12.367 – Física – O átomo mais gordo que já se viu


Físicos nucleares russos e americanos fabricaram um gigante atômico, o núcleo do elemento químico número 114. Trata-se de um novo ingrediente do Universo, já que na natureza existem apenas 92 átomos, como o oxigênio, o ouro ou o carbono. Mas a ciência, aos poucos, está fazendo elementos sintéticos – são sólidos, gases e líquidos nunca vistos que, no futuro, talvez venham a ser usados em tecnologias de ponta. A construção do 114 foi prevista há três décadas pelo americano Glenn Seaborg, que morreu no dia 25 de fevereiro). O átomo contém em seu núcleo 289 partículas chamadas prótons e nêutrons (que logo são rodeados por uma nuvem de elétrons). Nasce assim um átomo bem maior que o urânio, o campeão de obesidade entre os elementos naturais, com 238 prótons e nêutrons. Na experiência, o 114 levou 30 segundos para se desintegrar, o que é uma eternidade nesse tipo de pesquisa.
Na última tentativa de criar a robusta partícula, em 1995, ela durou só alguns milionésimos de segundo.
No choque, alguns estilhaços voaram para longe. A maioria das partículas se manteve unida num único corpo. Nasceu, assim, um novo núcleo atômico, contendo 114 prótons e 175 nêutrons.
Superobeso, o bloco tendia a desmoronar em milionésimos de segundo, gerando radioatividade. Apesar disso, conseguiu resistir por longos 30 segundos.

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