12.477 – Medicina – Por que acontece a disfunção sexual?


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Primeiro, vem um estímulo: um beijo, um toque, uma lambida. É a deixa para os neurotransmissores mandarem o corpo esponjoso se dilatar e se encher de sangue, pressionando as veias ao redor e mantendo o líquido retido ali. Pronto, temos um pênis ereto. Nas mulheres, o processo é mais sofisticado e, por isso, sujeito a outras variáveis. Os estímulos também desencadeiam reações físicas que envolvem a lubrificação do canal vaginal e a ampliação do fluxo sanguíneo para o clitóris, que aumenta de tamanho e se enrijece. Mas qualquer bobeada na concentração ou um pensamento errado na hora errada funcionam como água fria no sistema de aquecimento. Pode acontecer, por exemplo, de vir à mente bem no meio do amasso a conta do cartão de crédito ou a sensação de estar fazendo algo proibido ou sujo – fruto de uma educação repressora.
Outros broxadores são o estresse e a ansiedade, que disparam a produção de adrenalina, o que significa que o corpo se prepara para reagir a ataques e desliga as funções que não são prioritárias para a sobrevivência. Aí, nada de esbanjar fluxo sanguíneo para os genitais. E adeus ereção ou lubrificação.
O consumo de álcool também tem culpa no cartório. Drinques a mais têm efeito vasodilatador no corpo e deixam o tecido erétil frouxo. Por último, há a questão da saúde, em especial para os homens. Algumas doenças podem interferir no desempenho. A diabetes é um exemplo: a alta concentração de açúcar no sangue pode causar má circulação e lesões nos vasos e nos nervos do corpo todo.
E a ereção depende da boa irrigação do pênis e da livre condução dos impulsos elétricos entre os neurônios. Pressão alta é outro fator de risco, porque as artérias podem perder a flexibilidade e se tornarem rígidas, dificultando a passagem do sangue.
Por outro lado, cada vez mais a indústria farmacêutica tem se aplicado em encontrar pílulas do tesão, como o Viagra. Esses remédios permitem maior afluxo de sangue no pênis, ajudando na ereção. Como o prazer feminino não depende de uma questão mecânica, o buraco é mais embaixo.
As mulheres produzem doses bem menores de testosterona do que os homens – e esse hormônio é o gatilho do desejo. A ciência ainda não desvendou como esse mecanismo funciona exatamente, mas há indícios de que a substância amplie a agressividade sexual e facilite a transmissão dos impulsos nervosos, o que aumenta a vontade de ter relações. Por isso, alguns dos novos medicamentos que prometem favorecer a libido delas levam testosterona na fórmula.
Caça ao desejo perdido
As drogas que prometem prazer para as mulheres.

Flibanserina
Aumenta os níveis de dopamina e noradrenalina e baixa os de serotonina.

Lybrido
Associa a testosterona com a sildenafila, mesma droga do Viagra.

Lybridos
Tem buspirona, que ajuda a baixar o nível de serotonina, para reduzir a inibição.

ORL101
É uma versão sintética da melatonina, hormônio associado ao sono e à libido.

Bremelanotida
Ativa os receptores do hormônio melanocortina, cuja deficiência está ligada à queda da libido.

Tefina
É um gel intranasal com uma dose baixa de testosterona.

12.476 – Acredite se Puder – Empresa de biotecnologia vai tentar trazer 20 mortos de volta à vida


O Maior Desafio da Humanidade

Sim, você leu certo: uma empresa de biotecnologia da Philadelphia pretende reviver 20 pessoas. E eles conseguiram aprovação ética de um corpo de diretores dos órgãos de saúde dos Estados Unidos e da Índia para tocar a ideia adiante.
Num período de seis semanas a companhia, chamada Bioquark, usará um projeto chamado ReAnima para tentar trazer essas pessoas de volta à vida.
Os pacientes estão clinicamente mortos e dependem de aparelhos para se manter minimamente ativos. A Bioquark pretende usar células tronco, estimulação de nervos e outras técnicas para tentar reverter o quadro.
“Para empreender uma iniciativa de tamanha complexidade estamos combinando ferramentas de medicina regenerativa biológica com outros dispositivos médicos tipicamente usados para estimular o sistema nervoso central em pacientes com outras desordens severas de consciência”, explica o doutor Ira Pastor, CEO da empresa.
De acordo com o The Next Web, a Bioquark está se baseando em estudos recentes que sugerem que ainda há alguma atividade cerebral e fluxo sanguíneo após a morte cerebral, mas isso não é suficiente para que o corpo continue operando normalmente. Há outras criaturas que conseguem reverter o quadro com regeneração, reparo ou remodelando completamente partes do cérebro.
Pastor acredita que os primeiros resultados devem ser vistos nos primeiros dois ou três meses. “Isso representa a primeira tentativa do tipo e outro passo em direção a um eventual [processo de] reversão da morte.”

12.475 – Mega Byte – Tempo gasto no Facebook é quase o mesmo tempo que para comer e beber


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Via Folha de São Paulo

O Facebook anunciou resultados trimestrais deslumbrantes, na semana passada. A receita líquida quase triplicou, para US$ 1,5 bilhão, e o número de usuários ativos por mês atingiu o recorde de 1,65 bilhão. Mas foi um número muito menor que atraiu minha atenção.
Cinquenta minutos. Esse é o tempo médio que os usuários dedicam às suas plataformas Facebook, Messenger e Instagram a cada dia, e não inclui os números do popular app de mensagens WhatsApp, que a companhia controla.
Talvez não pareça muito. Mas há apenas 24 horas no dia, e a pessoa média dorme 8,8 horas diárias. Isso significa que o usuário médio passa mais de 6% de seu tempo útil diário no Facebook.
O total supera o de quase qualquer outra atividade de lazer entre as acompanhadas pelo Serviço de Estatísticas do Trabalho norte-americano, com a exceção de assistir televisão e filmes (média diária de 2,8 horas). É mais tempo do que as pessoas dedicam a ler (19 minutos), fazer esportes ou exercícios (17 minutos) ou eventos sociais (quatro minutos). E quase tanto tempo quanto as pessoas gastam para comer e beber (1,07 hora).
Mas o tempo médio dedicado pelas pessoas ao Facebook subiu, de cerca de 40 minutos ao dia em 2014, enquanto o número médio de usuários mensais também disparava. Alguns usuários devem estar passando muitas horas ao dia no site, talvez por conta de uma síndrome conhecida extraoficialmente como distúrbio de vício em Internet.
Mark Zuckerberg, o presidente-executivo do Facebook, revelou o dado sobre os 50 minutos de uso quase casualmente, em conversa com analistas sobre os resultados da empresa, no mês passado. Mas a informação poderia facilmente ter sido o primeiro slide em sua apresentação, porque o tempo se tornou o cálice sagrado das novas mídias.
O tempo é a o melhor indicador de engajamento, e engajamento se correlaciona a efetividade publicitária. O tempo também eleva o estoque de impressões publicitárias que o Facebook pode vender, o que traz maior faturamento (um avanço de 52% no trimestre passado, para US$ 5,4 bilhões).
E o tempo permite que o Facebook aprenda mais sobre os hábitos e interesses de seus usuários, e com isso direcione melhor a sua publicidade. O resultado é um potencial efeito de rede que os concorrentes terão dificuldade para acompanhar.
Com base no tempo médio dedicado à plataforma o Facebook tem poucos rivais. De acordo com os mais recentes dados da comScore, o único que se aproxima é o YouTube, da Alphabet, ao qual os usuários dedicam em média 17 minutos ao dia. Isso é menos do que os 35 minutos diários dedicados ao Facebook (os números da comScore diferem dos oferecidos pelo Facebook porque se baseiam apenas em usuários localizados nos Estados Unidos.)
Os usuários dedicam em média nove minutos ao dia a todos os sites do Yahoo, dois minutos ao LinkedIn e apenas um minuto ao Twitter, de acordo com a comScore. Não admira que o Twitter enfrente dificuldades para atrair anunciantes.
Os usuários que passam mais tempo no Facebook tendem também a se enquadrar à faixa etária dos 18 aos 34 anos, muito cobiçada pelos anunciantes.
A disparada na popularidade do Facebook e de outras mídias sociais naturalmente traz algumas questões: o que os usuários do Facebook fazem no site durante os 50 minutos que ficam por lá? Isso interfere com seu trabalho (e produtividade), ou no caso dos jovens, com o estudo e leituras?
Esse é um dado difícil de extrair. Para começar, as pessoas não querem admitir em pesquisas que estão usando a mídia social quando na verdade deveriam estar fazendo outra coisa.
Embora o Serviço de Estatísticas do Trabalho pesquise sobre quase todas as atividades que possam concebivelmente ocupar o tempo dos norte-americanos (o que inclui esgrima e exploração de cavernas), não registra especificamente o tempo que elas dedicam à mídia social, tanto porque a atividade pode ter propósitos múltiplos – trabalho e lazer igualmente – e porque as pessoas muitas vezes o fazem enquanto estão ostensivamente engajadas em outras atividades, de acordo com um porta-voz da agência governamental.
A categoria mais próxima seria de “uso de computador para lazer”, que cresceu de oito minutos em 2006, quando o serviço começou a recolher os dados, para 14 minutos em 2014, a data da pesquisa mais recente. Ou talvez seja “comunicação e socialização”, que caiu de 40 para 38 minutos.
Mas o tempo dedicado à maioria das atividades de lazer não mudou muito nos oito anos pesquisados pela agência. O tempo dedicado à leitura caiu de 22 para 19 minutos. Assistir TV e filmes subiu de 2,57 para 2,8 horas. O tempo médio dedicado ao trabalho caiu de 3,4 para 3,25 horas. (O total pode parecer baixo, mas boa parte da população, entre os quais os jovens e idosos, não trabalha.)
Os números da agência, porque cobrem toda a população, podem ser amplos demais para capturar mudanças dentro de categorias demográficas importantes. A comScore reportou uma queda de 2% no número de horas dedicadas a assistir TV (ao vivo ou gravada) no ano passado, e disse que os telespectadores mais jovens, especialmente estavam abandonando a tradicional TV ao vivo.
As pessoas dos 18 aos 34 anos dedicam apenas 47% de seu tempo televisivo à TV em formato convencional, e 40% dele a assistir programas de TV em aparelhos móveis. Entre as pessoas com 55 anos ou mais, 70% do tempo de TV é dedicado a televisores, de acordo com a comScore. Assim, entre os jovens, o avanço no tempo dedicado à mídia social pode estar acontecendo em detrimento da TV.

12.474 – A Ciência Política


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É o estudo da política, das estruturas e dos processos de governo.
O estudo da política surgiu na Grécia Antiga, quando Aristóteles se dedicou a compreender e a definir as diferentes formas de governo. Desde então, a política entrou em pauta e recebeu grande atenção de governantes e das respectivas sociedades, pois a política está presente em toda relação humana. Destacá-las fez com que ganhasse especial atenção para análises. Mas, embora a atenção tenha sido reforçada sobre a política, a Ciência Política propriamente dita só se constituiu muito mais tarde. Ela reuniu filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, por exemplo, para compor análises sobre o Estado, sobre o governo e suas funções. A Ciência Política surgiu no decorrer do século XIX, reconhecido por ser o século de surgimento das Ciências Humanas, como Sociologia, Antropologia e História. Surgiria nessa época algo diferente da Filosofia Política praticada pelos gregos antigos.
O termo Ciência Política foi cunhado por Herbert Baxter Adamn, Professor de História na Universidade Johns Hopkins (EUA), em 1880. O termo hoje se aplica à teoria e à prática da política, assim como envolve descrições e análises dos sistemas políticos e dos comportamentos políticos. Como ciência de estudo da política, dedica-se aos sistemas políticos, às organizações e aos processos políticos. Atenta-se também para o estudo das estruturas e das mudanças nas estruturas, assim como análises de governo. Entre os focos de atenção dos cientistas políticos podem estar empresas, sindicatos, igrejas e vários outros tipos de organização dotados de estruturas e processos que se aproximem de um governo.
A Ciência Política abrange campos como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, as ideologias, a economia política, a geopolítica, a geografia política, as políticas públicas, as relações internacionais, a administração pública e outros. Em sua prática há o emprego de diversos tipos de metodologia como o estruturalismo, o behaviorismo, o racionalismo, o realismo, o pluralismo e o institucionalismo. Assim, os métodos e as técnicas podem envolver fontes primárias e secundárias. Há, contudo, uma discussão interna na Ciência Política sobre seu objeto de estudo, pois alguns acreditam que o foco central é o Estado e outros acreditam que o poder. A maioria dos cientistas políticos defende o segundo, pois é mais abrangente que o primeiro.
Embora a Ciência Política tenha raízes muito antigas e tenha se consolidado há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos, constituindo departamentos próprios de estudos nas universidades, no Brasil ela é relativamente recente ainda. Fruto de um processo que começou a se desenvolver em meados da década de 1960.