12.380 – Por que os anões não atingem a estatura normal?


anão
Compare a altura dele com a de outras pessoas

O segredo para o crescimento fica dentro dos ossos. Eles têm um tecido cartilaginoso, como o da orelha, cujas células se multiplicam ao longo da infância. Para crescermos, esse tecido tem de ser estimulado por uma espécie de adubo. É o hormônio de crescimento, produzido pela glândula hipófise. Esse hormônio incentiva a fabricação, principalmente no fígado e nas cartilagens, de uma substância chamada IGF-I. “O IGF-I induz a multiplicação das células da cartilagem”, explica a fisiologista Maria Tereza Nunes, da Universidade de São Paulo. Se a hipófise falha, o hormônio não atinge suas células-alvo e estas não conseguem produzir o fator de crescimento em quantidades suficientes. Ele então deixa de agir sobre os ossos dos membros e o indivíduo não cresce. Freqüentemente, as causas dessa confusão são hereditárias.
Hormônio da hipófise é bom e faz crescer.
Se a glândula falha, o hormônio de crescimento não estimula a fabricação do IGF-I. Ele é produzido em níveis tão baixos que os membros crescem pouco.
Quando a hipófise funciona normalmente, o fator de crescimento IGF-I é produzido em quantidades suficientes para fazer os ossos crescerem – e os seus donos também.

12.379 – Acidente Nuclear – Japão usará muralha de gelo para impedir radiação de Fukushima


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O governo japonês aprovou a ativação de um sistema que criará uma muralha de gelo em seu território. A ideia não é defender reinos – como em Game of Thrones – e sim tentar impedir que a radiação exalada pelos destroços da usina de Fukushima continue a ser espalhada pelos mares.
A usina de Fukushima produzia energia da seguinte forma: uma série de reatores (que possuem temperaturas altíssimas) era colocada em contato com toneladas de água. O material fazia com que o líquido evaporasse e o vapor movimentava turbinas, consequentemente gerando energia.
Acontece que em 2011, um terremoto atingiu a usina, esses reatores entraram em contato com a água do mar, e desde então contaminam a região. Os japoneses já até tentaram tirar o material dali, mas as altas temperaturas e radioatividade dificultaram o processo. A ideia da barreira de gelo é deixar os reatores ali, mas evitando que a água contaminada se misture ao resto do oceano.
Não é exagero chamar a coisa de muralha. O projeto consiste em tubos refrigeradores localizados a 30 metros de profundidade. Ao serem ligados, criarão a barreira de gelo, que deve ter 1,5km de extensão, cercando todo o complexo nuclear. Trata-se de uma forma ao menos viável de construir uma barreira dessas – já que fazer uma de concreto no meio do mar seria virtualmente impossível. E os custos foram relativamente baixos para algo desse porte: o equivalente a R$ 1 bilhão. A usina de Belo Monte, que é grande, mas não passa de uma construção convencional, está em R$ 30 bilhões (tire R$ 5 bilhões, ou R$ 10 bilhões, de eventuais propinas e corrupções, e ainda assim ela fica bem mais cara que a muralha japa).
O projeto todo, na verdade, é uma grande aposta. Tanto pode ser que tudo saia exatamente como o planejado, e crie-se a muralha de gelo quando os tubos congeladores forem acionados, quanto é possível que a situação apenas agrave os problemas do acidente nuclear. “As consequências continuam desconhecidas. Isso porque o resultado esperado é baseado em simulações”.

12.378 – Sexologia – Como funciona o viagra feminino?


viagra feminino
Seu nome comercial é Addyi, apesar de ser mais conhecido como “o Viagra feminino”, e, desde sua aprovação legal e seu consequente lançamento comercial, ele tem provocado várias polêmicas por causa de seus efeitos colaterais. Entre eles estão enjoo, sonolência, náusea, fadiga, insônia e secura na boca. Primeiramente, seu funcionamento não tem nada a ver com seu antecessor masculino: enquanto o Viagra atua sobre uma deficiência biológica, o Addyi se ocupa dos hormônios e da química cerebral.
A flibanserina é indicada para o momento da “pré-menopausa”, quando pode ocorrer que uma mulher queira ter uma relação íntima, mas não tenha desejo sexual, problema conhecido como transtorno do desejo hipoativo. A droga, que deve ser administrada em doses diárias antes de dormir, estimula zonas estratégicas do cérebro, aumentando a produção de dopamina e noradrenalina, e diminuindo a serotonina, responsável pela queda da libido.
Além de seus efeitos secundários (nos testes experimentais, 10% das mulheres tiveram enjoo, fadiga e náusea), que, segundo seus próprios fabricantes, são “modestos”, para muitos, trata-se do “maior avanço na saúde sexual da mulher desde a pílula anticoncepcional”, conforme resumiu Sally Greenberg, diretora da associação de consumidores dos EUA.

12.377 – Mega Byte – Nova tecnologia pode substituir as senhas do Wi-Fi


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Senhas de Wi-Fi podem não ser o modo mais prático de autenticação nem ser exatamente seguras, mas são um mal necessário. Por enquanto. Pesquisadores do MIT estão desenvolvendo tecnologia para poder substituir as senhas sem abandonar a segurança, tornando o uso do Wi-Fi mais prático e mais seguro ao mesmo tempo.
A pesquisa conduzida no Laboratório de Inteligência Artificial e de Ciência da Computação do instituto criou um sistema chamado Chronos. A ideia por trás da tecnologia é permitir que o ponto de acesso consiga acompanhar a posição de cada um dos dispositivos conectados, possibilitando que o usuário ganhe acesso ao roteador Wi-Fi baseado em sua localização.
A técnica, em teoria, impede que um desconhecido ganhe acesso ao roteador, já que um ataque deveria partir de um local remoto desconhecido, normalmente de fora de casa. Assim, seria muito mais difícil hackear o Wi-Fi.
O Chronos faz isso calculando o tempo que demora para os dados viajaram do usuário até o ponto de acesso, com medidas de várias bandas de W-Fi para fazer o resultado ser mais preciso. Na verdade, até 20 vezes mais preciso do que os métodos atuais, segundo os pesquisadores.
Durante os testes em um ambiente doméstico, o sistema foi capaz de identificar a localização do usuário, percebendo em qual cômodo o usuário estava, em 94% das vezes. No caso de redes de Wi-Fi públicas, como uma cafeteria, o sistema reconheceu se o usuário estava dentro ou fora do estabelecimento em 97% das vezes.
Outras aplicações possíveis previstas pelos pesquisadores incluem garantir que drones mantenham distâncias seguras de pessoas ou ajudar a encontrar um dispositivo que foi perdido. No entanto, também há riscos para privacidade, já que o Chronos também pode ser usado para rastrear a localização de uma pessoa.

12.376 – Neurologia – Novo estudo permite enxergar detalhes das conexões cerebrais


neuronio
Sabe-se que o cérebro humano tem cerca de 100 bilhões de neurônios. Só que essas células possuem um grande número de conexões com outras, fazendo com que um pequeno grupo
delas “desapareça” em meio ao emaranhado de conexões.
Um novo estudo conseguiu reconstruir em três dimensões, com o auxílio de um microscópio eletrônico e com muito trabalho, a grande teia de conexões de um pequeno grupo de neurônios. Uma das conclusões da pesquisa é que as conexões são muito mais emaranhadas do que se imaginava.
O trabalho foi desenvolvido por uma equipe formada por cientistas de Harvard, do Instituto Allen e do Nerf, um instituto belga de pesquisa. Foram mais de dez anos para chegar aos resultados que embasaram a publicação na edição desta semana da revista “Nature”.
Segundo os autores, esse tipo de conjunto neuronal pode ser uma espécie de “bloco primordial” -conectados em grandes quantidades, ganhariam funções complexas.
Os resultados reforçam a hipótese da “orquestra sem maestro” para o funcionamento cerebral. “Se escutar apenas os poucos músicos por perto, não fará sentido.
Escutando todo mundo, você entende a música e ela se torna simples, na verdade. Se você pergunta para cada músico o que eles estão ouvindo, você pode até mesmo entender como a música é feita”, explica o Clay Reid,
um dos líderes da pesquisa.