12.513 – Mega Cidades – Tóquio


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É a capital e uma das 47 províncias do Japão.
Situa-se em Honshu, a maior ilha do arquipélago. Tóquio possui 9 790 000 habitantes, cerca de 10% da população do país, e a Região Metropolitana de Tóquio possui mais de 37 milhões de habitantes, o que torna a aglomeração de Tóquio, independentemente de como se define, como a área urbana mais populosa do mundo. Um de seus monumentos mais famosos é a Torre de Tóquio. Foi fundada em 1457, com o nome de Edo ou Yedo. Tornou-se a capital do Império em 1868 com a atual designação. Sofreu grande destruição duas vezes; uma em 1923, quando foi atingida por um terremoto; e outra em 1944 e 1945, quando bombardeios americanos destruíram grande parte da cidade, sendo que no total foi destruída 51% de sua área e mataram mais de 150 mil pessoas.
Embora Tóquio seja considerada o maior e mais importante centro financeiro do mundo (ao lado de Nova York e Londres), e uma “Cidade Global Alfa++”, ela não é, tecnicamente, uma cidade.
Também fazem parte de Tóquio pequenas ilhas no Oceano Pacífico, localizadas a mais de 1000 km para sul, nos subtrópicos.
Mais de oito milhões de pessoas vivem dentro dos 23 distritos autônomos que constituem a parte central de Tóquio. Estes 23 distritos definem a “Cidade de Tóquio”, na opinião da maioria dos especialistas e outras pessoas, possuindo 8 340 000 habitantes. A população de Tóquio aumenta em 2,5 milhões ao longo do dia, devido aos estudantes e trabalhadores de prefeituras vizinhas, que vão à Tóquio para estudar e trabalhar.
Tóquio é o principal centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural do Japão. Assim sendo, Tóquio possui a maior concentração de sedes de empresas comerciais, instituições de ensino superior, teatros e outros estabelecimentos comerciais e culturais do país. Tóquio também possui um sistema de transporte público altamente desenvolvido, com numerosas linhas de trens, metrô e de ônibus, bem como o Aeroporto Internacional de Tóquio.
Em 1914 inaugurou-se a Estação de Tóquio e em 1927 inaugurou o primeiro metrô subterrâneo na Linha Ginza. O Grande terremoto de Kanto (関東大震災, Kantō daishinsai?) golpeou Tóquio em 1923, com um saldo de aproximadamente 140.000 pessoas mortas e desaparecidas, 300 mil residências destruídas chegando a 3,4 milhões o número de vítimas do desastre em toda a Região de Kanto.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Tóquio foi intensamente bombardeada a partir de 1942 até 1945. A causa disto, em 1945 a população de Tóquio era a metade que em 1940. Os bombardeios mais pesados atingiram Tóquio em 1944 e 1945, destruindo aproximadamente um terço da cidade, e matando aproximadamente 150 mil pessoas. Milhões de pessoas decidiram abandonar Tóquio. Esta tinha cerca de 7,3 milhões de habitantes em 1940; no final da guerra, a população havia caído pela metade, para cerca de 3,5 milhões. Ao terminar a guerra, em setembro de 1945, Tóquio foi ocupada militarmente e passou a ser governada pelas Forças Aliadas.
Tóquio está localizada na margem noroeste da Baía de Tóquio. Limita-se com a província de Chiba a leste, Yamanashi a oeste, Kanagawa ao sul e Saitama ao norte. Fazem também parte de Tóquio ilhas que estão espalhadas no Oceano Pacífico. A mais distante delas, Okinotorishima, está a dois mil quilômetros de da costa de Tóquio.
Na atualidade, Tóquio é um dos mais importantes centros urbanos do planeta. É um dos principais centros financeiros e a capital política do Japão. A cidade tem menos arranha-céus em comparação com outras cidades da sua magnitude, principalmente devido ao risco de terremotos. É por isso que a maior parte dos seus edifícios não tem mais de 10 andares. Tóquio também tem o terceiro sistema metropolitano mais extenso do mundo depois dos metropolitanos de Londres e Nova York.
Tóquio tem adotado uma medida de redução de gases estufa. O governador Shintaro Ishihara pôs em prática um sistema com o objetivo de reduzir em 25 por cento o nível de emissões de gases em 2020 a partir de 2000.
Tóquio possui mais postos de trabalho e locais de recreação cultural do que qualquer outra cidade do Japão, atraindo muitas pessoas do resto do país (especialmente jovens). Sua densidade populacional é extremamente alta, de 14 mil pessoas por quilômetro quadrado, mais densa que Nova Iorque e o dobro da densidade populacional de São Paulo.
97% da imensa população da província são descendentes de japoneses. Os dois maiores grupos étnicos minoritários de Tóquio são chineses e coreanos, cada um responsável por menos de 1% da população da província. Há também pessoas de outras nacionalidades: filipinos, brasileiros, peruanos, americanos, europeus de diversas origens, iranianos, paquistaneses etc.
A religião em Tóquio mostra padrões semelhantes ao do resto do país, onde convivem o Budismo, o Xintoísmo e outros credos. Existe um sincretismo constante, onde é comum as pessoas integrarem duas ou mais religiões na sua prática diária. Das mais de nove mil organizações religiosas na prefeitura, 38% são budistas, 21% xintoístas, e há também 13% de igrejas cristãs.
A imensa população de Tóquio cria uma altíssima demanda por residências. No passado, a maioria dos habitantes da província vivia em casas de um ou dois andares, feitas de madeira, cada uma com seu próprio jardim, quintal e capela religiosa. À medida que a população de Tóquio foi crescendo, tais casas foram demolidas, e no seu lugar, edifícios de apartamentos foram construídos. Atualmente, o tamanho médio das residências em Tóquio é de 63m². De acordo com uma classificação de 2007 feito pelo grupo imobiliário Knight Frank e do Citi Private Bank, subsidiária do Citigroup, Tóquio é a quinta cidade mais cara do mundo quanto ao preço dos imóveis residenciais de luxo: 17 600 euros por metro quadrado.
Mesmo assim, a procura por residências continuou a ser mais alta do que a oferta, aumentando preços do terreno e do aluguel – especialmente dentro dos 23 distritos da província. Como resultado, a partir da década de 1970, mais pessoas abandonaram a região dos 23 distritos, mudando-se para Tama (parte da província de Tóquio), ou mesmo para outras cidades vizinhas mais distantes. Em Tama, o governo provincial de Tóquio criou um projeto de residenciamento barato, para famílias de baixa renda. Porém, estas residências estão localizadas muito longe dos principais centros comerciais e industriais, e muitos destes trabalhadores de baixa renda são obrigados a usar o transporte público, e passam por vezes mais de quatro horas somente dentro de algum meio de transporte público.
Sua tecnologia aliada aos recursos naturais deram ao Japão acesso à água potável e tratamento de esgoto em quase todo o território nacional. Devido à rápida urbanização de suas grandes cidades, ocorreu a degradação ambiental que causou enchentes, aridez e piora da qualidade da água. Para atenuar os danos causados por esses problemas, foram implantadas medidas para melhorar os mecanismos de coordenação sobre o uso da água e prevenir a sua contaminação.
Tóquio não é tecnicamente uma cidade, mas sim, uma das 47 províncias do Japão.
A polícia em Tóquio é administrada pelo Departamento Metropolitano de Polícia de Tóquio, o qual se encarrega de manter a ordem cidadã dentro de toda a metrópole, resguardando a segurança de 12 milhões de pessoas por dia.
Tóquio é a cidade com maior produto interno bruto (PIB) (medido pelo seu poder de compra) do mundo, calculado em 2008 em US$1,4 trilhão; Se fosse um país independente, a Tóquio seria, efetivamente, a 12a maior economia do mundo, a frente de países como Espanha, Canadá e Austrália.
Hoje, como um centro financeiro de alcance global , a capital japonesa possui um grande centro internacional de finanças, escritórios centrais de diversas companhias, bancos e seguradoras, e vários pontos de conexão de companhias de transporte, publicações e difusão do Japão.
O turismo é uma das principais fontes de renda de Tóquio. Milhões de turistas, boa parte deles estrangeiros, visitam Tóquio anualmente. Além de suas muitas atrações turísticas, a cidade também sedia alguns grandes eventos anuais, como a parada dos bombeiros de Tóquio, em 6 de janeiro, ou o Festival de Sanja, na terceira semana de maio.
Muitas das maiores companhias de eletrônica do Japão fabricam seus produtos em Tóquio, que em sua maioria exportam-se para outros países. Entre elas, destacam a Sony, Toshiba e Hitachi. A imprensa também é uma das principais indústrias da cidade. A maioria das empresas de imprensa e publicação do Japão estam radicadas em Tóquio, assim como a maior parte das revistas e periódicos publicados na prefeitura. Outras indústrias importantes são a petroquímica, fabricação de automóveis, madeireira e telefones movéis. Outros grandes centros industriais localizados na região metropolitana de Tóquio são Yokohama e Kawasaki, ambas grandes produtoras de navios, produtos petroquímicos, automóveis e produtos do ferro e do aço.

Tóquio possui muitos pontos de interesse. As mais conhecidas são:

A Torre de Tóquio: uma torre de 333 metros de altura, localizada ao sul do Palácio Imperial.
O Palácio Imperial do Japão: a residência oficial do imperador do Japão. Porém, está aberta ao público apenas duas vezes ao ano, todo 2 de janeiro e no dia do aniversário do imperador. Nesses dias, atrai milhares de japoneses.
Os vários templos budistas de Tóquio atraem milhões de turistas e religiosos todo ano. Os templos mais famosos são o Templo Meiji em Yoyogi e o templo Sensoji em Asakusa.
Os belos jardins e parques de Tóquio atraem muitas pessoas. Um dos parques mais populares de Tóquio é o Parque Ueno, famoso pelas suas raras espécies de flores. O Parque Yoyogi também atrai muitos visitantes.
Possui o terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, e que atende principalmente a voos domésticos. Passaram pelo aeroporto 66.735.587 passageiros em 2008.
A maior parte da população de Tóquio é budista, e, assim sendo, centenas de templos budistas estão localizados na província, embora muitos dos habitantes de Tóquio vão à estes templos apenas em cerimônias especiais como casamentos e funerais, por exemplo, preferindo praticar seus atos religiosos em casa.
Tóquio tem dezenas de museus da arte, história, ciência e tecnologia. O museu mais importante do Japão é o Museu Nacional de Tóquio.

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12.512 – Estudo sugere que megatsunamis teriam “esculpido” Marte


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Um novo estudo sugere que Marte passou por pelo menos dois megatsunamis, num passado remoto, quando o planeta era supostamente selvagem e possuía água em abundância.
O trabalho, publicado na última quinta na revista Scientific Reports, aponta para a evidência geológica de dois tsunamis – cada um ocorrido há, aproximadamente, 3,4 bilhões anos, com o intervalo de poucos milhões de anos entre eles. Os pesquisadores acreditam que as ondas gigantes foram desencadeadas pelos impactos de asteroides. Vale lembrar que neste período, a vida estava apenas começando na Terra.
Os investigadores liderados por Alexis Rodriguez, do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, no Arizona, acreditam que os tsunamis ocorreram por causa de algumas marcas costeiras encontradas. Rodriguez e sua equipe traçaram os pontos de origem das ondas gigantes, a parir de duas crateras, de cerca de 30 quilômetros de diâmetro cada. As conclusões são baseadas em mapeamentos geológicos que podem oferecer novas pistas para a busca por vida em Marte.
De acordo com o estudo, os tsunamis cobriram as planícies do norte do planeta, redefinindo radicalmente as bordas dos antigos mares de Marte.
As ondas gigantes teriam em média em torno de 50 m de altura, mas poderiam atingir até 120 m (o equivalente a um prédio de 30 andares). Os dois tsunamis submergiram áreas do tamanho da França e da Alemanha juntas.
Nem todos os cientistas concordam com o estudo. Outros pesquisadores argumentam que os indícios encontrados também podem caracterizar algum outro tipo de fenômeno antigo e não exclusivamente tsunamis.

12.511 – Seu celular está deixando você gordo (?)


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Luz azulada da tela pode arruinar o metabolismo.
Um estudo da Northwestern University revelou que a exposição à luz branca intensa faz com que o corpo tenha dificuldades em remover o excesso de glicose do sangue. A consequência disso é conhecida: acumulação de gordura e risco de diabetes.

Os 19 voluntários, todos adultos saudáveis, foram expostos a dois tipos de luz: “intensa”, enriquecida com a parte azul do espectro, e “fraca”, avermelhada, como a das velas e lâmpadas incandescentes. Em ambos os grupos, uma parte ficava no ambiente iluminado no café da manhã ou no jantar. Todos os que receberam a luz intensa apresentaram resistência à insulina, fazendo a glicose acumular, mas era bem pior para os que a recebiam à noite.
“Nossas descobertas mostram que a insulina se tornou incapaz de baixar a glicose até o nível normal após uma refeição com exposição à luz intensa na noite”, afirma a neurologista Ivy Cheung, autora do estudo. “Esses resultados enfatizam a ideia de que a iluminação do ambiente tem impacto na saúde.”
Outros estudos já provaram que essa mesma luz branca azulada também está relacionada a outro problema: a insônia. A produção de melatonina, o hormônio do sono, despenca após a exposição das pessoas a esse tipo de luz. E dormir mal, vejam só a encrenca, também causa excesso de peso.
Luzes fluorescentes brancas e de telas de LCD, como TVs, monitores e celulares, produzem a luz branca azulada. Para se proteger do problema, compre lâmpadas de cor quente (amarelada) e instale aplicativos como o f.lux, que mudam a cor das telas durante a noite.

12.510 -Sequência genética do vírus da zika é achada em Cabo Verde


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“É a primeira vez que a cepa do vírus da zika, responsável pelas epidemias relacionadas com problemas neurológicos e microcefalia foi detectada na África”, disse a doutora Matshidiso Moeti, diretora regional da OMS para África, em uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.
A cepa que circula pela América Latina é a versão asiática da zika, e foi detectada graças ao sequenciamento do vírus em casos clínicos em Cabo Verde.
“Os resultados são preocupantes porque são mais uma prova de que a epidemia se propaga para além da América do Sul e se encontra às portas da África”, disse Moeti. “Essa informação ajudará os países africanos a reavaliar seu nível de risco e a adaptar sua preparação.”
A OMS acredita que a cepa asiática do vírus chegou a Cabo Verde “por meio de um viajante”, acrescentou Moeti.
O doutor Bruce Aylward, diretor-geral adjunto da OMS, explicou que também existe uma cepa africana do vírus da zika, e que é difícil prever o que vai acontecer agora com esses dois surtos.
Em Cabo Verde foram detectados, até o dia 8 de maio, 7.557 casos suspeitos do vírus da zika e três casos de microcefalia, má-formação cerebral que pode limitar seriamente o desenvolvimento do bebê.

12.509 – Como funciona o carregamento sem fio de carros elétricos?


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Atualmente, algumas empresas já produzem carros elétricos em larga escala. A Nissan e a Tesla são duas delas, embora os modelos elétricos da empresa ainda não sejam vendidos no Brasil. Na Formula E, além disso, os Safety Cars, que entram na pista em caso de acidentes, também possuem motores híbridos (que usam tanto eletricidade quanto combustíveis fósseis). Graças a uma tecnologia da Qualcomm, eles conseguem se recarregar sem a necessidade de uma conexão com fios.
A tecnologia, chamada de Qualcomm Halo Wirelesse Electric Vehicle Charging, carrega o veículo por meio de ressonância magnética. Para transferir energia, ela utiliza um tapete instalado no solo que se conecta a outro tapete instalado no veículo, carregando o motor.
Cada hora de carregamento do motor do BMW i8 utilizado permite que ele percorra um total de 37 quilômetros usando apenas o motor elétrico. Essa técnica é fruto, porém, de uma longa história de evolução da eletricidade, dos motores elétricos e do carregamento sem fio.

Movido a eletricidade
Embora pensemos nos carros elétricos como algo recente, o primeiro motor elétrico de corrente foi criado em 1835 nos Estados Unidos por Thomas Davenport. A invenção fez sucesso e, em 1900, cerca de 28% dos carros fabricados nos EUA eram movidos a eletricidade.
Após esse ano, no entanto, a indústria dos automóveis começou a ser dominada pelos combustíveis fósseis, e a tecnologia dos motores elétricos ficou em segundo plano. O primeiro carro híbrido completo seria construído apenas em 1972, pelo novaiorquino Victor Wouk.

Carregamento sem fio
A tecnologia de transferência de eletricidade sem fio, por sua vez, foi demonstrada pela primeira vez em 1891, pelo revolucionário pesquisador Nikola Tesla. Mas passaram-se quase cem anos até que ela fosse pela primeira vez testada em um carro elétrico: isso aconteceu em 1988, quando a Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, produziu o primeiro carro carregado dessa maneira.
Carregamento desse tipo seria incorporado a alguns ônibus de Auckland, em 1996. Em 2002, seria a vez da cidade de Turin, na Itália, integrar carregamento sem fio aos seus ônibus. Essa mesma tecnologia seria desenvolvida pela empresa HaloIPT em 2010. A empresa demonstrou nesse ano em Londres um sistema de carregamento elétrico sem fio para carros, e no ano seguinte foi comprada pela Qualcomm.

Atualmente
A Qualcomm continuou a desenvolver a tecnologia após a compra da Halo, e conseguiu dobrar a potência dos carregadores de 3,7kW para 7,4kW. É esse tipo de carregamento que move os Safety Cars da Formula E atualmente.
Os motores híbridos não ficam devendo nada aos motores de combustão em termos de potência. Os BMW i8 que são usados na Fórmula E, por exemplo, têm 362 cavalos de potência, velocidade máxima de cerca de 250 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100km/h em 4,4 segundos.
Ele não é o único carro elétrico com um motor invejável. Em março, a empresa Genovation apresentou um Corvette modificado com motor elétrico que chegou a mais de 300 quilômetros por hora e bateu o récorde para carros desse tipo.