12.467 -Ufologia – A probabilidade de os terráqueos serem únicos no Universo é mínima


via lactea

Há um mistério que intriga a humanidade: é a possibilidade de que civilizações inteligentes além da nossa tenham florescido ao longo da história do Universo. Nesse sentido, o astrofísico norte-americano Frank Drake — que, por sinal, fundou o SETI, um projeto voltado na busca por inteligência extraterrestre — propôs uma equação nos anos 60 para definir quais seriam as variáveis necessárias para que uma civilização alienígena pudesse se comunicar conosco.

Entretanto, existe um problema com a equação de Drake. Ela possui muitas variantes hipotéticas, como a duração de tempo na qual uma civilização avançada poderia existir — e esse aspecto éincrivelmente hipotético. Afinal, só temos a nós mesmos como parâmetro, e não é porque os humanos começaram a se desenvolver tecnologicamente há 10 mil anos que outras sociedades também devam ou tenham que se desenvolver da mesma maneira.

Equação reformulada

Em um estudo publicado recentemente no renomado periódico científico Astrobiology, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos EUA, resolveram dar uma ligeira reformulada na equação de Drake para ver no que dava.

Assim, em vez de focar em civilizações inteligentes que possivelmente existem agora na Via Láctea, eles se concentraram em estimar a probabilidade de que alguma sociedade avançada tenha se desenvolvido no Universo ao longo dos mais de 13 bilhões de anos de sua existência. Na verdade, o que os pesquisadores fizeram foi se perguntar: será que nós somos a única espécie tecnológica de todos os tempos?

Além disso, os cientistas incorporaram as novas descobertas relacionadas com a ocorrência de exoplanetas no cosmos e zonas de habitabilidade à equação de Drake. Pois, com essa mudança de abordagem, os pesquisadores eliminaram a questão da “longevidade” da conta e puderam calcular com qual frequência ao longo da história do Universo uma forma de vida seria capaz de evoluir até um estágio avançado.

O resultado?

Segundo as estimativas deles, a nossa civilização só poderia ser única no cosmos se a probabilidade de uma sociedade avançada se desenvolver em um planeta habitável for menor do que cerca de 1 em 10 bilhões de trilhões. Ou seja, apesar de as chances de existirem espécies inteligentes em mundos alienígenas serem baixas segundo a equação de Drake, elas teriam que ser incrivelmente ínfimas para jamais terem existido para começo de conversa.

Bem, “1 em 10 bilhões de trilhões” é uma cifra extraordinariamente pequena e, conforme explicaram os cientistas, o resultado sugere que outras civilizações avançadas se desenvolveram — e desapareceram — antes de nós surgirmos por aqui. Aliás, esse seria o aspecto triste do estudo.

Considerando que o Universo tem mais de 13 bilhões de anos, mesmo que outras sociedades inteligentes tenham surgido na Via Láctea, por exemplo, se elas viveram apenas durante o período que os humanos (tecnologicamente avançados) existem, ou seja, 10 mil anos, isso significa que todas provavelmente já estão extintas. E quando as civilizações que ainda estão por surgir aparecerem, nós, terráqueos, não estaremos mais por aqui para recebê-las.

 

 

12.466 – Estudo com vermes pode resultar na fonte da juventude


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Cientistas encontraram uma forma de anular o processo de envelhecimento nos vermes, o que pode ser a chave para reverter a velhice humana e combater doenças relacionadas a ela.
Por meio de testes realizados com a espécie de nematódeo Caenorhabdtis elegans, um verme da família Rhabtidae, de 1 mm de comprimento, os cientistas norte-americanos conseguiram isolar um interruptor genético que “apaga” os mecanismos celulares de proteção, fazendo com que a velhice comece abruptamente, após alcançada a maturidade sexual. A descoberta é de grande importância, já que os seres humanos contam com esse mesmo interruptor genético.
“Nossas descobertas sugerem que deve haver uma forma de reverter esse interruptor e proteger nossas células do envelhecimento por meio do aumento de sua capacidade de resistir ao estresse”, afirmou o professor de Biociências Moleculares, Richard Morimoto. “Os Caenorhabdtis elegans mostraram que o envelhecimento não é um processo contínuo de muitas etapas, como se pensava antes”.

12.465 – Biologia – Austrália vai infectar carpas invasoras com herpes


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Carpas podem parecer inofensivas em aquários aqui no Brasil, mas na Austrália elas são um problema sério: lançam lama na superfície dos rios onde vivem, competem com outros peixes por comida, desequilibram o meio ambiente e geram um prejuízo de 500 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 1,3 bilhão) por ano para o país. Desde 1970, o governo tem lutado para encontrar uma solução para o problema, mas só agora encontrou uma arma ecologicamente viável: matar a praga com o vírus da herpes.
A ideia é contaminar a maior bacia hidrográfica do país, a Murray-Darling, que tem 3400 km de extensão – de acordo com projeções do ministério da Ciência, a doença deve matar 95% dos peixes invasores em até 30 anos. Mas pode ficar tranquilo: esse tipo de herpes – chamado cyprinid herpesvirus-3 -, só ataca as carpas, e não faz mal nem aos seres humanos nem a outros animais. Pelo menos é o que diz a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation, uma espécie de Anvisa australiana, que nos últimos dez anos tem realizado testes em galinhas, ratos, sapos, tartarugas e outros peixes para verificar se há algum perigo, e deu o sinal verde para o ataque.
A herpes que o governo pretende usar como arma contra a superpopulação foi especialmente desenvolvida para as carpas. Ela ataca os rins, as guelras e as escamas dos peixes e faz com que elas parem rapidamente de respirar. Parece cruel, mas a morte é rápida e indolor: depois de infectadas, as carpas passam uma semana sem sintomas, carregando e espalhando o vírus entre os outros peixes da espécie, e morrem de repente, nas últimas 24 horas.
Toda essa estratégia, porém, não vai ser nada barata. O custo estimado é de 15 milhões de dólares australianos (R$ 40 milhões), que serão direcionados principalmente para a remoção e o descarte dos peixes mortos. Este, aliás, é o maior problema de usar uma doença como arma – em poucas semanas, milhares de carcaças de carpas se amontoarão nas margens da bacia hidrográfica, e o governo ainda não decidiu o que fazer. Algumas ideias são enterrar os peixes mortos, usá-los para fabricar ração para cachorro ou transformá-los em adubo, mas todas essas soluções ainda precisam ser votadas pelo parlamento. Por isso, o projeto só deve ser implantado em 2018.

12.464 -Mega Byte – WhatsApp explica por que não entrega os dados que a polícia brasileira pede


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O WhatsApp entrou em rota de colisão com a Justiça brasileira nos últimos tempos. Primeiro, o aplicativo foi ameaçado de suspensão; depois, no fim do ano passado, foi banido por algumas horas no país. Na semana passada, o vice-presidente do Facebook (empresa dona do WhatsApp), Diego Dzodan, foi preso pela Polícia Federal por causa, justamente, da falta de colaboração em investigações policiais. Podem ser casos distintos, envolvendo crimes diferentes, mas o problema entre Justiça e WhatsApp é o mesmo.
O aplicativo não fornece as informações solicitadas pelas autoridades, e isso tem causado atritos, levando a estas atitudes extremas de juízes pelo país. Mas, afinal de contas, por que o WhatsApp não colabora? Para entender o caso, Matt Steinfeld, diretor de comunicação do aplicativo esclareceu a situação.
A alegação da empresa é simples: NENHUMA mensagem é guardada em seus servidores. Não importa quantas vezes a Justiça brasileira (ou de qualquer outro lugar do mundo) pedir, o WhatsApp não pode oferecer o que ele não tem.
O mais interessante de toda esta situação é que, mesmo que armazenasse as mensagens, pouco poderia ser feito para ajudar a Justiça, porque o aplicativo aposta em criptografia end-to-end, que, basicamente, significa que as mensagens saem do celular já criptografadas, fazem todo o trajeto celular-servidor-outro celular e só são desencriptadas quando chegam ao recipiente final, para que ele possa ler o que foi escrito. Ou seja: mesmo que guardasse estas mensagens e fotos, o WhatsApp não teria a chave para poder vê-las, ou para permitir que as autoridades as vejam.
Isso é importante por vários motivos. Para o WhatsApp, é a garantia que pode oferecer aos usuários de que suas mensagens não serão interceptadas, por qualquer motivo, seja para o caso do cibercrime, seja para o caso de ciberespionagem governamental (de qualquer governo que seja).
Matt Steinfeld: No caso recente, nós cooperamos totalmente dentro de nossas capacidades. Há alguns recursos do WhatsApp que limitam a nossa capacidade de fornecer informações nestas investigações.
É importante observar que o WhatsApp não armazena o conteúdo das mensagens. A partir do momento em que entregue entre duas pessoas, ela é apagada dos nossos servidores. Nós só temos nossos servidores com o propósito de entregar as mensagens. Não mantemos registros sobre o que as pessoas conversam nos nossos servidores.
Outra coisa importante é que nos últimos dois anos, nós implantamos um recurso chamado criptografia ‘end-to-end’. Ela basicamente ‘bagunça’ a mensagem enviada, o que inclui texto, fotos, vídeos, clipes de voz para que ela não possa ser acessada por cibercriminosos ou outros agentes maliciosos. Nós fazemos isso porque as pessoas que se comunicam usando o WhatsApp compartilham informações muito pessoais e íntimas com seus amigos e familiares. As pessoas usam o WhatsApp para falar com seus psiquiatras, com seus médicos, seus parceiros de negócios, e eles querem que estas comunicações sejam mantidas em segurança.
O que isso significa é que o próprio WhatsApp não pode acessar o conteúdo das mensagens das pessoas. Se nós vamos proteger as mensagens de cibercriminosos, isso também significa que nós não podemos lê-las. Por causa disso, somos muito limitados nas informações que nós somos capazes de oferecer.
Se você observar o caso desta semana, nós afirmamos muito claramente: não podemos oferecer informações que nós simplesmente não temos.

12.463 – Astronomia – Descoberto grupo de 3 planetas habitáveis


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Um grupo internacional de astrônomos anunciou a descoberta de três planetas potencialmente habitáveis.
No entanto, o press release produzido pelo ESO (Observatório Europeu do Sul) “vendeu” esses mundos como “potencialmente habitáveis”. Eles estão mentindo? É uma pegadinha? Não, é só uma consequência de estudarmos planetas num sistema tão radicalmente diferente do nosso.

A estrela Trappist-1 é o que os cientistas chamam de anã vermelha ultrafria, com temperatura superficial de cerca de 2.300 graus Celsius e apenas 8% da massa do Sol. É uma estrelinha, cujo diâmetro é mais parecido com o de Júpiter do que com o solar. Por consequência, o sistema também se parece mais com o das grandes luas jovianas do que com o espaçoso Sistema Solar. Os três planetas que cruzam ocasionalmente à frente da estrela — e com isso “entregam” sua existência a telescópios na Terra — provavelmente estão numa trava gravitacional, o que significa que eles têm a mesma face virada para a estrela o tempo todo (como Io, Europa, Ganimedes e Calisto fazem com Júpiter, e a nossa Lua faz com a Terra).
Na prática, isso quer dizer que os planetas Trappist-1b, 1c e 1d podem ter uma face que fica permanentemente sob seu sol e outra que reside em tempo integral na escuridão. Alguns modelos sugerem que, em mundos assim, o hemisfério iluminado seja quente demais, o escuro seja frio demais, e uma pequena faixa “maomeno” exista entre o dia e a noite — um potencial oásis habitável num planeta de resto bastante hostil à vida.
SERÁ?
Aí é que entra o charme da descoberta. Não teremos de especular sobre isso durante centenas de anos, como fizemos sobre todo esse assunto de exoplanetas nos últimos quatro séculos. A partir de 2018, quando o Telescópio Espacial James Webb for lançado ao espaço pela Nasa, esses três planetas em Trappist-1 serão alvos preferenciais para pesquisa.
Eles preenchem três critérios essenciais: orbitam estrelas pequenas, passam à frente de suas estrelas com relação ao nosso ponto de vista e têm o tamanho que nos interessa, sendo mundos potencialmente rochosos.
Quando um desses mundos transita pela estrela, a luz dela que passa de raspão pela atmosfera do planeta carrega consigo — em nossa direção — uma assinatura de sua composição, além de várias outras informações a respeito do planeta. É o chamado “espectro de transmissão”, que o novo telescópio espacial da Nasa poderá detectar com grande precisão.
“Dados do Telescópio Espacial James Webb devem produzir fortes parâmetros-limite para massas planetárias [que permitirão estimar a estrutura interna desse mundos], temperaturas atmosféricas [para testar nossos modelos de zona habitável], e abundâncias de moléculas com grandes bandas de absorção, inclusive vários biomarcadores [indicativos de vida] como H2O [água], CO2 [dióxido de carbono], CH4 [metano] e O3 [ozônio]”, escrevem os autores em seu artigo científico.
Planetas como os que existem em torno de Trappist-1 são os que nos darão a primeira chance de começar a de fato comparar sistemas vizinhos ao nosso, indo além dos parâmetros básicos como características gerais da estrela e tamanho e massa dos planetas circundantes. Poderemos ver se há lá versões de planetas similares a Vênus, se há mundos com faixas habitáveis, se a circulação do calor pela atmosfera se dá conforme nossos modelos e se eles têm um jeitão parecido ou muito diferente, se comparados à Terra e aos planetas solares.
Mais empolgante ainda é o fato de que a busca feita com o telescópio Trappist (acrônimo para TRAnsiting Planets and PlanetesImals Small Telescope), localizado em La Silla, instalação do ESO no Chile, até agora mirou apenas 60 estrelas. Se numa amostragem tão pequena já achamos mundos tão interessantes e ao alcance da próxima geração de telescópios para caracterização, o que podemos esperar das próximas descobertas? Como serão os sistemas Trappist-2, 3 e 4? Não tardará a encontrarmos aí planetas do tamanho da Terra banhados pelo mesmo nível de radiação que nosso mundo ganha do Sol, numa distância que permitirá sondagens mais detalhadas.
Com efeito, a Nasa pretende lançar no ano que vem um telescópio espacial chamado TESS, cujo objetivo é encontrar justamente mais desses alvos preferenciais para posterior caracterização.

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