11.910 – Irmãs da Terra – A maioria dos planetas parecidos com a Terra ainda estão para nascer


irmas da Terra
Astrônomos estão conduzindo pesquisas extensas para estimar quantos planetas presentes na Via Láctea podem ser habitáveis. O estudo busca corpos que estejam distantes de suas estrelas de forma que estas possam regular suas temperaturas para proporcionar o surgimento de vida. A busca por vida extraterrestre se baseia na hipótese de que frações de mundos, onde a vida é originada, evoluem para civilizações tecnológicas e inteligentes. Até evidências serem encontradas, a Terra é o único planeta habitável do universo.
Novos dados coletados pelo telescópio espacial Hubble da Nasa mostram que a Terra foi um dos primeiros planetas habitáveis a aparecer.
Quando o sistema solar surgiu, há 4,6 bilhões de anos, somente 8% dos planetas potencialmente habitáveis que poderiam se formar existiam. “Nossa maior motivação era entender o lugar da Terra no contexto do restante do universo”, disse o autor do estudo, Peter Behroozi, do Space Telescope Science Institute, em Baltimore, no estado de Maryland, nos Estados Unidos. “Comparada aos outros planetas que serão formados no universo, a Terra surgiu bem cedo.”
Os dados do Hubble também mostraram que o universo estava criando estrelas a uma velocidade de 10 bilhões de anos atrás, mas a fração de hidrogênio e gás hélio envolvida era pouca. Atualmente o nascimento das estrelas ocorre em uma velocidade muito menor, mas há tanto gás disponível que o universo continuará criando estrelas e planetas no futuro.
“Há material restante o suficiente pós Big Bang para produzir ainda mais planetas no futuro, na Via Láctea e além”, afirmou a pesquisadora Molly Peeples, também do Space Telescope Science Institute.
A pesquisa indica que planetas como de tamanhos parecidos com a Terra, nas zonas habitáveis de suas estrelas, são onipresentes em nossa galáxia. Os cientistas preveem a existência de um bilhão de ~mundos na Via Láctea atualmente e que uma boa parte deles seja rochoso. A estimativa aumenta ainda mais quando consideramos as outras 100 bilhões de galáxias possíveis de serem observadas no universo.
Isso mostra a possibilidade de planetas habitáveis surgirem no futuro. Chances são que a última estrela a queimar não o fará até 100 trilhões de anos do presente. É tempo o suficiente para qualquer coisa acontecer nas superfícies desses corpos.

11.909 – ☻Mega Almanaque – O Canivete Suíço


canivete-suico
É uma ferramenta multi-uso, que pode ser usada para diversas modalidades, além de cortar, é o que oferece o Canivete Suíço (Swiss Army knife) bastante difundido no mundo como um utensílio moderno e que agrupa diversos elementos e funcionalidades, em um só aparelho. No ano de 1981 o exército suíço fez uma encomenda de um aparelho que atendesse as seguintes necessidades: resistência, fácil de transportar, leve e versátil. A Administração Federal de Munições da Suiça recebeu a solicitação e desenvolveu um protótipo da peça. A empresa Schweizer Besteckfabrik (que deu origem Fabrique Suisse de Coutellerie S.A. e posteriormente se chamou Paul Boéchat & Cie. knife Factory) foi a escolhida para fabricar o Canivete.
A partir do primeiro protótipo, o Canivete Suíço se popularizou e atualmente é uma peça quase que indispensável nos lares e até mesmo utilizado como chaveiro. Geralmente utilizado em atividades profissionais e esportivas, pela facilidade de transporte e tamanho compacto, diversidade de mecanismos, lâmina eficiente e abertura rápida. Muitos praticantes de esportes de aventura como escalada, rafting, entre outros, equipes de resgate e demais o utilizam tanto pela qualidade quanto pela utilidade.
O termo Canivete Suíço faz alusão e referência a um objeto com diversas funcionalidades. O conceito do Canivete Suíço se expandiu, pois não somente a lâmina é útil, como também inúmeras outras inovações como por exemplo a função de PenDrive. Atualmente existem mais de 100 modelos diferentes, com ferramentas diferentes e formas diversificadas.
As empresas fabricantes deste tipo de produto são de origem suiça, Wenger e Victorinox. O nome Canivete Suiço é uma marca patenteada e registrada pela empresa Victorinox AG e da subsidiária Wenger SA. Após o ano de 2001, especificamente depois dos atentados em 11 de Setembro, o governo dos EUA dificultou a possibilidade de se carregar canivetes em aviões o que ocasionou uma crise na empresa Victorinox, pois seus produtos eram comercializados nos Free Shops, e esta proibição prejudicou as vendas, fazendo-as cair abruptamente. Quatro anos mais tarde, em Abril de 2005, a Victorinox incorporou a Wenger a seu portfolio de produtos, o que a tornou a única fabricante e fornecedora de canivetes para o Exército da Suíça. A cada soldado que ingressa no exército, é dado um kit de sobrevivência contendo um moderno canivete suíço, modelo New Soldier 0.8461. MWCH.
O departamento de tecnologia e novos projetos da Victorinox está em constante atualização, sempre pesquisando as tendências com o intuito de modernizar o seu produto e também combater as imitações dos concorrentes.

11.908 – Farmacologia – O Fenofibrato


fenofibrato
É um remédio de uso oral utilizado para diminuir os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue quando, após dieta, os valores permanecem altos e há fatores de risco de doença cardiovascular como pressão alta, por exemplo.
O Fenofibrato pode ser comprado em farmácias em forma de cápsulas, com o nome comercial de Lipidil ou Lipanon.

Indicações do Fenofibrato
O Fenofibrato é indicado no tratamento do colesterol e triglicerídeos altos no sangue, quando a dieta e outras medidas não medicamentosas como atividade física, por exemplo, não resultaram.
Em pacientes com insuficiência renal, a dose do Fenofibrato poderá ter que ser diminuída.

Efeitos colaterais do Fenofibrato
Os principais efeitos colaterais do Fenofibrato incluem dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia, flatulência, dor de cabeça, formação de coágulos que podem obstruir um vaso sanguíneo, pancreatite, pedra na vesícula, vermelhidão e coceira na pele, espasmos musculares e impotência sexual.

Contraindicações do Fenofibrato
O Fenofibrato está contraindicado em crianças e adolescentes menores de 18 anos, em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, insuficiência hepática, pancreatite aguda, doença renal crônica, doença da vesícula biliar ou que já tiveram reação ao sol ou à luz artificial durante o tratamento com fibratos ou cetoprofeno. Além disso, o Fenofibrato está contraindicado em pacientes com intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose.
Este remédio não deve ser utilizado na gravidez, na amamentação ou em pacientes com intolerância a algum tipo de açúcar sem orientação médica.

Preço do Fenofibrato
O preço do fenofibrato varia entre 25 e 80 reais.
Modo de uso do Fenofibrato
O modo de uso do Fenofibrato consiste na ingestão de 1 cápsula ao dia, ao almoço ou ao jantar.

11.907 – Física – Viagens no tempo existem e acontecem o tempo todo (?)


Doctor_Who_-_Tardis
Viagem no tempo acontece toda hora – você está viajando no tempo neste exato instante. Mas isso tem uma restrição chatinha: só viajamos numa direção, para o futuro.
Acontece por causa da Relatividade. Como Einstein descreveu em 1905, o tempo é relativo. Ele pode ser distorcido pela gravidade e pela velocidade. Quanto mais rápido algo se move, mais devagar o tempo passa em comparação com quem está fora. Até que, na velocidade da luz, o tempo simplesmente para.
Essa distorção, calculada pela Equação de Lorentz, é exponencial. Como no gráfico cortesia do Fourmilab (site que parece ter viajado de 1995 para cá, sem escalas).
Dá para ver que a distorção é quase insignificante até se chegar bem perto da velocidade da luz. Se alguém andasse à metade da velocidade da luz, o tempo passaria 16% mais devagar. A 90% da velocidade, o fator muda para 230% – isto é, cada dia que o astronauta passasse na nave seriam 2 dias e 4 horas na terra. A 99,99999% da velocidade da luz, um dia equivaleria a 6,1 anos. E a 99,9999999999999% (isso, são treze noves depois da vírgula), 61 mil anos.
O que isso tem a ver com viagem no tempo? Se o tempo passa mais devagar para alguém, quer dizer que, se alguém começar uma viagem próxima à velocidade da luz hoje, irá parar no futuro – ainda que nunca tenha desaparecido no meio do caminho. E, de fato, isso já aconteceu com pessoas. Sergei Krikalev passou 803 dias, 9 horas e 39 minutos na Estação Espacial Internacional. A velocidade da estação fez com que ele avançasse… 0,02 segundo no futuro.
Pode ser irrelevante para uma pessoa, mas não é para um aparelho de GPS. Eles se baseiam em cálculos extremamente precisos, medindo a distância entre satélites e receptores através da diferença minúscula entre a hora da transmissão e da recepção. O problema é que, como os satélites de GPS se movem mais rápido que o receptor na terra, eles viajam para o futuro em relação à Terra, como o cosmonauta russo. Então essa distorção precisa ser corrigida – e é exatamente isso que o sistema é programado para fazer.
De fato, você está viajando no tempo agora, apenas menos que os astronautas ou os satélites de GPS. Tudo está em movimento, afinal: você na Terra, a Terra em torno do Sol, o Sol pela Via Láctea, a Via Láctea pelo Universo. Em relação a alguém que estivesse parado no espaço, o tempo estaria passando mais devagar para você.
O que os filmes mostram não é a viagem no tempo que conhecemos bem, mas teletransporte no tempo. Será possível, no mundo real, ir e voltar quando quiser, ao invés de simplesmente ficar parado pela eternidade em velocidade relativística? Talvez. A resposta, como todo Trekker deve ter na ponta da língua, são os wormholes.
Wormholes ligam dois pedaços do espaço-tempo, permitindo o que parece ser, do ponto de vista de nossas dimensões, teletransporte (mas não é, é transporte através de outra dimensão). O plano então seria pegar uma das pontas de um wormhole e colocá-la para viajar em velocidade próxima à da luz, fazendo com que vá para o futuro. A outra ponta continuaria no presente, permitindo que alguém entrasse por ela e fosse parar na outra, e vice-versa. Viajando, assim, no tempo.
Uma boa razão para acreditar que viagens no tempo nunca serão possíveis é que… bem, já teríamos topado com um viajante se fosse assim (ou topamos?). Como o método do wormhole, a viagem no tempo só seria possível a partir do momento em que se criasse a geringonça. Ninguém conseguiria andar para antes disso. Como as pessoas lidariam com levar cantada da própria mãe é outra história.

11.906 – De ☻lho no Mapa – Cidade de Antuérpia


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É a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região da Flandres. A população total de Antuérpia é 507 007 (em 31 de dezembro de 2011),[1] tornando-se o maior município tanto de Flandres quanto da Bélgica, em termos populacionais. É conhecida como centro mundial de lapidação de diamantes e por seu porto, um dos maiores do mundo, localizado nas margens do rio Escalda. Sua área total é de 204,51 km², dando uma densidade populacional de 2.308 habitantes por km². A área metropolitana, incluindo a zona exterior suburbana, cobre uma área de 1,449 km² com um total de 1.190.769 habitantes em 1 de Janeiro de 2008. Os habitantes de Antuérpia são localmente apelidado Sinjoren, após o título honorífico espanhol señor. Refere-se aos nobres líderes espanhóis que governaram a cidade durante o século XVII.[2]
Antuérpia é também um município, localizado no distrito de Antuérpia, província de Antuérpia, região da Flandres.
O fato de ser considerado o centro mundial do diamante deve-se a que nessa cidade são negociados 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados do mundo. De acordo com dados divulgados pelo Alto Conselho para o Diamante (HRD) em 2004, foram exportados mais de 8 mil milhões de dólares norte-americanos. Ainda de acordo com o HRD, o sector do diamante em Antuérpia movimentou nesse ano 34 mil milhões de dólares, e representou perto de 7% das exportações da Bélgica.
Mito
De acordo com o folclore, e como celebrada pela estátua em frente ao palácio municipal, a cidade tem o nome de uma lenda envolvendo um mítico gigante chamado Antigoon que morava perto do rio Escalda. Ele cobrou um preço daqueles que atravessassem o rio, e para aqueles que se recusaram, ele cortava uma de suas mãos e atirava-a ao rio Escalda. Eventualmente, o gigante foi morto por um jovem herói chamado Brabo, que cortou a própria mão do gigante e atirou-a ao rio. Daí o nome Antwerpen, do holandês hand é mão e wearpan (= arremessar), que mudou para hoje urdidura.
Além de ser um centro econômico, Antuérpia era igualmente centro cultural e intelectual. Por exemplo, ali nasceu em 1599 o pintor flamengo Anthony van Dyck. No entanto, a sua pujança foi irremediavelmente abalada por problemas religiosos depois de 1567, data em que tropas espanholas saquearam a cidade. Antuérpia foi de novo atacada em 1584, sendo, dessa feita, forçada a render-se aos espanhóis em 1585.
No século XVII, mais precisamente em 1648, foi mais uma vez lesada na sequência da Guerra dos Trinta Anos. Em questão estava o Tratado de Paz de Vestfália, que determinou o encerramento do rio Escalda à navegação, o qual foi reaberto somente em 1795 pelos franceses.
São muito característicos desta cidade os bulevares que vieram substituir as muralhas que circundavam Antuérpia. O interior do seu núcleo histórico guarda a Catedral de Notre Dame, igreja gótica dos séculos XIV e XV, que constitui o maior templo da Bélgica, com a sua flecha de quase 122 metros. Das obras de arte mais significativas desse templo, destacam-se várias pinturas de Petrus Paulus Rubens, artista que viveu a maior parte da sua vida nessa cidade.

Outros edifícios dignos de destaque são a Igreja de São Paulo – que contém obras de Caravaggio e de Van Dyck – e a Câmara(Prefeitura), ambos terminados no século XVI. As construções medievais estão ainda presentes no lugar do mercado público. Destacam-se também os Jardins Botânico e Zoológico e o Museu de Belas Artes, onde se encontram expostas algumas das obras-primas dos mestres flamengos, reconhecidos pela sua excelência na representação de pormenores pictóricos, como sejam as joias e os tecidos, que têm uma incrível semelhança com os objectos reais, para além da qualidade da cor exibida nos seus quadros.

Esporte
Antuérpia realizou os Jogos Olímpicos de Verão de 1920, que foram os primeiros jogos após a Primeira Guerra Mundial e também os únicos a serem realizados na Bélgica. Os eventos de ciclismo de estrada tomaram parte nas ruas da cidade.

11.905 – Mega Techs – Lentes de contato do Google poderiam ser carregadas com energia solar


lentes
O Google registrou uma nova patente que pode significar que no futuro as lentes de contato terão mais funções além de corrigir a visão. As lentes de contato inteligentes da empresa seriam carregadas com energia solar e coletariam informações biológicas do usuário.
Em 2014, a empresa já havia anunciado que tinha um projeto de lentes de contato inteligentes e que estava testando lentes que mediam os níveis de glicose nas lágrimas usando um pequeno chip wireless e um sensor de glicose.
De acordo com a nova patente, a lente teria sensores que captariam também outras informações biológicas, como a temperatura corporal e o nível de álcool no sangue, além de captar dados sobre o ambiente que a pessoa se encontra e a presença de substâncias que podem dar alergia como grama, pólen ou pelos de animais.
As lentes de contato seriam capazes de serem carregadas com luzes fortes graças a sensores fotodetectores e células solares presentes nelas. Além disso, elas teriam a habilidade de se comunicar com smartphones e computadores.
O Google ainda sugere na patente que essas lentes podem ser capazes de ler informações em códigos de barras e ser usadas para verificar a identidade da pessoa, por meio de uma análise de retina.

11.904 – Mega Byte: Golpe de Mestre – Youtubers foram praticamente forçados a participar da versão paga do site


you tube
Recentemente, quando anunciou seu serviço de assinaturas que leva a conteúdo exclusivo e sem publicidade, o YouTube afirmou orgulhosamente que a maioria dos youtubers parceiros aderiram à novidade. O que a plataforma deixou de comentar é que essas pessoas não tinham muita escolha.
O TechCrunch explicou que todos os parceiros tiveram de decidir entre fazer parte do YouTube Red ou ter seus vídeos escondidos do público – na versão gratuita do site e na Red, que custará US$ 9,99 por mês.
Isso inclui comediantes, músicos, gameplayers etc. “É uma pílula difícil de ser engolida que faz o YouTube se parecer com um valentão”, comenta o site.
Para deixar claro que quase todos os youtubers parceiros entraram no YouTube Red, o chefe de negócios do YouTube, Robert Kyncl, afirmou ontem que 99% do conteúdo consumido na plataforma permanecerá disponível. “Mas eles não tiveram muita escolha, caso contrário perderiam tanto a forma antiga de remuneração quanto na remuneração por assinatura e a conexão [que têm] com os fãs”, ressalta o TechCrunch.

11.903 – Colisão de 2 Buracos Negros na constelação de Virgem


2 buracos negros
Em uma região muito distante da Terra, nas profundezas da constelação de Virgem, dois buracos negros monstruosos estão prestes a se chocar. O evento cataclísmico vai ocorrer a 3,5 bilhões de anos luz daqui, e quando digo que eles estão “prestes a se chocar”, não se engane – estou falando em termos cósmicos. A colisão deve acontecer só daqui a 100 mil anos. Para a escala de tempo humana, isso é uma eternidade, mas quando o papo é sobre estrelas ou buracos negros, esse período não passa de um piscar de olhos.
E tem mais: no momento crítico em que as duas estruturas colidirem, tamanha violência deve liberar uma grande quantidade de ondas gravitacionais, que são deformações propagadas pelo tecido do espaço-tempo previstas pela teoria da relatividade geral de Einstein. Até agora, muitos tentaram, mas ninguém conseguiu detectar essas perturbações. Este é um dos motivos pelos quais os astrônomos estão bastante empolgados com a chance de acompanhar a colisão, mas existem outros.
“Assistir esse processo atingir seu ápice pode nos dizer se os buracos negros e as galáxias crescem no mesmo ritmo, e em última análise uma propriedade fundamental do espaço-tempo: sua habilidade de carregar vibrações chamadas ondas gravitacionais, produzidas no último, mais violento estágio da fusão”, explicou em um comunicado Zoltan Haiman, astrônomo da Universidade Columbia e um dos autores do artigo que descreve os objetos, publicado nesta terça-feira (16) na revista Nature. Até então, os dois buracos negros mais próximos entre si observados por cientistas estavam a uma distância de 20 anos-luz um do outro. Este par está separado por apenas uma semana-luz.
Pesquisadores conseguem identificar esses buracos negros binários porque eles emitem de tempos em tempos uma grande quantidade de luz visível e ultravioleta – são os chamados quasares. Os dois objetos em rota de colisão na constelação de Virgem formam o quasar PG 1302-102. No início de 2015, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltch) descobriram que o brilho que ele emite aumenta 14% a cada cinco anos. Intrigados com a constatação, Haiman e seus colegas desenvolveram um modelo teórico para explicar a variação repetitiva e acabaram obtendo informações mais detalhadas sobre o quasar.
Antes do estudo, os astrônomos trabalhavam com uma estimativa vaga de 10 mil a muitos milhões de anos até a colisão. A nova técnica reduziu a previsão para 20 mil a 350 mil anos, sendo que a maior probabilidade é de que o choque ocorra daqui a 100 mil anos. O mais interessante é que o modelo pode ser aplicado a outros buracos negros binários, que vêm sendo descobertos aos montes.
Vinte pares já foram confirmados, e a mesma equipe do Caltech reportou mais 90 candidatos. O cenário é promissor para que uma colisão seja identificada ainda na próxima década e, consequentemente, para que as elusivas ondas gravitacionais possam, enfim, ser detectadas. “A detecção das ondas gravitacionais nos permite sondar os segredos da gravidade e testar a teoria de Einstein no ambiente mais extremo de nosso universo – buracos negros”, afirmou o principal autor do estudo, o estudante de graduação Daniel D’Orazio, também de Columbia. “Chegar lá é o santo graal de nosso campo.”

11.902 – Astrofísica – Objetos gigantes que estão bloqueando a luz de uma estrela intrigam astrônomos


astrofisica estrela
Em um ponto no meio das constelações de Lira e do Cisne, que estampam a noite estrelada do hemisfério norte, brilha uma estrela envolta em mistério. Nossa visão não consegue enxergá-la, devido aos 1,5 mil anos-luz que nos separam dela. Só mesmo os poderosos olhos telescópicos do observatório espacial Kepler foram capazes de focalizar, em 2009, este sol distante.
Até bem pouco tempo, a chamada KIC 8462852, que neste texto será carinhosamente apelidada de K, era apenas mais uma entre as cerca de 150 mil estrelas monitoradas pelo telescópio em busca de minúsculas oscilações periódicas de luz que indicassem a presença de exoplanetas. Diante da avassaladora quantidade de dados a se analisar, os astrônomos resolveram pedir a ajuda de cientistas cidadãos através do projeto colaborativo Planet Hunters.
Uma em 150 mil Em 2011, diversos voluntários começaram a rotular K como sendo “curiosa” e até “bizarra”, pois notaram que ela apresentava um comportamento muito, mas muito esquisito. O padrão da oscilação de seu brilho era realmente único, diferente do que era verificado em todas as outras estrelas estudadas pelo telescópio Kepler. Na verdade, não havia bem um padrão ali – como os astrônomos descobriram mais tarde, as variações no brilho são completamente disformes e irregulares.
Algumas duravam dias. Um dos objetos bloqueou 15% da luz liberada, e outro impediu a passagem de impressionantes 22% dos fótons emitidos. Nenhum planeta faz isso. Quando gigantes gasosos da classe de Júpiter, os maiores que conhecemos, passam em frente à estrela-mãe, eles causam uma oscilação de cerca de 1% em sua luminosidade. Segundo o astrônomo Phil Plait, do site Slate, para provocar um efeito desses, o objeto deve ter a metade do tamanho de K, que inclusive é mais massiva, mais quente e mais brilhante que o Sol.
Levando em conta todas as peculiaridades, fica difícil não pensar em aliens. “Nós nunca vimos nada parecido com essa estrela, foi muito estranho”, disse Tabetha Boyajian ao The Atlantic. A astrônoma da Universidade de Yale acaba de publicar um artigo descrevendo a descoberta, em co-autoria com vários dos cientistas cidadãos. “Nós pensamos que deviam ser dados ruins ou movimentação na espaçonave, mas tudo batia.”
Causas naturais? Se o sistema estelar de K fosse jovem, como o nosso um dia foi, ele abrigaria um imenso cinturão de objetos como asteroides e cometas, que ainda não teriam tido tempo de formar planetas. Eles poderiam explicar o padrão exótico, mas o problema é que essa estrela parece ser mais madura. Estrelas jovens são envoltas por uma espessa nuvem de poeira que emite uma grande quantidade de radiação infravermelha, o que não acontece neste caso. No artigo, Boyajian detalha algumas possíveis explicações naturais que poderiam solucionar o mistério.
Além do cinturão de asteroides, é cogitada a possibilidade de os objetos terem surgido de um impacto de escala planetária, como o que formou nossa lua, ou ainda um outro cenário, mais provável. A influência gravitacional de uma estrela próxima pode ter “empurrado” um número massivo de cometas para a região mais interna daquele sistema solar.

Por que não aliens? Mas a própria Tabetha Boyajian considera “outros cenários”. Em poucas palavras, ela acha possível que uma civilização alienígena avançada esteja construindo uma megaestrutura tecnológica em torno da estrela KIC 8462852, e isso estaria causando as esquisitas flutuações na luz detectada. Tal estrutura poderia ser algo como a hipotética Esfera de Dyson: proposta em 1960, a ideia concebe um arranjo de painéis solares que “enclausuram” uma estrela e coletam toda a energia que ela emite.
Boyajian não é a única a considerar este cenário. “Aliens devem sempre ser a última das hipóteses a se considerar, mas isso me pareceu algo que uma civilização alienígena iria construir”, disse o astrônomo Jason Wright, da Universidade Estadual da Pensilvânia. O pesquisador disse que, quando viu os dados, ficou fascinado por quão loucos eles eram. Phil Plait, do site Slate, fez questão de frisar que Wright não é só mais um desses caçadores de alienígenas que gostam de uma teoria da conspiração. “Ele é um astrônomo profissional com um histórico de pesquisa sólido”, escreveu.
Isso tudo é bem empolgante e nós podemos, sim, ficar animados – afinal, não é todo dia que cientistas de verdade incluem em suas hipóteses a alternativa “civilização alienígena”. Mas é claro que a abordagem deles continua sendo cética, mais no sentido de um “por que não aliens?”. É mais provável que algum fenômeno da natureza esteja causando as variações na luminosidade de K, mas a chance de serem ETs é concreta.
Tanto que Jason Wright e colegas vão publicar um artigo embasando esta hipótese – eles afirmam que o padrão de luz da estrela é consistente com um “enxame de megaestruturas” projetadas por aliens para coletar a luz estelar e sua energia. Wright e Boyajian estão agora em contato com Andrew Siemion, diretor do Instituto SETI, organização que vasculha as ondas de rádio do cosmos em busca de vida inteligente.
Eles vão escrever uma proposta com a ideia de tentar apontar um radiotelescópio gigante para K e ver se detectam ondas de rádio em frequências associadas à atividade tecnológica. Se tudo der certo, a primeira observação deve ocorrer em janeiro. Até lá, só nos resta levantar os olhos para o céu estrelado e mirar para onde o cisne encontra a lira. Por ora, até as frias evidências nos permitem imaginar que talvez, apenas talvez, alguém esteja olhando de volta, com seus olhos captando os fótons que se desprenderam de nosso sol por volta do ano 500 e viajaram um milênio e meio pelo espaço.

11.901 – Seca faz trabalho de Arqueologia – Uma igreja de 400 anos emergiu das águas de uma represa no México


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Em algum momento do século 16, conquistadores espanhóis resolveram erguer um grandioso templo católico nas proximidades do vilarejo de Quechula, localizado no atual estado mexicano de Chiapas. O santuário de 16 metros de altura ficava às margens da Estrada Real, uma importante rota do México colonial usada para interligar os grandes povoados da época.
A Igreja de Santiago foi construída pois os colonizadores pensavam que a região prosperaria e se tornaria populosa, mas isso nunca chegou a acontecer. “Ela provavelmente nunca teve nem o próprio sacerdote”, disse a AP News o arquiteto mexicano Carlos Navarrete. A construção acabou abandonada entre os anos de 1773 e 1776 devido ao alastramento de grandes epidemias na área.
Em 1966, o governo optou por construir uma barragem no rio Grijalva que inundou toda a região. Tanto a igreja quanto o povoado de Quechula acabaram submersos. Mas agora, devido a uma seca severa, o nível do reservatório chamado de Nezahualcoyotl caiu 25 metros – e a igreja surgiu das águas pela segunda vez ao longo dos quase 50 anos. Pescadores locais estão levando turistas para conferir as ruínas de perto.

10.900 – Cinema – Cadê meu carro voador? De Volta para o Futuro


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Fãs da franquia criaram memes para celebrar a data nesta quarta-feira (21).
No futuro criado pelo diretor Robert Zemeckis no segundo filme da trilogia, carros voam, hologramas anunciam a estreia de “Tubarão 19” nos cinemas, skates flutuam e tênis se ajustam sozinhos aos pés.
“No remake de ‘De volta para o futuro parte II’, não há carros voadores. Mas as pessoas ficam olhando para os seus celulares o tempo inteiro e se ofendem com qualquer coisa”.
O filme De Volta Para o Futuro 2, sucesso nos anos 80, colocou os protagonistas em uma viagem no tempo para 21 de outubro de 2015, em um cenário que buscou antecipar invenções que ocorreriam nas décadas seguintes. E muitas deram certo: trinta anos depois, boa parte do mundo de Marty McFly já faz parte do dia a dia de muita gente, ou estará no mercado em breve. Até mesmo os carros voadores.
Óculos vestíveis
Apesar dos mais aguardados HoloLens e, principalmente Oculus Rift, ainda não terem chegado ao mercado, vários fabricantes já lançaram suas próprias versões de óculos de realidade virtual, como o Gear VR e o Cardboard, da Samsung e do Google, respectivamente. Isso sem falar no Google Glass, projeto que deve ser refeito e lançado em breve para mais pessoas que o programa Explorer conseguiu atingir com a primeira versão.

Monitores de tela plana
Com monitores por toda parte, De Volta para o Futuro 2 acertou em uma tecnologia que já está no mercado faz tempo: monitores e TVs de tela plana. Na verdade, telas do tipo já cabem no bolso, já que os displays mais finos estão equipados em smartphones.

Morte dos CDs
CDs podem ainda ser vendidos, mas é a partir da Internet que se consome música em 2015. Seja por meio de uma assinatura do Spotify ou Apple Music, ou comprando uma faixa na iTunes Store, músicas são compartilhadas – e até criadas – digitalmente, sem qualquer necessidade de suporte físico a não ser para tocá-las.

Há equipamentos próprios para videoconferência que equipam salas de reuniões empresariais, mas o meio mais popular de se falar com alguém usando vídeo é por meio de programas gratuitos como Skype. Com o crescimento e aprimoramento da malha 4G, é cada vez mais comum realizar esse tipo de comunicação pelo celular, em qualquer lugar, algo que nem Marty McFly fez no longa.
Sensores de movimento em videogames se tornaram populares primeiro com o Nintendo Wii, e depois com o Xbox 360, quando finalmente foi dispensado o uso de controles físicos para alguns jogos. Hoje, a tecnologia continua sendo aplicada a consoles, com a segunda geração do Kinect para Xbox One e o Playstation Eye, que capta os movimentos do jogador.
Tablets já existem há pelo menos 10 anos, mas foi em 2010, com o lançamento do iPad, que a indústria cresceu e se tornou parte do desejo popular, trazendo à tona dezenas de fabricantes especializados nesse tipo de aparelho. Hoje, as vendas não vão tão bem – a IDC Brasil fala em queda de 35% no segundo trimestre de 2015 –, o que pode abrir espaço para soluções híbridas como o Surface Pro 4 ou o Surface Book, outra tecnologia avançada demais para ser prevista nos anos 1980.
Pagamentos móveis ainda estão engatinhando no mundo, e ainda nem desembarcaram no Brasil. Porém, em poucos meses, soluções como Apple Pay, Android Pay e Até Samsung Pay deverão estar presentes em estabelecimentos comerciais de todo o país, facilitando a compra de itens físicos sem a necessidade de carregar cartões de crédito ou dinheiro vivo. O recurso é facilitado por outra tecnologia prevista por De Volta para o Futuro 2: a biometria.

Biometria
Sensores biométricos são populares até em academias e escolas por todo o país, e chegam com força na palma das mãos do consumidor por meio de smartphones. Recurso popularizado pela Apple com o lançamento do iPhone 5S, leitor de digitais já estão presentes em vários outros modelos, como os tops de linha da Samsung, e os recém-lançados Nexus 5X e Nexus 6P.

Cinema 3D
Qualquer blockbuster que se preze já oferece cópias em 3D em praticamente qualquer cinema do país e em transmissões digitais. O cinema 3D visto por McFly, com o Tubarão do filme de Spielberg saindo do plano, é, certamente, mais emocionante do que temos em 2015, mas pelo menos já é realidade.

Roupas smarts
Os tênis que apertam nos pés automaticamente serviram de inspiração para fabricantes de roupa e de chips para criar tecnologias acopladas ao corpo. É o caso, por exemplo, da calça que recarrega o celular enquanto o usuário anda, ou dos shorts que evitam lesões a praticantes de atividades físicas.

Uma das invenções mais cobiçadas do filme, o skate voador foi alvo pegadinhas no passado, mas, esse ano, saiu do papel graças a um projeto da Lexus. O produto não foi feito para ser vendido, mas, pelo menos, não é fruto de uma brincadeira. Ele usa nitrogênio líquido para resfriar um metal que, usando supercondução, consegue levitar o usuário sobre um terreno especial. Há também o Hendo, que não depende do nitrogênio, mas gasta bastante energia.

Comando de voz
Graças ao Google, qualquer pessoa pode lançar mão de comandos de voz com um celular Android baratinho ou acessando o google.com em um PC conectado à web. É possível saber se vai chover, efetuar ligações, marcar reuniões no calendário, entre uma infinidade de outros comandos e pesquisas por palavras-chave que agilizam o dia a dia ao dispensar o teclado.

Drones
Os drones chegarão rapidamente ao mercado de massa, e hoje já é possível comprar um modelo chinês por menos de R$ 400 no comércio eletrônico. Embora modelos mais caros sejam mais confiáveis, a variedade de opções só significa que essa tecnologia ainda vai ser muito explorada nos próximos meses, especialmente por empresas que pretendem agilizar a entrega de encomendas, por exemplo.

Câmeras compactas
As câmeras compactas vêm perdendo mercado, geralmente sendo substituídas por smartphones, mais simples, porém com desempenho parecido; ou por DLSRs, mais parrudas, mas dedicadas a quem quer resultados próximas do profissional. Mas isso só quer dizer que elas chegaram ao ápice da popularidade antes mesmo do que o filme previu.

Computadores por toda parte
Diferente do que era nos anos 1980, no início da era dos computadores pessoais, em 2015 os computadores estão por toda parte, em uma previsão que De Volta para o Futuro 2 acertou em cheio. Dos smartphones, aos tablets, sistemas bancários, de votação, compras online e até a geladeiras e trancas de portas, chips de computação sempre estão presentes para integrar tudo a serviços na nuvem e automatizar processos.

Erro 1: Carro voador
Não foi só De Volta para o Futuro que errou: estamos em 2015 e, por mais que já tenha havido tentativas, ainda estamos longe de ter carros voadores. A maior revolução para esse tipo de transporte parece estar sendo na obtenção de energia, que vem movendo aos poucos do combustível fóssil para eletricidade, em um movimento liderado pela Tesla Motors.

Erro 2: Máquina do tempo
A única invenção que não era de 2015, mas de 1985 graças ao gênio Dr. Brown, ainda não foi inventada e nunca vai chegar. Isso porque, ao menos se Einstein e toda a física moderna estiverem errados, não é possível voltar no tempo. Portanto, nada de DeLorean, nem neste nem nos próximos séculos.

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