11.700 – Possíveis explicações científicas para famosos fenômenos bíblicos


A Bíblia é um importante registro histórico. Independentemente do caráter “místico”, ela sempre foi levada em consideração pela ciência, para estudo. Portanto, não seria estranho se cientistas tentassem explicar, dentro de sua visão de mundo, o que pode ter acarretado alguns fenômenos bíblicos que fogem à compreensão humana.
Golias poderia ter tido acromegalia
O gigante Golias foi o famoso guerreiro filisteu que intimidou israelitas no Vale de Elah, durante os 40 dias de combate. O único desafiante do gigante foi Davi, armado com uma vara e um estilingue. Todos sabemos o desfecho da história: Davi acertou a pedra entre os olhos de Golias e saiu vitorioso da batalha. Porém, o que poderia ter causado o gigantismo de Golias?
Segundo o jornalista Malcolm Gladwell, autor do livro David And Goliath: Underdogs, Misfits, And The Art Of Battling Giants (Davi e Golias: Azarões, Desajustados e a Arte de Lutar Contra Gigantes, em tradução livre), tudo indica que ele sofria de acromegalia, condição da glândula pituitária que interfere no crescimento. Uma das provas é a visão afetada de Golias, associada ao transtorno. Ele vê Davi duplicado, na passagem: “Sou eu algum cão, para vires a mim com paus?”.
O estilingue de Davi não era primitivo e, devido à densidade maior da rocha utilizada, a arma, segundo Gladwell, “tinha poder de fogo mais ou menos igual ao de um revólver calibre .45”. Seria fácil, dessa forma, derrotar um adversário deficiente munido de uma espada e uma lança.

Terremotos seriam a “ira de Deus”
A “ira de Deus” destruiu completamente algumas cidades durante o Velho Testamento. Jericó foi a primeira, com suas construções derrubadas após a conquista da terra prometida pelos israelitas.
O mesmo aconteceu com Sodoma e Gomorra, destruídas por uma chuva de fogo e enxofre. Porém, há uma explicação muito simples para os acontecimentos: terremotos. A cidade de Jericó estava em uma área instável, com muita atividade sísmica, de acordo com Amos Nur, geofísico da Universidade de Stanford, na Inglaterra. “Essa combinação, a destruição de Jericó e a interrupção do Jordão, é tão típica de terremotos nessa região que resta pouca dúvida sobre a realidade de tais eventos no tempo de Josué”, disse o pesquisador.
Pela lógica, se o muro da cidade que se quer invadir começa a cair por conta de um terremoto, claro que a invasão seria a opção óbvia. Sodoma e Gomorra também estariam em uma área de atividade sísmica ao longo do Mar Morto, com evidências encontradas pelo antropólogo forense Mike Finnegan. Um terremoto pode ter desestabilizado o solo, e a pressão sobre depósitos subterrâneos de asfalto causaram uma explosão e incêndios na superfície, criando uma chuva de fogo.

Jesus pode ter caminhado sobre a água por conta de uma camada de gelo
Há uma passagem bíblica em que Jesus, para resgatar seus discípulos, atravessou o Mar da Galileia andando sobre a água.
A ciência acredita que Jesus pode ter caminhado sobre uma camada de gelo, após um estudo de cientistas americanos e israelenses revelar que as nascentes salgadas próximas ao local descrito na Bíblia, tinha períodos de frio que duravam centenas de anos, podendo criar pedaços de gelo próximas à superfície do Mar da Galileia, quase invisíveis à uma longa distância. Segundo Doron Nof, professor de Oceanografia Física na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, a possibilidade de as camadas de gelo serem as responsáveis pela passagem bíblica é “muito alta”.

ressurreição

“Ressurreição” poderia acontecer por falta de conhecimento médico
“E as sepulturas foram abertas, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa e apareceram a muitos”.
Essa é uma passagem Novo Testamento, em Mateus 27:52. Parece estranho, mas até relativamente pouco tempo atrás muitos mortos se levantavam em seus funerais. William Tebb, no início do século 20, reuniu em um livro 219 casos de pessoas que acordaram em seu enterro, 149 casos de enterros prematuros, 10 casos de corpos dissecados que não estavam mortos e 2 casos de embalsamento iniciado da mesma forma errônea.
Ainda hoje, existem casos do tipo, incluindo o de um rapaz que acordou, em janeiro deste ano, em um necrotério, 15 horas depois de ser declarado morto por ingestão de inseticida.

pragas

As dez pragas do Egito podem ter sido apenas um desastre ambiental
De acordo com a Bíblia, Deus enviou dez pragas ao Egito para punir o faraó que não libertou os hebreus, liderados por Moisés. A água transformou-se em sangue e houve invasão de rãs, piolhos, gafanhotos e moscas, o gado ficou doente, sarnas viraram úlceras, chuva, granizo, trevas e a morte de todos os primogênitos no Egito.
Muitos cientistas acreditam que as dez pragas foram o resultado de uma série de desastres ambientais. Climatologistas estudaram a composição de estalagmites em cavernas egípcias, determinando que Ramsés II foi faraó em um período de clima quente e úmido, com uma mudança drástica em seguida.
O Nilo acabou diminuído e uma bactéria de água doce invadiu a região, deixando as águas vermelhas, como mostra o vídeo a seguir. O mesmo problema pode ter acarretado na invasão dos animais. Vale lembrar que os insetos podem espalhar doenças, justificando os problemas com o gado e as sarnas.
Como explicar as trevas, o granizo, os gafanhotos e a morte dos primogênitos? De acordo com a física atmosférica Nadine von Blohm, foi por conta de “uma das maiores erupções vulcânicas da história humana”. Um vulcão grego localizado a 600 km do Egito, chamado Thera, combinou sua atividade com trovoadas de tempestades causando as terríveis tempestades de granizo e as cinzas que causaram as trevas. A umidade gerada teria aumentado a população de gafanhotos, segundo o biólogo Siro Trevisanato.
Todos os problemas anteriores foram combinados, contaminando o abastecimento de alimentos. A primeira vítima seria o primogênito de cada família, por conta de um ditado popular da antiguidade que dizia que eles deveriam sempre receber a primeira porção da comida.

11.699 – Por que continuamos trabalhando como no século passado?


trabalho grafico
A palavra “trabalho” tem origem no latim tripalium, nome dado a um instrumento de tortura utilizado para punir escravos desobedientes.
De lá para cá, pensadores de diferentes épocas e ideologias observavam o esforço de camponeses, artesãos e operários e davam a maior força para eles — filosoficamente, é claro. “O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade”, dizia o iluminista francês Voltaire. Já o alemão Karl Marx considerava que a produção material era responsável por cimentar os diferentes aspectos de uma sociedade, incluindo a própria concepção de identidade dos seres humanos. Hoje, ao mesmo tempo que a automatização de processos permitiu o aumento de produtividade, ainda convivemos com questões de décadas passadas, como longas jornadas de trabalho, insatisfação com o cotidiano das cidades e a ameaça do desemprego. Governos e empresas têm papel central nessa discussão, mas a busca por mudanças também parte das novas gerações, que desejam algo além do expediente das nove às 18 horas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 7% da população mundial — ou 400 milhões de pes­soas — sofrem de depressão. No Brasil, a doen­ça está na 13ª colocação entre as principais causas que provocam afastamento do trabalho, de acordo com dados de 2015 do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Na cidade de São Paulo, a depressão é o terceiro maior motivo que afeta a saúde do trabalhador. “Os problemas são motivados por longas jornadas de trabalho e excesso de tarefas”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR (International Stress Management Association).

Em abril deste ano, o instituto, especializado no estudo e no tratamento do stress, divulgou uma pesquisa realizada com mais de mil profissionais de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo a respeito da qualidade de vida no trabalho. Os resultados indicam que em diferentes segmentos o índice de insatisfação chega a 72% dos entrevistados. “As pessoas não conseguem dar conta das atividades exigidas pelas empresas, e isso desequilibra a vida profissional e pessoal, o que leva a má alimentação, menos tempo de sono e falta de atividades físicas”, diz Ana Maria. Para Luciana Caletti, CEO da empresa brasileira Love Mondays, plataforma on-line feita para que funcionários avaliem anonimamente suas empresas, aspectos como salário baixo e falta de reconhecimento dos chefes são algumas das principais reclamações: “Com a crise econômica, a perspectiva de trocar de emprego caiu bastante, assim como a expectativa de aumento salarial.”
O automóvel Ford T, produzido em 1913, revolucionou o capitalismo mundial ao introduzir linhas de montagem capazes de diminuir o tempo de fabricação dos veículos de 12 horas para apenas 90 minutos, o que possibilitou a diminuição dos preços e a massificação do produto. Hoje, fábricas como a da Hyundai, na cidade sul-coreana de Ulsan, são capazes de rolar da linha de produção novos carros a cada 12 segundos, graças à robotização de parte dos processos. Mas, se é verdade que as 16 horas diárias de expediente dos tempos da Revolução Industrial ficaram para trás, ainda gastamos boa parte de nosso dia no trabalho. “O Brasil tem uma das maiores jornadas de trabalho legais do mundo, com a possibilidade irrestrita de horas extras”, diz Cássio Calvete, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (­UFRGS) e especialista no assunto. Em 1988, com a nova Constituição, os legisladores ajustaram pela última vez a jornada de trabalho, que caiu de 48 para 44 horas semanais. “O aumento da produtividade permitiria a redução das horas trabalhadas, mas isso não acontece por conta das empresas, que desejam lucros cada vez maiores”.

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O QUE É ESCRAVIDÃO MODERNA: Os organizadores da pesquisa consideram que um ser humano vive em condições análogas à escravidão quando tem sua liberdade restringida por outra pessoa, com a intenção de explorá-la. Tráfico humano e exploração sexual também fazem parte desse conceito.
Os últimos dados do IBGE indicam que 8,2 milhões de brasileiros estão desempregados. A desaceleração econômica deste ano, responsável por liquidar 240 mil postos de trabalho, motivou o governo federal a criar o Programa de Proteção ao Emprego, que propõe a redução temporária de até 30% das jornadas de trabalho de setores produtivos fragilizados, com diminuição proporcional da remuneração dos funcionários.

A medida, que espera poupar pelo menos 50 mil empregos, não é a única discussão travada entre governo, empresários e trabalhadores. Em abril, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia a terceirização, permitindo às empresas subcontratar todos os seus serviços. “Isso permitirá o aumento da rotatividade de empregos, a diminuição de salários e a precarização do mercado de trabalho”, afirma o professor Cássio Calvete. O projeto, criticado pelas principais centrais sindicais do país, será votado agora no Senado. Outra questão política diz respeito à discussão da previdência social: de acordo com dados das Nações Unidas, até 2050 o Brasil terá 22,5% de idosos em sua população, o que faz o país repensar seu atual modelo de aposentadoria. “Com essa tendência, teremos cada vez mais beneficiários e menos contribuintes”, diz Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em junho, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma medida provisória para um novo cálculo da aposentadoria, baseado na soma de idade do contribuinte com o tempo trabalhado. Inicialmente, mulheres poderão pedir a aposentadoria quando a soma chegar a 85, e homens, a 95.
Não é preciso ser um grande observador para perceber que as principais cidades brasileiras precisam resolver em caráter de urgência a questão da mobilidade urbana. São Paulo e Rio de Janeiro são líderes mundiais no tempo de deslocamento da residência para o trabalho — 42,8 e 42,6 minutos, respectivamente. “Os postos de trabalho estão concentrados em regiões centrais e afastados da periferia, obrigando o trabalhador a percorrer uma grande distância em um sistema de transporte que não é integrado”, afirma Vitor Mihessen, que realizou um estudo sobre mobilidade urbana e mercado de trabalho no Rio de Janeiro em pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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11698 – Mega Techs – O fim dos afogamentos


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Um dispositivo de segurança que funciona como um airbag na água pode ajudar a evitar muitas mortes por afogamentos em piscinas, rios e no mar, de acordo com seus idealizadores. O projeto busca financiamento coletivo no site Indiegogo.
Trata-se de uma boia vestível, chamada Kingii, que fica guardada em um pequeno compartimento, acoplado ao pulso como se fosse um relógio. O equipamento possui uma alavanca que pode ser acionada pela pessoa em perigo. Um cartucho interno de C02 infla um saco plástico que, imediatamente, puxa a pessoa para a superfície para evitar que o pior aconteça. Dessa forma, a cabeça e a mão da pessoa em apuros “voam” para a superfície.
O Kingii ainda conta com um apito e uma bússola. A boia pode ser usada novamente com a inserção de um novo cartucho de CO2. Vale lembrar que a invenção não serve para todas as situações de emergência. Obviamente, a pessoa precisa estar consciente para acionar a alavanca da boia e em águas pouco profundas e agitadas.
A página da campanha no Indiegogo esclarece que o produto foi pensado para atividades como “natação, surfe, mergulho, pesca ou stand up paddle”. A campanha de financiamento coletivo já levantou quase US$ 600 mil, uma meta muito superior à inicial, de US$ 65 mil. A expectativa é de que a produção do Kingii comece ainda neste ano. De acordo com uma tabela de preços no Indiegogo, para adquirir o produto no Brasil e mais dois cartuchos de CO2, o preço é de US$ 94 (R$ 330) , incluindo o custo de envio.

11.697 – Canadenses criam elevador espacial inflável de 20 mil metros


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A empresa canadense Thoth Technologi obteve uma patente nos EUA para um elevador espacial inflável, com quase 20 mil metros, que, uma vez construído, poderia reduzir drasticamente o custo do transporte de carga e de pessoas para o espaço.
A torre seria composta de seções infladas, movidas por gás pressurizado, e seria 20 vezes mais alta do que o Dubai Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo atualmente.
“Os astronautas subiriam 20 quilômetros por um elevador elétrico”, disse o inventor Brendan Quine, em comunicado à imprensa. A empresa acredita que o elevador poderia economizar mais de 30% do combustível utilizado para alimentar um foguete convencional.
O conceito de um elevador espacial não é nada de novo, e essa ideia já foi lançada em 1895 pelo russo Konstantin Tsiolkovsky.
No entanto, é provável que a patente fique por um bom tempo somente no plano imaginário, já que não há tecnologia e materiais para erguer uma torre tão alta. Mas, se o sonho se tornar realidade, o custo de transporte de mercadorias para o espaço cairia drasticamente. Hoje, 0,5 kg custam US$ 10 mil para serem enviados ao espaço por meio de foguetes. Com o elevador, esse custo declinaria para US$ 230, de acordo com a BBC.

11.696 – Cidades – Quais são as melhores cidades para se viver ?


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A Economist Intelligence Unit (EIU), uma instituição independente de pesquisa e análise, ligada à revista ‘Economist’, que elabora anualmente um ranking das melhores cidades para se viver, revelou suas escolhidas para o ano de 2015. O instituto analisou cinco fatores diferentes para eleger e classificar as melhores cidades: estabilidade, cuidados com a saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura.
Das 50 primeiras cidades no ranking, 22 ficam na Europa. A cidade do Rio Janeiro ficou na 98ª posição entre as 140 lugares ranqueadas; em último lugar ficou a capital síria, Damasco.

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1ª: Melbourne, Austrália
Conhecida por seu cenário musical e artístico, excelente gastronomia e muitos espaços abertos, não é surpreendente que a cidade de Melbourne tenha ficado com o primeiro lugar da lista.

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2ª: Viena, Áustria
Viena está somente 0,1 ponto atrás de Melbourne no ranking. Tradicionalmente musical, e com palácios e arquitetura glamorosa, a cidade é novamente a segunda da lista.
3ª: Vancouver, Canadá
Vancouver já foi considerada a melhor cidade para se viver pelo ranking da Economist Intelligence Unit de 2011. Neste ano, ficou com o terceiro lugar.

4ª: Toronto, Canadá
Com os maiores prédios do Canadá, a cidade de Toronto ficou com a quarta posição do ranking.

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5ª: Adelaide, Austrália
Famosa por seus parque, praias e vinhedos, Adelaide é a quinta melhor cidade do mundo para se viver, empatada com Calgary.

11.695 – Morre Yvonne Craig, a Batgirl dos anos 1960


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A atriz americana Yvonne Craig, conhecida por interpretar a super-heroína Batgirl no seriado de televisão dos anos 1960 Batman, morreu na segunda-feira, aos 78 anos de idade. A família de Yvonne anunciou que a atriz morreu em sua casa, na Califórnia, depois de uma batalha de dois anos contra um câncer de mama que se espalhou para o fígado.
A atriz se juntou ao elenco do seriado sobre o Homem-Morcego na terceira e última temporada, em 1967, para viver a mascarada Batgirl e seu alterego, a bibliotecária Barbara Gordon. Yvonne, que foi bailarina antes da fama, não usava dublês nas cenas em que aparecia combatendo criminosos ao lado de Batman (Adam West) e Robin (Burt Ward) com chutes e socos circenses.
“As mulheres me diziam que eu era um modelo a ser seguido”, disse Yvonne em uma entrevista recente à rede americana CNN. A atriz contou que, anos depois do fim do seriado, muitas fãs ainda diziam a ela que aprenderam com a sua Batgirl que “meninas poderiam ‘arrebentar’ assim como os meninos”.
Em outra participação icônica em um produto da cultura pop, Yvonne viveu uma alienígena verde que tenta seduzir (e matar) a dupla Kirk e Spock, em um dos episódios mais marcantes de Star Trek.
No cinema, a atriz teve destaque em dois filmes ao lado de Elvis Presley, Loiras, Morenas e Ruivas e Com Caipira Não Se Brinca. Yvonne e o cantor chegaram a namorar por um breve período.

11.694 – Mega Byte – Novo golpe tenta roubar senhas dos usuários do Facebook


Face "falta de assunto"
Face “falta de assunto”

A empresa de segurança ESET alerta sobre um novo scam que circula nas redes sociais com o objetivo de roubar senhas dos usuários. Para atrair as pessoas, os cibercriminosos utilizam vídeos de falsos sites no Facebook. Ao clicar sobre a publicação, a vítima acessa um link encurtado e é direcionada para uma página falsa.
Ao contrário de outras campanhas maliciosas que são ativadas por um único tipo de vídeo, o novo golpe utiliza cinco falsos sites, com mais de 30 tipos de vídeos. A técnica utilizada ajuda a ampliar o número de potenciais vítimas do ataque.
Uma vez que o vídeo é selecionado pelo usuário, a pessoa é direcionada para uma página, na qual é solicitado o compartilhamento do conteúdo na linha do tempo de seus amigos. Ao confirmar a opção, outra janela se abre e uma nova autenticação na rede social é requerida. No entanto, trata-se de um domínio totalmente diferente, que, na verdade, é uma página falsa onde o cibercriminoso rouba as credenciais da conta do usuário.
Segundo Camilo Di Jorge, gerente geral da ESET no Brasil, os atacantes utilizam golpes de engenharia social para enganar os usuários desavisados. “Recomendamos sempre verificar a URL para se certificar que está logado na página correta e seguir as orientações de segurança ao navegar nas redes sociais”, orienta.

11.693 – Farmacologia – Aprovado o “viagra feminino”


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A droga se chama Addyi e é produzida pela farmacêutica Sprout. Na verdade, em tese se trata do primeiro medicamento para aprimorar a libido em ambos os sexos, embora todo o projeto tenha sido desenvolvido visando as mulheres. O Viagra e outros remédios masculinos servem para criar ereções, não para aumentar o desejo.
“É o maior inovação para a vida sexual feminina desde a pílula anticoncepcional”, afirmou Sally Grennberg, diretora da Liga Nacional dos Consumidores.
Especialistas, porém, dizem que a flibanserina não é livre de riscos, que incluem diminuição da pressão arterial, desmaios, sonolência, náuseas e tonturas.
Anteriormente, a FDA havia rejeitado por duas vezes a droga, em 2010 e 2013. Grupos feministas vinham acusado a FDA de retardar a aprovação do medicamento por machismo. Segundo as ativistas, remédios para homens eram aprovados com mais facilidade.
A farmacêutica Sprout pagou parte dos custos que entidades que participaram do lobby, como o National Council of Women’s Organizations (grupo que congrega várias associações de mulheres), o Black Women’s Health Imperative (voltado para a saúde de mulheres negras), a Association of Reproductive Health Professionals (associação de profissionais que atuam na saúde reprodutiva) e a própria liga de consumidores.
No outro lado, alguns médicos afirmam agora que o ativismo fez o órgão ficar acuado e que a aprovação negligencia os efeitos colaterais da droga.
Um grupo de cientistas, liderados por médicos da Georgetown University Medical Center, organizou um abaixo-assinado com mais de cem assinaturas dizendo que “tal campanha relações públicas financiada por uma farmacêutica é algo sem precedentes e injustificável”.
A Associação Holandesa de Sexologia protestou em carta à FDA dizendo que a droga parte do pressuposto errôneo de que a falta de desejo sexual é uma anormalidade, quando ele pode ser mero fruto da falta de estímulo adequado.
Uma questão importante é que o medicamento não deve ser utilizado por mulheres que bebem álcool, porque isso aumenta o risco de desmaios. Leonore Tiefer, da New York University School of Medicine, afirmou que isso vai causar problemas. É absurdo acreditar que mulheres jovens tomando Addyi vão se abster de beber, afirmou, também em carta à FDA.
A eficácia do medicamento segue polêmica. Um dos testes clínicos mostrou que as mulheres que estavam tomando o medicamento relataram 4,4 “experiências sexuais satisfatórias” por mês, contra 3,7 de um grupo de mulheres tomando placebo (ou seja, pílulas sem princípio ativo, com o objetivo de comparação) e 2,7 antes do estudo começar.
A decisão do FDA não foi uma surpresa, porém, já que um comitê de especialistas já tinha recomendado a aprovação da droga. Por causa das preocupações de que o medicamento seria utilizado de maneira pouco criteriosa pelos pacientes, a farmacêutica se comprometeu a não fazer anúncios publicitários na TV e no rádio por 18 meses após a aprovação.
O preço do Addyi ainda não está definido. Pacientes deverão tomá-lo todas as noites e é preciso esperar algumas semanas de uso antes de surtir efeito. As vendas nos Estados Unidos devem começar em outubro.
O uso só foi aprovado para mulheres antes da menopausa -ou seja, o uso por mulheres após a menopausa ou mesmo por homens ainda tem de ser melhor testado e, se ocorrer, se dará fora das recomendações da FDA.
Especialistas no setor farmacêutico falam que provavelmente a Sprout vai se preocupar primeiro em aprovar o uso em mulheres que já tiveram a menopausa e em vender o produto em mercados de outros países. O possível uso por homens ficará para depois disso.
O medicamento funciona alterando o equilíbrio de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina no cérebro da paciente. Ele foi desenvolvido originalmente como um antidepressivo pela Boehringer Ingelheim. A empresa vendeu a fórmula para a farmacêutica Sprout logo após a negativa dos consultores da FDA em 2010.

Tirando dúvidas
A flibanserina é um medicamento para tratar a falta de desejo sexual de mulheres em idade pré-menopausa com uma redução persistente e inexplicável da libido. A droga foi desenvolvida originalmente para ser um novo tipo de antidepressivo

Como ela funciona?
Tomada diariamente, ela atua sobre substâncias do cérebro ligadas ao humor e ao apetite

É igual ao Viagra?
É diferente e possui outro mecanismo de ação. O Viagra é utilizado para tratar a disfunção erétil causada por uma redução do aporte sanguíneo para o pênis

A droga está aprovada?
A FDA (agência americana) acaba de aprovar sua venda nos EUA do medicamento, após ter analisado a eficácia e a segurança da droga

Tem no Brasil?
Antes da droga chegar às farmácias do país, a fabricante deve pedir aprovação para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Depois de aprovada, a droga poderá ser comercializada
Ainda não há previsão sobre quando isso deve acontecer, embora a regra geral seja que as farmacêuticas busquem rapidamente vender o seu produto em mercados estrangeiros, aumento seus lucros

11.692 – Mega Byte – Dicas para descobrir espiões na rede


roubo na net
Há sempre a preocupação de que alguém possa estar “roubando” o seu sinal, ou seja, conectando-se à sua rede sem permissão.
É possível fazer essa verificação de vários modos. A mais simples é olhar os LEDs do seu roteador, para ver se ele está piscando mais do que o usual. Porém, caso haja outros aparelhos conectados à sua rede, você não conseguirá identificar nenhuma alteração.
Uma alternativa é acessar as configurações do seu roteador. Todo modelo apresenta uma lista com as conexões ativas naquele momento. Isso possibilita o bloqueio de qualquer atividade estranha. Ainda que cada aparelho possua a sua própria interface, é possível acessar as configurações, normalmente disponíveis no endereço: http://192.168.0.1.
Uma última opção é utilizar programas capazes de identificar conexões estranhas. Um deles é o SoftPerfect Network Scanner. O software faz uma listagem de todos os IPs e aparelhos conectados à sua rede.
Abaixo, listamos o passo a passo para você checar os dispositivos conectados. Caso você possua 7 aparelhos conectados, mas a lista apresentar 10, há algo errado.

soft segurança

soft seg
O modo mais simples de evitar conexões estranhas é resetar o roteador e alterar as suas configurações:
Trocar o nome da rede (SSID) e a senha de acesso. Sem isso, o equipamento usará um nome padrão de fábrica e sem senha, facilitando a descoberta por um possível cibercriminoso.
Criptografia WPA2: o WPA ou WPA2 são protocolos muito mais seguros que o WEP, que pode ser quebrado com facilidade.
Desativar WPS (WI-Fi Protected Setup): o recurso gerencia a segurança mas ainda continua vulnerável. Em algumas horas, o PIN de 8 números pode ser quebrado por um ataque de força bruta, deixando a rede exposta.
Ativar filtro de MAC: com isso, apenas os aparelhos autorizados poderão se conectar à rede. Cada dispositivo possui uma placa de rede própria, identificada por números e letras. Ao cadastrar essa informação no roteador, apenas tais endereços terão acesso.
Desativar exibição do nome da rede (SSID): desse modo, a rede torna-se invisível para outras pessoas.
Definir senha para modificar configurações: além da senha de acesso à rede, é importante criar outra para mexer no roteador em si.
Atualização de firmware: isso soluciona erros de segurança amplamente conhecidos, uma vez que um software desatualizado significa mais brechas.

11.691 – Mega Techs – Carregue seu smartphone em seis minutos,


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Um novo tipo de bateria, feita com minúsculas cápsulas cheias de alumínio, poderá ser capaz de carregar totalmente o seu dispositivo móvel no prazo de seis minutos. A bateria também tem quatro vezes a capacidade das baterias de íon de lítio atuais e degrada menos ao longo do tempo.
A tecnologia utiliza nanopartículas com uma “casca” de dióxido de titânio em torno de uma espécie de “gema” de alumínio, que atua como eletrodo negativo da bateria, ou ânodo. Essa tecnologia de “gema e casca” supera problemas anteriores do uso de alumínio em baterias de íon de lítio recarregáveis.
As baterias de íons de lítio atuais usam grafite – uma forma de carbono – e têm capacidade de armazenamento limitada. Metais como o lítio podem armazenar dez vezes mais energia, mas são instáveis ​​e muitas vezes podem pegar fogo ou entrar em curto-circuito. O alumínio é conhecido por ser outro material de alta capacidade, mas pode dobrar de volume e encolher novamente com a descarga e a sobrecarga. Esse processo de alteração do alumínio consome lítio e reduz a capacidade da bateria ao longo do tempo.
No entanto, ao isolar a “gema” do alumínio dentro de uma “casca”, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, e da Universidade de Tsinghua, em Pequim, China, perceberam que o alumínio poderia expandir e encolher livremente. “Nós fizemos um escudo de óxido de titânio que separa o alumínio do eletrólito líquido. O método foi uma descoberta casual”, disse o professor Ju Li, cientista de materiais que conduziu o trabalho.
No relatório divulgado pela revista Nature Communications, os pesquisadores explicaram que a casca pode manter o alumínio protegido do eletrólito na bateria, permitindo-lhe expandir e contrair de forma natural.
Medindo apenas 50 nanômetros de diâmetro, a gema de alumínio está rodeada por uma casca de dióxido de titânio de apenas três ou quatro nanômetros de espessura. Quando essas nanopartículas foram usadas ​​como ânodo em uma bateria de íons de lítio, os pesquisadores descobriram uma capacidade de armazenamento de 1,2 amperes-hora por grama. A bateria de grafite atual tem uma capacidade de armazenamento de 0,35 amperes-hora por grama.
Os cientistas também descobriram que o tempo de carregamento com a técnica “gema e casca” é muito menor, atingindo uma carga completa em apenas seis minutos. No entanto, isso reduz a capacidade da bateria para metade, a 0,66 amperes-hora por grama. “Esse é, provavelmente, o melhor material de ânodo disponível”, concluiu o professor Li.