12.298 – Tecnologias inovadoras criadas por mulheres


Teste de urina para monitorar diabetes
O trabalho no campo da química realizado pela cientista norte-americana Helen Free, 93, revolucionou os exames para diagnosticar doenças e detectar gravidez.
Free desenvolveu com seu marido, Alfred, as tiras que são usadas em todo o mundo para monitorar a diabetes ao revelar a presença de glicose na urina do paciente.
Dotadas de substâncias químicas, essas tiras de alguns milímetros de largura apresentam uma reação ao entrar em contato com compostos presentes na urina.
Nascida em 1923, a pesquisadora lançou seu invento no mercado com o nome de Clinistix, uma tecnologia que representou um grande avanço em testes rápidos e eficazes não só de urina, como também de sangue.

Medicamento contra leucemia
Segundo o Salão da Fama dos Inventores dos Estados Unidos, a americana Gertrude B. Ellion (1918-1999), nascida em uma família de imigrantes lituanos, inventou o medicamento contra leucemia conhecido como 6-mercaptopurina e inovações farmacêuticas que facilitaram o transplante de rim.
Suas pesquisas também levaram ao desenvolvimento de outro fármaco, a 6-tioguanina.
“A expansão de sua pesquisa a conduziu ao Imuran, um derivado da 6-mercatopurina que impedia a rejeição pelo corpo de tecidos externos. Usado com outros medicamentos, o Imuran permitiu os transplantes renais entre pessoas que não eram parentes”, destaca o Salão da Fama de Inventores.
Ellion também liderou a equipe que desenvolveu medicamentos para tratar gota e um antiviral para combater infecções causadas pelo vírus da herpes.
Em 1988, o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina foi concedido a ela, James W. Black e George H. Hitchings “por suas descobertas sobre princípios-chave de tratamentos a base de medicamentos”.
“Por casualidade, conheci um químico que buscava um assistente de laboratório. Ainda que não pudesse me pagar um salário nesta época, decidi que a experiência valia a pena”, disse a cientista em um texto autobiográfico publicado no site do prêmio Nobel.
“Fiquei ali um ano e meio, e finalmente passei a ganhar o incrível montante de US$ 20 (em valores atuais, US$ 338, ou R$ 1278) por semana. Já havia economizado um pouco de dinheiro e, com a ajuda de meus pais, entrei na escola de pós-graduação da Universidade de Nova York no outono de 1939. Era a única mulher na classe de química, mas ninguém parecia se importar.”

Máquina para fazer sacolas de papel
Dona de 26 patentes, concedidas entre 1870 e 1915, a americana Margaret Knight (1838-1914) entrou para a história por ter inventado uma máquina para fabricar sacolas de papel de fundo plano.
“A invenção revolucionou a indústria de sacolas de papel ao substituir o trabalho de 30 pessoas pelo de uma única máquina”, diz o Salão da Fama dos Inventores dos Estados Unidos.
De forma automática, a máquina cortava o papel, dobrava e unia suas partes para criar a sacola. “Antes de sua invenção, as sacolas de fundo plano só podiam ser feitas manualmente e com um alto custo.”
Seu invento foi usado em todo o mundo e permitiu a produção em massa desse tipo de sacola. Uma variação de sua máquina ainda era usada no fim do século 20.

Fralda descartável
Em 1951, foi concedida à arquiteta nascida nos Estados Unidos Marion Donovan (1917-1998) a patente de uma cobertura impermeável para fraldas, o que fez com que ficasse reconhecida mundialmente como a “mãe das fraldas descartáveis”.
Quando ela faleceu, o jornal “The New York Times” escreveu em seu obituário: “Tinha 81 anos e havia ajudado a encabeçar uma revolução industrial e doméstica ao inventar o precursor da fralda descartável”.
“Motivada pela tarefa frustrante e repetitiva de trocar as fraldas de pano sujas, a roupa e os lençóis de seu filho, Donovan criar uma capa para a fralda que permitia manter seu bebê seco”, conta o Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos.
“Diferentemente de outros produtos no mercado, o seu foi feito com uma tela que permitia que a pele do bebê respirasse e também incluía botões em vez de alfinetes.”
Donovan batizou seu invento como “Boater”, mas, num primeiro momento, ele foi recusado por fabricantes. Por essa razão, ela começou a comercializar a capa por conta própria e, após receber a patente, a vendeu para uma companhia por US$ 1 milhão, em valores da época.
Anos depois, o engenheiro industrial Victor Mills, da Procter & Gamble, lideraria a equipe que fez a primeira fralda descartável como a conhecemos hoje.

Sinalizadores marítimos
“Em uma época em que as mulheres pareciam não fazer nada além de arrumar a casa e criar os filhos, Martha Coston estava ocupada salvando vidas ao aperfeiçoar os sinalizadores marítimos noturnos”, destaca o livro “As Invenções de Martha Coston”, de Holly Cefrey.
Coston (1826-1904) desenvolveu um sistema de luzes pirotécnicas vermelhas, brancas e verdes com base em esboços deixados por seu marido antes de ele morrer, para que os barcos pudessem se comunicar entre si e com o pessoal em terra em meio à escuridão e a grandes distâncias.
Ela passou dez anos desenvolvendo a tecnologia antes de patenteá-la e a vendeu para a Marinha dos EUA. “O sistema deu uma vantagem decisiva à União na Guerra Civil, e a empresa Coston, fundada para produzir os sinalizadores, operou até o fim do século 20”, explica o Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos.
“O sistema de códigos e sinalização foi usado pelo serviço de emergência e o serviço meteorológico dos Estados Unidos, instituições militares na Inglaterra, França, Holanda, Itália, Áustria, Dinamarca e Brasil, navios mercantes e iates privados.”

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