11.628 – Biologia – Pererecas usam cabeçadas para envenenar inimigos


Trata-se de uma descoberta importante, pois faz com que duas espécies nacionais, conhecidas como pererecas-de-capacete, devam mudar de categoria: de animais venenosos para peçonhentos.
O trabalho, já aceito para publicação na revista “Current Biology”, é uma parceria entre o Instituto Butantan e a Universidade de Utah.
Venenosos são aqueles organismos –como taturana, sapos, algumas plantas e o baiacu– que produzem veneno mas não têm um mecanismo capaz de injetá-lo.
Já os organismos peçonhentos –como aranha armadeira, jararaca, arraias e água-viva– têm essa capacidade para agredir quem incomoda.
Os animais do primeiro grupo têm a chamada defesa passiva. O segundo grupo, ativa.
Até então, as pererecas ficavam teriam defesa passiva porque, como os sapos, apresentam glândulas de veneno na pele, que só com um evento físico (como uma mordida) afetavam o predador.
A mudança de categoria das pererecas-de-capacete veio de uma experiência bastante real, sofrida pelo biólogo Carlos Jared, pesquisador do Instituto Butantan e um dos autores do estudo.
As espécies –Corythomantis greeningi e Aparasphenodon brunoi– foram descritas há mais de um século, mas até então o comportamento de dar cabeçadas não havia sido documentado.
A flexibilidade dos bichos é descomunal: mesmo com o corpo imobilizado, conseguem mexer o pescoço em grandes amplitudes, permitindo golpes venenosos.
As cabeças são úteis tanto para defesa quanto para evitar perda de umidade. A C. greeningi (da caatinga, também conhecida como jia-de-parede) se esconde em buracos em troncos de árvores e entre pedras, deixando só a cabeça para fora. As cabeçonas vedam os buracos, mantendo os bicho hidratados.
As A. brunoi são da mata atlântica e tem aparência menos enrugada que os animais da caatinga; seu veneno é 25 vezes mais potente que o da jararaca (o da C. greeningi é só duas vezes mais potente).
“Esse estudo, entre outras coisas, serve para o público e os biologistas perceberem que pererecas nem sempre são tão gentis quanto pensamos”.

11.627 – Mega Memória – Navio brasileiro é afundado por submarino alemão na Segunda Guerra em 26-07-1942


No dia 26 de julho de 1942, o navio mercante brasileiro Tamandaré foi atingido por um torpedo do submarino alemão U-66, próximo de Trinidad e Tobago, que causou a morte de quatro tripulantes entre os 52 a bordo. Foi o 13o. navio brasileiro atacado pelos submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. O navio afundou em menos de uma hora, e os sobreviventes foram resgatados por um barco dos EUA. O nome do navio foi uma homenagem ao Almirante Tamandaré, herói nacional e patrono da Marinha de Guerra do Brasil.

11.626 – Campo magnético da Terra está enfraquecendo 10 vezes mais rápido no Hemisfério Ocidental


campo magnetico
O campo magnético da Terra, responsável por proteger o planeta da radiação cósmica, vem enfraquecendo em processo acelerado nos últimos seis meses. Os dados coletados dos satélites Swarm – constelação de três satélites idênticos que estão em órbita desde novembro de 2013 para medir o campo magnético da Terra -, pela Agência Espacial Europeia, indicaram pontos enfraquecidos no campo magnético. As primeiras imagens, em alta definição, revelam declínios consideráveis sobre o Hemisfério Ocidental.
No entanto, o campo tem reforçado em outras áreas desde janeiro, principalmente mais ao sul do Oceano Índico. Os cientistas não sabem ao certo o motivo do campo magnético estar enfraquecendo, mas uma das teorias de Rune Floberghagen, gerente de missão da Swarm, é que os pólos magnéticos estejam se alterando.
As últimas medições, feitas por magnetômetros a bordo dos três satélites Swarm, confirmam o movimento magnético ao Norte da Sibéria. “Essa ‘virada’ não é instantânea, levaria centenas, quisá alguns milhares de anos para acontecer. Já chegou a acontecer com certa frequência”, disse Floberghagen.
As alterações na força do campo magnético da Terra são normais, mas os satélites têm mostrado que ele está enfraquecendo mais rapidamente do que no passado.
Os cientistas estimam que o campo magnético fique cinco por cento mais fraco a cada século, mas agora eles acreditam que poderia estar diminuindo 10 vezes mais rápido. Isso significa que essa etapa de ‘movimentação’ poderia ocorrer 2000 anos antes do previsto, de acordo com especialistas que apresentaram as suas conclusões no Terceiro Encontro de Ciência da Swarm, na Dinamarca.
Graças aos sinais do campo magnético, e também de outras fontes, capturados pelos satélites do Centro Europeu de Operações da ‘ESA Satélites’ (SECOC), em Darmstadt, Alemanha, os cientistas terão uma ajuda a mais para resolver o mistério do comportamento do campo magnético do planeta.
“Nos próximos meses, os cientistas vão analisar os dados para desvendar as contribuições magnéticas provenientes de outras fontes, ou seja, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera”, disse um porta-voz da ESA. “Isso irá proporcionar uma nova visão sobre muitos processos naturais, desde aqueles que acontecem nas profundezas de nosso planeta, à meteorologia espacial desencadeada pela atividade solar. Por sua vez, esta informação irá produzir uma melhor compreensão do por quê o campo magnético estar enfraquecendo.”, concluiu.
Não há nenhuma evidência para sugerir que um campo magnético enfraquecido marcará o fim da vida na Terra como a conhecemos. Durante alterações anteriores estudadas, não houveram registros de extinções em massa ou evidência de danos da radiação. Porém, com a ameaça climática espacial, os pesquisadores acreditam que redes de energia e sistemas de comunicação poderiam sofrer sérios danos.
Além disso, animais que usam o campo magnético como meio de orientação, ficariam completamente confusos e poderiam morrer “sem saber para onde ir”.