12.522 – História – Chineses produziam cerveja há 5 mil anos


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Cientistas descobriram, na província de Shaanxi, na China, equipamentos utilizados para fabricar cerveja há 5.000 anos, durante o período Neolítico. De acordo com a pesquisa, publicada, este é o local de fabricação de cervejas mais antigo já encontrado na China. A pesquisa, além de trazer informações sobre os gostos da cultura que povoou a região entre 3.400 e 2.900 a. C., fornece pistas sobre as práticas de agricultura.
De acordo com a pesquisa, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, essa é a evidência mais antiga da produção de cerveja na China. Arqueólogos possuem evidências da fabricação de bebidas originadas da fermentação de arroz há 9.000 anos, sendo essa a mais antiga pista sobre o consumo de bebida alcoólica da humanidade; no entanto, esse tipo pioneiro da bebida era diferente do que foi visto agora: desta vez, eles identificaram que a cerveja era feita de cevada, um tipo de bebida que surgiu no Oriente Médio há 5.400 anos e, pensava-se ter, chegado à China muito mais tarde.
De acordo com a pesquisa, liderada pela especialista Jiajing Wang, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, ao examinar os resíduos amarelados deixados nos potes, eles identificaram que a cerveja produzida pelos chineses anciãos era composta por uma mistura de plantas que incluía milho, cevada e uma planta conhecida no Brasil como Lágrima de Nossa Senhora (Coix lacryma-jobi). Ao estudar os resíduos, os pesquisadores encontraram diversas assinaturas químicas que indicavam que o líquido armazenado ali era cerveja.
Além de indicarem os complementos da bebida por meio de uma análise química, os pesquisadores ainda estudaram a forma de grãos encontrados nos potes para identificar os processos utilizados pelos ancestrais chineses na obtenção do líquido. “Muitos grãos estavam danificados. Vimos que os padrões dos danos correspondem precisamente a alterações morfológicas desenvolvidas durante a maltagem e a brassagem, tais como observamos em nossos experimentos de produção de cerveja”. Os resultados encontrados, portanto, sugerem que a cerveja era produzida de uma maneira bastante parecida à das cervejarias modernas, passando por três processos realizados atualmente: a maltagem, a brassagem e a fermentação.

12.521- Estudo da NASA indica que lua de Júpiter pode abrigar vida


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Um novo estudo da NASA sobre Europa, uma das luas de Júpiter, levou a uma descoberta surpreendente.
De acordo com os cientistas da agência espacial norte-americana, o satélite pode ter as condições químicas ideais para abrigar vida. O estudo se baseia na teoria de que existe um oceano de água salgada abaixo de sua superfície.
Segundo a pesquisa, o equilíbrio na produção de hidrogênio e oxigênio na pequena lua é comparável ao da Terra, o que significa que a base para a criação da vida pode estar presente. Durante o estudo, a equipe descobriu que a produção de oxigênio em Europa é 10 vezes maior que a de hidrogênio, proporção similar à de nosso planeta.
O pesquisador da NASA Kevin Hand comparou a interação entre a superfície da lua e seu mar abaixo do gelo com uma bateria gigante que poderia gerar vida no oceano. “Os oxidantes do gelo são como o polo positivo da bateria, e os elementos químicos do fundo do mar, chamados de redundantes, são como o polo negativo”, explica. “Descobrir se o processo biológico completa o circuito é uma das motivações para explorarmos Europa”, completa.
A NASA atualmente planeja uma missão à Europa. O objetivo é enviar uma sonda que passará próxima à superfície do satélite para obter imagens em alta resolução. A missão está em seu estágio inicial, mas deve ser colocada em prática na década de 2020. Durante anos a sonda deve coletar uma grande quantidade de dados para determinar se a lua de Júpiter pode mesmo abrigar vida.

12.520 – Geologia – Suécia está trocando uma cidade inteira de lugar para evitar que ela afunde


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A cidade de Kiruna foi fundada em 1900 pela mineradora estatal Luossavaara-Kiirunavaara AB, ao norte do Círculo Polar Ártico. A população sempre viveu em função da mina nas redondezas, que produz o minério de ferro mais puro do mundo. Mas, em 2004 a LKAB avisou à prefeitura que a extração de ferro teria continuar embaixo da cidade – e, com isso, o chão ia afundar.
Foi nessa época que Kiruna abriu uma competição entre empresas de arquitetura. A prefeitura queria saber qual delas apresentaria a melhor solução para um projeto nunca feito antes: mudar uma cidade inteira de lugar. A White Architects venceu em 2012 e abraçou o projeto, que vai, no mínimo, até 2040.
A etapa inicial é mover o “centro” de Kiruna que, na realidade, fica na parte oeste da cidade. O lugar onde a região fica agora vai ter afundado completamente até 2050 – segundo a empresa, já dá para ver alguns buracos se formando e a estação de trem já precisou ser fechada. O novo centro vai ser reinstalado a 3,2 quilômetros do extremo leste da cidade, o mais distante possível da mina de ferro.

Algumas das construções da cidade vão ser erguidas por guindastes e transportadas peça por peça. É o caso da Igreja de Kiruna, inaugurada em 1912 e eleita a construção mais bonita de toda a Suécia. O relógio da cidade também vai ser rebocado da forma como está para o outro lado do município.
Esse esforço todo é uma tentativa de manter a identidade da cidade, apesar da mudança radical. A prefeitura contratou até mesmo uma antropóloga social, que funciona como mediadora entre a população e os arquitetos e engenheiros. O objetivo é fazer a transformação urbana mais democrática do mundo.

É claro que nem todos os prédios vão ser realocados da forma como estão. A LKBA, que está financiando toda a mudança, oferece duas opções aos moradores: compram a casa em que moram pelo valor de mercado + 25% ou oferecem uma casa de mesmo valor na área expandida na cidade. Todo esse custo só consegue ser bancado porque a LKBA é a maior exportadora de ferro da Europa – ou seja, é mais barato mover toda essa gente do que fechar a mina.
Os arquitetos da nova Kiruna não querem apenas replicar a cidade em uma região segura, mas melhorar a forma como ela é distribuída. Kiruna é hoje o segundo maior município do mundo em área: são 21 mil km2, onde vivem só 20 mil pessoas. Isso é o equivalente a 122 estádios do Maracanã para cada habitante. A equipe quer tornar a cidade bem mais densa, além de aproveitar o espaço extra para aumentar o contato dos moradores com a natureza, misturando áreas rurais e de floresta ao centro urbano.
Mesmo depois de completar a primeira parte do projeto, a prefeitura espera que a forma final de Kiruna só fique pronta no fim do século. A planta futura da cidade, bem mais compacta, tem novos setores a norte, sul e leste, a uma distância bem grande da atividade da mina. Se tudo correr como planejado, Kiruna pode virar uma atração de turismo arquitetônico – quer dizer, para quem se aventurar a enfrentar um mês e meio em que o Sol não se põe no verão e outros 30 dias em que ele não nasce no inverno.

12.519 – App de teclado hexagonal promete digitação até 70% mais rápida


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Uma startup suíça lançou recentemente o aplicativo WRIO Keyboard, disponível para Android e iOS. O teclado chama a atenção por seu design curioso: em vez ter as teclas organizadas da maneira tradicional, os botões correspondentes a cada letra são hexágonos.
A aparência incomum, no entanto, deve ser benéfica aos usuários. Segundo a empresa, testes feitos com usuários mostraram um aumento de 20% a 70% na velocidade de digitação das pessoas que usavam o teclado, comparada à sua velocidade de digitação usando outros aplicativos com layout de teclas tradicional.
O posicionamento das teclas, embora seja diferente, é ainda baseado no padrão QWERTY da enorme maioria dos teclados do mundo. O Wrio ainda tem outras funcionalidades curiosas: para acrescentar letras maiúsculas, o usuário digita na letra e desliza o dedo para cima. Para apagar, basta deslizar para a esquerda em qualquer local do teclado; deslizar para a direita, por sua vez, traz de volta o texto apagado.
Ele também tem recursos mais comuns em outros teclados, como corretor de ortografia, sugestão de palavras e emojis, segundo o Ubergizmo. Mesmo estando disponível tanto para iPhones quanto para smartphones Android, no entanto, o WRIO ainda exige um pouco de confiança de potenciais usuários, pois não é gratuito. O aplicativo custa US$ 3 na App Store e R$ 10,99 na Play Store.
Não é o único aplicativo de teclado que chama a atenção no mercado. Recentemente, o Google também lançou um teclado especial para iOS chamado de Gboard. Seu principal destaque é permitir o uso do buscador da empresa em qualquer aplicativo, além de permitir a postagem de gifs e sugerir emojis durante a digitação. O Google informou que pretende trazer os recursos para Android também.