10.900 – Cinema – Cadê meu carro voador? De Volta para o Futuro


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Fãs da franquia criaram memes para celebrar a data nesta quarta-feira (21).
No futuro criado pelo diretor Robert Zemeckis no segundo filme da trilogia, carros voam, hologramas anunciam a estreia de “Tubarão 19” nos cinemas, skates flutuam e tênis se ajustam sozinhos aos pés.
“No remake de ‘De volta para o futuro parte II’, não há carros voadores. Mas as pessoas ficam olhando para os seus celulares o tempo inteiro e se ofendem com qualquer coisa”.
O filme De Volta Para o Futuro 2, sucesso nos anos 80, colocou os protagonistas em uma viagem no tempo para 21 de outubro de 2015, em um cenário que buscou antecipar invenções que ocorreriam nas décadas seguintes. E muitas deram certo: trinta anos depois, boa parte do mundo de Marty McFly já faz parte do dia a dia de muita gente, ou estará no mercado em breve. Até mesmo os carros voadores.
Óculos vestíveis
Apesar dos mais aguardados HoloLens e, principalmente Oculus Rift, ainda não terem chegado ao mercado, vários fabricantes já lançaram suas próprias versões de óculos de realidade virtual, como o Gear VR e o Cardboard, da Samsung e do Google, respectivamente. Isso sem falar no Google Glass, projeto que deve ser refeito e lançado em breve para mais pessoas que o programa Explorer conseguiu atingir com a primeira versão.

Monitores de tela plana
Com monitores por toda parte, De Volta para o Futuro 2 acertou em uma tecnologia que já está no mercado faz tempo: monitores e TVs de tela plana. Na verdade, telas do tipo já cabem no bolso, já que os displays mais finos estão equipados em smartphones.

Morte dos CDs
CDs podem ainda ser vendidos, mas é a partir da Internet que se consome música em 2015. Seja por meio de uma assinatura do Spotify ou Apple Music, ou comprando uma faixa na iTunes Store, músicas são compartilhadas – e até criadas – digitalmente, sem qualquer necessidade de suporte físico a não ser para tocá-las.

Há equipamentos próprios para videoconferência que equipam salas de reuniões empresariais, mas o meio mais popular de se falar com alguém usando vídeo é por meio de programas gratuitos como Skype. Com o crescimento e aprimoramento da malha 4G, é cada vez mais comum realizar esse tipo de comunicação pelo celular, em qualquer lugar, algo que nem Marty McFly fez no longa.
Sensores de movimento em videogames se tornaram populares primeiro com o Nintendo Wii, e depois com o Xbox 360, quando finalmente foi dispensado o uso de controles físicos para alguns jogos. Hoje, a tecnologia continua sendo aplicada a consoles, com a segunda geração do Kinect para Xbox One e o Playstation Eye, que capta os movimentos do jogador.
Tablets já existem há pelo menos 10 anos, mas foi em 2010, com o lançamento do iPad, que a indústria cresceu e se tornou parte do desejo popular, trazendo à tona dezenas de fabricantes especializados nesse tipo de aparelho. Hoje, as vendas não vão tão bem – a IDC Brasil fala em queda de 35% no segundo trimestre de 2015 –, o que pode abrir espaço para soluções híbridas como o Surface Pro 4 ou o Surface Book, outra tecnologia avançada demais para ser prevista nos anos 1980.
Pagamentos móveis ainda estão engatinhando no mundo, e ainda nem desembarcaram no Brasil. Porém, em poucos meses, soluções como Apple Pay, Android Pay e Até Samsung Pay deverão estar presentes em estabelecimentos comerciais de todo o país, facilitando a compra de itens físicos sem a necessidade de carregar cartões de crédito ou dinheiro vivo. O recurso é facilitado por outra tecnologia prevista por De Volta para o Futuro 2: a biometria.

Biometria
Sensores biométricos são populares até em academias e escolas por todo o país, e chegam com força na palma das mãos do consumidor por meio de smartphones. Recurso popularizado pela Apple com o lançamento do iPhone 5S, leitor de digitais já estão presentes em vários outros modelos, como os tops de linha da Samsung, e os recém-lançados Nexus 5X e Nexus 6P.

Cinema 3D
Qualquer blockbuster que se preze já oferece cópias em 3D em praticamente qualquer cinema do país e em transmissões digitais. O cinema 3D visto por McFly, com o Tubarão do filme de Spielberg saindo do plano, é, certamente, mais emocionante do que temos em 2015, mas pelo menos já é realidade.

Roupas smarts
Os tênis que apertam nos pés automaticamente serviram de inspiração para fabricantes de roupa e de chips para criar tecnologias acopladas ao corpo. É o caso, por exemplo, da calça que recarrega o celular enquanto o usuário anda, ou dos shorts que evitam lesões a praticantes de atividades físicas.

Uma das invenções mais cobiçadas do filme, o skate voador foi alvo pegadinhas no passado, mas, esse ano, saiu do papel graças a um projeto da Lexus. O produto não foi feito para ser vendido, mas, pelo menos, não é fruto de uma brincadeira. Ele usa nitrogênio líquido para resfriar um metal que, usando supercondução, consegue levitar o usuário sobre um terreno especial. Há também o Hendo, que não depende do nitrogênio, mas gasta bastante energia.

Comando de voz
Graças ao Google, qualquer pessoa pode lançar mão de comandos de voz com um celular Android baratinho ou acessando o google.com em um PC conectado à web. É possível saber se vai chover, efetuar ligações, marcar reuniões no calendário, entre uma infinidade de outros comandos e pesquisas por palavras-chave que agilizam o dia a dia ao dispensar o teclado.

Drones
Os drones chegarão rapidamente ao mercado de massa, e hoje já é possível comprar um modelo chinês por menos de R$ 400 no comércio eletrônico. Embora modelos mais caros sejam mais confiáveis, a variedade de opções só significa que essa tecnologia ainda vai ser muito explorada nos próximos meses, especialmente por empresas que pretendem agilizar a entrega de encomendas, por exemplo.

Câmeras compactas
As câmeras compactas vêm perdendo mercado, geralmente sendo substituídas por smartphones, mais simples, porém com desempenho parecido; ou por DLSRs, mais parrudas, mas dedicadas a quem quer resultados próximas do profissional. Mas isso só quer dizer que elas chegaram ao ápice da popularidade antes mesmo do que o filme previu.

Computadores por toda parte
Diferente do que era nos anos 1980, no início da era dos computadores pessoais, em 2015 os computadores estão por toda parte, em uma previsão que De Volta para o Futuro 2 acertou em cheio. Dos smartphones, aos tablets, sistemas bancários, de votação, compras online e até a geladeiras e trancas de portas, chips de computação sempre estão presentes para integrar tudo a serviços na nuvem e automatizar processos.

Erro 1: Carro voador
Não foi só De Volta para o Futuro que errou: estamos em 2015 e, por mais que já tenha havido tentativas, ainda estamos longe de ter carros voadores. A maior revolução para esse tipo de transporte parece estar sendo na obtenção de energia, que vem movendo aos poucos do combustível fóssil para eletricidade, em um movimento liderado pela Tesla Motors.

Erro 2: Máquina do tempo
A única invenção que não era de 2015, mas de 1985 graças ao gênio Dr. Brown, ainda não foi inventada e nunca vai chegar. Isso porque, ao menos se Einstein e toda a física moderna estiverem errados, não é possível voltar no tempo. Portanto, nada de DeLorean, nem neste nem nos próximos séculos.

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