12.473 – Fragmentos do Cometa Halley poderão ser vistos no céu


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Halley emprestou seu nome ao mais famoso dos cometas

Esse fenômeno atinge seu auge entre os dias 5 e 7 de maio e será melhor visualizado do Hemisfério Sul. Embora o corpo celeste só se aproxime da Terra a cada 76 anos (a última vez foi em 1986), fragmentos de sua cauda são visíveis anualmente.
Você não vai precisar de telescópios ou equipamentos sofisticados para ver o fenômeno, apenas de seus olhos, um céu limpo e um pouco de paciência. O ideal é procurar um lugar mais rural, afastado das luzes da cidade. Como neste ano a chuva de meteoros ocorre em um período de lua nova, sua visibilidade deve ser maior. A atividade mais intensa está prevista para ocorrer na noite desta quinta-feira.
Essa chuva de meteoros associada ao Cometa Halley é chamada de Eta Aquáridas. Ela tem esse nome porque seu radiante fica próximo da estrela Eta Aquarii, uma das mais brilhantes da constelação de Aquário. Durante sua atividade, até 30 meteoros podem ser vistos por hora.
O Cometa Halley é uma bola de rocha e gelo que resultou da formação do nosso sistema solar. Quando esse corpo celeste passa perto do sol, o calor derrete sua superfície gelada, liberando partículas de gelo e poeira. Os destroços acompanham a trajetória do cometa, formando uma cauda que aponta para longe do sol. Quando a Terra cruza a órbita do cometa, nós passamos por essa cauda.
A gravidade do nosso planeta atrai o gelo e poeira que o Halley deixou para trás. Quando esses fragmentos atravessam nossa atmosfera, ele entra em atrito com as moléculas do ar. Com isso, os destroços queimam, deixando um rastro no céu, causando uma chuva de meteoros.

12.472 -Astronomia – Mais sobre os Exoplanetas


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Dessa vez, a descoberta vai além da mera possibilidade: na Bélgica, um grupo de cientistas encontrou três planetas muito parecidos com a Terra – e, pela primeira vez, são astros que permitem que se estude a atmosfera local para determinar se há ou não vida por lá.
Os planetas estão a cerca de 36 anos-luz de distância da Terra, e orbitam uma estrela batizada de Trappist-1, que é bem menor, menos brilhante e mais fria do que o nosso Sol. Os planetas, que têm quase o mesmo tamanho da Terra, estão quase 100 vezes mais próximos da Trappist do que nós do Sol. A tal estrela foi descoberta por um time de astrônomos da Universidade de Liège, na Bélgica, fica na constelação de Aquário, e é tão pequena que sequer pode ser vista a olho nu daqui.
Mas é justamente por isso que a descoberta é tão importante. O raciocínio é o seguinte: para determinar se um planeta pode ou não abrigar vida, os cientistas precisam estudar os gases que formam a atmosfera local. Para isso, eles analisam a deformação da luz no planeta – a lógica é que, como cada gás deforma a luz de um jeito específico, dá para determinar que gases estão presentes por ali. O problema disso é que as estrelas maiores e mais quentes, que costumam ser as primeiras apostas para procurar vida, ofuscam tudo o que estiver próximo a elas (mais ou menos como o Sol durante o dia, aqui na Terra), o que torna impossível essa análise de gases. E aqui está a novidade: a Trappist é tão escura e pequena que os astrônomos conseguem enxergar o caminho da luz nos três planetas e determinar a composição gasosa de cada atmosfera. Bingo!
O engraçado é que, até agora, ninguém havia prestado muita atenção na tal estrelinha. Mas foi só observar o sistema um pouco mais para perceber que uma organização planetária desse tipo nunca havia sido encontrada antes. Por isso, os cientistas belgas estão otimistas: no artigo em que revelam a descoberta, eles concluem dizendo que “se vamos começar a procurar vida na galáxia, este com certeza é o melhor lugar”.

12.471 – Gen(ética) – Cientistas querer aumentar tempo de pesquisa com embriões antes de inseminação


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Os pesquisadores, da Universidade Rockefeller, em Nova York, e da Universidade de Cambridge, estavam estudando as mudanças que os embriões passam após sua fase mais precoce do desenvolvimento. O estudo acompanhou o desenvolvimento de fetos com mais de sete dias – período no qual eles já deveriam ser implantados no tecido do útero.
Em geral, os embriões são usados em pesquisas com célula-tronco, mas os cientistas afirmam que desenvolvê-los por mais tempo pode ajudar a entender melhor a gravidez e crescimento humano. Quando a gravidez falha logo no início, por exemplo, muitas vezes é porque o embrião não foi implantado com sucesso, e desenvolvendo os embriões em um ambiente controlado, seria possível ajudar os pesquisadores a descobrir o que está acontecendo de errado durante esse período crucial.
Segundo a pesquisa, após a fertilização e o tempo de sete dias, os embriões foram mantidos por mais um período e 13 dias eles ainda pareciam estar em desenvolvimento. No entanto, as amostras precisaram ser destruídas por causa de um acordo internacional aprovado há mais de 30 anos, que impede a investigação em embriões humanos fora do útero passado 14 dias.
Mas, em um comentário publicado juntamente com os estudos, três apoiadores da pesquisa de desenvolvimento humano estão incitando os cientistas, especialistas em ética e formuladores de políticas a considerar a revisão do limite.
A ideia da regra de 14 dias é colocar alguns limites morais sobre a criação e destruição de embriões humanos, embora os cientistas ainda trabalhem com fetos em campos como fertilização in vitro e desenvolvimento das células, ambos os quais podem proporcionar grandes benefícios para os seres humanos já crescidos.
O valor de referência de 14 dias foi proposto, porque, depois de cerca de duas semanas, os embriões humanos começam a formar células que funcionam como um ponto central para iniciar o desenvolvimento de um corpo humano simétrico. Para defensores da regra, isto significa, filosoficamente, que o embrião está no seu caminho para se tornar uma pessoa.

12.470 – Poluição – 80% da água subterrânea da China está contaminada


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“Arpocalipse” na China

Resultado da super ocupação humana, água e ar contaminados na China.
Em meio à poluição atmosférica que assola a China, o país enfrenta outra crise ambiental silenciosa e, muitas vezes, invisível: a contaminação das águas subterrâneas.
Produtos químicos, tais como o manganês, flúor e triazóis (usados em herbicidas) foram detectados na maioria dos 2.103 poços subterrâneos testados em um novo estudo divulgado pelo governo daquele país, relata o The New York Times.
Os resultados são alarmantes: a qualidade da água foi classificada como de Grau 4 em 32,9% dos pontos avaliados, o que significa que é somente segura para ser utilizada em processos industriais; em outros 47,3% deles, a classificação foi de Grau 5, o que significa que ela é ainda menos segura para uso.
As origens dessa poluição são velhas conhecidas, com raízes em práticas que afetam tanto o campo como as cidades. Desde 1990, a China tornou-se o maior consumidor de fertilizantes nitrogenados do mundo, que, apesar de ajudarem no crescimento rápido do cultivo, aumentando a oferta de alimentos, também deterioram o solo e poluem lençóis freáticos.
As indústrias com seus resíduos da produção,especialmente as têxteis (que geram metais pesados, tóxicos e substâncias cancerígenas) são outra fonte significativa de poluição no país.
Atento ao problema, em 2011, o Ministério da Proteção Ambiental lançou um programa que deveria mitigar a poluição da água subterrânea até 2020. O plano era fortalecer a gestão da água, melhorar os regulamentos e implementá-los por meio da aplicação da lei e da educação pública. Ao que parece, o intento não foi bem sucedido.
“As pessoas nas cidades veem a poluição do ar todos os dias, o que cria uma enorme pressão pública. Mas nas cidades, as pessoas não veem quão ruim a poluição da água é. Do meu ponto de vista, isso mostra como a água é o maior problema ambiental na China”, afirmou Dabo Guan, professor da Universidade de East Anglia, ao The New York Tiimes.
Segundo o diretor do Instituto de Assuntos Públicos e Ambientais de Pequim, Ma Jun, a água testada foi encontrada principalmente em poços subterrâneos rasos, que não são utilizados no abastecimento de água potável nas cidades (em vez disso, elas normalmente recebem água de reservatórios profundos).
No entanto, ele observou que, em muitos lugares, os moradores ainda estavam bombeando água dos poços que foram testados, expondo-se a graves problemas saúde. Além disso, como a água segue um ciclo, a piora de sua qualidade eventualmente acabará por comprometer a oferta nas cidades.

12.469 – Biologia – Clima e Umidade


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Quando a chuva penetra no solo, enche os espaços do mesmo.
O volume que consegue encher se chama espaço poroso e varia de 40 a 60%, conforme o solo. A água que se infiltra se chama água gravitacional e a que é retida entyre as partículas é água capilar e a que fica em torno das partículas é a água hidroscópica. Já a que se combina com as substâncias do solo é a água combinada.
Do ponto de vista ecológico, a quantidade efetiva da água em um habitat qualquer não é tão importante quanto a possibilidade de aproveitamento.
Umidade do ar
Consideremos apenas a umidade relativa, porque a umidade absoluta é quase sem importancia ecológica.
A umidade relativa da atmosfera diminui sempre que se produz o aumento da temperatura, portanto a umidade do ar depende da temperatura. É o que permite a vida nos desertos.
As plantas de tal região só abrem os “estomas” a noite, quando a perda de água pela transpiração é mínima.
O próprio ar é responsável pela umidade em si existente. Um vento suave de 8 km por hora aumenta a transpiração das plantas em 20%. Se a velocidade chegar a 24 km, a transpiração chega a 50%.
A temperatura do ar é medida por meio de termômetros. Os boletins meteorológicos costumam indicar as temperaturas máxima e mínima previstas para um determinado período.
O vapor de água presente no ar ajuda a reter calor. Assim verificamos que, em lugares mais secos, há menor retenção de calor na atmosfera e a diferença entre temperatura máxima e mínima é maior. Simplificando, podemos dizer que nesses locais pode fazer muito calor durante o dia, graças ao Sol, mas frio à noite como, por exemplo, nos desertos e na caatinga.
Roupas típicas de habitantes do deserto costumam ser de lã, um ótimo isolante térmico, que protege tanto do frio quanto do calor excessivo. Além disso, as roupas são bem folgadas no corpo, com espaço suficiente para criar o isolamento térmico.

Umidade do Ar
A umidade do ar diz respeito à quantidade de vapor de água presente na atmosfera – o que caracteriza se o ar é seco ou úmido – e varia de um dia para o outro. A alta quantidade de vapor de água na atmosfera favorece a ocorrência de chuvas. Já com a umidade do ar baixa, é difícil chover.

Quando falamos de umidade relativa, comparamos a umidade real, que é verificada por aparelhos como o higrômetro, e o valor teórico, estimado para aquelas condições. A umidade relativa pode variar de 0% (ausência de vapor de água no ar) a 100% (quantidade máxima de vapor de água que o ar pode dissolver, indicando que o ar está saturado).
Em regiões onde a umidade relativa do ar se mantém muito baixa por longos períodos, as chuvas são escassas. Isso caracteriza uma região de clima seco.
A atmosfera com umidade do ar muito alta é um fator que favorece a ocorrência de chuva. Quem mora, por exemplo em Manaus sabe bem disso. Com clima úmido, na capital amazonense o tempo é freqüentemente chuvoso.
Como já vimos, a umidade do ar muito baixa causa clima seco e escassez de chuvas.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), valores de umidade abaixo de 20% oferecem risco à saúde, sendo recomendável a suspensão de atividades físicas, principalmente das 10 às 15horas. A baixa umidade do ar, entre outros efeitos no nosso organismo pode provocar sangramento nasal, em função do ressecamento das mucosas.
No entanto, também é comum as pessoas não se sentirem bem em dias quentes e em lugares com umidade do ar elevada. Isso acontece porque, com o ar saturado de vapor de água, a evaporação do suor do corpo se torna difícil, inibindo a perda de calor. E nosso corpo se refresca quando o suor que eliminamos evapora, retirando calor da pele.
A quantidade de chuva é medida pelo pluviômetro. Nesse aparelho, a chuva é recolhida por um funil no alto de um tambor e medida em um cilindro graduado.
A quantidade de chuva é medida no pluviômetro em milímetros: um milímetro de chuva corresponde a 1 litro de água por metro quadrado. Quando se diz, por exemplo, que ontem o índice pluviométrico, ou da chuva, foi de 5 milímetros na cidade de Porto Alegre, significa que se a água dessa chuva tivesse sido recolhida numa piscina ou em qualquer recipiente fechado, teria se formado uma camada de água com 5 milímetros de altura.
Os meteorologistas dizem que a chuva é leve quando há precipitação de menos de 0,5mm em uma hora; ela é forte quando excede os 4mm.