11.536 – Com passos pequenos, energia solar cresce à margem de incentivos oficiais


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A possibilidade de qualquer um ter painel solar para abastecer a própria casa foi aberta com a resolução 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que em 2012 regulamentou a micro e a minigeração de energia no Brasil. O que antes era um “gato” agora é uma ação prevista legalmente, que permite compensar o que foi gerado na conta de luz.
Desde a criação da norma, as instalações de painéis cresceram mais de 670% em dois anos: hoje, há cerca de 580 sistemas operando no Brasil. Em 2013, eram 75. A previsão da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) é de que, até o fim do ano, eles cheguem a mil.
Para Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal, focado no desenvolvimento de energias alternativas para a América Latina, o impulso não é por causa do governo. “Os incentivos para o setor praticamente inexistem,” reclama. “O maior deles são os reajustes tarifários que estão sendo feitos, que fazem as pessoas buscarem outras opções”.
O gerador de energia doméstico também tem custo elevado. Um sistema fotovoltaico que supre as necessidades de uma família de quatro pessoas custa ao menos R$ 15 mil, e isso para regiões com alta incidência de sol, como o Nordeste.
Há quem pense em montar os próprios painéis solares sozinho, seguindo instruções encontradas na internet. Mas fazer isso, além de ser complicado, pode render ação judicial. Existem tanto normas de segurança quanto exigências legais para conectar a geração particular à rede elétrica nacional –então, o mais recomendado é contratar uma empresa especializada.
Apesar do custo, não vêm faltando iniciativas do poder público para geração solar. O Estado de Pernambuco se tornará em novembro o primeiro a consumir esse tipo de energia em larga escala, com a construção de uma usina com capacidade de 11 MW (0,03% da demanda estadual).
Já em Búzios (RJ), foram instalados painéis solares em três escolas municipais. A ação vem permitindo redução de 30% na conta de luz, ou cerca de R$ 540 mensais. O projeto é da distribuidora Ampla, que ressalta a importância de se trazer a energia renovável para a realidade dos estudantes.
É certo que as próximas gerações terão que aprender cada vez mais a lidar com fontes energéticas limpas, como a solar. Em 2050, segundo pesquisa da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a participação da geração fotovoltaica na matriz brasileira será de 13% –um salto considerável, se pensarmos que a taxa atual é de apenas 0,01%.

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