12.315 – Cientistas querem clonar leões da caverna, extintos há 12 mil anos


leao-da-caverna-siberian-times
A clonagem seria a partir de dois filhotes que estão perfeitamente preservados. O par foi descoberto na Sibéria, a mais de mil quilômetros da cidade de Yakutsk. O experimento é encabeçado pelo controverso especialista em clonagem Hwang Woo-Suk, o mesmo que está tentado trazer os mamutes novamente “à vida”.
Em relação aos filhotes de leão da caverna, os pequenos predadores já receberam até nomes, Uyan e Dina. Ambos foram qualificados como “descobertas sensacionais”.
Hwang visitou recentemente o centro de pesquisa em Yakutsk para coletar amostras de pele e tecido muscular de um dos leões das cavernas. Contudo, ele se envolveu numa disputa bizarra com cientistas siberianos pois ele teria ficado “infeliz” com o tamanho das amostras que recebeu para realizar os seus experimentos.
“Isso não vai funcionar com estes pequenos gatinhos. Você tem que entender, a amostra do filhote de leão é muito pequena, por isso não conseguimos o tanto quanto gostaríamos”, lamentou o pesquisador sul-coreano.
Enquanto isso, um dos filhotes é mantido em um freezer russo à espera de avanços científicos na clonagem.
Os leões das cavernas viveram na Europa e na Ásia, da Grã-Bretanha ao extremo leste da Rússia e também no Alasca e norte do Canadá ocidental.
A pesquisa sobre os dois filhotes poderia ajudar a explicar por que a espécies desapareceu há, aproximadamente, 10 mil anos. Sua extinção é um enigma, já que o animal possuía poucos predadores.

12.314 – Toxicologia – Qual a droga mais viciante?


drogas2
A pergunta parece simples, mas a reposta para ela depende do ponto de vista. A mais viciante é a que tem mais potencial de danos à saúde do usuário, a que tem preços mais baixos (e, consequentemente, mais facilidade de ser comprada), a que mais age no sistema de dopamina do cérebro, a que mais deixa o usuário fora de si ou a que causa mais sintomas?
O pesquisador David Nutt juntou uma equipe de estudiosos com o objetivo de perguntar a diversos especialistas quais eram as drogas mais viciantes, independentemente de qual critério usaram para construir seus próprios rankings. Com isso, o grupo conseguiu determinar as cinco drogas mais viciantes e por que são tão perigosas:
A nicotina é o ingrediente mais viciante do tabaco. Quando alguém fuma um cigarro, a nicotina é rapidamente absorvida pelos pulmões e entregue ao cérebro. Embora não pareça tão perigosa quanto outras drogas mais pesadas, a nicotina tem altos índices de desenvolvimento de vício.
Um estudo oficial do governo dos Estados Unidos concluiu que mais de dois terços dos norte-americano que fumaram mais de duas vezes na vida se tornaram dependentes. Em 2002, a Organização Mundial da Saúde estimou que o mundo tinha mais de um bilhão de fumantes e que cerca de oito milhões de pessoas morreriam anualmente por causa dos efeitos do tabaco. Testes feitos para testar os efeitos da nicotina no cérebro estimam que os níveis de dopamina crescem entre 25% e 40% quando a substância entra na corrente sanguínea.

Barbitúricos (calmantes)
A função primário dos barbitúricos é combater males como a ansiedade e a insônia. Estas drogas têm o efeito de “desligar” diversas regiões do cérebro. Em pequenas quantidades, causam euforia, mas, em grandes quantidades, podem até ser letais, porque travam o sistema respiratório. O vício em barbitúricos é preocupante porque estas são drogas facilmente adquiridas, visto que o dependente precisa apenas de uma prescrição.

A cocaína interfere diretamente no modo como o cérebro usa a dopamina para enviar mensagens entre um neurônio e outro. Basicamente, a cocaína evita que os neurônios “desliguem” o sinal receptivo de dopamina, resultando numa ativação anormal dos caminhos de recompensa. Em experimentos com animais, a cocaína eleva em três vezes os níveis de cocaína. Estima-se que entre 14 e 20 milhões de pessoas sejam dependentes de cocaína, droga que movimenta cerca de 75 bilhões de dólares anualmente. O entorpecente é tão perigoso que cerca de 21% das pessoas que o experimentam uma única vez tornam-se dependentes.

Álcool
Alguns especialistas colocam o álcool na primeira posição do ranking de drogas mais viciantes, não só por seus efeitos, mas também pelo acesso fácil à droga. Legalizado em boa parte dos países ocidentais, o álcool pode aumentar os níveis de dopamina do dependente em até 360%. A Organização Mundial da Saúde estima que 22% das pessoas que consumirem álcool se tornarão dependentes. Além disso, OMS concluiu que cerca de três milhões de pessoas morrem anualmente devido aos efeitos causados pela droga no corpo.

Heroína
Numa escala que varia de 0 a 3, a heroína recebeu 2,5 pontos, de acordo com os especialistas consultados na pesquisa. A droga é altamente viciante porque uma pequena dose aumenta os níveis de dopamina do usuário em cerca de 200%. Além de causar vício, a heroína é perigosa porque uma quantidade considerada alta aumenta em até cinco vezes as chances do dependente de ter uma overdose. Dados da OMS estimam que esta droga movimenta um mercado de cerca de 68 bilhões de dólares, anualmente.

12.313 – Espaço – Em 10 anos você pode morar na Lua (?)


lua_1
Em agosto de 2014, alguns dos cientistas e astrônomos mais importantes do mundo se reuniram para desenvolver formas baratas e eficazes para construir uma base na Lua capaz de abrigar humanos. Entre eles, estavam o astrobiólogo Chris McKay, da NASA , George Church e Peter Diamandis, da X Prize Foundation. Mas o resultado desse encontro só foi divulgado hoje e é uma ótima notícia para quem quer se mudar deste planeta o quanto antes: uma estação habitada na Lua pode ser criada em breve e sem quebrar os cofres.
A previsão para que essa utopia espacial se torne realidade é bastante imediata. De acordo com as informações publicadas pela revista New Space, poderíamos montar uma pequena estação lunar até 2022 com 10 bilhões de dólares ou menos – o programa Apollo, que levou o homem à Lua pela primeira vez custou o equivalente a 150 bilhões de dólares.
A explicação para o orçamento modesto e o prazo curto não tem nada de outro planeta. Novas tecnologias como impressoras 3D, robôs, carros autônomos (que se dirigem sozinhos) e privadas recicladoras serão alternativas baratas e extremamente úteis nessa migração lunática.
Guardadas as devidas proporções, o homem sabe como sobreviver na Lua, aprendizado da vivência na Estação Espacial Internacional. Os cientistas já desenvolveram suplementos alimentares complexos, mecanismos capazes de reciclar água no espaço e sistemas para equilibrar os níveis de oxigênio e dióxido de carbono.
A realidade virtual, por exemplo, seria útil para ajudar nos esforços de planejamento, desenvolvimento de cenários operacionais, testes de ambientação e treinamento de pessoal. As impressoras 3D são outra tecnologia que tem espaço garantido na maquete lunar: elas podem fabricar peças para foguetes, substituir componentes quebrados e diminuir os custos de lançamento.

Bilhetes para a Lua na classe executiva
Ao contrário do que geralmente acontece nas migrações terrestres, o ideal seria ocupar a Lua pouco a pouco e em pequenos grupos para passar estadias curtas. Com o passar do tempo (e dos avanços tecnológicos), as missões passariam períodos mais longos por lá, assim como ocorre com a Estação Especial Internacional.
Nos planos mais ambiciosos, a estação da Lua poderia evoluir para um complexo espacial cheio de soluções multiuso. Alguns pensam nessa estação povoada por centenas de famílias, outros a imaginam como base científica ou até mesmo turística.

A Lua como trampolim para Marte
Mas a NASA não está interessada em enviar outros homens à Lua, a concentração agora é para chegar a Marte em 2030. “Para mim, a Lua é tão sem graça quanto uma bola de concreto. Mas não teremos uma base de pesquisa em Marte se não fizermos isso primeiro na Lua”, afirma Chris Mckay.
Construir uma estação na Lua seria um teste para Marte. Uma valiosa oportunidade de testar sistemas de propulsão, adaptação, comunicações e formas de sobrevivência para os astronautas, com a diferença do tempo de viagem: 9 meses de distância contra apenas alguns dias até a Lua.
O grande impasse para o sonho da casa própria na Lua é a NASA, que só vai se dar ao luxo de escolher um dos destinos, ou a Lua ou Marte. Se McKay e seus colegas estiverem certos, nós podemos ir aos dois – mas antes precisamos incluir robôs e impressoras 3D na bagagem.

12.312 -Mega Byte – Como deixar seu PC mais rápido sem precisar instalar qualquer programa


☻Mega Arquivo, há 28 anos distribuindo conhecimentos

limpar disco
Para muitos usuários de PC com Windows, enfrentar a lentidão do sistema após alguns anos de uso é o principal motivo para uma troca de aparelho. Quem não pode ou não quer comprar um novo dispositivo, porém, muitas vezes recorre a softwares que prometem “limpar” o computador e deixá-lo milagrosamente mais rápido – o que, nem sempre, é o que acontece.
Em vez de instalar um programa dedicado que vai consumir memória RAM, processamento e espaço em disco no seu dektop ou laptop, você pode tirar manualmente do sistema o que quer que esteja impedindo seu funcionamento ideal. Confira abaixo algumas dicas de como fazer isso. Lembrando que, no Windows 8, todas as ferramentas citadas podem ser acessadas através da barra de pesquisas do menu Iniciar.

1 – Limpando o disco
O Windows possui sua própria ferramenta de limpeza de disco, que exclui todos os arquivos desnecessários armazenados por padrão no HD da máquina, como relatórios de erros e documentos tenporários. Para eliminá-los, vá até o menu Iniciar > Acessórios > Ferramentas do sistema > Limpeza do Disco. Selecione o disco que você quer limpar (por padrão, o sistema normalmente armazena arquivos descartáveis no C:), clique em “OK” e, na janela que se abre, marque os itens que você deseja eliminar. Depois disso, basta clicar em “OK” e aguardar o fim do processo (pode levar alguns minutos).

2 – Desfragmentar e otimizar unidades
Com o tempo de uso e alterações rotineiras, é comum que diferentes funções do sistema acabem ficando “espalhadas” pelo disco rígido, dificultando sua execução fluída. Para desfragmentar o sistema e juntar todos esses arquivos soltos em um mesmo local de fácil acesso, basta ir até o menu Iniciar > Acessórios > Ferramentas do sistema > Desfragmentador de disco. Na janela que se abre, clique em “Analisar disco” e, após a conclusão, clique em “Desfragmentador de disco”. O processo pode levar algumas horas, dependendo do quanto o seu sistema está fragmentado, portanto é recomendável deixar a ferramenta rodando e voltar a usar o PC mais tarde.

3 – Remover programas de execução automática
Alguns programas, após instalados na máquina, podem ser configurados sem a sua permissão para rodarem automaticamente assim que o PC é ligado. É o caso do aplicativo de updates da Adobe e o Skype, por exemplo. Você pode configurar cada um manualmente ou bloqueá-los de uma vez através das configurações do Windows. Abra o app Executar (pressionando Windows+R), digite “services.msc” (sem aspas) e pressione Enter.
Você verá na janela que se abre uma lista com os programas que iniciam automaticamente, manualmente e os desativados. Clique duas vezes no software que você considera desnecessário e está sendo executado sozinho e altere o tipo de inicialização para “manual” ou “desativado”. Outro caminho útil é, com a ferramenta Executar (novamente, pressionando Windows+R), digitar “msconfig” (sem aspas) e clicar em “OK”.
Nessa nova janela, clique na aba “Inicialização de Programas”. É nesta seção que você verá todos os aplicativos configurados para terem início automático, assim que o Windows começa a rodar. Você pode ocultar os softwares ligados ao sistema para não correr o risco de interromper alguma função importante e desativar os que você considera desnecessários.

Outras dicas
É importante manter sempre seu antivírus de confiança atualizado e operante para evitar a instalação indesejada de malwares ou adwares. Além disso, sugerimos que você mantenha sempre um olho no Gerenciador de Tarefas (Ctrl+Alt+Delete), monitorando quais programas estão abertos e o quanto sua memória RAM, CPU e disco estão sendo exigidos. Uma limpeza frequente, excluindo fotos, filmes, músicas ou outros arquivos antigos, também é recomendável.

12.311 – Psiquiatria – TRANSTORNOS MANÍACO DEPRESSIVOS


O mundo moderno traz doenças que afetam cada vez mais pessoas. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% dos trabalhadores no mundo sofrem com ansiedade, estresse e depressão.
Cada vez mais problemas psicológicos aparecem. Anorexia, depressão, bulimia, síndrome do pânico, amnésia dissociativa, neurose… São apenas alguns dos distúrbios que fazem parte da lista. Nessa mesma lista está o Transtorno Bipolar do Humor, que está presente em cerca de 1,5% da população geral, sem grande variação entre homens e mulheres.
Antigamente, o mal era denominado Psicose Maníaco-Depressiva, mas o nome foi modificado porque muitos pacientes não apresentavam os sintomas psicóticos. Os portadores da doença mudam de humor como quem troca de roupa, oscilando drasticamente entre a mania (um estado de euforia) e a depressão, ocorrendo em ciclos rápidos ou intervalos de maior tempo.
A psicóloga clínica Mariuza Pregnolato explica que um paciente com diagnóstico de depressão apresenta níveis de humor, de atividade, disposição, motivação e tônus vital rebaixados, sendo que, quando se recupera, volta ao estado normal de equilíbrio. Quando o episódio está dentro do transtorno bipolar, ao sair da depressão o paciente tende a entrar num estado de humor oposto ao anterior, apresentando euforia intensa seguida de hiperatividade.
Estresse, ansiedade e traumas, embora presentes em todos os casos da maníacodepressão, funcionam como disparadores para os estados de depressão ou euforia.
Causas e sintomas
A doença é desencadeada por fatores psicológicos, mas problemas biológicos relacionados aos neurotransmissores cerebrais também podem cooperar, apesar de serem causas ainda desconhecidas. Resultados de pesquisas recentes confirmam a maior incidência do Transtorno Bipolar em pessoas com histórico familiar da doença, embora isso não seja decisivo para que haja o problema, segundo Mariuza Pregnolato.
A doença se divide em dois grupos: Tipo I – episódios alternados de euforia e depressão – e Tipo II – episódios alternados de depressão com hipomania, uma euforia menos acentuada.
O Transtorno do Tipo I possui duas fases. A primeira é maníaca, onde a pessoa torna-se eufórica e acelerada, com sentimentos de grandeza e invencibilidade. Essa etapa pode se tornar delirante. A pessoa tem muitas idéias e disposição para atuar incansavelmente.
Ainda nessa etapa do processo, o paciente chega a ficar dias seguidos sem relaxar e dormindo muito pouco, com uma hiperatividade contínua. Um pensamento acaba sobrepondo ao outro, de forma intensa e acelerada, além de haver uma fala rápida e alta. Também é comum a pessoa cantar e gesticular freneticamente, tornando-se muito desinibida e facilmente irritável. O portador da doença pode explodir em crises de agressividade, recuperando rapidamente a euforia.
O problema ocasiona a elevação da libido, com intensa atividade sexual, exibicionismo, inquietude, ausência de autocrítica, comportamentos socialmente inadequados e exposição a atividades perigosas. Junto a isso, vem uma sensação de incrível bem-estar e poder, o que torna a pessoa insensível a críticas e ao perigo, negando-se a sair desse estado.
Num segundo momento, ocorre a fase depressiva. Nesse estágio, há o oposto da fase anterior. O paciente tem uma sensação de desespero e infinita tristeza, onde o tônus, a libido, a motivação, a atividade, o raciocínio e a auto-estima ficam em baixa, num quadro de desvitalização. Memória e concentração também são afetados, junto com a apatia, ideações de doenças, falta de apetite, cansaço constante chegando até ao suicídio.
Há casos do transtorno bipolar em que a mania é mais frequente que a depressão ou vice-versa. Os intervalos entre uma situação e outra também variam, de acordo com a gravidade do problema. É possível também que haja equilíbrio de humor durante semanas ou meses, até que um novo episódio venha a ocorrer. Em graus mais graves, podem ser encontrados delírios e alucinações.
O tratamento psiquiátrico envolve medicação ao paciente. Dependendo das características do quadro em determinada pessoa ou da falta de respostas ao tratamento prescrito, pode haver a ECT (eletroconvulsoterapia) ou a internação, quando o grau da doença oferece riscos ao próprio paciente ou a pessoas próximas.
Quando o médico a tratar é o psicólogo, não há medicação envolvida. A terapia tem como objetivo ajudar o paciente a controlar seu humor, usando o auto-conhecimento como ferramenta, o que faz com que ele identifique os motivos que levam-no a ter estados de descompensação emocional. Nesse caso, há sessões de 50 minutos, uma ou mais vezes por semana.
Nas sessões com psiquiatras, o lítio é a substância mais utilizada como estabilizadora de humor, além das chamadas anticonvulsivantes. Eventualmente, são usados antidepressivos, prescritos com critério para que não se tornem uma dependência, e hormônios tireodianos.
O tempo de recuperação varia de caso para caso, dependendo não apenas das características da doença, mas também pelas peculiaridades do próprio paciente. Alguns se propõem a ajudar na melhora com total entrega, outros desistem antes do fim do tratamento. Quando a pessoa adere totalmente às sessões, em torno de um ano de terapia ele já apresenta habilidades no controle de suas emoções. Há casos de total eficácia do tratamento pela capacidade que o portador adquire em prever sua recaída e evitá-la.

12.310 – Ambiente – Bactéria que come garrafa PET


bacteia pet
Pesquisadores no Japão descobriram uma bactéria que é capaz de comer o plástico PET, largamente utilizado em embalagens, especialmente em garrafas.
Além do potencial uso para resolver os sérios problemas ambientais causados pelo acúmulo desse plástico na natureza, a pesquisa pode ajudar a entender a evolução natural das bactérias.
A equipe de dez cientistas, liderada por Kohei Oda, do Instituto de Tecnologia de Kyoto, coletou, em uma usina de reciclagem em Osaka, 250 amostras de sedimentos, águas residuais ou solo contaminadas por PET.
Eles então fizeram uma triagem para descobrir microrganismos capazes de usar o plástico como uma fonte de carbono para crescimento.
Uma das amostras de sedimento, a “número 46”, continha um “consórcio microbiano” –de vários tipos de germes, como bactérias, protozoários, células semelhantes a leveduras– capaz de se fixar em um filme fino de PET e degradá-lo, literalmente esburacando o filme.
Usando diluições dessa amostra, foi possível isolar a responsável pelo buraco, a Ideonella sakaiensis –a primeira bactéria sabidamente capaz disso. Os resultados estão na revista “Science”.
A bactéria age de modo bem simples, empregando apenas duas enzimas: uma que age na superfície do PET e outra que termina a “digestão” dentro do micróbio. Enzimas são substâncias orgânicas capazes de acelerar reações químicas, convertendo uma substância, o chamado substrato, em uma outra, o produto.
Segundo Oda e seus colegas, “Por acharem que a capacidade de digerir enzimaticamente o PET estava limitada a algumas espécies de fungos, a biodegradação ainda não era uma estratégia ambiental viável”.
A descoberta da bactéria, portanto, abre a possibilidade de uma nova estratégia para lidar com o problema, ainda mais porque ela mostrou atividade mais eficaz do que os poucos fungos conhecidos com ação semelhante.
O PET leva centenas de anos para ser degradado naturalmente. Cerca de 56 milhões de toneladas de PET foram produzidas só em 2013, o que resultou na acumulação de PET em ecossistemas de todo o mundo.

PESQUISA
Uma equipe de pesquisadores no Japão descobriu uma rara bactéria capaz de consumir PET, pra isso usando apenas duas enzimas

REAÇÃO
Enzimas são substâncias orgânicas capazes de catalisar reações químicas, convertendo uma substância, o substrato, em outra, o produto

VORACIDADE
A bactéria foi batizada Ideonella sakaiensis 201-F6. A uma temperatura de 30 graus, ela quase terminou de consumir um pedaço de PET em 6 semanas

‘PETASE’
Ela age grudando na superfície de PET e liberando uma enzima, a PETase. O produto é um ácido, conhecido pela sigla MHET, que a bactéria captura

CARBONO
Dentro da bactéria, outra enzima, a MHET hidrolase, transforma o ácido em dois subprodutos, que servem de fonte de carbono para seu crescimento

OCEANOS
Embalagens e garrafas de plástico feitas de PET (sigla para polietileno tereftalato) são amplamente usadas pela sua praticidade, mas tornaram-se um problema ambiental sério em todo o planeta, especialmente nos oceanos. O PET leva centenas de anos para ser degradado na natureza

12.309 – Farmacologia – Valproato de Sódio


antiepilticos-caso-clnico-4-638
Ou ácido valpróico é um anticonvulsivantes e estabilizante de humor muito usado no tratamento de epilepsia (generalizadas ou focais), convulsões, transtorno bipolar e migrânea. Está na lista da Organização Mundial da Saúde de Medicamentos Essenciais em um sistema básico de saúde. Seu uso é aprovado pelo FDA desde 1978.
Disponível em comprimido, cápsulas e xarope que devem ser armazenados a temperatura ambiente (15-30ºC) em lugar seco e sem sol. Pode ser em cápsulas de ação imediata, retardada ou prolongada e de 125mg, 250mg ou 500mg. Demora alguns dias para chegar ao efeito máximo.

Indicado para:
Epilepsia
Convulsões
Transtorno bipolar
Episódio maníaco
Prevenir enxaquecas/migrânea

Também se usa no controle de impulsos, por alguns estudos de casos bem-sucedidos, porém faltam mais estudos comprovando sua eficácia. Também está sendo estudado seu uso como parte do tratamento do câncer de mama, cervical e leucemia mieloide. Aprovado em fase II.
Tal como a fenitoína e a carbamazepina, o valproato bloqueia as descargas repetidas e prolongadas dos neurônios, que estão por trás de uma crise epilética. Estes efeitos devem-se, em doses terapêuticas, à diminuição da condutância dos canais de sódio voltagem-dependentes e inibindo a degradação do GABA.
Inibe o CYP2C9, a glucuronil transferase e o epóxido hidroxilase. Interage medicamentosamente com vários anticoagulantes, ansiolíticos, antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes e com a zidovudina. Potencializa os efeitos do álcool. Nunca deve-se usar junto com Amifampridina
Relativamente aos seus efeitos secundários, os agudos incluem náuseas, vómitos, dor abdominal, aumento de peso e alopécia.