12.508 – Longevidade – Italiana é a última pessoa nascida no século 19 ainda viva


Uma senhora que mora na pequena localidade de Verbania, na Itália, é a última pessoa nascida no século 19 que ainda está viva.
Emma Morano veio ao mundo em 29 de novembro de 1899. Aos 116 anos, não há ninguém mais velho do que ela no planeta, segundo Grupo de Pesquisas de Gerontologia dos Estados Unidos.
Morano assumiu o posto de pessoa mais idosa do mundo com a morte na semana passada da norte-americana Susannah Mushatt Jones, que era cinco meses mais velha que ela. A recordista de idade mora sozinha em um apartamento, mas recebe visitas frequentes de parentes, enfermeiros e de seu médico.
Mas qual o segredo da longevidade de Emma Morano? Segundo ela, sua saúde de ferro se deve à ingestão diária de três ovos crus e por não ter marido (é separada desde 1938). Mas a genética também conta pontos: sua irmã morreu aos 107 anos e sua mãe viveu até os 91 anos.
Morano viu inúmeras mudanças em seu tempo de vida. O mundo em que ela nasceu era completamente diferente do atual. A Rainha Vitória da Inglaterra ainda era viva, os aviões não existiam e as Olimpíadas modernas ainda não tinham chegado em sua segunda edição. Fatos que só conhecemos pelos livros de história foram vividos por ela.

12.507 – Cientistas encontram micrometeoritos que caíram na Terra há 2,7 bilhões de anos


miceometeorito
De acordo com as primeiras conclusões dos pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, os micrometeoritos são muito pequenos, do tamanho de grãos de areia e, depois de passarem pela atmosfera da Terra naquela época, transformaram-se em cristais, principalmente gotas de óxido de ferro. Quando ainda eram bolas de fogo e não haviam adentrado a atmosfera terrestre, os fragmentos eram compostos de ferro e níquel, estimam os cientistas.
Os micrometeoritos foram encontrados em sedimentos de calcário na região desértica de Pilbara, também na Austrália. Depois de confirmar a idade e os compostos dos fragmentos, os pesquisadores tentarão entender a atmosfera da Terra daquela época a partir dos micrometeoritos. “Pessoas já encontraram micrometeoritos em rochas anteriormente, mas ninguém pensou em usá-los para investigar a química atmosférica”, disse Andrew Tompkins, líder da pesquisa, em entrevista ao site do Instituto Smithsonian.
De acordo os pesquisadores, o estudo levantou mais dúvidas do que gerou respostas. Os fragmentos que teriam caído na Terra há 2,7 bilhões de anos demonstram que o nível de oxigênio na atmosfera daquela época era, pelo menos, dez vezes maior do que o estimado atualmente.

12.506 – Cogumelos alucinógenos podem curar depressão


cogumelo2
A psilocibina, que é a substância ativa do cogumelo alucinógeno, acaba de ser testada pela primeira vez como tratamento para depressão, com resultados impressionantes. Foi num estudo feito em Londres com 12 pacientes, todos eles deprimidos há muitos anos. Os 12 já haviam tentado tomar antidepressivos convencionais, sem resultados. Após uma única seção com a droga, acompanhada de perto por terapeutas para garantir a segurança e evitar surtos, todos os pacientes melhoraram significativamente seus sintomas. Três meses depois, os 12 foram analisados novamente – e, surpreendentemente, 5 deles não tinham mais nenhum sinal de depressão. “Remissão completa”, declararam os cientistas (que, assim como os oncologistas, não gostam da palavra “cura”, já que depressão sempre pode voltar). É um resultado muito melhor do que o que costuma aparecer com os anti-depressivos que estão no mercado, que têm uma “taxa de remissão” de apenas 20%.
A pesquisa, publicada numa das principais publicações médicas do mundo, o Lancet, é preliminar – servia para determinar se a terapia era segura e se merecia mais investigações (a resposta foi “sim” para as duas perguntas). O próximo passo agora é realizar um estudo maior, com centenas de pacientes, para checar se os bons resultados se confirmam.
O novo estudo aparece em meio a vários outros que têm sido publicados nos últimos meses envolvendo drogas ilegais psicodélicas, como a próprio psilocibina, o LSD e o MDMA (princípio ativo do ecstasy). Boa parte desses estudos – inclusive o da psilocibina – estão acontecendo no laboratório de David Nutt, no Imperial College de Londres. Numa entrevista à revista Scientific American, Nutt reclama da dificuldade de realizar pesquisas com substâncias tão carregadas de tabus. “Cada passo do processo – pedir licenças, esperar pelas licenças, recebê-las, fazer contratos para a produção da droga etc – envolveu um atraso de até dois meses. Foi imensamente frustrante e a maior parte dessas demoras era desnecessária”, disse. Por conta disso, a pesquisa levou quase três anos para ser feita.
A notícia da publicação foi recebida com expectativa pelo meio científico, e com preocupação pela indústria farmacêutica. Afinal, depressão é um dos males do nosso tempo – um mercado gigantesco para quem vende medicamentos. Se a psilocibina funcionar, esse mercado pode mudar radicalmente. O tratamento convencional para depressão envolve tomar um comprimido todos os dias, às vezes pelo resto da vida, com um custo de milhares de reais por ano. Já esse novo tratamento pode custar muito mais barato: o paciente faria apenas uma seção – talvez duas ou três -, acompanhada por terapeutas. A seção é intensa, geralmente caracterizada por uma experiência mística profunda – depois disso, os cientistas esperam que a depressão simplesmente vá embora.
O autor principal desse estudo é Robin Carhart-Harris, que trabalha no laboratório de Nutt e concebeu a teoria de que os psicodélicos teriam a capacidade de enfraquecer a chamada “rede de controle padrão”, uma área do cérebro que se desenvolve quando nos tornamos adultos e tem o papel de tornar nossa mente mais rígida. Por causa dela, adultos são menos criativos e menos capazes de aprender do que crianças. Segundo essa teoria, o papel dos psicodélicos nesses tratamentos equivaleria a “regredir” um paciente com distúrbios psiquiátricos à infância, de maneira a tornar seu cérebro mais “moldável” e aproveitar para eliminar conexões indesejadas. A droga não funciona sozinha – ela abre o caminho para o terapeuta trabalhar.

12.505 – Satélite Brasileiro transmite a 80 Gbps e vai levar internet para todo o país


internet
Internet banda larga para quem não tem acesso, principalmente para as regiões mais afastadas do Brasil. Esta é a promessa do primeiro satélite de comunicação e defesa 100% nacional. O que chama atenção neste satélite é sua alta capacidade de transmissão de dados que pode chegar a incríveis 80 gigabits por segundo. Apesar da altíssima capacidade, este satélite não vai fazer qualquer diferença para quem vive nas grandes cidades e já tem acesso…
A explicação é econômica. Neste satélite, o preço do megabyte ainda é mais caro para lugares onde já existe ou seja possível construir rotas de fibra óptica para oferecer acesso à internet. De qualquer forma, existem diversos pontos no país onde não vale a pena ou é simplesmente impossível levar fibra óptica – principalmente locais onde o número de usuários é pequeno demais. Nestes casos, o satélite é a solução.
O interessante é que, em um segundo momento, satélites com capacidade de transmissão ainda maior – podendo chegar a 300 gigabits por segundo de velocidade – aí, sim, o preço do megabyte vai ser bem inferior ao da fibra; pelo menos é o que se imagina. Com esta previsão, é possível pensar em satélites que melhorem significantemente a qualidade da internet de todo o país, inclusive nas grandes metrópoles. Se animou? Calma, esta previsão é só para daqui mais 5 ou 8 anos…
A previsão de lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas é dezembro deste ano. Ele deve entrar em operação ainda no primeiro trimestre de 2017. Outra notícia boa – esta para a segurança do Brasil – é que, quando estiver em órbita, este satélite terá 30% da sua banda de uso exclusivo militar, o que vai garantir a soberania do país em transmissões de informações estratégicas.

12.504 – Derretimento de geleira na Antártida pode elevar oceanos em até 2 metros


derretimento
A geleira Totten, que derrete rapidamente no lado leste da Antártida, poderá elevar os oceanos em até dois metros e é possível que ultrapasse, em breve, um “ponto crítico” sem retorno, alertaram pesquisadores .
Até agora, os cientistas se preocupavam, principalmente, com as plataformas de gelo da Groenlândia e do oeste da Antártida como perigosos gatilhos da elevação do nível dos oceanos.
Esse novo estudo, que se segue a outro já feito pela mesma equipe, identificou uma terceira grande ameaça a centenas de milhões de pessoas que vivem em áreas costeiras ao redor do mundo.
“Eu prevejo que, antes do final do século, as grandes cidades globais do nosso planeta perto do mar terão proteção contra o mar de 2 a 3 metros de altura a seu redor”, afirmou o codiretor do Grantham Institute e do Departamento de Engenharia e Ciências da Terra na Imperial College London, Martin Siegert, autor sênior do estudo.
No último ano, Siegert e seus colegas revelaram que uma parte da geleira Totten está sendo erodida pela aquecida água do mar, que chega ao local após percorrer centenas de quilômetros.
Publicado na “Nature”, esse novo estudo usou dados de satélite para mapear contornos geológicos escondidos da região. Os especialistas encontraram evidências de que a Totten também derreteu em um outro período de aquecimento global natural há alguns milhões de anos –um possível teste para o que está acontecendo hoje.
“No Plioceno, as temperaturas eram 2ºC mais altas do que são agora, e os níveis de CO2 na atmosfera eram de 400 ppm (partes por milhão)”, lembrou Siegert. Nesse período, os níveis do mar atingiram picos de mais de 20 metros de elevação, em relação aos dias atuais.
“Estamos em 400 ppm agora e, se não fizermos nada sobre a mudança climática, também vamos ter um aquecimento de mais 2ºC também”, acrescentou. “Essas são questões que temos de resolver na nossa sociedade hoje”, declarou Siegert por telefone, insistindo em que “elas são urgentes agora”.