12.331 – Conheça o experimento que pode ter comprovado a existência da alma


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Na década de 1940, o médico R.A. Watters realizou uma série de experimentos com animais para provar a existência da alma.
Sua hipótese era que a alma é uma energia localizada no espaço entre os átomos das células. As pesquisas foram realizadas no laboratório da Fundação de Pesquisa Biofísica William Bernard Johnston, em Reno, nos Estados Unidos.
Para provar sua teoria, a qual ele denominou “hipótese atômica da alma”, Watters prendeu pequenos animais besuntados com éter em um recinto chamado “Câmara de Wilson”, para que morressem ali. A câmara continha vapor d’água resfriado e adensado ao máximo, e que, ao entrar em contato com uma partícula energética, deixava um rastro de neblina.
A ideia do Dr. Watters era que, se o animal morria dentro dessa câmara, ele deixaria um desenho que permitiria provar a existência da alma. O médico afirmou em seus relatórios ter observado o traço energético ao lado dos animais recém-falecidos, uma forma desencarnada parecida com o corpo do animal, e que levava até 8 horas para se dissolver. Esses dados lhe foram suficientes para concluir que existe um corpo anímico que abandona o corpo físico no momento da morte.
As vozes contrárias não demoraram a se manifestar. Diferentes pesquisadores alegaram que, após realizarem o mesmo experimento, não observaram nenhum resultado. Outros, também céticos, afirmaram que ou o processo ou a câmara tinha algum defeito. Mas a grande maioria concordou que era necessária uma grande dose de imaginação para ver o mesmo que o Dr. Watters.
Embora a ciência tenha ignorado as descobertas de Watters, nos arquivos da Sociedade para a Pesquisa Psíquica de Cambridge, conservam-se suas fotografias e anotações.

12.330 – Ficção? Cientistas recriam coração humano a partir de células tronco


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Ainda não é possível usar os corações sintéticos em transplantes reais, mas é o mais perto que já se chegou de um órgão criado em laboratório que realmente funcione.
O transplante de órgãos sintéticos criados em laboratório pode até parecer coisa de filme. Ok, ainda é coisa de filme, mas agora os cientistas estão muito mais perto de diminuir a espera por uma doação.
É que, nesta semana, cientistas do Massachusetts General Hospital e da Harvard Medical School conseguiram criar um coracão híbrido, feito em parte por células tronco.
E daí? Bom, daí que a maior dificuldade que os médicos encontram para fazer um transplante é a possibilidade de rejeição pelo corpo do receptor. Um em cada quatro transplantados apresentam algum problema relacionado à rejeição. Nos EUA, 8% dos pacientes têm uma sobrevida de apenas 6 meses.
O tal do “coração híbrido” mata esse problema, já que ele é feito, em parte, com células do próprio receptor. Funciona assim: antes de transplantar o coração doado, os cientistas lavam-no com uma solução criada para remover seu tecido cardíaco, que é o pode causar a rejeição. O que sobra é um coração “limpo”.
Mas aí, aparece outro problema: um coração só funciona com esses tecidos cardíacos. Para resolver mais essa, os cientistas substituem o tecido que foi “lavado” por um novo, feito a partir das células tronco do receptor, como se o coração limpo fosse uma base e os novos tecidos uma espécie de embrulho. Como esses tecidos são compatíveis com o receptor, as chances de rejeição diminuem.
Depois de tudo isso, o coração híbrido já está quase pronto, e a única coisa que falta são os batimentos cardíacos. Para simulá-los, os cientistas deram um choque elétrico no coração. E deu certo: ele começou a bater!
O processo foi testado em 73 corações humanos doados e demorou três meses para ser concluído. Mesmo assim, tudo o que os cientistas conseguiram foi testar a mecânica da coisa e ver que funciona. O passo seguinte é transplantar pra valer.
Essa não é a primeira vez que tecidos corporais são cultivados em laboratório, mas é o mais perto que já se chegou de construir um coração em tamanho real e que funcione. Então, legal: é um passo a mais para ajudar as 40 mil pessoas que estão na fila geral de transplantes só no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

12.329 – Mega Polêmica – Leis são antigas demais para a tecnologia


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A prisão de Diego Dzodan foi decretada porque o Facebook descumpriu uma ordem judicial de quebra de sigilo de dados do WhatsApp em uma investigação sobre tráfico de drogas
Matt Steinfeld, diretor de comunicação do WhatsApp, nos disse que a empresa usa um sistema de criptografia que impossibilita que até ela mesma tenha acesso às mensagens. Além disso, ele diz que o WhatsApp não armazena as mensagens: elas seriam descartadas assim que entregues ao destinatário. Ou seja: não fica nada nos servidores…
O Marco Civil da Internet, aprovado depois de muita novela, prevê que provedores de aplicações – como o Facebook, que é o responsável pelo WhatsApp – armazenem todos os registros de acesso à aplicação durante um ano. É lei no Brasil. E qualquer empresa que queira operar por aqui, deve respeitar a legislação vigente no país. Ou seja, para se adequar à nossa lei, o WhatsApp vai precisar mudar suas práticas..
No hemisfério norte, a briga da Apple com a Justiça americana é bem diferente. Neste outro embate judicial, as autoridades querem que a Apple crie uma espécie de “falha proposital” na criptografia do iPhone. A brecha permitiria o desbloqueio e acesso às informações de um iPhone apreendido de um suposto criminoso envolvido no ataque terrorista na cidade de San Bernardino, na Califórnia.
Quando bem configurada, a segurança dos iPhones faz com que após 10 tentativas com a senha errada, o aparelho apague para sempre todas as informações armazenadas. Aliás, essa criptografia forte da Apple em seus smartphones é um diferencial e um compromisso da marca com seus consumidores.
Os dois casos deixam claro que, realmente, as leis de hoje – algumas inclusive de alguns séculos atrás – não estão à altura da evolução tecnológica. Claro, seja onde for, a Justiça precisa dar respostas em situações que envolvem crimes, fraudes ou outros delitos através da tecnologia (seja por aplicativos ou dispositivos). Mas para isso ainda é preciso abrir muitas cabeças…

12.328 -Antropologia – Sexo com outras espécies no passado remoto deixou marcas em nosso DNA


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A vida sexual na pré-história era bem mais variada do que se imaginava. Um estudo do material genético do homem moderno e de dois ancestrais humanos –neandertais e denisovanos– mostrou que em vários momentos e em vários continentes houve sexo entre eles.
Um pequeno porcentual de genes desses ancestrais humanos extintos ainda está presente no ser humano moderno, mas em diferentes proporções, revelando a história das migrações do passado.
Fósseis já haviam demonstrado que houve convivência entre o homem moderno e seus primos arcaicos encontrados em cavernas, o homem de Neanderthal (Alemanha) e o de Denisova (Sibéria, na Rússia). O DNA agora revela que houve farto sexo.
Os neandertais foram primeiro descobertos em 1856 e desde então foram achados fósseis, incluindo crânios bem preservados, em boa parte da Europa e Oriente Médio. Já os denisovanos são conhecidos apenas desde 2008. Do homem de Denisova existem somente dois dentes, um osso de dedo da mão e outro de dedo do pé, com entre 40 mil e 50 mil anos de idade.
A equipe internacional de pesquisadores analisou os genomas de 1.523 indivíduos, com destaque para a inédita inclusão de 35 pessoas da região do Pacífico conhecida como Melanésia, nas ilhas Bismarck, ao largo da Papua Nova Guiné. O estudo está publicado na revista “Science”.
Usando complexas técnicas estatísticas foi possível concluir que populações não-africanas, principalmente asiáticas e europeias, têm entre 1,5% a 4% de genes de neandertais. Já os melanésios foram a única população a ter entre 1,9% a 3,4% dos genes de Denisova. O ser humano chegou à Melanésia há cerca de 48 mil anos.
A análise também mostrou que houve pelo menos três momentos de “inserção de genes” –isto é, sexo– de neandertais no DNA do homem moderno, e uma vez de genes denisovanos. Uma pesquisa no mês passado em um fóssil neandertal indicou a presença de genes do homem moderno 100 mil anos atrás.
Essa precoce relação provavelmente aconteceu primeiro no Oriente Médio, quando o homem moderno migrou da África. Evidências de uma segunda “inserção” aparecem depois, segundo o genoma de asiáticos e europeus. O terceiro caso teria envolvido ancestrais dos asiáticos do sul e do leste em algum ponto do continente. E na mesma região os ancestrais dos melanésios adquiriram genes de Denisova.
Muito antes, neandertais e denisovanos também teriam tido relações há 440 mil anos, como revela o estudo atual.
Os genes arcaicos podem ter sido importantes para a adaptação do homem moderno em suas migrações para locais com clima, doenças e dietas diferentes –é o caso de genes ligados ao reconhecimento pelo sistema imunológico de vírus, ou ligados ao metabolismo de açúcares e gordura.
O que não existe no genoma também dá pistas da evolução humana –locais onde não existem traços de genes arcaicos, e que são importantes para o homem moderno, como o domínio da linguagem e o desenvolvimento do cérebro e da sinalização cerebral.