12.335 – Riqueza não traz felicidade – Apontou um estudo


Ricos Choram Mais

Quando se tornou pai, Charles Darwin começou a se interessar pelas emoções humanas. Ele passou a tomar notas do desenvolvimento emocional de seus filhos, questionando a importância do clima e das circunstâncias nas alterações de temperamento das crianças.
O choro era o fator pelo qual Darwin mais se interessava. Segundo a revista 1843, a curiosidade do cientista aumentou após um incidente no qual um de seus filhos, então com dois meses de vida, se machucou. O bebê gritou, mas não chorou. A partir de então ele começou a estudar a possibilidade de o choro ser cultural, ou seja, de precisar ser aprendido e praticado.
Essas pesquisas resultaram no livro The Expression of the Emotions in Man and Animals (A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais), publicado em 1872. No volume Darwin sugere que as emoções são facilitadas pelo ato de expressá-las. Partindo desse pressuposto, as pessoas não chorariam por estarem tristes, suas lágrimas as informariam o fato de estarem tristes.
Estudos mais recentes questionam o ponto de vista darwiano no assunto, mas ele foi essencial para que mais pesquisas fossem realizadas à respeito do choro. Um estudo de 2011, por exemplo, reforça a ideia inicial de que o choro é um aspecto cultural. Em “Culture and Crying: Prevalences and Gender Differences”, os cientistas sugerem que “indivíduos que vivem em países mais prósperas, democráticas, extrovertidas e individualistas tendem a chorar mais”.
Ao longo da pesquisa foi observado que os moradores de países em que a vida é mais confortável são os que tendem a chorar mais. Dessa forma, o choro seria um indicador de privilégio.
Já em países com maiores índices de pobreza ou que vivem guerras, o choro surpreendentemente não é tão comum. A cientista Dorte Jessen, que fez parte desse estudo, passou um tempo em um campo de refugiados em Dadaab, na Quênia. Dorte viu uma mãe com duas crianças que não comiam há bastante tempo rasgando os pacotes e dando para os filhos assim que os recebeu. Nenhum dos três disse ou expressou nada durante esse período.
Como explica o Science of Us, situações como essa levaram os cientistas a acreditarem que alguém que vive em situações terríveis como as citadas anteriormente sabe que chorar não vai mudar nada – e há muito o que fazer para gastar tempo teorizando as emoções. É um lembrete para reavaliarmos nossos privilégios na próxima vez que uma coisa mundana der errado e bater aquela vontade de chorar.

12.334 – Desinstalar o aplicativo do Facebook economiza 15% da bateria do celular


Facebook_3_0
A bateria de seu iPhone já não dura mais nada? Então pode ser que o aplicativo do Facebook seja o culpado. Com uma análise fácil, um jornalista britânico descobriu que, ao desinstalar o software oficial do Facebook de seu iPhone, a bateria do aparelho durou 15% a mais.
Durante uma semana, o repórter Samuel Gibbs registrou o nível da bateria de seu iPhone 6S às 22h30 da noite sem o aplicativo da rede social instalado. Em outra semana, ele monitorou quanta carga o smartphone possuía com o app rodando, no mesmo horário. “Acessei o Facebook pela mesma quantidade de tempo (nas duas semanas), realizando as mesmas tarefas tanto no navegador como no programa. Na semana com o app desinstalado, também deixei de usar o Facebook Messenger”, explica Gibbs. Durante a madrugada, o iPhone 6S Plus ia para a tomada e era carregado até às 7h30 da manhã.
Com o fim dos testes, foi possível ver que, às 22h30 da noite, Gibbs conseguiu economizar 15% de bateria sem o programa mobile do Facebook. O britânico pediu ajuda de amigos para submeter outros modelos de iPhone ao mesmo teste e os resultados foram os mesmos, ou apresentaram pequenas variações. “Também economizei espaço no cartão de memória, já que o software do Facebook consome 500MB de espaço e mais 111MB de cachê”, diz o repórter.
Um teste semelhante já havia sido feito com celulares Android – e, nesse caso, o aplicativo do Facebook aumentou o consumo de bateria em 20%.

12.333 – Ar-condicionado portátil cabe na mochila e funciona com água


ar condicionado portatil
Ter um ar-condicionado já se tornou uma compra obrigatória para muitas pessoas que não querem passar calor durante o verão. Agora, imagine um equipamento portátil, ecologicamente correto, que não exija custos de instalação e que possa ser alimentado com água. Apesar de parecer algo puramente imaginário, uma startup russa está tornando isso realidade com o Evapolar.
O produto nasceu de um projeto de crowdfunding e já arrecadou US$ 382 mil em investimentos pelo site da campanha de financiamento de coletivo. A quantia já representa 259% do que a empresa precisava para colocar o plano em prática.
O Evapolar tem formato de caixa quadrada, pesa 1,6 kg e tem dimensões de 16 cm. O reservatório de água tem capacidade para 710 ml e precisa ser alimentado a cada 6 ou 8 horas. O consumo de energia é de no máximo 10W e o poder de resfriamento é de 500W com temperatura mínima de 17 ºC.
O funcionamento acontece por nanofibras de basalto que atuam no processo de evaporação da água que é resfriada pelo equipamento ligado à tomada. Quando a água do reservatório acaba, o produto funciona como um ventilador convencional. Assim, não há o uso de gás freon, tóxico ao meio-ambiente.
A manutenção é simples e feita apenas cerca de uma vez por ano (a cada oito meses) e para isso é preciso substituir o cartucho de evaporação. A duração do componente varia de acordo com o uso do aparelho e a qualidade da água inserida. O produto já vem com um cartucho extra e outros mais podem ser adquiridos diretamente com a empresa por US$ 20.

12.332 – Saude – Anvisa autoriza prescrição de remédio com THC, princípio ativo da maconha


maconha
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma resolução que autoriza a prescrição e importação de medicamentos que contenham derivados da maconha, incluindo o THC (tetrahidrocanabinol).
Antes, o THC fazia parte de uma lista de substâncias que não poderiam ser objeto de prescrição no país. Agora, a nova resolução flexibiliza esse cenário ao colocá-la como “exceção”.
Na prática, a agência passa a aceitar a importação de produtos com maior percentual de THC em relação a outros canabinóides –antes, a regra era que os produtos fossem compostos em sua maioria por canabidiol.
A resolução foi publicada no Diário Oficial da União e ocorre após determinação judicial. A agência afirma que irá recorrer da decisão por ferir tratados internacionais.
O impasse, que divide grupos de pacientes, entidades médicas e agências de regulação sanitária, ocorre devido ao efeito psicoativo atribuído ao THC, o que não ocorre com o canabidiol, por exemplo.
Ainda segundo a Anvisa, a nova resolução também abre caminho para o registro e a posterior oferta, no Brasil, de remédios a base da cannabis. Até o momento, a agência ainda não tem medicamentos registrados com essa composição.
Um dos possíveis novos medicamentos é o Sativex, cujo pedido de registro está em análise pela equipe técnica há cerca de um ano. A agência diz que aguarda cumprimento de exigências –como a apresentação de novos documentos– para tomar uma decisão.
Com a resolução, a Anvisa também amplia a possibilidade de prescrição médica de produtos à base de derivados da maconha. Isso significa que a agência, ao avaliar o pedido de autorização para importação, poderá aceitar receitas médicas também para adultos e para diferentes indicações.
O CFM (Conselho Federal de Medicina), no entanto, autoriza os médicos a prescrever somente o canabidiol para o uso compassivo e experimental de epilepsia em crianças e adolescentes.
Apesar da abertura provisória a produtos com THC, a resolução, no entanto, não altera os trâmites para a autorização da importação de produtos a base de canabidiol e THC, entre outros canabinóides.
Para obter os produtos, o paciente ainda precisa solicitar autorização especial para a Anvisa, por meio de formulário específico e apresentação de receita médica, laudo médico e termo de responsabilidade.