12.482 – Ficção (?) – Mutações genéticas podem gerar X-Men da vida real


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Segundo um artigo publicado pela revista Nature Biotechnology, existem pessoas com certas mutações genéticas que, em vez de terem sua saúde afetada, tornam-se mais resistentes. Os cientistas fizeram uma pesquisa utilizando os genomas de 800 pessoas, das quais 13 tinham ficado mais resistentes a males como a fibrose cística, uma doença altamente letal e cujo tratamento é muito caro e complexo.
A informação obtida através da análise desses casos de super-heróis genéticos poderá contribuir para o desenvolvimento de tratamentos para doenças hereditárias, que, muitas vezes, são um fardo insuperável para o seu portador.

12.481 – Biodiversidade – Conhecemos apenas 0,0001% das espécies do planeta


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O planeta teria 1 trilhão de organismos

Para chegar a essa conclusão, os biólogos responsáveis pela pesquisa construíram uma base de dados usando mais de 35 mil análises de figuras microscópicas e não-microscópicas, acumulando 5.6 milhões de espécies de todos os continentes e mares do mundo, com exceção da Antártida.
“Estimar o número de espécies da Terra é um dos maiores desafios da biologia”, disse Jay T. Lennon, pesquisador da Universidade de Indiana e um dos membros da equipe que escreveu o estudo. “Nosso estudo combina os maiores bancos de dados de modelos ecológicos disponíveis. Esta grande quantidade de informação nos deu uma estimativa rigorosa do número de espécies microbiais no planeta”, concluiu.
Obviamente, esta não é a primeira tentativa de estimar a quantidade de espécies do planeta, mas, desta vez, devidos aos inúmeros e imensos avanços tecnológicos, a pesquisa deve receber alguma credibilidade entre a comunidade científica. “Estimativas antigas praticamente ignoravam os microrganismos. Até recentemente, havia poucas ferramentas que pudessem estimar com credibilidade o número de espécies microbiais que vivem em nosso ecossistema, mas, hoje, o advento da tecnologia de análise de sequenciamento de DNA fornece uma quantidade de informações sem precedentes”, explicou Lennon.
Para ajudar a entender o tamanho do avanço científico, Lennon explica: “Antes da tecnologia de análise de sequenciamento de DNA, acreditávamos que um grama de solo tinha cem tipos de microrganismos, hoje, sabemos que pode armazenar até um bilhão de organismos”.
A pesquisa é elucidativa, mas os próprios pesquisadores ainda a tratam com cautela, já que ainda estamos dando os primeiros passos na análise de organismos microscópios. “Nosso estudo sugere que há mais espécies microbiais em nosso planeta do que estrelas em nossa galáxia. É preciso termos calma e frieza com os resultados, mas isso mudará de uma vez por todas o que sabemos sobre a árvore da vida”, afirmou o pesquisador.

12.480 – Política – Só 5 presidentes eleitos completaram o mandato nos últimos 90 anos


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Em 126 anos de República, o Brasil teve 36 governantes e apenas um terço deles (12) foi eleito diretamente e terminou o mandato. De 1926 pra cá, a proporção é ainda mais absurda: dentre 25 presidentes, apenas 5 foram eleitos pelo voto popular e permaneceram no posto até o fim: Eurico Gaspar Dutra, Juscelino Kubitschek, Lula, FHC e Dilma.
A presidente também pode se juntar a outro clube restrito com outros 6 colegas: o dos presidentes depostos via impeachment ou golpe. São eles: Washington Luís, Júlio Prestes, Getúlio Vargas, Carlos Luz, João Goulart e Fernando Collor. Tudo depende do resultado da votação do pedido de impeachment marcado para domingo (17 de maio).
O gráfico acima é uma pequena amostra de uma ampla visualização de dados contando a história de todas as sucessões republicanas no Brasil.

12.479 – Transporte – Empresa apresenta levitação magnética para trens mais barata e segura


Trem bala turco
Trem-bala turco, agora só falta o nosso

A Hyperloop Transports Technologies, uma das startups de Elon Musk que trabalham para construir o sistema de transporte público do futuro, apresentou uma tecnologia chamada “levitação magnética passiva” para alimentar o seu protótipo.
O sistema é uma alternativa mais barata e mais segura que a levitação magnética regular, também conhecida como Maglev, que está atualmente em operação em trens de alta velocidade na China e na Europa.
O Maglev exige complexas e dispendiosas atualizações de infraestrutura, tais como fontes de energia colocados em intervalos ao longo da pista. Enquanto que a levitação magnética passiva, que foi desenvolvida pelo falecido físico Richard Post em 2000, usa circuitos não motorizados de arame na pista e ímãs permanentes na base do trem para criar a levitação.
“Utilizar um sistema de levitação passiva irá eliminar a necessidade de estações de energia ao longo da pista, o que torna este sistema o mais adequado para a aplicação e vai manter os custos de construção baixos”, disse Bibop Gresta, chefe de operações da Hyperloop Transports Technologies. “De um aspecto de segurança, o sistema tem vantagens enormes, a levitação ocorre exclusivamente através do movimento, portanto, se qualquer tipo de falha de energia ocorre, os vagões continuariam a levitar e só depois de atingir velocidades mínimas iriam tocar o chão”.
Com essa tecnologia, o trem pode viajar até 1.223 km/h em um tubo à vácuo e sem atrito. Teoricamente, a viagem entre San Francisco e Los Angeles, que hoje leva até 5 horas de carro, levaria somente 30 minutos.
A empresa ainda não tem previsão de quando a tecnologia será lançada no mercado, mas prevê que mais novidades devem ser anunciadas nas próximas semanas.

12.478 – Cientistas usam células da pele para devolver visão a pacientes pela primeira vez


oftalmologia
Cientistas japoneses relataram o primeiro transplante bem-sucedido de células da pele para o olho em humanos.
Ou seja, células-tronco derivadas da pele de uma paciente foram transplantadas para seu olho para restaurar parcialmente sua visão.
A paciente que recebeu o transplante foi uma mulher de 70 anos de idade diagnosticada com degeneração macular relacionada à idade, a principal causa de deficiência visual em pessoas idosas.
Progresso

O tratamento experimental começou em 2014 como parte de um estudo piloto. Agora, dois anos após o transplante, os cientistas decidiram compartilhar os resultados.
Eles esperaram tanto tempo a fim de monitorar o progresso da paciente e avaliar o sucesso das células modificadas.
As células transplantadas sobreviveram sem quaisquer eventos adversos durante mais de um ano, resultando em uma visão um pouco melhor para a mulher.
O procedimento

Os pesquisadores tiraram um pequeno pedaço de pele do braço da paciente (4 mm de diâmetro) e modificaram as células, reprogramando-as em células-tronco pluripotentes induzidas.
Essas células têm a capacidade de se diferenciar em quase qualquer tipo de tecido dentro do corpo. Uma vez que as células foram induzidas a tornar-se epitélio pigmentar da retina, foram cultivadas em laboratório para crescer em uma folha ultrafina, a qual foi, em seguida, transplantada atrás da retina da paciente.
Cientistas restauram visão em ratos cegos
“Estou muito satisfeito que não houve complicações com a cirurgia”, disse o principal autor da pesquisa, Masayo Takahashi, do Centro Riken de Biologia do Desenvolvimento, no Japão, em 2014.
Bons resultados

Enquanto ainda é cedo para dizer que esse procedimento experimental deve ser utilizado em larga escala, os sinais até agora são promissores.
“A folha transplantada sobreviveu bem, sem quaisquer indicações de rejeições imunes nem proliferação inesperada adversa por um ano e meio, alcançando o nosso objetivo principal deste estudo piloto”, disseram os cientistas em um comunicado para a imprensa esta semana.
Embora não tenha havido uma restauração completa da visão na paciente, o estudo mostrou um avanço significativo no uso de células-tronco pluripotentes induzidas – que os cientistas pensam que podem ser usadas para tratar uma série de doenças, como Parkinson e Alzheimer, e não apenas problemas de visão.
Mais pesquisas

Uma série de outros estudos também estão mostrando resultados positivos na restauração da visão a partir de tratamentos com células-tronco.
No início do ano, pesquisadores na China e nos EUA foram capazes de melhorar a visão de bebês com catarata através da manipulação de níveis de proteína em células-tronco.
Além disso, uma mulher da cidade americana de Baltimore cega há mais de cinco anos ganhou um pouco de sua visão de volta após células-tronco serem extraídas de sua medula óssea e injetadas nos seus olhos.
Embora muitas questões permaneçam em aberto sobre esse tratamento específico, não há como negar que a pesquisa com células-tronco é um campo muito próspero de estudo. [ScienceAlert]