11.935 – Concorrente de Peso – YouTube começa a transmitir futebol ao vivo


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O YouTube começa nesta quarta-feira, 28, a transmitir a Copa del Rey, da Espanha, em 17 países, incluindo Brasil. A primeira partida a ser exibida é o duelo Barcelona e Villanovense. Entretanto, o acesso não é gratuito. Na Europa, o Google cobra 5 euros por partida ou 20 euros por todo o torneio. Ainda não se sabe o preço que será cobrado no Brasil.
A parceria, fechada entre o site, a Liga Espanhola e a MediaPro, empresa responsável pela comercialização dos direitos do grupo, pode ser uma pista interessante sobre o que pode acontecer no YouTube Red, serviço por assinatura da plataforma anunciado recentemente.
Essa não é a primeira vez que o YouTube trasnmite eventos esportivos. Em 2014, pessoas de diversos países puderam acompanhar o título mundial do surfista Gabriel Medina.
A entrada do Google no setor pode representar uma mudança na negociação de direitos de transmissão de esportes no Brasil e no mundo. Até hoje, as empresas de televisão dominavam o mercado, disputando para decidir quem compraria determinados campeonatos e contando com a exclusividade de transmissão. Em muitos casos, o telespectador era obrigado a comprar um jogo ou assinar um canal específico para assistir ao evento. Agora, será possível acompanhar partidas longe da TV.

11.934 – Biologia – Bactérias se comunicam do mesmo jeito que os nossos neurônios


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Um novo estudo aponta que bactérias têm um sistema de comunicação muito mais sofisticado do que o esperado. A pesquisa foi realizada em biofilmes ou “placas” bacterianas que formam o tártaro – sim, aquele que se aloja nos dentes. Esses aglomerados são extremamente resistentes a antibióticos e a outros químicos, o que os coloca no topo da lista de grandes preocupações médicas. A comunicação entre as bactérias é feita por meio de canais iônicos, as mesmas estruturas envolvidas na comunicação entre neurônios.
No biofilme, as bactérias são capazes de resolver conflitos dentro da comunidade assim como as sociedades humanas. Foi descoberto que quando as placas crescem até um certo tamanho, as células de fora, que têm acesso irrestrito aos nutrientes do ambiente externo, param de crescer para permitir que o “alimento” seja enviado também para as bactérias mais ao centro da colônia. Assim, a estrutura se mantém viva e resiste aos antibióticos. Essas oscilações no tamanho do biofilme (veja abaixo) requerem grande coordenação entre as bactérias periféricas e as centrais, o que levou os pesquisadores a imaginar que essa comunicação era feita de forma eletroquímica.

11.933 – Uma maldição indígena que teria matado vários presidentes dos EUA


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Existe uma maldição, segundo a crença popular, embora com implicações muito reais, que perseguiu de forma mortal os presidentes norte-americanos desde 1840 até 1960, sem exceção.
Também conhecido como Tecumtha, ou Tekamthi, o cacique Tecumseh, líder nativo da tribo indígena Shawnee, foi derrotado durante a batalha de Tippercanoe pelo governador do recém-estabelecido território de Indiana, William Henry Harrison, em 1811. Porém, antes de morrer, Tecumseh rogou uma poderosa maldição de morte repentina contra os Grandes Pais Brancos, como vingança pela dor causada ao seu povo.
Alguns anos depois, a maldição indígena começou a surtir efeito. William Henry Harrison foi eleito presidente dos EUA em 1840 e, alguns meses depois, em abril de 1841, morreu em decorrência de uma pneumonia. Até os dias de hoje, foi o governante por tempo mais curto na histórica democrática norte-americana.
Em 1860, Abraham Lincoln chegava à presidência e, cinco anos depois, foi assassinado pelo ator John Wilkes Booth, logo após começar seu segundo mandato.
James A. Garfield vencia as eleições de 1880 e apenas alguns meses depois era assassinado pelo advogado Charles Jules Guiteau, no salão de espera da estação de trens de Washington.
Vinte anos depois, embora tenha sido uma reeleição, o presidente William McKinley era assassinado pelo anarquista Leon Czolgosz.
Os dois próximos presidentes americanos morreram por causas naturais, supostamente: Warren G. Hardin, eleito em 1920, morreu oficialmente em consequência de um derrame, embora haja suspeitas de envenenamento. Franklin D. Roosevelt, reeleito em 1940 para o seu terceiro mandato, morreu de uma hemorragia cerebral.
A longa lista de presidentes americanos afetados pela maldição indígena chegou ao fim no mandato de John F. Kennedy, eleito em 1960 e assassinado em 1963. Desde então, com a presidência de Ronald Reagan, eleito em 1980, os efeitos da maldição começaram a desaparecer. Reagan esteve prestes a ser assassinado em 30 de março de 1981, em Washington, quando John Hinckley atirou nele. Mas Reagan sobreviveu e morreu em 2004, aos 93 anos.

11.932 – Lixo Espacial – Terra será atingida por um misterioso pedaço


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No próximo dia 13 de novembro, astrônomos preveem que a Terra será atingida por um aglomerado de lixo espacial que há muitos anos circula em torno do nosso planeta. Contudo, os cientistas ainda estão tentando decifrar, afinal, o que é esse material.
Estudos preliminares indicam que se trata de um objeto com entre um e dois metros de comprimento e provavelmente oco. Além disso, sabe-se que o fragmento – batizado pelos cientistas de WT1190F – circula em uma órbita duas vezes maior do que a da Terra e a Lua.
Lixo espacial geralmente é composto por pedaços de satélites, ônibus espaciais, foguetes e de painéis solares. No entanto, os astrônomos que observam o WT1190F acreditam que ele será queimado total ou parcialmente assim que começar sua reentrada na atmosfera. Por conta disso, talvez nunca saibamos do que se trata esse estranho objeto.
“Pode ser um pedaço perdido da história espacial que voltou para nos assombrar”, brincou Jonathan McDowell, astrônomo do Centro Harvard–Smithsonian de Astrofísica em Cambridge, Massachusetts (Estados Unidos). Uma das hipóteses mais prováveis é de que se trata de parte do foguete que levou o homem à Lua na década de 1960.
O cientistas alertam, porém, que é pouco provável que alguém aqui na Terra seja capaz de ver o objeto invadindo os céus. Acredita-se que o WT1190F deverá cair em algum lugar do Oceano Índico – isso se sobrar alguma coisa após a violenta reentrada.

11.931 – Mega Techs – Faculdade de SP promove eventos gratuitos sobre TI


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A Faculdade de Tecnologia do Colégio Bandeirantes (BandTec) irá realizar o evento “Trilhas”, que oferece palestras e workshops para pessoas interessadas em ingressar na área de TI. Com inscrições gratuitas, os cursos, previstos para acontecer entre 05/11 e 01/12, têm vagas limitadas.
Ministrados pelos professores da BandTec, os cursos têm os seguintes temas: Carreira e Mercado de Trabalho em TI; Primeiros passos em programação com Arduíno; Como usar redes sem fio com segurança; e Empreendedorismo em TI. Para se inscrever em qualquer um deles, basta acessar o site.

11.930 – Em meio à crise hídrica, regiões assumem riscos e melhoram a eficiência no uso da água


Em meio à crise hídrica, regiões assumem riscos e melhoram a eficiência no uso da água
No princípio deste ano, enquanto a Costa Leste dos Estados Unidos tremia de frio, a Califórnia fervia. No ano passado, incêndios florestais destruíram casas em subúrbios, um reservatório esvaziado deixou expostas as ruínas de um vilarejo da época da corrida do ouro e, na primavera, a cachoeira do Yosemite estava reduzida a um fio d’água. Enquanto a seca alcançava recordes históricos, as disputas políticas retomavam rotinas conhecidas.
Os agricultores conclamaram o Parlamento a revogar a proteção a espécies de peixes ameaçadas. Os moradores urbanos lembraram que, em média, 41% da água na Califórnia é usada na agricultura, ao passo que menos de 11% abastece as cidades (e quase 49% permanece nos rios). Prevaleceram as frases de efeito, e ao menor sinal de chuva as discussões silenciavam por completo.
“E sempre ocorria que, nos anos de seca, as pessoas mal se lembravam dos anos de abundância”, escreveu John Steinbeck em seu épico romance de 1952, A Leste do Éden, que mostrava a tragédia de uma família no Vale de Salinas no início do século 20, “e durante os anos chuvosos perdiam toda lembrança dos anos de seca”.
Tal capacidade de esquecimento é quase uma característica inata no Oeste americano. Mas não há motivo para isso. Basta, por exemplo, ver o que ocorre na Austrália, um país com situação bem similar à existente hoje na Califórnia e no Oeste americano. Tanto na Califórnia como na Austrália, há zonas desérticas na área central, ao passo que as bordas do território são temperadas e urbanizadas. Ambas dependem de complexos sistemas de dutos para mover a água. Na verdade, os dois irmãos canadenses que, no final do século 19, construíram alguns dos primeiros sistemas de irrigação na Califórnia também ajudaram a planejar os sistemas de água na árida bacia hidrográfica australiana dos rios Murray e Darling.

Australia: solução para reduzir o consumo urbano
Na Austrália, a chamada Grande Seca, que se prolongou por uma década na virada do século 21, desencadeou no princípio o mesmo tipo de escaramuça política que toma conta da Califórnia. No entanto, depois de anos de destruição ambiental, crise de falta de água nas cidades e enormes prejuízos por parte dos agricultores, os políticos australianos – e os produtores rurais – tiveram de assumir riscos consideráveis.
“No auge da seca, tornou-se evidente que não tem como dissimular a verdade do meio ambiente”, diz o professor Mike Young, da Universidade de Adelaide, que participou da reação do país à seca. A Austrália conseguiu reduzir o consumo urbano de água graças ao investimento de bilhões de dólares em medidas de conservação, educação e melhoria na eficiência da rede. O país adotou um esquema que assegurava um suprimento mínimo de água para o ambiente, com o restante sendo dividido em parcelas que podiam ser rapidamente negociadas – ou guardadas. Embora tenham lutado contra as mudanças, os produtores rurais, graças aos estímulos financeiros, logo passaram a usar a água de maneira mais criativa e eficiente. O consumo diminuiu.
“O sistema de manejo da água na Califórnia – cujos custos anuais superam os 30 bilhões de dólares – está muito aquém do exemplo admirável da Austrália”, afirma Michael Haneman, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “A Califórnia e quase toda a região Oeste do país nada fizeram para facilitar o manejo da escassez de água”, diz ele. “Nunca nos mostramos dispostos a realizar, com antecipação, as mudanças indispensáveis para enfrentarmos um futuro mais seco.”