12.327 – Sociedade – Morar em um país menos conservador faz bem para a saúde ?


ditadura-pátria
O aviso vem de um estudo americano. Por lá, os felizes cidadãos que vivem em estados administrados por governos liberais (equivalente aos de esquerda daqui), que priorizam os direitos sociais e se abrem para temas polêmicos, como legalização da maconha, aborto e casamento gay, levam uma vida mais saudável.
É que nesses lugares, os programas sociais têm mais força e as comunidades mais pobres e isoladas recebem mais apoio. Mas até os mais ricos, que não precisam dessa ajuda, sentem os benefícios: aqueles que vivem em cidades liberais têm hábitos mais saudáveis (bebem e fumam menos e se exercitam mais). Dá pra entender o motivo das bebedeiras entre os cidadãos governados por conservadores…
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de combinar os dados de três estudos diferentes: uma delas avaliava a saúde dos participantes (Behavioral Risk Factor Surveillance System), outra media os níveis de confiança social (Gallup Healthways Survey), e a última checava as taxas de liberalismo e conservadorismo nos estados americanos. No total, mais de 450 mil pessoas foram incluídas na pesquisa.
É, por aqui a coisa não anda fácil. Nosso Congressos é o mais conservador desde 1964. E para piorar, há ainda quem saía às ruas para pedir a volta da ditadura – ou torça para que a Presidência caía no colo de Bolsonaro. Pensem nisso, amigos.

12.326 – Drone anfíbio consegue se manter sob a água por meses como um submarino


drone anfibio

Os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins criaram um drone capaz de permanecer embaixo d’água por meses antes de retomar o voo autônomo. A ideia é criar uma alternativa aos submarinos nucleares, que também podem permanecer por longos períodos escondidos sob a água, mas que precisam se arriscar ao se aproximar da superfície para usar um periscópio.
O drone em questão se chama CRACUNS (sigla em inglês para Sistema Não-Tripulado Disfarçado Aéreo-Náutico Resistente a Corrosão). A ideia é que ele seja acoplado ao lado externo de um submarino nuclear para poder fazer imagens de reconhecimento aéreo sem que o veículo precise se aproximar da superfície, arriscando o veículo que custa bilhões.
O CRACUNS usa peças feitas com impressora 3D, e uma parte de seus componentes elétricos são protegidos por um invólucro à prova d’água. Já os quatro motores elétricos usam um revestimento que repele a água, mantendo as peças protegidas.
Tudo isso permite que o aparelho seja bastante barato, o que facilita o seu uso como uma ferramenta descartável para uso em situações que seriam mais perigosas para um submarino.
Nos testes, os pesquisadores conseguiram deixar o CRACUNS sob a água salgada por um período de dois meses sem que isso afetasse a sua capacidade de voo, o que abriria a possibilidade que, por exemplo, um avião jogasse o drone secretamente na costa de um país e o deixasse lá por alguns meses até que ele pudesse começar a voar para a região com terra para coletar informações.

12.325 – Neurociência – Cientistas realizam façanha que nos coloca mais perto da imortalidade (!)


neurologia
Congelaram e recuperaram, depois de um longo período, o cérebro de um coelho.
Pela primeira vez, em um procedimento dessa natureza, as sinapses, as membranas celulares e as estruturas intracelulares não foram danificadas. Os cientistas conseguiram demonstrar que todas as regiões do cérebro que se associam à aprendizagem e à memória resistiram intactas ao processo de congelamento e conservação.
A descoberta valeu o reconhecimento da Fundação de Preservação Cerebral, que premiou os pesquisadores por seu trabalho notável. Kenneth Hayworth, neurocientista júri do concurso, disse: “Esse resultado responde diretamente às críticas céticas e científicas contra a criogenia, segundo as quais é impossível conservar o delicado circuito sináptico do cérebro.