11.670 – Linguística – Finalmente uma língua universal?


De acordo com um artigo na revista acadêmica PNAS, uma das publicações de maior respaldo no meio científico, cientistas descobriram uma propriedade em comum nos principais idiomas falados atualmente no planeta. Esse fator pode possibilitar o desenvolvimento de uma linguagem universal, um espécie de gramática capaz de enquadrar todos os idiomas vigentes na linguagem dos humanos.
Embora ainda não tenha uma aplicação científica específica, a classificação de padrões repetitivos para indicar coisas semelhantes em línguas distintas é um ferramenta que pode auxiliar a criação de produtos tecnológicos de fácil compreensão e operação para qualquer pessoa, esteja ela situada em qualquer cultura ou país. Vale lembrar que a pesquisa do MIT, Massachusetts Institute of Technology, foi patrocinada pelo governo dos EUA.
Entretanto, outros pesquisadores argumentam que a “linguagem universal” não passa de utopia, já que, embora hajam semelhanças nos 37 idiomas, existem grandes diferenças que surgiram perante a necessidade de classificar fatos e situações de cotidiano únicas de cada cultura – isso sem analisar a interação da linguagem falada com a linguagem gestual, que abre um leque imenso de possibilidades de comunicação.

11.669 – Música – Nascimento do Hip Hop em Nova York em 11-08-1973


hip hop
Como qualquer estilo de música, o hip hop tem suas raízes em outros ritmos e sua evolução foi moldada por vários artistas ao longo do tempo. Mas, pode-se dizer que o gênero nasceu precisamente no dia 11 de agosto de 1973, em uma festa de aniversário no salão de festas de um prédio no Bronx, em Nova York. O homem responsável por esse marco histórico no número 1520 da avenida Sedgwick era o irmão da aniversariante, Clive Campbell, mais conhecido na história como DJ Kool Herc, fundador do hip hop.
Nascido e criado até os dez anos de idade em Kingston, na Jamaica, DJ Kool Herc começou a girar discos em festas e tocava entre os sets da banda de seu pai quando ainda era adolescente, no início dos anos 70, no Bronx. Herc começou imitando o rap dos jamaicanos, mas com o tempo passou a utilizar dois discos para fazer a típica transição caraterística do hip hop. Este movimento foi batizado por ele como Merry Go-Round e, hoje, é conhecido como o “break beat”.
No verão de 1973, o DJ Kool Herc já era um nome de peso no “break beat”, mas o aniversário de sua irmã o colocou à frente de seu maior público até então, com o sistema de som mais potente com o qual já trabalhara. O sucesso da festa deu início a uma revolução musical popular, seis anos antes de o termo “hip hop” ser inventado.

11.668 – Eles deram a vida por suas invenções


Genialidade e tragédia são dois fatores que marcaram a vida de grandes inventores ao longo da história: um salto fracassado na Torre Eiffel, uma morte por exposição à radiação e outra por ficar preso no seu próprio engenho. Apresentamos a você sete inventores que encontraram a morte em suas próprias invenções.
Henry Smolinski: foi um engenheiro que, em 1973, criou os dois primeiros protótipos do carro voador, ao combinar a parte traseira de uma aeronave Cessna Skymaster com um Ford Pinto. Ele morreu com o piloto, enquanto fazia um voo de teste.

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Franz Reichelt: foi um inventor francês, nascido na Áustria, que ganhava a vida como alfaiate e ocupava seu tempo livre trabalhando na criação de um paraquedas voador. Após alguns testes com manequins, ele decidiu experimentar sua própria invenção com um salto fracassado na Torre Eiffel, no qual morreu.
Horace Lawson Hunley: foi um engenheiro naval condecorado na Guerra Civil Americana, que desenvolveu os primeiros submarinos de propulsão manual. Em 15 de outubro de 1863, morreu ao lado de sete membros da tripulação, quando o submarino afundou nas águas de Charleston, na Carolina do Sul.
Thomas Midgley Jr.: foi um químico altamente condecorado, mais conhecido por seu trabalho com o gás Freon, de efeito tóxico, e gasolina com chumbo. Por muito tempo, acreditou-se que ele tivesse morrido por envenenamento com chumbo, mas, na verdade, faleceu em consequência de outra invenção sua, um sistema de cordas e roldanas, onde ficou preso e morreu asfixiado, em 2 de novembro de 1944.
Marie Curie: foi uma física e química, reconhecida por seu trabalho sobre a radioatividade, descobridora dos elementos polônio e rádio e responsável por estabelecer a Teoria da Radioatividade. Ela morreu em 4 de julho de 1934, vítima de uma anemia aplástica, causada por exposição à radioatividade.
Valerian Abakovsky: foi um inventor russo, criador do Aerowagon, um vagão experimental de trem de alta velocidade, impulsionado por um motor de avião a hélice, desenhado especialmente para transportar oficiais soviéticos de e até Moscou. Ele morreu quando o trem descarrilou, ao realizar um teste de velocidade.

mariecurie

Perillos de Atenas: foi um trabalhador da Antiga Roma e criador de um touro de bronze oco, em cujo interior os prisioneiros eram queimados lentamente. Morreu cozinhado em sua própria invenção, depois de apresentar o touro de bronze a Falaris, um tirano de Acragas.

11.667 – Materiais – Staneno, material hipotético parecido com o grafeno, que será confirmado em breve


Ele é 200 vezes mais forte que o aço, em peso, e pode conduzir calor e eletricidade com facilidade. Mas o grafeno pode não estar sozinho na categoria de estruturas bidimensionais. Ele poderá, em breve, ser acompanhado por seu primo: o staneno.
O composto nasceu de uma hipótese há dois anos, e os pesquisadores da Shanghai Jiao Tong University, na China, pensaram que seria possível criá-lo.
Os resultados podem ser encontrados na natureza dos materiais. Staneno é um composto bidimensional e tem semelhanças com o grafeno. Mas em vez de átomos de carbono, staneno é composto de átomos de estanho. O estanho cria uma estrutura de favo de mel de seis lados, não muito diferente do grafeno, que pode ser discernido em nanoescala. A camada é suportada por uma estrutura composta por átomos de telureto de bismuto.
Mas o que torna o staneno um material especial extra forte? Pelo menos em teoria, ele tem algumas propriedades que o tornam especialmente adequado para conduzir eletricidade sem perder muita energia, criando calor. Na condução de elétrons para a rede central, eles não desperdiçam energia importante para interagir com outras partículas, o que significa que este material tem aplicações potenciais em dispositivos em muitos outros campos. Estas conclusões vêm de previsões feitas em 2013 por Shou-Cheng Zhang, coautor do novo estudo do staneno.
Atualmente, a criação do staneno é inconclusiva, de acordo com outros cientistas. Embora os resultados obtidos até agora sejam promissores, a distância entre as camadas de átomos consistentes com as previsões ficaria mais clara se o staneno fosse criado quando os cientistas utilizassem técnicas como a difração de raios-X. Infelizmente, esses procedimentos exigem mais staneno do que os cientistas atualmente fizeram, por isso, vai levar algum tempo antes que haja staneno o suficiente para os testes conclusivos.
No entanto, as evidências até agora são promissoras. O staneno é visto como a próxima grande descoberta em materiais bidimensionais. O próximo passo é confirmar sua existência e funcionalidade, e depois preparar-se para uma campanha publicitária mundial confirmando sua existência. A pesquisa foi publicada na revista Nature Materials.

11.666 – Psiquiatria – Injeção poderia curar viciados instantaneamente, apagando memórias do uso de drogas


drogas

A ideia surgiu embasada no problema que os viciados em recuperação, muitas vezes, lidam com as memórias que acabam acendendo a vontade de ter uma recaída, mesmo após meses de reabilitação, ou até mesmo anos, de uma vida livre de drogas.
O Instituto de Pesquisa Scripps, nos EUA, afirma que sua descoberta se aproximam de uma nova terapia baseada em apagar seletivamente essas lembranças associadas a drogas perigosas e tenazes. “Nós agora temos um alvo viável. Bloqueando essa meta, podemos interromper, e potencialmente apagar memórias de drogas, deixando outras memórias intactas”, disse Courtney Miller, professor associado do Instituto. “A esperança é que, quando a abstinência da reabilitação e terapias tradicionais forem associadas, podemos reduzir ou eliminar a recaída de usuários de metanfetamina após um único tratamento, tirando os desejos de um indivíduo”, acrescentou.
O novo estudo, publicado pela revista Molecular Psychiatry, demonstra a eficácia de uma única injeção de uma substância teste chamada ‘blebbistatin’, usada na prevenção da recaída em modelos animais de dependência de metanfetamina.
O novo estudo baseia-se em trabalho anterior feito no laboratório de Miller. Em 2013, a equipe fez a descoberta surpreendente de que as memórias associadas à droga poderiam ser apagados seletivamente, alvejando uma proteína específica que proporciona o suporte estrutural de memórias no cérebro. Contudo, o potencial terapêutico da descoberta parecia limitado pelo problema por esta proteína ser criticamente importante para o corpo. Um comprimido poderia inibi-la, sendo até mesmo, fatal.
No novo estudo, Miller e seus colegas relatam um avanço, com a descoberta de uma rota segura para a segmentação seletiva da proteína chamada actina no cérebro, através da miosina não muscular tipo II (NMII), um motor molecular que suporta a formação da memória. Para conseguir isso, a pesquisa utilizou o composto de blebbistatin, que atua sobre essa proteína. Os resultados mostraram que uma única injeção de blebbistatin interrompeu com sucesso, a longo prazo, o armazenamento de memória relacionada com a droga, bloqueando a reativação durante pelo menos um mês, em animais dependentes de metanfetamina.
“O que torna a NMII um composto terapêutico emocionante é que uma única injeção de blebbistatin faz as memórias associadas a metanfetamina irem embora, junto com espinhas dendríticas, as estruturas no cérebro que armazenam memória”, disse Erica Young, pesquisadora associada e membro do laboratório de Miller. Ela é uma autora fundamental no novo estudo, juntamente com Ashley M. Blouin e Sherri B. Briggs. O efeito dessa abordagem de tratamento era específico para as memórias associadas a drogas, não afetando outras lembranças. Os animais ainda eram capazes de formar novas lembranças.

11.665 – Astronomia – O Universo está morrendo?


planeta

Um estudo descobriu que 200 mil galáxias haviam perdido metade de sua energia em apenas dois bilhões de anos. “O Universo está morrendo lentamente”, diz sombriamente uma declaração do Observatório Europeu do Sul (ESO).
A teoria de que o Universo está morrendo através de um aumento na entropia não é nova, mas esta é a mais extensa análise divulgada, com a perda de energia de uma grande parte do espaço com galáxias, foi medida com mais precisão. Tal perda foi estudada em 21 comprimentos de onda, do ultravioleta ao infravermelho distante, e foi descoberto que todos estavam diminuindo. A pesquisa era parte do projeto Galaxy and Mass Assembly (GAMA), que está usando os telescópios mais poderosos do mundo para estudar o cosmos.
“Como usamos muitos espaços e telescópios terrestres, foi possível medir a produção de energia de mais de 200.000 galáxias com a mais ampla gama de comprimentos de onda possível”, disse Simon Driver, no International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR), na Austrália, que lidera a grande equipe GAMA, em um comunicado.
O que está acontecendo é o seguinte: estrelas usam sua energia, que é dissipada como luz e calor. Quando certas estrelas terminam suas vidas em explosões de supernovas cataclísmicas, podem alimentar o nascimento de novas estrelas, mas em última análise, toda essa energia vai se espalhar tanto que novas estrelas não poderão se formar. Nas galáxias estudadas, a taxa de formação de estrelas diminuiu muito em pouco mais de dois bilhões de anos.
Os pesquisadores chegaram à sua conclusão comparando a produção de energia das galáxias mais antigas e galáxias mais recentes. Jochen Liske, da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, que esteve envolvido na pesquisa, disse ao portal IFLScience que “o universo está se tornando um lugar cada vez mais frio e escuro”.
A pesquisa, apresentada na Assembleia Geral da União Astronômica Internacional XXIX, no Havaí, EUA, é um pouco diferente de outra teoria para o fim do Universo, conhecida como morte térmica. Ela afirma que, como a expansão do Universo continua acelerando, não haverá interação entre os corpos. No entanto, os pesquisadores não tem certeza de que acontecerá: “Essa é uma pergunta que não tem muitas respostas. Nós ainda não sabemos o que causa a expansão acelerada”.
Mas a morte térmica do Universo está prevista para muitos bilhões de anos. É provável que, antes que ela ocorra, as galáxias já estarão sem energia. E este cenário não pode ser evitado. “Nós definitivamente vamos seguir por esse caminho. Para revertê-lo, seria preciso um processo cósmico que mudasse o universo, apagando enormes flutuações de densidade. Não há nenhum processo conhecido que possa fazer isso”, acrescentou Liske.
A previsão é que antes que tal fato ocorra, a Terra já tenha sido consumida pelo Sol, daqui há 5 bilhões de anos, quando ele se transformar em um gigante vermelho, antes de morrer, deixando nosso planeta um mundo árido, desprovido de vida.