12.527 – Cientistas criam molécula que pode destruir todos os vírus


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Os vírus são bastante diferentes uns dos outros, com alta capacidade de mutações. Mas uma equipe de pesquisadores acredita ter descoberto um jeito de prevenir que eles nos infectem.
O grupo de cientistas da IBM e do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Singapura encontraram um jeito de descobrir a característica que torna todos os vírus semelhantes. Usando esse conhecimento, eles criaram uma macromolécula que pode servir para combatê-los.
No estudo, os pesquisadores ignoraram o RNA e DNA dos vírus, que seriam áreas-chave para atacar. Mas como esses elementos mudam de vírus para vírus e são sujeitos a mutações, fica muito difícil vencê-los. Ao invés disso, os cientistas se concentraram nas glicoproteínas, que ficam do lado externo de todos os vírus e atacam as células do nosso corpo, permitindo que eles infectem as células e causem doenças.
Neutralizando os vírus
Partindo dessa linha de pesquisa, os cientistas criaram essa macromolécula, que é basicamente uma molécula gigante feita de unidades menores. A macromolécula tem características fundamentais para combater os vírus. Ela consegue atrair vírus para si usando cargas eletrostáticas, por exemplo. Assim, quando o vírus se aproxima, a macromolécula se afixa a ele, tornando-o incapaz de se juntar a células sadias. Então, ela neutraliza os níveis de acidez do vírus, o que dificulta sua replicação.
A macromolécula também contém um açúcar chamado manose. Ele se une a células saudáveis imunes e força-as a ficarem próximas aos vírus, fazendo com que a infecção seja erradicada mais facilmente. O método foi testado em vírus como o da dengue e ebola, atingindo resultados promissores. Ainda vai demorar para que o tratamento seja aplicado em humanos de forma massiva, mas ele representa uma esperança na luta contra infecções virais.

12.526 – A psicologia explica como funciona a obsessão por celebridades


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Rodrigo Augusto de Pádua extrapolou todos os limites do fanatismo ao invadir o hotel onde a apresentadora Ana Hickmann estava hospedada em Belo Horizonte, Minas Gerais, e disparar tiros contra a família dela.
Dois dias depois, um homem de 25 anos se disfarçou e conseguiu entrar no condomínio onde mora a cantora Anitta, no Rio de Janeiro. Segundo a assessoria da artista, “um rapaz de fora do Rio de Janeiro conseguiu entrar no condomínio da cantora, se passando por funcionário e foi até a porta da casa dela. Aos gritos, começou a se declarar e depois xingar Anitta, dizer palavras desconexas, chamando a atenção da cantora, seus familiares e vizinhos”.
No caso da cantora, todos os envolvidos foram parar na delegacia. Já a ocorrência envolvendo Hickmann acabou com Pádua morto e a cunhada da apresentadora baleada.
As histórias de Ana Hickmann e Anitta não são exceções. Há registros de celebridades ao redor do mundo inteiro que já foram perseguidas ou até mesmo assassinadas por supostos fãs. Existe uma grande diferença entre admiração e obsessão, e ao longo dos últimos anos psicólogos e psiquiatras têm dedicado cada vez mais atenção ao estudo desse tópico.
Os comportamentos descritos acima fazem parte de uma síndrome chamada Síndrome de Adoração a Celebridades, também conhecida como “Doença do Ídolo Louco” (uma brincadeira com a Doença da Vaca Louca). Este último termo foi cunhado no estudo “A Clinical Interpretation of Attitudes and Behaviors Associated with Celebrity Worship” (Uma interpretação clínica das atitudes e comportamentos associados com o culto às celebridades, em tradução livre), publicado no início dos anos 2000 no periódico Journal of Nervous and Mental Disease.
Na pesquisa, os cientistas afirmam que existem três dimensões no relacionamento que as pessoas têm com as celebridades que admiram: a de entretenimento, em que os indivíduos se divertem e acompanham o trabalho dos artistas; a intensa e pessoal, na qual os indivíduos têm sentimentos compulsivos relacionados a alguém; e a quase patológica, em que demonstram comportamentos e fantasias incontroláveis relacionados a uma celebridade.
É na dimensão quase patológica em que há maior margem para a criminalidade, hipótese confirmada pelo estudo “Celebrity worship, addiction and criminality” (Adoração à celebridades, obsessão e criminalidade, em tradução literal), realizado na Universidade de Leicester, na Inglaterra. De acordo com psiquiatras, essa era a condição em que se encontrava Rodrigo Augusto de Pádua. Segundo os profissionais, ele teria erotomania, uma condição em que o indivíduo acredita que a pessoa pela qual é obcecada corresponde a seus sentimentos.
Vale ressaltar ainda que o gênero é um fator importante em ambos os casos tratados no texto. Muitas mulheres sofrem violência por não corresponderem aos sentimentos de um homem — seja ele parceiro, ex-namorado ou perseguidor. De acordo com o IPEA, uma mulher morre no Brasil a cada uma hora e meia por causas relacionadas à violência. São cerca de 5,6 mil mortes ao ano, em geral, causadas por homens, segundo o relatório.

12.525 – Psicologia – Homens ricos acham suas mulheres mais feias


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Quem ganha dinheiro fica mais exigente e quer dar um upgrade em tudo – até na mulher. É o que mostra um novo estudo realizado em Hong Kong com estudantes universitários em relacionamentos sérios. E os pesquisadores tinham senso de humor.
Primeiro, convenceram os rapazes de que eles ganhavam muito mais que seus colegas. Depois, prometeram que se encontrariam com uma linda modelo. Era tudo pegadinha, mas os homens que passaram a se considerar ricos eram os mais insatisfeitos com as namoradas e estavam mais dispostos a flertar com outras mulheres atraentes.
O estudo foi dividido em dois testes. Os 182 participantes eram todos heterossexuais em relacionamentos sérios de 2 meses a 7 anos de duração. Os cientistas começaram o experimento manipulando um grupo a acreditar que era mais rico que os demais universitários, enquanto o outro tinha a sensação de ser relativamente pobre.
A farsa funcionava assim: os dois grupos respondiam a um questionário sobre sua situação financeira (cargo, salário, poupança). Mas as 7 opções de resposta eram diferentes para cada grupo. Os participantes ganhavam uma média de 1500 yuans. No questionário que fazia os jovens se sentirem ricos, as perguntas como ?quanto você ganha? tinham valores baixos nas opções de resposta: 1) De 0 a 250 yuans, ?, 7) Mais de 500 yuans. Assim, na maioria das vezes esses voluntários selecionavam a resposta mais alta.
No formulário que fazia com que eles se sentissem pobres, as faixas eram bem mais altas: 1) De 0 a 2.000 yuans, 7) Mais de 12.000 yuans. E a manipulação funcionou direitinho. Os cientistas confirmaram que a grande maioria dos participantes acreditava que as 7 opções que ele viu representavam o mínimo e o máximo que um universitário ganhava no seu setor – e quem marcou as opções mais altas saía satisfeito.
Depois que estavam convencidos da sua riqueza ou pobreza, os jovens tinham que avaliar o quão atraentes eram seus respectivos namorados ou namoradas. No caso dos homens, a riqueza (imaginária) sobe à cabeça: eles consideravam que suas namoradas estavam bem mais longe do seu ideal de beleza do que os homens ?pobres?. Já entre as mulheres, não houve nenhum efeito significativo – mulheres, sejam elas ricas ou pobres, conseguem avaliar racionalmente a aparência do parceiro.
O dinheiro também fez com que os jovens ricos se sentissem mais confiantes para abordar pessoas bonitas. No segundo teste, os pesquisadores recrutaram mais 121 universitários que namoravam sério. Aí, pediram que eles avaliassem fotos de pessoas lindas. Quando terminavam, eles anunciavam que queriam analisar a reação deles em um encontro face a face com um dos modelos fotográficos. De novo, não era verdade.
Os participantes foram enviados um de cada vez para uma sala com 6 cadeiras. Em um dos assentos, estavam pendurados um casaco, uma bolsa e um chapéu. Os pesquisadores avisavam que o convidado já estava voltando e pediam que o voluntário sentasse. Eles perceberam que homens e mulheres mais “ricos” tendiam a sentar mais perto de onde pensavam que o convidado bonito ia sentar. Já os que se consideravam mais pobres mantiveram uma distância maior. Na comparação entre os gêneros, os homens se aproximaram mais que as mulheres.
Os cientistas acreditam que esse cenário é uma boa indicação de quem está disposto a pular a cerca ou, pelo menos, a flertar com alguém atraente apesar de estar em um relacionamento.
O estudo reconhece que, por ser feito só com estudantes chineses, pode existir um fator cultural nos resultados. Mas eles estão bem certos de que uma tendência parecida aconteceria em qualquer parte do mundo, em maior ou menor grau. Isso porque associam a descoberta às nossas raízes evolutivas: os machos que se sentem ?por cima? com relação ao restante do bando têm um leque maior de opções de parceiras e podem ser exigentes sem o risco de ficar sem descendentes. Já as fêmeas comprometidas preferem manter sua estabilidade, o que aumenta as chances de ter um apoio paternal para os seus filhotes por mais tempo.

12.524 – Mega Byte – Cuidado com o vírus que circula em forma de vídeo no Facebook


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Um relatório do instituto de segurança Kaspersky Lab afirma que uma massiva campanha maliciosa tem atingido os usuários brasileiros do Facebook nos últimos dias. São posts com chamadas para vídeos ou notícias que podem instalar um vírus no seu perfil ou no seu computador a longo prazo.
Segundo a Kaspersky, o post em questão exibe o domínio “motoresporte.com”. Normalmente há uma chamada sensacionalista – como um suposto vídeo de conteúdo violento ou sexual – e, muitas vezes, até envolvendo o nome de pessoas famosas. Tudo para atrair as vítimas e conseguir cliques instantâneos.
Ao clicar no post, o usuário recebe a mensagem de que um aplicativo quer ter acesso ao seu perfil do Facebook e fazer postagens em seu nome. É neste ponto em que muitos desavisados acabam aceitando a condição para poder ver o tal vídeo e, assim, acabam entregando dados pessoais e o controle da sua conta para cibercriminosos.
De acordo com a pesquisa da Kaspersky, o aplicativo usa mais de 90 domínios que não contém qualquer conteúdo quando acessado. É possível, em alguns casos, encontrar um vídeo supostamente “chocante”, mas que também exige que o usuário dê ao site acesso à sua conta no Facebook. O aplicativo é acionado tanto na versão móvel quanto na versão desktop da rede social.
No fim das contas, o tal vídeo escandaloso não existe e o seu perfil está nas mãos de criminosos. Assim, a sua conta pode ser usada para compartilhar mais links como esse na linha do tempo dos seus amigos ou no feed de notícias geral. É possível que, em alguns casos, mais do que o seu Facebook seja hackeado no processo, deixando aberta uma porta de entrada para o seu celular ou PC.
Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, explica que o Facebook acaba também sendo enganado por esse golpe, que atua dentro das próprias regras da rede social, pedindo a autorização do usuário e sem usar qualquer código suspeito. “Todo o processo acontece dentro da rede social, com a instalação da aplicação maliciosa diretamente no perfil da vítima”, diz.
Se você acabou caindo no golpe – ou conhece alguém que foi vítima – há como remover o aplicativo do seu Facebook. Vá até as configurações da sua conta na versão para PC da rede social e clique na guia “Aplicativos”. Remova todos os apps desconhecidos instalados no seu perfil – os dessa campanha, especificamente, se apresentam como aeroplay.top, aguiavideos.top ou asiavideos.top, entre outros do gênero.

12.523 – Marte está saindo de uma longa era glacial, aponta pesquisa


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Marte está saindo de um longo período glacial, segundo medições feitas em suas camadas de gelo polar. Com isso, pode ser possível determinar quando o planeta vermelho foi habitável.
O estudo foi publicado na revista “Science”. Os pesquisadores, entre eles Isaac Smith, do Southwest Research Institute (Instituto de Pesquisa Southwest), em Boulder (Colorado), nos Estados Unidos, analisaram os dados e determinaram que o planeta está saindo da era do gelo há cerca de 370 mil anos.
Essa descoberta é baseada em observações feitas pelo radar da Nasa (agência espacial americana) localizado a bordo do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, que mapeou a superfície marciana. A pesquisa permite uma melhor compreensão das variações do clima em Marte e suas diferenças em relação à evolução do clima da Terra. Tal como na Terra, Marte também tem ciclos estacionários, embora esses sejam mais longos e afetem a distribuição de gelo. As estações também poderiam ser mais acentuadas no planeta vermelho, porque o eixo de rotação de Marte varia até 60 graus, por períodos que vão desde centenas de milhares a milhões de anos.
Em comparação com o eixo sobre o qual gira a Terra, o de Marte não varia mais do que dois graus nos mesmos períodos. Essa grande variedade de seu eixo de rotação determina a quantidade de luz solar que atinge várias latitudes sobre a superfície do planeta e determina a estabilidade do gelo. O superaquecimento, em latitudes médias, faz com que o gelo se acumule nos polos.
Graças a medições da espessura da calota polar, os pesquisadores estimaram que, desde o fim da última era glacial, cerca de 370 mil anos atrás, houve acumulo de cerca de 87 mil quilômetros cúbicos de gelo, principalmente no Polo Norte. Esse volume é equivalente a uma espessura de 60 cm, se a quantidade de gelo é distribuída uniformemente sobre toda a superfície do planeta.
Os resultados dessa pesquisa vai permitir o desenvolvimento de novos modelos climáticos tendo em conta o movimento do gelo entre os polos e as latitudes médias durante os ciclos climáticos.