12.503 – Biologia – Os Microclimas


Microclima
Tal termo significa a influência que os fatores climáticos atuam sobre os organismos.
A extensão dos microclimas próprios das formas que vivem no solo, fendas, rochas, debaixo das cascas das árvores ou em outros habitats reduzidos, se mede em fração de centímetros.
As plantas terrestres só podem viver em lugares onde haja água suficiente.
As xerófitas são plantas que vivem nos desertos e em zonas áridas e podem passar com quantidades relativamente pequenas de água.
Outras plantas como o cacto, armazenam em seus órgãos suculentos, grande quantidade de água para enfrentar os períodos de seca.
Outros suportam no estado de murchidão, anos a fio e de maneira idêntica alguns musgos podem suportar grandes secas.
Há animais que vivem da água metabólica, a que resulta de compostos químicos dos alimentos. Os bichos da farinha e o cangurú do deserto do Arizona obtem toda a água que necessitam pela decomposição metabólica de seus alimentos.
Os vegetais são atingidos mais diretamente pelo fator água. A água influi sobre a intensidade dos vegetais e sobre seu crescimento. Num ambiente árido as raízes irão longe vertical e horizontalmente. Tal como o cacto que absorve toda a água disponível dentro de sua área e impede qualquer outra planta de crescer em suas proximidades, também o juazeiro das terras secas do nordeste possui raízes que vão buscar a água a muitos metros de profundidade.

Microclima Urbano
Microclima urbano é um termo usado em Climatologia para designar um conjunto de condições climáticas (temperatura, umidade, sensação térmica, pluviosidade) de uma pequena área dentro de uma cidade. Estas áreas apresentam características climáticas diferentes do restante da cidade.

Características principais do microclima urbano:

– Temperaturas mais elevadas ou menores em relação às áreas vizinhas.

– Umidade do ar menor ou maior em relação às regiões ao redor.

– Sensação térmica diferente das regiões próximas.
A ilha de calor é um exemplo de microclima urbano. Ela pode se formar por causas naturais, porém o mais comum são as modificações provocadas pelos seres humanos.
As ilhas de calor apresentam temperaturas mais elevadas do que as regiões ao redor e umidade relativa do ar mais baixa. Formam-se, geralmente, pela intensa presença de prédios e asfalto num bairro ou região, com pouca presença de cobertura vegetal.

12.502 – Mega Memória – O Eterno Albert Einstein


Albert_Einstein_Head
Albert Einstein, 2 prêmios Nobel, cientista alemão

18-04-1955 D.C.

Após ser diagnosticado com uma hemorragia, em 16 de abril de 1955, o físico Albert Einstein disse: “Quero ir embora quando tiver que ir. É de mau gosto prolongar artificialmente a vida. Eu fiz minha parte, é hora de partir. E eu o farei com elegância”.
Ele morreu no Hospital de Princeton, nas primeiras horas de 18 de abril de 1955, aos 76 anos.
Na sua escrivaninha, ele deixou o rascunho do discurso que daria a milhões de israelenses pelo sétimo aniversário da independência de Israel.
Começava assim: “Hoje, eu me dirijo a vocês não como cidadão norte-americano nem como judeu, mas como ser humano”.
Seu corpo foi cremado naquela mesma tarde, antes que a maior parte do mundo soubesse da notícia.
Durante a autópsia, o patologista Thomas Stoltz Harvey extraiu seu cérebro para conservá-lo, com a esperança de descobrir o que fez com que Einstein fosse tão inteligente.
Até agora, o único dado científico obtido foi que a parte do cérebro relacionada à capacidade matemática era maior que o normal.

Mega Memória – O Eterno Albert Eintein
18-04-1955 D.C.

Após ser diagnosticado com uma hemorragia, em 16 de abril de 1955, o físico Albert Einstein disse: “Quero ir embora quando tiver que ir. É de mau gosto prolongar artificialmente a vida. Eu fiz minha parte, é hora de partir. E eu o farei com elegância”.
Ele morreu no Hospital de Princeton, nas primeiras horas de 18 de abril de 1955, aos 76 anos.
Na sua escrivaninha, ele deixou o rascunho do discurso que daria a milhões de israelenses pelo sétimo aniversário da independência de Israel.
Começava assim: “Hoje, eu me dirijo a vocês não como cidadão norte-americano nem como judeu, mas como ser humano”.
Seu corpo foi cremado naquela mesma tarde, antes que a maior parte do mundo soubesse da notícia.
Durante a autópsia, o patologista Thomas Stoltz Harvey extraiu seu cérebro para conservá-lo, com a esperança de descobrir o que fez com que Einstein fosse tão inteligente.
Até agora, o único dado científico obtido foi que a parte do cérebro relacionada à capacidade matemática era maior que o normal.

12.501 – Exobiologia – Pesquisa aponta que mamíferos podem se desenvolver no espaço


Uma recente experiência realizada por cientistas chineses aponta para um resultado extraordinário.
Pela primeira vez na história, foi provado que os estágios iniciais de embriões de mamíferos podem se desenvolver completamente no ambiente espacial. A pesquisa foi feita com a ajuda do primeiro satélite de microgravidade do país, o SJ-10.
Fotos de alta-resolução enviada pelo SJ-10 mostram que embriões de camundongos levados em uma cápsula do satélite completaram o processo de desenvolvimento em 96 horas. Essa foi a primeira vez que isso ocorreu no espaço de forma bem-sucedida. Foram levados mais de seis mil embriões de camundongos em uma câmara fechada do tamanho de um micro-ondas.
“A raça humana ainda tem um longo caminho pela frente antes de colonizar o espaço. Mas antes disso, temos que descobrir se é possível sobreviver e se reproduzir em um ambiente fora da Terra”, disse Duan Enkui, cientista que participa das pesquisas. De acordo com ele, agora está provado que o passo mais crucial na reprodução – o desenvolvimento inicial do embrião – é possível no espaço.

12.500 – Medicina – Médico brasileiro desenvolve tratamento que acaba com a rinite alérgica


MEDICINA simbolo
Ao longo de dez anos o médico conduziu uma pesquisa para descobrir uma forma de melhorar a qualidade de vida para os pacientes que sofrem com a rinite alérgica. No resultado final do estudo, publicado em março no periódico Internacional Archives of Torhinolaryngology, Lourenço explica que conseguiu desenvolver um tratamento que, em seus testes, apresentou bons resultados em 80% dos pacientes.
O médico analisou as reações de 281 pacientes. Em um primeiro momento, foram realizados testes nas peles deles, de forma a verificar quais são as causas da alergia de cada um. A partir disso, vacinas específicas — são cerca de 30 doses aplicadas ao longo de um ano e dois meses — para cada paciente foram desenvolvidas em laboratório.
“As vacinas estimulam a formação de defesas próprias, de anticorpos específicos contra as causas de alergia”, explicou Lourenço. Segundo ele, os pacientes não deixam de ser alérgicos, porém deixam de apresentar aqueles sintomas de sempre, o que já melhora consideravelmente a qualidade de suas vidas.
No momento o tratamento só está disponível em clínicas particulares por cerca de R$ 1,5 mil.

12.499 – Nutrição – A Verdade sobre as Calorias


Calorias_ed_356_0

Da Super para o ☻Mega

No Brasil, seis de cada dez adultos têm excesso de peso, segundo o IBGE (e dois deles são obesos). A explicação disso, todo mundo sabe: estamos comendo demais e fazendo atividade física de menos. Ou seja, ingerimos cada vez mais calorias do que queimamos – e o corpo transforma essa energia excedente em gordura. Mas talvez a responsabilidade não seja inteiramente nossa. Novos estudos estão revelando que boa parte do consenso científico sobre o que faz emagrecer ou engordar está errado, e bem no cerne da questão: as calorias.”O maior mito sobre as calorias é que podemos medi-las de um jeito simples”, explica o biólogo Rob Dunn, da Universidade Estadual da Carolina do Norte. “O teor calórico de um alimento, escrito na embalagem, é uma estimativa de quantas calorias você obteria se digerisse tudo que está ali dentro.” Como você verá nesta reportagem, isso nunca acontece – e faz com que, na prática, os alimentos forneçam bem menos calorias do que se acreditava. Já outros, que em tese contêm pouquíssimas calorias, podem confundir nosso metabolismo – e fazer você engordar sem saber o porquê. As regras tradicionais, que recomendam um consumo diário de 2.000 kcal para mulheres e 2.500 para homens, também estão caindo por terra. E a conta que mais interessa, quantas calorias você precisa queimar para emagrecer, acaba de ser totalmente refeita. O resultado é radicalmente diferente. E explica, pela primeira vez, por que tanta gente tenta e não consegue perder peso.
O corpo não pode contar com toda a energia dos alimentos – pois uma parte é usada na própria digestão. Isso faz com que, na prática, a comida tenha menos calorias úteis do que está nos rótulos.
O que é uma caloria
1 caloria é a quantidade de energia necessária para esquentar 1 ml de água em 1 grau (ou o equivalente a 4,18 joules).

Calorias_ed_356_0_0

Caloria x Kilocaloria
Os alimentos contêm grande quantidade de calorias. Para facilitar a contagem delas, Atwater decidiu agrupá-las em blocos de mil – nas chamadas kilocalorias, ou kcal. Essa é a medida usada para medir a energia da comida.

Como são calculadas as calorias dos alimentos
Utiliza-se a fórmula 4-9-4, criada no século 19 pelo químico americano Wilbur Atwater – que queimou diversos tipos de alimento, com um maçarico, e mediu a quantidade de energia liberada. Para chegar às kilocalorias de um alimento, multiplica-se a quantidade de gramas de carboidratos por 4, a de gorduras por 9 e a de proteínas por 4.
Uma regrinha de ouro da nutrição diz que precisamos queimar, ou deixar de consumir, 7.000 kilocalorias para perder 1 quilo de gordura corporal. Dessa forma, bastaria cortar 500 kcal por dia para perder 2 quilos por mês – ou 24 quilos num ano. Essa regra foi criada em 1958 pelo médico americano Max Wishnofsky, quando os conhecimentos sobre o metabolismo ainda engatinhavam. Wishnofsky analisou os estudos da época (em sua maioria feitos em períodos curtos, e apenas com mulheres obesas) para chegar ao número, que virou uma norma universal. Só que está errado. “Esse cálculo não leva em conta que o gasto de energia do organismo muda à medida que o peso muda”, explica o fisiologista e matemático Kevin Hall, do National Institutes of Health (NIH), o órgão de pesquisa médica do governo americano. Conforme você vai perdendo peso, o seu metabolismo desacelera – e o corpo passa a gastar cada vez menos calorias. Isso acontece por causa da adaptação metabólica, um mecanismo que herdamos da evolução. O organismo entende o emagrecimento como uma ameaça, um sinal de que está faltando alimento, e reage para sobreviver pelo maior tempo possível. Nossas mitocôndrias ficam mais eficientes, queimando menos calorias para produzir quantidades similares de energia. E o corpo aumenta a produção de hormônios que promovem o apetite, como a grelina.
Um estudo de oito anos, conduzido pelo NIH com biólogos, matemáticos e fisiologistas das universidades Harvard e Columbia, conseguiu quantificar esse efeito. E chegou a uma conclusão não muito animadora. Você precisa queimar o dobro das calorias. Isso mesmo: para perder 907 gramas de gordura corporal, você tem de queimar 14 mil kilocalorias a mais do que ingerir. O modelo foi testado e comprovado, durante dois anos, em 140 voluntários, que tiveram a ingestão de calorias e a variação de peso detalhadamente registradas. Se você quiser emagrecer, terá de malhar – ou fechar a boca – ainda mais do que se imaginava.

E também há outra má notícia (calma, prometemos que é a última). Talvez você esteja comendo bem mais do que o seu corpo realmente necessita. Isso porque a recomendação tradicional, de 2.000 kilocalorias diárias para mulher e 2.500 para homem, é apenas uma estimativa geral, que não leva em conta características individuais. Mas existe uma fórmula que permite calcular com mais precisão o seu gasto calórico. É a Equação de Harris-Benedict, que foi criada em 1919 pelos cientistas americanos James Harris e Francis Benedict, e confirmada por estudos ao longo do século 20. É uma conta que você mesmo consegue fazer, em menos de dois minutos . Em alguns casos, ela chega a resultados surpreendentes – e não muito agradáveis. Um homem sedentário com 40 anos, 1m70 e 70 kg, por exemplo, precisa de apenas 1.920 kcal diárias – bem menos que as 2.500 que ele achava que podia ingerir sem engordar.
De quantas calorias o seu corpo precisa?
O nível diário recomendado de calorias é 2.000 para mulher e 2.500 para homem, certo? Não. Na prática, pode ser bem menos, ou bem mais.

PASSO 1
Calcule a sua taxa metabólica basal (TMB), que é a energia gasta pelo corpo em repouso. Basta usar a fórmula abaixo: (Peso em kg, Altura em cm, Idade em anos)

HOMEM
66,5 + (13,7 x peso) + (5 x altura) – (6,8 x idade)
MULHER
655 + (9,6 x peso) + (1,8 x altura) – (4,7 x idade)

Exemplo
Um homem de 70 kg, 180 cm e 30 anos tem TMB de 1.721. Uma mulher de 55 kg, 165 cm e 30 anos tem TMB de 1.349.

PASSO 2
Multiplique a TMB pelo nível de atividade:

Sedentário
–> TMB x 1,2

Levemente ativo (exercício leve, 1 a 3 dias por semana)
–> TBM x 1,375

Moderadamente ativo (exercício moderado/esporte, 3 a 5 dias por semana)
–> TMB x 1,55

Muito ativo (exercício pesado/esporte, 6 a 7 dias por semana)
–> TMB x 1,725

Exemplo
Se o homem acima for levemente ativo, precisará de 1.721 x 1,375 –> 2.366 calorias diárias. Se a mulher for sedentária, precisará de 1.349 x 1,2 –> 1.619 calorias.

Uma caloria não é uma caloria

As calorias da comida são calculadas usando um método criado pelo químico americano Wilbur Olin Atwater, no final do século 19. Ele levou diversos alimentos para seu laboratório, queimou (literalmente, usando uma chama) e mediu a quantidade de energia que cada um liberava, na forma de calor. Para quantificar o calor, Atwater usou uma unidade chamada caloria, criada em 1824 pelo físico francês Nicolas Clément. Uma caloria (cal) é a quantidade de calor suficiente para aumentar em 1 grau a temperatura de 1 ml de água. Como a comida contém muita energia, Atwater agrupou as calorias em grupos de mil – nas chamadas kilocalorias, ou kcal, usadas para medir os alimentos. Depois de muitos testes, ele concluiu que carboidratos e proteínas fornecem 4 kcal por grama, enquanto as gorduras fornecem 9. Essa fórmula, 4-9-4, é usada até hoje.

Atwater fez o melhor que pôde, mas hoje a ciência sabe que a digestão é um processo mais complexo do que queimar comida com maçarico. Na prática, os alimentos nos dão menos energia do que Atwater previu. A primeira a constatar isso foi a nutricionista Laura Kruskall, da Universidade de Nevada, que em 2003 realizou um estudo com 28 voluntários. Durante quatro meses, eles tiveram a dieta rigorosamente controlada, com as calorias contadinhas, para que seu peso não oscilasse. Na prática, o resultado foi totalmente diferente. Os participantes começaram a emagrecer bastante – e, para que isso não acontecesse, eles tiveram de ingerir 26% mais calorias, em média, do que o previsto.

De lá para cá, vários estudos têm mostrado que a fórmula 4-9-4 pode derrapar feio. O saquinho de amêndoas que você largou no supermercado, por exemplo, não tem 170 kcal. Tem muito menos. Foi o que descobriu a nutricionista Janet Novotny, do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que acompanhou um grupo de voluntários durante 18 dias. Eles foram divididos em três grupos e receberam a mesma dieta, exceto pelas doses diárias de amêndoas que comiam: nada, 42 g ou 84 g. Novotny mediu as calorias das fezes e da urina dos participantes (isso é feito medindo o teor de nitrogênio presente nos excrementos, se você estiver curioso). E concluiu que as amêndoas fornecem 129 kcal por porção, ou seja, 32% menos do que está nos rótulos.

Isso acontece porque a gordura da amêndoa inteira é mais difícil de digerir do que pensávamos. Portanto, fornece menos energia. Para quem consome cerca de 2.500 kilocalorias por dia, incorporar 84 g de amêndoas, no lugar de alimentos facilmente digeríveis (como cornflakes), resulta na redução de 100 a 150 kcal disponíveis por dia. “Essa redução poderia resultar em mais de 450 g de perda de peso por mês”, diz Novotny em seu estudo.

Cortar, bater, picar, moer e cozinhar aumentam a energia disponível nos alimentos. Isso porque a digestão é uma via de mão dupla: gastamos energia para quebrar as moléculas e transformá-las em estruturas mais simples, como açúcares e aminoácidos. Quanto mais firme estiver a parede celular de um alimento, mais difícil será a sua digestão – e menos energia ela nos deixará de saldo. Da mesma forma, quanto mais processado o alimento, mais energia ele irá fornecer.

Isso explica por que o angu é um combustível quase imediato, enquanto grãos de milho duros retêm suas calorias – porque passam quase intactos pelo tubo digestivo. Uma maçã crua fornece em média 72 calorias; assada, fornecerá 90, segundo o USDA. Mesmo se você cozinhar um alimento só com água ou no micro-ondas, o teor energético obtido será maior. Cientistas da Universidade Harvard constataram isso ao oferecer exatamente as mesmas quantidades de carne e batata a camundongos. Quando os alimentos eram moídos, os ratos engordavam. E quando eram moídos e cozidos, engordavam ainda mais. É que, além de desnaturar as proteínas, o calor mata os micróbios presentes na carne – o que exige que nosso organismo gaste menos energia para se defender.
Agora fica fácil entender por que certas comidas com menos calorias podem provocar mais aumento de peso. Um pão integral com muita fibra e grãos inteiros, por exemplo, pode até ter mais calorias que um pão branco. Mas é bem mais difícil de digerir. Como resultado, você gasta mais energia para absorvê-lo, durante mais horas, e obtém menos calorias no final. Já o pão branco é tão fácil de digerir que se transforma em açúcar rapidamente. E o seu organismo transforma esse excesso de açúcar em gordura corporal.

Mas também existe outra variável envolvida. Eu e você podemos comer exatamente a mesma quantidade do mesmo alimento – e extrair quantidades diferentes de energia. E os responsáveis por isso moram dentro das nossas barrigas.
Quanta energia cada órgão gasta
Fígado, cérebro, coração, rins e músculos consomem cerca de 80% da energia produzida pelo corpo de um homem adulto em repouso. No recém-nascido, o cérebro utiliza quase metade do total. Confira:

Homem de 70 quilos
Fígado 27%
É uma espécie de bateria do corpo, onde a energia é estocada na forma de glicogênio.

Cérebro 19%
As sinapses (ligações entre os neurônios) consomem altas doses de glicose.

Coração 7%
Depende da glicose para bombear sangue para todo o corpo.

Rins 10%
Utilizam energia para produzir urina, filtrar o sangue e eliminar toxinas.

Músculos 18%
Esse percentual se refere sobretudo aos músculos envolvidos na respiração. A proporção sobe quando são utilizados os demais.

Outros processos
(demais órgãos, sistema imunológico, produção de pele e cabelos, etc) 19%

Recém-nascido de 3,5 quilos
Fígado 20%
Cérebro 44%
Coração 4%
Rins 7%
Músculos 5%
Outros processos 20%

Mesmo que duas pessoas comam exatamente o mesmo prato, vão absorver quantidades diferentes de calorias. E isso tem a ver, acima de tudo, com os quase 100 trilhões de bactérias que moram em nosso intestino. As bactérias fermentam e quebram moléculas grandes de carboidratos que nosso organismo não conseguiria digerir sozinho. As mais abundantes são dos filos Firmicutes (60 a 80%) e Bacteroidetes (20 a 40%). Estudos indicam que, se você tem maior proporção de Firmicutes, absorve mais calorias da comida. Não é à toa que a espécie Lactobacillus reuteri (que pertence ao filo Firmicutes) tem sido associada à obesidade.

Como você faz para ter mais da bactéria “boa”, e menos da bactéria “ruim”? Mantendo uma dieta saudável, rica em legumes, verduras e cereais integrais. Estudos com camundongos indicam que a proporção de Bacteroidetes, o tipo de bactéria que ajuda a emagrecer, cai drasticamente quando os animais começam a ser mal alimentados – mudam de uma dieta com pouca gordura e muitos polissacarídeos (carboidratos complexos) para uma dieta típica do Ocidente, com muita gordura e muito açúcar.

Em humanos, os resultados são similares. Isso foi demonstrado na prática por nutricionistas da Universidade de Florença, que compararam a flora intestinal de crianças de Burkina Faso com crianças da Itália. As crianças africanas tinham mais Bacteroidetes (57%) e menos Firmicutes (27% ), do que as europeias (cujo sistema digestivo possuía 22% de bactéria boa e 63% de bactéria ruim). Segundo os autores do estudo, a explicação está nas dietas rurais da África, que são formadas principalmente por cereais, legumes e verduras, tudo com muitas fibras e fontes de polissacarídeos, que as Bacteroidetes gostam de digerir.
Hoje, os brasileiros dormem em média 1h30 a menos do que duas décadas atrás, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto do Sono com 1.024 pessoas. 63% da população tem algum problema de sono. E isso – além de nos deixar cansados – também engorda. Cientistas da escola de medicina da Universidade Northwestern descobriram que deitar tarde favorece o ganho de peso. Os notívagos tendem a ingerir mais bebidas açucaradas, o dobro de fast food e metade das frutas e verduras que os madrugadores. Em média, consomem 248 kilocalorias a mais por dia. “Essas calorias extras podem significar um ganho de peso importante – 900 gramas por mês – se não forem equilibradas com atividade física”, diz Kelly Baron, coautora do estudo. É muita coisa, dá quase 11 quilos por ano. A pesquisa de Baron foi uma das primeiras a explorar a relação entre o ciclo circadiano (nosso relógio biológico), a dieta e o índice de massa corporal. “O estudo mostra que não importa só o número de calorias, mas também quando você as consome – e isso está ligado aos horários em que você dorme e acorda”, explica a neurologista Phyllis Zee, também da Universidade Northwestern. “Os ritmos circadianos do organismo são sincronizados com a rotação da Terra. Quando o Sol se põe você deve dormir, não comer”, diz Zee. “Quando o sono e a alimentação não estão alinhados com o relógio interno do corpo, isso pode levar a mudanças no apetite e no metabolismo, o que poderia levar ao ganho de peso.”

Dentro do seu intestino, vivem 100 trilhões de bactérias
As mais comuns são dos filos Firmicutes (60-80% do total) e Bacteroidetes (20-40% do total).
Estudos indicam que, se você tem maior proporção das Firmicutes, absorve mais calorias – e tende a engordar mais.

A nova ciência das calorias ameaça tirar os adoçantes do pedestal. Embora as evidências não sejam conclusivas, diversos estudos indicam que essas substâncias contribuem para o aumento de peso. Mesmo sem ter caloria alguma. Em 2012, por exemplo, médicos e nutricionistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fizeram uma experiência com 29 ratos, que foram divididos em três grupos. Um deles recebeu iogurte contendo 20% de açúcar, outro com 0,3% de sacarina sódica e o terceiro com 0,4% de aspartame. Todos os grupos também comeram ração normalmente.
Após 12 semanas, os ratos que haviam ingerido os adoçantes artificiais, sacarina e aspartame, engordaram mais que os do grupo do açúcar. O ganho de peso foi 28% maior no grupo da sacarina e 20% maior no grupo do aspartame em relação ao grupo do açúcar. O resultado não teve relação com o total de calorias ingeridas, que foi similar em todos os grupos (os ratos que ingeriram adoçantes acabaram comendo mais ração, o que compensou o baixo teor calórico dos produtos dietéticos).

12.498 – Mega Techs – Impressora 3D de Harvard consegue imprimir estruturas de metal no ar


impressao 3d

Um grupo de pesquisadores do Wyss Institute d Harvard, em parceria com a John A. Paulson School of Engineering and Applied Sciences, criou uma impressora 3D capaz de criar estruturas de metal detalhadas. Em vez de imprimir uma camada sobre a outra, como impressoras tradicionais, a criação dos pesquisdores consegue imprimir as estruturas livremente no ar.
A impressora utiliza tinta composta por nanopartículas de prata. Além da tinta, ela também utiliza um laser de programação precisa que esquenta a tinta assim que ela sai do extrusor da impressora, solidificando-a no ar. Com isso, é possível imprimir fios com espessura menor que a de um fio de cabelo. A equipe chama o método de “laser-assisted direct ink writing” (algo como “escrita direta em tinta assistida por laser”).
Os pesquisadores detalharam o projeto em um artigo no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O maior desafio, segundo eles, foi ajustar a relação entre o laser e a tinta. Se ela fosse esquentada celo demais, ela se solidificaria dentro do extrusor, entupindo-o; se fosse tarde demais, ela não se ligaria ao restante da estrutura, e o método não funcionaria.

Aplicações
Por meio desse método, é possível criar estruturas de metal flexíveis e com pequenos detalhes. Componentes desse tipo poderiam ser usados em futuros dispositivos vestíveis, bem como em sensores e em equipamentos médicos, segundo o Engadget.
De acordo com o TechCrunch, a tecnologia também pode ser útil para projetos que exijam prototipagem rápida. Outros componentes, como molas, escoras e encaixes, também poderiam ser impressos de maneira mais ágil em escalas menores. Mas segundo Jennifer Lewis, uma das pesquisadoras, o principal trunfo do método é que ele “não apenas inspira novos tipos de produtos como também move a fronteira de fabricação sólida de forma livre numa nova e empolgante direção”.

12.497- Ocupação da América é mais antiga do que se pensava, dizem arqueólogos


Aconteceu há 14.550 anos. Um mastodonte morreu e foi descarnado e devorado por antigos índios na região onde hoje fica a Flórida, estado americano no sudeste do país.
Não se sabe se esse extinto “elefante peludo” foi caçado e morto pelos índios ou se morreu por outro motivo, mas fato é que sua carne com certeza serviu para várias refeições humanas pré-históricas. Um bicho desses pesava várias toneladas. Era carne para não acabar mais.
O que se sabe agora, graças a uma nova escavação arqueológica, é que esse episódio comprova uma ocupação do continente americano centenas de anos mais antiga do que costumava ser o consenso.
A descoberta dá ainda pistas sobre rotas de migrações humanas e sobre a extinção da “megafauna”, grandes animais como mastodontes, camelos e bisões que eram uma excelente fonte de comida para os antigos índios americanos.
O sítio arqueológico Page-Ladson, no noroeste da Flórida, já tinha sido pesquisado antes, nas décadas de 1980 e 1990. Foram achados ossos de animais, incluindo uma presa de mastodonte, e prováveis ferramentas de pedra. Mas a ligação dos achados com a possibilidade de isso indicar uma atividade humana foi colocada em dúvida.
Uma dificuldade é que o sítio da Flórida está debaixo d’água, em um poço no leito do rio Aucilla. Mas isso também se revelou uma vantagem para os pesquisadores. Logo se viu que os sedimentos no rio não tinham sido perturbados ao longo de milhares de anos. As camadas estavam perfeitas para serem achadas e analisadas.
Por isso foi possível produzir datações precisas dos ossos e restos de plantas e vincular isso a objetos de pedra achados no mesmo local. Um “machado de mão” biface tipicamente usado para descarnar ossos foi encontrado debaixo d’água.
Um dos pioneiros do estudo prévio de Page-Ladson voltou ao local junto com outros pesquisadores em 2012. James Dunbar, hoje funcionário do Instituto de Pesquisa Aucilla, é um dos autores do artigo científico publicado na última edição da revista científica “Science Advances”. Os líderes do estudo são Michael Waters, da Universidade Texas A&M, e Jessi Halligan, da Universidade do Estado da Flórida.

12.496 – Mega Polêmica Científica


Monocercomonoides-eucariota
Durante muito tempo pensou-se que todos os eucariotas – organismos nos quais o DNA se encontra dentro de uma membrana, e que englobam quase toda a vida que podemos enxergar – tinham que conter mitocôndrias.
Conhecidas como o “combustível” da célula, essas pequenas subunidades fornecem energia aos organismos e, portanto, eram consideradas essenciais.
Agora parece que, na verdade, podem não ser tão fundamentais assim, já que pesquisadores encontraram o primeiro eucariota sem mitocôndrias.
Monocercomonoides

Já houve suspeitas no passado de eucariotas sem mitocôndrias, como o micróbio Giardia intestinalis, que vive em intestinos. Porém, estudos mais aprofundados descobriram que eles simplesmente continham mitocôndrias altamente reduzidas, difíceis de observar.
Tudo mudou quando os pesquisadores verificaram outro candidato do gênero Monocercomonoides, isolado a partir de uma amostra obtida do intestino de uma chinchila. Desta vez, não foi achado nenhum vestígio das organelas depois de uma análise genética a procura de genes mitocondriais.
“Em ambientes de baixo oxigênio, eucariotas possuem muitas vezes uma forma reduzida da mitocôndria, mas acreditava-se que algumas das funções mitocondriais eram tão essenciais que essas organelas eram indispensáveis para a vida”, explica Anna Karnkowska, coautora do estudo descrevendo a nova descoberta, publicado na revista Current Biology.
Uma vez que o intestino é como um ambiente de baixo oxigênio, muitos micróbios que o chamam de casa têm mitocôndrias reduzidas. O Monocercomonoides pode ter perdido as suas com o tempo, por ter encontrado uma outra forma de obter energia. Como vive em um ambiente cercado por nutrientes, os pesquisadores especulam que ele simplesmente não tenha necessidade das organelas, absorvendo os nutrientes diretamente de seus arredores e quebrando-os com enzimas.

Problema B
No entanto, as mitocôndrias desempenham outra tarefa, além de fornecer energia à célula: também proveem aglomerados vitais de ferro e enxofre, necessários a várias proteínas.
Como os eucariotas sem mitocôndrias se viraram? Parece que o Monocercomonoides “empresta” genes de bactérias para ter seu próprio “sistema citosólico de mobilização de enxofre”, que cumpre o mecanismo normalmente encontrado na mitocôndria.
Embora a evidência pareça contundente, novos estudos precisarão verificar a descoberta. De qualquer forma, é provável que os livros didáticos tenham que ser reescritos, já que os pesquisadores suspeitam que existam outros micróbios que também não possuem as organelas.

12.495 – Biologia – Bactérias mais abundantes da Terra deram origem às mitocôndrias


mitoco
Há bilhões de anos atrás, um evento evolutivo surpreendente ocorreu: certas bactérias se tornaram obrigadas a viver dentro de outras células, iniciando uma cadeia de eventos que resultaram na mitocôndria, uma organela encontrada em todas as células eucarióticas.
Ainda mais surpreendente foi o que um estudo recente revelou: pesquisas fornecem fortes evidências de que a mitocôndria compartilha um ancestral comum com uma linhagem de bactérias marinhas conhecidas como SAR11, o grupo mais abundante de microorganismos na Terra.
Os resultados apresentados parecem fazer sentido: a fisiologia da SAR11 a torna mais suscetível a ser dependente de outros organismos e, com base na sua abundância contemporânea no oceano, a linhagem ancestral pode ter sido também abundante no antigo oceano, aumentando o encontro desta linhagem bacteriana com o anfitrião da simbiose original.
A fim de entender a história evolutiva da SAR11, pesquisadores compararam o genoma da mitocôndria de grupos diversificados de eucariontes com o genoma de linhagens de SAR11. Esta abordagem forneceu uma análise filogenética altamente sofisticada e completa destes genomas.
Além de descobrir a ligação evolutiva entre as mitocôndrias e a SAR11, a avaliação baseada na diversidade filogenômica deste grupo (ou seja, uma avaliação com base em todo o genoma, ao invés de um único gene) deu um apoio substancial para propor uma nova família de bactérias.
A implicação é que a linhagem de bactérias marinhas muito abundantes, a SAR11, contém uma quantidade significativa de diversidade genética, que indica a diversidade potencialmente significativa do seu metabolismo.
Os pesquisadores continuarão a estudar a SAR11 e sondar seus genomas para entender melhor o seu potencial metabólico e descobrir como elas se tornaram tão bem sucedidas em todo o oceano.