11.582 – Cinema – Morre o ator Omar Sharif


Omar no clássico Dr Jivago
Omar no clássico Dr Jivago

(Alexandria, 10 de abril de 1932 – Cairo, 10 de julho de 2015) foi um ator egípcio.
Nascido como Michel Demitri Shalhoub, mudou seu nome quando se converteu ao Islamismo para se casar. Trabalhou em muitos filmes produzidos em Hollywood e seu papel mais conhecido é o de protagonista em “Doutor Jivago” (Doctor Zhivago) (1965). Foi indicado ao Oscar de melhor coadjuvante por “Lawrence da Arábia” (1962)
Morreu aos 83 anos num hospital no Cairo, em consequência de um ataque cardíaco
O ator egípcio Omar Sharif, que fez filmes como “Lawrence da Arábia”, “Doutor Jivago” e “Funny girl – Uma garota genial”, morreu nesta sexta-feira (10 de julho) aos 83 anos.
Em maio deste ano, o empresário do ator confirmou que ele estava com Alzheimer. “Ele está morando no Egito estes dias e está recebendo cuidados de seu filho Tarek e outros”, afirmou, na ocasião.
Sharif, nascido em Alexandria, no Egito, com o nome de Michel Shalhoub, foi uma das maiores estrelas de cinema na década de 1960 e o primeiro ator árabe a ganhar fama internacional, com uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel no filme “Lawrence da Arábia”, de 1962, com Peter O’Toole. Ele é vencedor de três prêmios do Globo de Ouro.

OMAR SHARIF
Ator morreu aos 83 anos
obituário
fotos
repercussão
filmografia
Com o sucesso de “Lawrence da Arábia”, Sharif fez três filmes em 1964, incluindo “A voz do sangue” e “O Rolls-Royce Amarelo”, e três em 1965, incluindo o seu primeiro papel principal em uma produção de língua inglesa, com o personagem-título de “Doutor Jivago”.
Nos anos 60, ele também estrelou “O Ouro de Mackenna”, com Gregory Peck e Telly Savalas, e a trágica história de amor “Mayerling”, no qual fez par romântico com Catherine Deneuve.
Na década de 1980, Sharif voltou esporadicamente ao cinema egípcio. Em 2004, ganhou o prêmio Cesar de melhor ator, o equivalente francês ao Oscar, por seu papel no filme francês “Uma amizade sem fronteiras”.
Em 2007, Sharif foi condenado a dois anos de prisão, que cumpriu em liberdade condicional, e a fazer 15 sessões de terapia para controlar a raiva, por ter agredido em 2005, num estacionamento de Los Angeles, um manobrista que não aceitou que pagasse com euros.
O ator atacou e insultou com adjetivos racistas Juan Anderson, de origem guatemalteca, chamando-o de “mexicano burro” depois de o manobrista se negar a aceitar uma nota de 20 euros como pagamento.
O ator também estava entre os mais renomados jogadores de bridge do mundo e escreveu diversos livros sobre o jogo de cartas.
Em 2009, ao divulgar o filme “Al mosafer” (O viajante) no Festival de Veneza, o ator disse que teve “muitas aventuras com mulheres”, mas apenas um “grande amor” – seu casamento, que terminou em 1974.
“Eu sou o único ator no mundo que não tem um centro em sua vida. Eu morei em hotéis em toda a minha vida e comi em restaurantes – sempre. Tive uma vida feliz, não há por que chorar.”

Os principais filmes de Omar Sharif:
“Um Castelo na Itália” (2013)
“Al Mosafer” (2009)
“Mar de Fogo” (2004)
“Uma amizade sem fronteiras” (2003)
“O 13º Guerreiro” (1999)
“O Ladrão do Arco-Íris” (1990)
“Os Possessos” (1988)
“Top Secret! Superconfidencial” (1984)
“Funny Lady” (1975)
“Juggernaut – Inferno em Alto-mar” (1974)
“O Último Refúgio” (1971)
“Funny Girl – A Garota Genial” (1968)
“A Noite dos Generais” (1967)
“Felizes Para Sempre” (1967)
“Doutor Jivago” (1965)
“O Rolls-Royce Amarelo” (1964)
“A Queda do Império Romano” (1964)
“Lawrence da Arábia” (1962)

11.581 – Mega Byte – Tecnologia pode deixar smartphone mais rápido e aumentar vida útil da bateria


bateria eficiente
Pesquisadores da Universidade de Hanyang, na Coreia do Sul, desenvolveram uma tecnologia que pode melhorar significativamente a velocidade e a expectativa de vida da bateria de smartphones.
O principal princípio da tecnologia é o fato de ela não registrar dados desnecessários nos dispositivos. O professor You-jip Won, líder da pesquisa, confirma o que muita gente já desconfia: os smartphones vão ficando mais lentos com o passar do tempo. De acordo com Won, isso acontece por conta da tarefa de armazenar e apagar dados repetidos na memória flash.
A novidade consegue reduzir drasticamente a quantidade de dados gravados. Em testes, os pesquisadores constataram uma melhora de 14 vezes na velocidade dos smartphones e um aumento de quase 40% no ciclo de vida da bateria. Os resultados da pesquisa serão apresentados em uma conferência na Califórnia.

11.580 – China quer conquistar o lado mais distante e inexplorado da Lua


lado-escuro-lua
O Programa Chinês de Exploração Lunar anunciou que o gigante asiático planeja empreender uma missão sem precedentes e a primeira na história: trata-se do pouso de uma sonda e de um rover (veículo de exploração espacial) no enigmático lado distante da Lua.
O engenheiro-chefe do programa, Wu Weiren, explicou o plano ambicioso, que será realizado com a sonda Chang’e 4: “Agora, estamos discutindo o próximo local de aterrissagem da Chang’e 4. Provavelmente escolheremos um local mais complicado tecnicamente. Outros países escolheram explorar o lado mais próximo da Lua. Nosso passo seguinte será, provavelmente, ver uma nave espacial chegando ao lado distante da Lua”.
A missão anterior, Chang’e 3, fez uma pouso controlado em 14 de dezembro de 2013 e ainda está em operação. Em um ano e meio, contribuiu para ampliar a compreensão científica da Lua, processo que será aprofundado com a chegada da Chang’e 4 ao lado distante do satélite natural da Terra.

11.579 – Os sinais extraterrestres e ainda não explicados pela ciência (?)


ETS
A possível existência de vida extraterrestre e, mais ainda, o eventual contato com ela, tem sido motivo de especulações, entusiasmo e ansiedade para a humanidade – pelo menos desde os tempos modernos. E a ciência já registou múltiplos sinais vindos do espaço sideral que continuam inexplicáveis para os especialistas.
Sinais do Cluster Perseus: Em junho do ano passado, praticamente em uníssono, o observatório de raios X Chandra, da NASA, e o observatório XXM-Newton, da Agência Espacial Europeia, registraram um inequívoco sinal inteligente de raios x, procedente do Cluster de Perseus, um conjunto de galáxias localizado a 240 milhões de anos-luz.
Som escuro: Em consequência dos dados obtidos de um buraco negro, localizado no sistema estelar GRS 1915+105, o pesquisador do MIT Edward Morgan recriou um dos sons mais perturbadores registrados até o momento. O modelo replicado é do maior buraco negro da Via Láctea, superando a massa do nosso Sol de 10 a 18 vezes. O som emitido, um Si bemol, registra uma frequência 1 milhão de vezes mais profunda que qualquer outra percebida pelo ouvido humano.
Explosões no espaço: Quando, entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012, o radiotelescópio Parkes, localizado em Nova Gales do Sul, na Austrália, realizou varreduras de rotina no espaço, deparou-se com quatro rajadas de sinais de rádio. Cada uma delas não durava mais que alguns milissegundos, embora sua potência fosse extrema. Apesar de ainda se especular de que recanto da Via Láctea os sinais possam ter vindo, muitos estudiosos afirmam que, na verdade, eles vieram de muito mais longe.
O sinal Wow!: Em 15 de agosto de 1977, exatamente às 23h16, o radiotelescópio Big Ear, em Ohio, nos EUA, recebeu um sinal de procedência desconhecida, que durou longos 72 segundos e teve uma intensidade 30 vezes superior ao ruído branco (ruído de fundo) do Universo. Ele recebeu o nome de Wow! porque foi a única coisa que o professor Jerry Ehman, quem, então, monitorava os registros do computador que o transcreveu, conseguiu escrever no papel. Até hoje, o sinal continua inexplicável para a ciência.

11.578 – Teorias – As nações que têm mais homens fazem mais guerras


O que faz com que os povos entrem em conflito, de tempos em tempos? Para Christian Mequida e Neil Wiener, da Universidade York, em Toronto, Canadá, é o excesso de homens jovens. Os dois biólogos analisaram a história e a população de mais de 150 nações do mundo todo. E descobriram que os países mais beligerantes são aqueles onde a proporção de jovens do sexo masculino passa dos 35%. Conclusão: as guerras não são deflagradas por ideologia ou honra, mas por causa de mulher. Para impressionar as mocinhas, os mocinhos se atracam, defendendo territórios e riquezas. Quanto mais rapazes houver, maior a probabilidade de começar uma grande briga. “Por aí, podemos prever em que lugares do mundo vai estourar uma guerra e quão destrutiva ela será”. Difícil é achar que a história humana foi escrita toda em cima de competição pela namorada.

11.577 – Física – Existe diferença de peso entre 1 litro de água quente e 1 litro de água fria?


Quanto mais quente, mais leve é a água. Isso acontece porque, com a temperatura mais alta, as moléculas se afastam umas das outras. Isso diminui a densidade do líquido e, conseqüentemente, o peso. “Um litro de água a zero grau Celsius pesa 999,841 gramas”, diz o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo. “A 30 graus Celsius, pesa 995,646 gramas”, completa. Portanto, ocorre uma redução de 0,4% no peso a cada em 30 graus de temperatura.

11.576 – A circulação sanguínea se altera na falta de gravidade? Há outras mudanças fisiológicas?


Não existem ambientes sem gravidade. O que acontece no espaço é que essa força é anulada pela alta velocidade das naves (em média, 27 000 quilômetros por hora). Para começar, o coração trabalha melhor. “Normalmente, ele empurra 70 centímetros cúbicos de sangue para a circulação”, diz o fisiologista Maurício Rocha e Silva, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, em São Paulo. No espaço, o músculo precisa de 5% menos força para fazer a mesma coisa, pois a falta de gravidade diminui a compressão das artérias, que se dilatam.
Outros órgãos são afetados. Os músculos afrouxam, já que não são convocados a fazer força. Se a estada for longa, correm até o risco de se atrofiar. Os ossos tornam-se mais fracos, porque precisam da gravidade para fixar o cálcio que “tampa” seus poros. O sistema digestivo enlouquece. Para evitar indisposições, os astronautas treinam em aviões: sobem, desligam os motores e descem em queda livre. No mergulho, qualquer refeição engolida volta. A repetição da manobra acostuma o viajante às dificuldades do espaço. Haja estômago.
O coração do astronauta no espaço funciona como se ele estivesse em repouso.
s artérias se dilatam, diminuindo a pressão sanguínea. Para compensar, o organismo produz 5% mais de sangue.
Na Terra, as veias têm que bombear o sangue pernas acima, de volta para o coração. Sem gravidade, o líquido viaja com facilidade.
Como a força que o coração faz é proporcional ao esforço que o astronauta realiza, ele bate mais fraco.

11.575 – Clima – Pegue o guarda-chuva, hoje é sábado


chuva
Sempre chove no fim-de-semana. Se você pensa que isso é lamúria sem fundamento científico, fique sabendo que o tempo parece mesmo seguir o ritmo de trabalho e descanso do homem. Meteorologistas da Universidade Estado do Arizona estudaram a frequência de chuvas sobre o Oceano Atlântico entre 1979 e 1995. E perceberam que as áreas costeiras têm 22% mais chance de receber aguaceiros aos sábados do que às segundas-feiras. Para os estudiosos, a culpada é a poluição. Segundo eles, as partículas poluidoras vão se acumulando no ar ao longo da semana. Esse acúmulo acaba facilitando a formação de nuvens, que despencam na forma de tromba-d’água nos dias de descanso.

11.574 – Por que Vênus brilha mais no céu do que Mercúrio, que está mais perto do Sol?


lua e venus alinhamento
Principalmente porque Vênus é grande, praticamente três vezes maior do que Mercúrio. Seu diâmetro é de 12 104 quilômetros, enquanto o de Mercúrio é de 4 878 quilômetros. Assim, possui uma área bem maior para refletir a luz do Sol. A presença ou ausência de atmosfera também interfere na resplandescência. Um terceiro motivo é a órbita dos planetas. “Vênus pode chegar a uma distância da Terra menor do que qualquer outro corpo celeste exceto a Lua”, diz o astrofísico Thyrso Vilella, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, interior de São Paulo. É claro que, ao se aproximar, parece mais visível e brilhante. Como Mercúrio e Vênus são planetas mais próximos do Sol que a Terra, os dois apresentam “fases” como a Lua, aparecendo mais ou menos.

11.573 – Geologia – Força do fundo da Terra


O continente africano há muito tempo desafia os geólogos porque toda a sua metade meridional, a que fica ao sul, ergue-se a mais de 1 000 metros sobre o nível do mar. É o mais elevado planalto do mundo. Que tipo de força estaria erguendo a África?
Uma equipe americana apresentou uma solução impressionante, sugerindo que existe um esguicho de lava subterrânea empurrando o planalto africano de baixo para cima. A equipe ficou convencida ao analisar efeitos dos terremotos registrados ao longo de muitas décadas. Os números indicam que o jorro de rochas incandescentes vem do centro da Terra e percorre mais de 2 000 quilômetros antes de chegar à base do continente. Ele está em ação há milhões de anos e deve continuar assim por muito tempo ainda. “Trata-se de uma força importantíssima”, diz Carolina Lithgow-Bertelloni, da Universidade de Michigan, uma das autoras da descoberta. “Ela revela que existe ligação direta entre os movimentos mais profundos do planeta e os acidentes geográficos que vemos na superfície.”
Pesquisadores sugerem que debaixo da parte sul do continente existe uma imensa corrente de rochas derretidas.
Este planalto, erguendo-se 1 000 metros acima do nível do mar, é pelo menos 500 metros mais alto que qualquer outro do planeta.
A teoria…
Esta simulação por computador foi criada a partir da idéia de que há um “rio” de lava empurrando a crosta da Terra para cima.
Ela bate com a topografia real. O vermelho representa regiões a 1 000 metros e o verde, as que ficam quase ao nível do mar.

11.572 – Genética – Picotando o DNA


gene pitx2
Nos anos 50, muitos cientistas se empenharam em estudar bacteriófagos, os vírus que atacam as bactérias. Só que esbarravam em um fato esquisito: alguns vírus conseguiam se desenvolver dentro de uma população de bactérias e não em outras, da mesma espécie e muito semelhantes. Desanimados, todos os pesquisadores abandonaram as experiências, com exceção dos microbiologistas suíços Jean Weiglé e Werner Arber. Weiglé morreu no meio do trabalho, mas Arber foi até o fim. Ele observou que algumas bactérias produziam enzimas capazes de cortar em vários pedaços o DNA (a molécula que carrega as informações genéticas do organismo) dos vírus. Por isso, eles não conseguiam atacá-las. Sorte da bactéria, de Arber e da engenharia genética. Graças à descoberta dessas enzimas, hoje é possível picar uma molécula de DNA para estudá-la em detalhes.