11.538 – Biologia – Longevidade Animal


A maioria dos peixinhos dourados, que crianças ganham em feiras, acabam morrendo dentro de alguns meses, especialmente por falta de cuidados adequados, mas Goldie era especial. Ela sobreviveu 45 anos depois de ter sido dada como um prêmio à mãe de Pauline Evans, em 1960. Quando os pais de Pauline morreram, no final dos anos 90, ela herdou o peixe e continuou cuidando dele até que finalmente falecesse, em 2005.
Goldie herdou o título de peixe mais antigo, ao sobreviver mais que Tish, que morreu aos 43 anos, na Inglaterra. Infelizmente, como não haviam registros que documentem quando o peixe foi adquirido, tanto Tish quanto Goldie permanecem “detentores não oficiais” do título, já que o Guinness não pôde verificar suas idades.
A carpa mais velha
Talvez um dos peixes mais antigos na Terra, Hanako, viveu até os 226 anos. A carpa vermelha morreu em 1977 e os cientistas usaram os anéis em suas escama para estimar com precisão a sua idade. Eles descobriram que o peixe de estimação nasceu antes da fundação dos EUA.
O lagarto mais velho
O tuatara é conhecido por sua longevidade, vivendo regularmente mais de 100 anos. O exemplar mais antigo documentado reside no Museu Southland, da Nova Zelândia. Ele tem, atualmente, 117 anos e recentemente foi pai de sua primeira ninhada, aos 111 anos.

O elefante mais velho

elefante velho
Se a memória de um elefante é realmente boa, Lin Wang tinha muita coisa para se lembrar. Enquanto a média de vida de um elefante é de cerca de 50 anos, Lin Wang alcançou os 86 antes de falecer, em 2003.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses usavam ​​elefantes para transportar suprimentos e retirar grandes peças de artilharia. Lin Wang foi capturado de um campo japonês, em 1943, e utilizado para apoiar a Força Expedicionária chinesa durante a guerra. Em 1952, foi doado para o Jardim Zoológico de Taipei. Ele se tornou a mais famosa atração no zoológico e foi carinhosamente chamado de “vovô Lin Wang” pelos visitantes. Quando ele morreu, em 2003, seu serviço memorial durou semanas e atraiu milhares de visitantes.

Lagosta
Pescadores capturaram a lagosta, chamada de George, na costa de Terra Nova e Labrador, no Canadá, em 2008. Ele foi vendido ao City Crab and Seafood, por cerca de R$ 300 reais, graças ao seu tamanho impressionante. O gerente do restaurante, Keith Valenti, nunca achou que George nasceu para ser comido, tornando-o um mascote e animal de estimação. Seu enorme tamanho atraiu visitantes curiosos para o restaurante. George só viveu no restaurante durante dez dias antes de manifestantes do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals – uma ONG) convencerem o City Crab a libertá-lo de volta na natureza.
PETA interessou-se particularmente com a liberdade de George porque o tamanho de um crustáceo se correlaciona com a sua idade, e, com seus 9 quilos, eles estimaram que a lagosta teria 140 anos. Desde que foi libertado, não há conhecimento da vida de George.

Cavalo
Nascido em 1760, Old Billy viveu impressionantes 62 anos de idade, mais do que o dobro do tempo de vida útil médio de um cavalo. Billy passou a maior parte de sua vida como um cavalo de carga. Ao ficar velho, suas costas se encurvaram e os seus ossos começaram a sair através de sua pele – o que certamente lhe causava dor e agonia. Independentemente disso, ele se tornou uma celebridade local, sendo descrito em uma litografia aos 60 anos e também pintado por um artista chamado W. Taylor.
Após sua morte, seu crânio foi dividido em duas partes, com uma metade taxidermizada e a outra raspada. As duas metades estão em exposição no Museu de Manchester e na Art Gallery & Museum Bedford Cecil Higgins, Inglaterra.

Cachorro
Até agora não há relatos confirmados de um cão que viveu mais de 30 anos, mas Max chegou muito perto, morrendo aos 29 anos e 282 dias. A mistura de beagle, daschund e terrier nasceu em 1983 e foi adotado logo depois por sua proprietária, Janelle DeRouen. Registros veterinários provaram a alegação de DeRouen e, por enquanto, Max detém o título de cão mais velho do mundo.

Gato
O mais velho do mundo, na verdade, era uma gata. Tiffany Two estava viva até o início de 2015, com 27 anos. O Guinness ainda não verificou um sucessor para o seu título. Mas 27 anos não é nada em comparação com o gato mais velho de todos os tempos, que viveu até os 38 anos.
Cream Puff viveu em Austin, nos EUA, com seu proprietário, Jake Perry, e um outro gato chamado Granpa. Na época, ele morreu, e Granpa ficou com título de gato mais velho do mundo, com 34 anos. Mas ele também morreu, em seguida. O título máximo continuou com Puff. Como os dois gatos mais velhos do mundo pertenciam à mesma pessoa, muitos dizem que os alimentos dados por Perry (que incluía bacon, ovos, aspargos e brócolis) é o que ajudou seus felinos a sobreviverem por tanto tempo.
Neste caso, a diferença entre um e outro se dá na classificação de gata mais velha e gato mais velho, fêmea e macho.

Tartaruga
Acredita-se que corais vivam por milhares de anos, e as baleias-da-groenlândia podem viver por séculos, mas os animais terrestres raramente têm esses longos períodos de vida. O detentor do recorde atual como o animal terrestre mais velho, ainda vivo, é uma tartaruga chamada Jonathan.
Oriundo das Ilhas Seychelles, Jonathan foi trazido de sua terra natal em 1882 e continua morando na residência oficial do governador de Santa Helena. Uma foto preta e branca de uma coleção de imagens da guerra de Bowe, mostra a tartaruga no ano de 1900.
As tartarugas são conhecidos por sua longevidade, mas uma tartaruga que vivia no Zoológico Alipore, na Índia, estabeleceu um recorde que não será quebrado tão cedo. Ela sobreviveu por 250 anos. Para colocar o fato em perspectiva, ela é mais velha que o governo dos Estados Unidos da América.
A vida de Adwaita começou em 1700, quando foi capturada nas Ilhas Seychelles, antes de ser dada ao general britânico Robert Clive, da Companhia das Índias Orientais. Clive criou Adwaita como um animal de estimação, até ela ser doada ao zoológico, em 1875. Por mais de 125 anos, viveu no mesmo recinto, até que falecer, em 2006. O casco de Adwaita foi então datado em carbono 14 para confirmar sua idade.

Com 507 anos, Ming, o molusco, viveu um longo período de tempo. No entanto, ele poderia ter vivido ainda mais caso os cientistas não tivessem descoberto ele.
Infelizmente, não era possível descobrir sua idade sem rachar seu casco. Ao realizarem tal feito, os pesquisadores perceberam que estavam em posse do, provavelmente, animal vivo mais antigo do mundo. Mas já era tarde demais. Há um ponto positivo na morte de Ming. Seu casco forneceu aos cientistas, descobertas inovadoras sobre as mudanças das temperaturas do mar ao longo dos últimos 500 anos.