restrição surgiu após a reabertura dos planetários, neste ano. No passado, segundo a secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pela administração dos espaços, os funcionários dos planetários notavam que as crianças menores de cinco anos demonstravam certa impaciência no escuro em uma sessão que dura de 30 a 40 minutos.

planetário

Ibirapuera
Com quatro sessões diárias e capacidade para receber 305 visitantes, o planetário demonstra como é o céu da cidade sem fatores urbanos como a poluição luminosa —o excesso de luz da cidade difundida na atmosfera. Atenção para o limite de idade: apenas crianças de cinco anos ou mais podem entrar, e é preciso apresentar RG ou certidão de nascimento (acompanhada de documento dos pais) na bilheteria.
Planetário Prof. Aristóteles Orsini – Pq. Ibirapuera. av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque Ibirapuera, região sul, tel. 5575-5425. 320 lugares. Sáb. e dom.: 10h, 12h, 15h e 17h. Em janeiro, fevereiro, julho e dezembro, de ter. a dom.: 10h, 12h, 15h e 17h. 40 min. 5 anos. Retirar ingr. 60 min. antes. Estac. (sistema Zona Azul – portão 3). GRÁTIS

Carmo
As apresentações mostram constelações, planetas, tratam de estrelas e buracos negros e do Big Bang, a explosão que deu origem ao universo. Não se esqueça de levar os documentos dos pequenos, já que só é permitida a entrada de crianças com idade a partir de cinco anos. Dica: leve agasalho para não passar frio e chegue com duas horas de antecedência para as sessões da tarde.

Pq. do Carmo Olavo Egydio Setúbal. r. John Speers, 167, Jardim Helian, região leste, tel. 2522-4669. 230 lugares. Sáb. e dom.: 10h, 12h, 15h e 17h. Em janeiro, fevereiro, julho e dezembro, de qua. a dom.: 10h, 12h, 15h e 17h. 30 min. 5 anos. Retirar ingr. uma hora antes. Estac. grátis. GRÁTIS

Santo André
Considerado o mais moderno da América Latina, o Planetário e Teatro Digital de Santo André tem apresentações diferentes em cada uma das quatro sessões aos finais de semana. Não há restrição de idade, mas a administração não recomenda a presença de menores de quatro anos. Diferentemente dos outros, cobra entrada, de R$ 10 a R$ 40 (para duas sessões).
Sabina Escola Parque do Conhecimento. trav. da r. Juquiá, alt. do nº 135, Vila Eldízia, Santo André, tel. 4422-2000. 247 lugares. Sáb., dom. e feriados: 13h30 e 16h. 50 min. Idade recomendada: 4 anos. Ingr.: R$ 10 a R$ 40 (Sabina e Planetário; grátis p/ menores de 5 anos e pessoa com deficiência). Estac. grátis.