12.302 – Os Maiores Ditadores da História Moderna


ditadura
A palavra ditador está associada, inevitavelmente, ao autoritarismo. Um ditador é, por definição, um governante que assume todos os poderes do Estado. Isolado, por decisão própria, de qualquer controle constitucional ou legislativo.
Mao Tsé-Tung: foi presidente do Partido Comunista da China e um dos fundadores da República Popular da China, a qual ele governou desde sua proclamação, em 1949, até sua morte, em 1976.

Muammar al-Gaddafi: governou a Líbia por 42 anos, desde 1969, quando instaurou em seu país uma revolução socialista e islâmica, até sua morte, em outubro de 2011, enquanto defendia um regime totalitário e repressivo.

Hosni Mubarak: governou a República Árabe do Egito por 30 anos, desde outubro de 1981 até fevereiro de 2011, após o assassinato de Anwar el-Sadat, quando se viu obrigado a renunciar no auge dos protestos em massa que exigiam seu afastamento.

Saddam Hussein: liderou a ditadura iraquiana desde 1979, quando assumiu o poder com o apoio do Ocidente, até 2003, quando foi deposto por uma coalizão formada pelos EUA, Reino Unido, Austrália, Espanha e Polônia.

Augusto Pinochet: liderou a ditadura militar do Chile a desde 1973, quando depôs o presidente Salvador Allende, que, meses antes, o havia indicado para comandante-em-chefe do exército chileno, até 1990, quando deixou o poder.

Benito Mussolini: fundador do fascismo, foi o primeiro-ministro do Reino da Itália em 1922, quando assumiu os poderes ditatoriais, até 1945, quando foi deposto e fuzilado, após exceder o período do seu mandato, em 1943, com a ajuda da Alemanha Nazista.

Francisco Franco: político e militar espanhol, esteve à frente da ditadura de seu país como chefe de estado desde 1937, quando, na época da Guerra Civil, instaurou o regime hoje conhecido como franquismo, até sua morte, em 1975.

Fidel Castro: tendo começado na vida política como opositor do presidente Fulgencio Batista, chegou ao poder depois de liderar a Revolução Cubana, que triunfou em 1959. Inicialmente, foi primeiro-ministro durante o mandato de Manuel Urrutia LLeó, assumindo posteriormente a presidência, cargo que ocupou até 2008.

Josef Stalin: de carreira política, modelou os aspectos principais do regime da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS), da qual foi dirigente máximo de 1929 a 1953.

Adolf Hitler: de origem austríaca, esse político foi um dos ditadores mais poderosos do século XX, responsável maior pela militarização da sociedade e pelo extermínio de grande parte da população judaica.

12.301 – Artista constrói máquina musical que funciona a base de 2 mil bolinhas de gude


Este é o ☻Mega Arquivo
Isso mesmo, bolinhas de gude. Como Molin explicou em entrevista à Wired, “existe toda uma subcultura em torno das bolinhas de gude”, o que o deixou interessado em engrenagens e equipamentos. A partir dos novos conhecimentos, o artista teve a ideia de criar uma máquina musical que utilizaria as bolinhas.
Ele separou dois meses para realizar o projeto – no fim precisou de outros doze para completá-lo. “É estranho como isso acontece. Quanto mais perto de finalizar você está, tudo fica mais devagar automaticamente, com exceção à avalanche de novos problemas que não estavam previstos”, escreveu Molin no site oficial da Wintergatan.
Com a conclusão do projeto, o artista gravou um vídeo em que demonstra o funcionamento da máquina. A produção foi postada nesta quarta-feira (2 de março) e já possui mais de meio milhão de visualizações no Youtube.
A máquina consegue ativar os sons de um baixo, vibrafone e bumbo, tudo com a ajuda de duas mil bolinhas de gude. As peças vão passando por túneis dentro do instrumento por meio dos quais produzem os sons. Molin fez o design das dimensões do aparelho em um software 3D e depois foi modelando as peças até chegar na forma final.

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12.300 – Isso é que é Economia – Ruas da França poderão ser iluminadas por bactérias – que brilham no escuro


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É essa a promessa da empresa francesa Glowee, que pretende começar a comercializar a novidade no ano que vem. Trata-se de um gel que contém nutrientes, conservantes e a bactéria Aliivibrio fischeri, que normalmente vive na pele de animais marinhos capazes de brilhar no escuro, como certas espécies de polvos e algas. A empresa diz ter criado um processo para produzir essa bactéria em grande quantidade, e inventado uma maneira de fazê-la sobreviver, no gel especial, por até três dias – durante os quais ela brilha por meio de um fenômeno natural chamado bioluminescência (reação química por meio da qual seres vivos podem produzir luz).
A ideia é aplicar o gel com as bactérias em prédios e vitrines de loja, onde sua luz esverdeada certamente chamaria a atenção – e também driblaria a legislação francesa, que proibe vitrines acesas durante a madrugada. As bactérias funcionariam como luz decorativa e auxiliar, não como fonte principal de iluminação pública. Mesmo assim, entre os investidores da Glowee está a estatal EDF, que controla 95% das redes elétricas da França.

12.299 – Pesquisadores criam ‘dedo biônico’ capaz de transmitir sensação de tato


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Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) criaram um “dedo biônico” que permite que pessoas sem essa parte do corpo sintam a forma e diferenciem texturas de objetos e superfícies. Segundo um dos usuários que testaram a prótese, as sensações são quase idênticas às sentidas pela sua própria mão.
O dedo prostético pode ser conectado às terminações nervosas das mãos ou braços de pessoas que sofreram amputações. Ele contém sensores que detectam a superfície dos objetos com os quais entram em contato, e transmitem essa informação aos nervos do usuário como um sinal elétrico. Os nervos então levam esse sinal até o cérebro, que o “traduz” para determinar a textura da superfície sentida.
Segundo Dennis Aabo Sørensen, um dos primeiros a testar a prótese “o etsímulo era quase como o que eu sentiria com a minha mão”. Sørensen disse ainda sentir a mão amputada, “ela está sempre fechada. Eu senti as texturas na ponta do dedo indicador da minha mão-fantasma”, disse.

Simulando toques
Outra descoberta interessante do projeto foi que essa técnica também pode ser usada para transmitir sensações de toque e textura a pessoas que não sofreram amputações. Num teste separado, os sinais elétricos gerados pelo sensor foram transmitidos por meio de agulhas temporariamente ligadas aos nervos medianos do braço através da pele. Em 77% dos casos, pessoas sem amputações conseguiram diferenciar a textura dos objetos.
Segundo dados coletados por eletroencefalogramas dessas pessoas, os sinais coletados pelo sensor estimularam a mesma região do cérebro que teria sido estimulada caso se tratasse de um toque “real”. Além de permitir a criação de próteses que forneçam a sensação de toque, essa tecnologia também possibilita o desenvolvimento de robôs cirúrgicos (ou industriaias) que conseguem distinguir texturas.

12.298 – Tecnologias inovadoras criadas por mulheres


Teste de urina para monitorar diabetes
O trabalho no campo da química realizado pela cientista norte-americana Helen Free, 93, revolucionou os exames para diagnosticar doenças e detectar gravidez.
Free desenvolveu com seu marido, Alfred, as tiras que são usadas em todo o mundo para monitorar a diabetes ao revelar a presença de glicose na urina do paciente.
Dotadas de substâncias químicas, essas tiras de alguns milímetros de largura apresentam uma reação ao entrar em contato com compostos presentes na urina.
Nascida em 1923, a pesquisadora lançou seu invento no mercado com o nome de Clinistix, uma tecnologia que representou um grande avanço em testes rápidos e eficazes não só de urina, como também de sangue.

Medicamento contra leucemia
Segundo o Salão da Fama dos Inventores dos Estados Unidos, a americana Gertrude B. Ellion (1918-1999), nascida em uma família de imigrantes lituanos, inventou o medicamento contra leucemia conhecido como 6-mercaptopurina e inovações farmacêuticas que facilitaram o transplante de rim.
Suas pesquisas também levaram ao desenvolvimento de outro fármaco, a 6-tioguanina.
“A expansão de sua pesquisa a conduziu ao Imuran, um derivado da 6-mercatopurina que impedia a rejeição pelo corpo de tecidos externos. Usado com outros medicamentos, o Imuran permitiu os transplantes renais entre pessoas que não eram parentes”, destaca o Salão da Fama de Inventores.
Ellion também liderou a equipe que desenvolveu medicamentos para tratar gota e um antiviral para combater infecções causadas pelo vírus da herpes.
Em 1988, o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina foi concedido a ela, James W. Black e George H. Hitchings “por suas descobertas sobre princípios-chave de tratamentos a base de medicamentos”.
“Por casualidade, conheci um químico que buscava um assistente de laboratório. Ainda que não pudesse me pagar um salário nesta época, decidi que a experiência valia a pena”, disse a cientista em um texto autobiográfico publicado no site do prêmio Nobel.
“Fiquei ali um ano e meio, e finalmente passei a ganhar o incrível montante de US$ 20 (em valores atuais, US$ 338, ou R$ 1278) por semana. Já havia economizado um pouco de dinheiro e, com a ajuda de meus pais, entrei na escola de pós-graduação da Universidade de Nova York no outono de 1939. Era a única mulher na classe de química, mas ninguém parecia se importar.”

Máquina para fazer sacolas de papel
Dona de 26 patentes, concedidas entre 1870 e 1915, a americana Margaret Knight (1838-1914) entrou para a história por ter inventado uma máquina para fabricar sacolas de papel de fundo plano.
“A invenção revolucionou a indústria de sacolas de papel ao substituir o trabalho de 30 pessoas pelo de uma única máquina”, diz o Salão da Fama dos Inventores dos Estados Unidos.
De forma automática, a máquina cortava o papel, dobrava e unia suas partes para criar a sacola. “Antes de sua invenção, as sacolas de fundo plano só podiam ser feitas manualmente e com um alto custo.”
Seu invento foi usado em todo o mundo e permitiu a produção em massa desse tipo de sacola. Uma variação de sua máquina ainda era usada no fim do século 20.

Fralda descartável
Em 1951, foi concedida à arquiteta nascida nos Estados Unidos Marion Donovan (1917-1998) a patente de uma cobertura impermeável para fraldas, o que fez com que ficasse reconhecida mundialmente como a “mãe das fraldas descartáveis”.
Quando ela faleceu, o jornal “The New York Times” escreveu em seu obituário: “Tinha 81 anos e havia ajudado a encabeçar uma revolução industrial e doméstica ao inventar o precursor da fralda descartável”.
“Motivada pela tarefa frustrante e repetitiva de trocar as fraldas de pano sujas, a roupa e os lençóis de seu filho, Donovan criar uma capa para a fralda que permitia manter seu bebê seco”, conta o Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos.
“Diferentemente de outros produtos no mercado, o seu foi feito com uma tela que permitia que a pele do bebê respirasse e também incluía botões em vez de alfinetes.”
Donovan batizou seu invento como “Boater”, mas, num primeiro momento, ele foi recusado por fabricantes. Por essa razão, ela começou a comercializar a capa por conta própria e, após receber a patente, a vendeu para uma companhia por US$ 1 milhão, em valores da época.
Anos depois, o engenheiro industrial Victor Mills, da Procter & Gamble, lideraria a equipe que fez a primeira fralda descartável como a conhecemos hoje.

Sinalizadores marítimos
“Em uma época em que as mulheres pareciam não fazer nada além de arrumar a casa e criar os filhos, Martha Coston estava ocupada salvando vidas ao aperfeiçoar os sinalizadores marítimos noturnos”, destaca o livro “As Invenções de Martha Coston”, de Holly Cefrey.
Coston (1826-1904) desenvolveu um sistema de luzes pirotécnicas vermelhas, brancas e verdes com base em esboços deixados por seu marido antes de ele morrer, para que os barcos pudessem se comunicar entre si e com o pessoal em terra em meio à escuridão e a grandes distâncias.
Ela passou dez anos desenvolvendo a tecnologia antes de patenteá-la e a vendeu para a Marinha dos EUA. “O sistema deu uma vantagem decisiva à União na Guerra Civil, e a empresa Coston, fundada para produzir os sinalizadores, operou até o fim do século 20”, explica o Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos.
“O sistema de códigos e sinalização foi usado pelo serviço de emergência e o serviço meteorológico dos Estados Unidos, instituições militares na Inglaterra, França, Holanda, Itália, Áustria, Dinamarca e Brasil, navios mercantes e iates privados.”